sexta-feira, 29 de maio de 2009

"O Segredo de Coimbra" de Étienne Schréder (1997)

Étienne Schréder é belga, e este é o seu primeiro álbum de banda desenhada, tendo escolhido a cidade de Coimbra como local de acção, e o século XVIII como época (mais propriamente o ano de 1774).

Tudo está "rodeado" de grande fantasia, com a criação de um jovem príncipe obcecado com a construção de uma soberba ponte sobre o rio Mondego, e dado, ainda a ciências ocultas, esotéricas, possuidor de alguns maquinismos estranhos, que acabam por destruir as obras da ponte.

É difícil ao leitor acompanhar o fio complicado da história, bastante sibilina.

Os desenhos têm qualidade artística, embora não ajudem a entender correctamente o enredo. Acrescente-se que, de facto, o Universidade Coimbrã possui uma série de maquinismos setecentistas únicos no mundo.

Sinopse

Que segredo esconde esta imagem deformada, esta anamorfose que Roland Buisen estuda em vão desde há meses? Quem é o personagem representado?

As investigações de Buisen levam-no até ao Gabinete de Física da Universidade de Coimbra, a essas salas esquecidas onde a ciência do Século das Luzes se confunde com as lendas de outros tempos.

É graças a este misterioso retrato que Roland Buisen vai desvendar a história de um jovem príncipe de saúde débil e de um perceptor demasiado preocupado em protegê-lo, a história das máquinas construídas para uso exclusivo da criança e da ponte com que não cessa de sonhar...

Departamento de Física

Nas escadarias do Departamento de Física encontra-se uma réplica ampliada de uma anamorfose piramidal. Para conseguir visionar a imagem que resulta da união das quatro figuras é necessário descobrir o degrau correcto, que depende da altura do observador, de forma a que este alinhe a sua visão com o vértice da pirâmide de espelhos.

As anamorfoses do Museu de Física estiveram presentes na exposição "Os Mecanismos do Génio", realizada no Palais des Beaux-Arts de Charleroi em 1991.

Por ocasião desse evento, Étienne Schréder publicou a primeira edição de O Segredo de Coimbra, um livro de banda desenhada cujo enredo se baseia nos mistérios das anamorfoses

Fontes: ci.uc, Gulbenkian, Máquina especulativa

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Blake e Mortimer descobrem nos Açores a civilização perdida da Atlântida

"O Enigma da Atlantida" ("L'Énigme de l'Atlantide") começou a sair na revista Tintin na Bélgica em Outubro de 1955 e teve a sua versão em álbum em 1957.

Trata-se de uma "space opera" que ao mesmo tempo o não é, visto Jacobs, maniaco da perfeição como era, ter avolumado enormes quantidades de documentação, estudos e investigações (feitas por ele em boa parte!) e mesmo tendo feito uma visita à ilha de São Miguel para se documentar "in loco", como era da sua preferência.

Sobre essa visita, abro uma questão: Jacobs terá dito a Vasco Granja, numa célebre entrevista que este lhe fez, que efectuou esta viagem. Ora há muitos livros que estudam a sua biografia e a sua intensa obra, e nenhum deles faz a menor menção a essa visita do autor aos Açores, ao contrário de outras viagens que efectuou, bem documentadas nessas obras...

Fica assim, julgo eu, esta viagem como que numa aura de neblina, bem ao gosto do artista em questão.

Sinopse

O professor Philip Mortimer foi passar algumas semanas de férias na encantadora Ilha de São Miguel, nos Açores, local considerado como um dos cumes imersos da Atlântida, o misterioso continente desaparecido...

Ao explorar uma gruta, o professor Mortimer encontra um metal desconhecido com surpreendentes propriedades radioactivas e luminescentes.

Lembra-se imediatamente do orialco, o misterioso metal que, na narrativa de Platão, os atlantes consideravam tão precioso como o ouro (...)

Inicia-se uma descida às entranhas da Terra, onde Black e Mortimer vão viver uma extraordinária aventura.

Encontram os habitantes do continente perdido da Atlântida e arriscam a vida para salvaguardar a paz no império atlante antes de regressarem ao nosso mundo.

Fontes: Risco-contínuo, bede.blogdrive, janelaweb, bdsempre

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Jess & James, uma dupla luso-belga

O grupo Jesse and James, formado por dois irmãos, António e Fernando Lameirinhas, oriundos da zona do Porto, foram considerados pela editora Belter como uma das suas grandes apostas.

Os dois irmãos foram para a Belgica ainda novos e com os nomes artísticos de Tony and Waldo Lam formaram o grupo JJ Band, com antigos membros das bandas Manfred Mann e The Crazy World od Arthur Brown.

Aí gravaram os primeiros discos para a editora Palette. Tiveram bastante sucesso durante a 2ª metade da década de 60 e início de 70, tanto na Bélgica como na Espanha. Chegaram a editar 10 singles e 3 LP`s (1967/1972) para a editora espanhola Belter. Nada mau para 2 portugueses...

As edições dos Jess & James na Belter eram reedições dos originais da Palette, apenas em 2 casos a Belter publicou singles com versões espanholas de temas deles.

Além dos 3 LP's como Jess & James, há ainda o disco "A New Exciting Experience", assinado como Free Pop Electronic Concept, em que aos irmãos Lam/Lameirinhas e seus colaboradores habituais se junta ainda o compositor belga Arsène Souffriau, para um trabalho que funde música electroacústica e rock

Fontes: Reis do Yé-Yé / Fantomas / Bissaide

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Luís Rego, prisioneiro político


Luís Rego foi para Paris em 1962, com 18 anos, com o desejo de se aperfeiçoar na guitarra e, simultaneamente, evitar o serviço militar obrigatório. Conheceu depois Jean, Gerard, Donald e Phil e decidiram formar os Problèmes.

Estrearam-se num clube da Normandia, assinaram contrato com a Vogue e actuaram na TV e depois é história...

Os Problémes gravaram o tema "Ballade à Luis Rego, Prisonnier Politique" após terem vindo a Portugal. Nessa altura, Luis Rego foi detido devido à sua fuga do serviço militar.


Percurso

Luís Rego é uma personagem, um tanto quanto atípica, tendo exercido várias ocupações (músico, autor, actor, comediante, humorista e locutor de rádio).

Quando chegou a Paris teve de trabalhar. Trabalhou numa fábrica durante um ano. De seguida fez pequenos biscastes aqui e ali. Fez um pouco de tudo até encontrar os músicos e de aderir a um grupo ou formar um. Foi o que eu fiz.

Foi assim que nasceram os Problémes (grupo de suporte do cantor Antóine), que fundou quando encontrou o Gérard Rinaldi.

Os Problémes tornaram-se os Charlots. Os Charlots eram no princípio um grupo cómico. Começaram por acaso por uma paródia que teve êxito e nessa altura tornaram-se artistas de música hall. Apresentavam números musicais burlescos.

Foi no seguimento desse sucesso inicial que o cinema se interessou por eles. Depois de um grande êxito com os filmes "A grande Festa" e "Os Tropas Malucos", Luís Rego decide abandonar o grupo, tendo posteriormente participado em filmes de sucesso como "Os Bronzeados" e "Os homens preferem as gordas".

Fonte: Guedelhudos (ié-ié)

quarta-feira, 20 de maio de 2009

As Raincoats de Ana da Silva (1977-1984; 1993-)


As The Raincoats foram umas das pioneiras bandas rock totalmente feminina. Juntaram-se em 1978, em plena histeria pós-punk, na cidade de Londres que ainda ressacava os recentes ícones Sex Pistols e The Clash e abraçaram a new-wave que chegava do outro lado do Atlântico, de Nova Iorque. Eram quatro raparigas e a mais velha era portuguesa – madeirense de nascimento e Ana da Silva de seu nome.

Para além da guitarrista Ana da Silva, a banda era complementada pela carismática baterista Palmolive (que tinha abandonado as The Slits, outra legendária banda-rock feminina e que viria a partir para a Índia em 1979, sendo substituída por Ingrid Weiss), pela baixista Gina Birch e pela violinista Vicky Aspinall.

Separadas eram quase inóquas, mas em conjunto formavam uma combinação explosiva de punk-rock de cariz experimental, cujo violino de Vicky Aspinall contribuia em muito para uma sonoridade bastante particular.

As The Raincoats eram uma banda manifestamente feminina e não o era só devido ao seu alinhamento exclusivamente feminino; era-o na sua postura, nas suas músicas e nas suas letras, que passavam uma espécie de mensagem de emancipação da mulher, arruinando qualquer esteriótipo feminino que se atravessasse à frente.

Depois de três álbuns de originais – “The Raincoats” em 1984, “Odyshape” em 1981 e “Moving”, em 1984 – e de uma abrasiva reputação construída em terras de Sua Majestade, as The Raincoats anunciaram o seu fim. Que afinal era apenas um até já.

Com efeito, dez anos depois, Kurt Cobain, mítico líder dos Nirvana e símbolo do movimento grunge, repescou as The Raincoats desta vez para o reconhecimento internacional. Tidas como influência fulcral da sua música, Kurt Cobain exigiu que os álbuns das The Raincoats fossem reeditados, para que a sua música pudesse ser descoberta por uma nova geração.

Inesperadamente, viram-se nas bocas do Mundo quando menos o esperavam e Ana da Silva e Gina Birch reavivaram as The Raincoats, desta vez com Heather Dunn na bateria e Anne Wood no violino.

Fonte: Rua de Baixo

A admiração de Kurt Cobain

Depois das aventuras musicais, Ana Paula foi trabalhar para o Antiquário que entretanto o seu primo [Manuel Castinho] tinha aberto em Londres.

Em Maio de 1993, Kurt Cobain escreveu nas notas do álbum "Incesticide", dos Nirvana, que as Raincoats tinham sido uma das bandas que mais o influenciaram.

Mais ou menos por essa altura, Kurt Cobain passa por Londres à procura de uma cópia nova do álbum "The Raincoats", já que a sua se encontrava danificada e foi à loja da Rough Trade, mas ficou a ver navios, já que não havia cópias.

Prestável, a empregada da loja forneceu a Kurt Cobain a morada do Antiquário de Manuel Castilho onde Ana Paula trabalhava, mas nem assim teve sorte. Ana Paula não só não tinha o disco, como não reconheceu Kurt Cobain (como pode?), mas aceitou ficar com uma morada.

Só mais tarde Ana Paula se apercebeu da gaffe e enviou discos e outro material.

Kurt Cobain acabou por interceder pela reedição da obra das Raincoats e estas dedicaram-lhe o "Extended Play", o EP de reunião de Julho de 1994.

Fonte: Guedelhudos (ié-ié)

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Nome de Grupo: Rosa Mota

Em Abril de 1993, durante a viagem presidencial de Mário Soares a Londres, o jornalista Luís Pinheiro de Almeida descobriu no "What's On" a existência de uma banda de rock com o nome de Rosa Mota.

Não foi difícil convencer os companheiros de profissão a ir ao Water Rats, uma espécie de Rock Rendez-Vous londrino, assistir a um concerto da banda. Até porque Soares ia a caminho da Escócia e tinham a noite livre.

Durante alguns anos trocou informações com a banda. Mandavam-lhe os discos, autografados, notícias, como o contrato com a Mute, chegaram-lhe inclusivé a pedir para falar com Rosa Mota para não haver melindre com o nome, o que cheguou a fazer.

Rosa Mota, a atleta, acabaria por confessar ao "Jornal de Notícias" que se sentira "muito orgulhosa" pela "usurpação" do seu nome.

Em Londres, a banda explicou que tinha escolhido o nome de Rosa Mota pela "muita admiração" que tinha pela atleta portuguesa e também porque desejava ser uma "banda-maratona" com "muitos anos de vida".

Os nomes dos músicos: Julie Rumsey (voz e guitarra), Ian Bishop (voz e guitarra), Sacha Galvagna, italiana, (guitarra), Michelle Marti, espanhola, (guitarra) e Justin Chapman (bateria).

Agora, imaginem a surpresa da banda quando viu entrar pelo clube dentro 15 barulhentos jornalistas portugueses, tantos quantos eram ao princípio, mas nem todos aguentaram o "caos controlado" da banda indie de Camden Town.

Fonte: Guedelhudos (ié-ié)

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Ana Moura participa no "Rolling Stones Project" (2007)


A fadista Ana Moura é uma das participantes da segunda edição do "The Rolling Stones Project", que reúne diversos artistas para interpretarem versões pessoais de canções da histórica banda.

O convite partiu de Tim Ries, saxofonista da banda de apoio aos Rolling Stones e mentor do projecto.

"No expectations" e "Brown sugar" foram os temas interpretados por Ana Moura, com tradução e arranjos de Jorge Fernando, antigo guitarrista de Amália Rodrigues.

Além deste músico, acompanharam a artista Custódio Castelo (guitarra portuguesa), Tim Ries, Charlie Watts (baterista dos Rolling Stones) e Chuck Leavell (pianista da banda de apoio dos Rolling Stones).

A escolha de Tim Ries

Nas notas do disco, Tim Ries confessa-se amante de fado e grande fã de Amália Rodrigues e revela que andou na Tower Records, em Tóquio, à procura de discos de fados.

Como não conhecia as novas fadistas, comprou três CDs ao calha e no terceiro descobriu Ana Moura.

"Logo à primeira frase, soube que ela era a escolhida, a única!".


Concerto dos Rolling Stones

O concerto dos Rolling Stones, no Estádio Alvalade XXI, em Junho de 2007, ficou marcado, entre outros momentos, pela actuação de Ana Moura.

A fadista entrou em palco para interpretar em português parte do tema "No Expectations", canção que tinha gravado em 2006, no âmbito do "The Stones Project".

Fontes: Musica.iol / Guedelhudos (ié-ié) / TSF

Videos: Ensaios, Concerto

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Curta-mertagem de tema de Dido rodado na Nazaré (2008)

A cantora britânica Dido convidou diversos autores para realizarem curtas-metragens inspiradas nos temas do seu terceiro álbum "Safe Trip Home".

A realizadora portuguesa Cristiana Miranda, radicada em Londres, foi a autora da curta metragem inspirada pelo tema “The Day Before the Day”, uma canção sobre a morte que lhe fez lembrar o fado e a saudade.

Percurso de Cristiana Miranda

Cristiana Miranda foi para Londres aos 18 anos, onde estudou Comunicação Social. O seu primeiro trabalho de sucesso foi um documentário de três minutos para o Discovery Channel, sobre a stripper burlesca Dita von Teese.

O documentário tornou-se um sucesso e abriu-lhe as portas a novos projectos. Além de ter participado num festival no Japão, o documentário foi visionado em cinco programas de televisão no Reino Unido.

Nazaré

O vídeo, "Fisherman", foi inteiramente rodado na Nazaré e retrata o dia-a-dia dos pescadores locais.

Em declarações à agência Lusa, a realizadora justificou a escolha da vila piscatória portuguesa para esta canção pela "expressão marcada e carregada" dos pescadores da Nazaré, que cumpriam o propósito melancólico do tema.

O seu trabalho com "Fisherman" foi eleito o melhor entre os 11 vídeos do álbum “Safe Trip Home” e mereceu grandes elogios por parte de Dido, para quem a «beleza melancólica" da Nazaré enalteceu "o valor da música".


"Fisherman"

"A ideia era fazer para cada faixa musical, um filme sobre um sítio à volta do mundo. Já tinham indicado os países ou regiões para cada música, mas ainda não estava totalmente definido", explica Cristiana, acrescentando que lhe foi atribuída uma música associada a Inglaterra. Não chegou sequer a ouvi-la e decidiu telefonar a perguntar se não haveria uma faixa "mais mediterrânica".

Soube então que havia um tema que poderia ser associado a Itália ou Grécia e pediu que lhe fosse enviado. Assim que ouviu a música telefonou à equipa da cantora para dizer que aquela música nada tinha a ver com Itália ou Grécia. "Disse-lhes que isto era Portugal, a melancolia da música lembrou-me muito o fado", recorda.

"The Day Before the Day" é uma das faixas mais "intensas" do álbum e Cristiana associou-a instantaneamente à Nazaré e à vida dos pescadores, por ser uma canção que fala sobre a perda de alguém e que faz lembrar o fado e o sentimento de saudade.

"A letra e a música, lembraram-me imediatamente os pescadores. É uma história de mar, de morte mas da aceitação da morte e da capacidade de viver com a morte. É uma história de saudade, daquela nostalgia que não se consegue definir", explicou.

Reacção de Dido

A cantora britânica - que tinha gostado da ideia do vídeo ser filmado em Portugal - teve uma reacção final que superou as suas expectativas.

"Ela enviou-me um e-mail fantástico, de alguém que interpretou o filme exactamente da maneira que eu gostava que as pessoas interpretassem", revela a realizadora destacando as observações que a cantora fez sobre a "beleza melancólica" e o "sentido da fatalidade" que quis transmitir.

"Referiu que o vídeo realmente enalteceu o valor da música, porque apesar da imagem ser bastante forte, a música conta a história. Foi isso que a fez sentir-se bastante contente com o produto final", diz Cristiana. (...)

Fontes: Mundo Português (Ana Grácio Pinto) / A vida é um palco

Ligação: Extractos de entrevista a Cristiana (página oficial de Dido), Video

segunda-feira, 11 de maio de 2009

"La Cura" e "Segunda-feira" de Franco Battiato (1995)

Franco Battiato é um dos mais famosos Cantautores italianos da actualidade. Em 1995 publica o seu álbum "L'imboscata", com letras do filósofo Manlio Sgalambro, que alcança o 2º lugar do top de álbuns em Itália, grageando a Battiato uma popularidade similar à que obtivera nos anos 80.

O video de "La Cura" foi rodado em Lisboa (Jardim da Estrela, por exemplo) e um dos temas era intitulado "Segunda-feira".

1) "La Cura"








Video: "La Cura"

2) "Segunda-feira"

Segundo um site italiano, o tema "Segunda-feira de Lisboa" apresenta um ritmo português e um eco "Pessoano".

A letra em português é uma adaptação do poema "Passagem das Horas" de Fernando Pessoa.


a) Poema de Álvaro de Campos/FernandoPessoa (excerto)

Trago dentro do meu coração,
Como num cofre que se não pode fechar de cheio,
Todos os lugares onde estive,
Todos os portos a que cheguei,
Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,
Ou de tombadilhos, sonhando,
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero.

A entrada de Singapura, manhã subindo, cor verde,
O coral das Maldivas em passagem cálida,
Macau à uma hora da noite... Acordo de repente...


b) Letra de "Segunda Feira"

Ti porto con me
segunda-feira de Lisboa
nel mio antico mare
nell'Acqua Occidentale,
nel Mediterraneo
affollato di navi
e corpi d'ignudi nuotatori.

Fanciulli con sguardo da fiere,
gli occhi di lince dei Braganza,
fissano il Nord.
Sognando l'oltremare,
come ghirlanda intrecciano una danza.

Trago dentro do meu coração,
Todos lugares onde estive:
A entrada de Singapura
O coral das Maldivas
Macao da noite,
a uma ora, a uma ora.


Ti porto con me
Segunda-feira de Lisboa
nel mio antico mare
nell'Acqua Occidentale
nel Mediterraneo
affollato di navi e corpi
d'ignudi nuotatori

Segunda-feira de Lisboa
che nome d'incanto!
Qui da noi è lunedì.

Soltanto.

Audio: "Segunda-feira"

Video pessoal

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Marino Marini e o seu quarteto ... no Porto e em Lisboa

Marino Marini (1924-1992) foi um famoso cantor italiano, líder de um quarteto que obteve grande sucesso, um pouco por todo o mundo, na década de 50 e, em menor escala, na década de 60.

Em 1955 gravaram uma versão instrumental de "Lisboa Antiga" ("Lisboa Antiqua" ou, com o título em francês, "Adieu Lisbonne"):


Em 1960 vieram a Portugal, mais precisamente ao Porto, a convite de Arnaldo Trindade (editor discográfico). O sucesso foi de tal ordem que Marino Marini compôs, gravou e lançou "Ciao Porto", com letra de Alberto Uva.




Gravaram igualmente "Lisboa mia" um original da autoria de Marini:



Fontes: wikipedia, guedelhudos (ié-ié)

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Amália em dueto com Roberto Murolo

Roberto Murolo (1912-2003) foi um verdadeiro Embaixador da Canção Napolitana em todo o mundo e um mito para toda a Itália.

A própria Amália Rodrigues sentiu-se motivada para uma primeira experiencia, nos anos setenta, ao gravar, com um acompanhamento de guitarras portuguesas, uma recolha de doze trechos, da musica popular italiana, do Norte ao Sul, não esquecendo também, o estilo "particular" das "Canzoni Napoletane".

Foi, na altura, um sucesso, primeiro em Itália e depois um pouco por todo o mundo, em especial nos países em que a comunidade italiana era significativa. Esse album, "A una terra che amo", é indicado pelos estudiosos como um dos mais importantes documentos da Musica Popular Italiana. Um feito nunca repetido por nenhum artista estrangeiro.

Amália Rodrigues cantou inúmeras vezes com Roberto Murolo. A derradeira vez coincidiria com a ultima gravação em disco da cantora portuguesa, precisamente no álbum "Anema e Cuore" de Roberto Murolo, gravado em 1993, mas publicado em 1995, que inclui dois duetos com Amália.

Fonte: Valeria Mendez (adaptado)

Video: "Anima e Cuore"

Uma Noite em casa de Amália com David Mourão-Ferreira

Lembrei a Amália que tinha saudades de ouvi-la a cantar o reportório do seu premiado album em italiano, "A una terra che amo". Confessou-nos que precisava de ter uns "ensaios valentes" pois já se esquecera de parte das letras das canções.

Aceitou, no entanto, a minha sugestão de incluir na digressão o tema "Vitti`na crozza", uma popular canção siciliana, ao que a amiga Silvana anuiu, lembrando que aquele disco tinha sido objecto de estudo em Universidades italianas dado tratar-se duma recolha da musica tradicional italiana interpretada nos dialectos de origem.

A crítica italiana não hesitou em considerar aquele album um dos três melhores de "recolha da musica tradicional" ao lado de dois nomes de peso da Musica Italiana: Gabriella Ferri e Roberto Murolo. Com a particularidade de Amália ser estrangeira e estar incluida nos três melhores álbuns de Musica Italiana. Um feito notável, afirmava David Mourão-Ferreira.

Belchior Viegas adiantou-nos que inclusivé o disco grangeou dois prémios nos anos setenta e o galardão de "Disco de Ouro" pelas vendas em território italiano.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

A "Canção do Mar" de Lydia Scotty


Lydia Scotty nasceu em Buenos Aires e começou sua carreira como vedeta de revista. Em pouco tempo conseguiu conquistar o públicos americano e europeu, atingindo um grande sucesso em Madrid, Lisboa, Paris ou Monte Carlo.

Em 1958, a Companhia espanhola de discos “Montilla” editou um disco de 10 polegadas, em que a cantora era acompanhada pela famosa Orquestra do Compositor Espanhol Augusto Algueró e que se chamou “Lidia Scotty - Canciones Internacionales”-

No disco aparecem entre outras cantigas, o tema “Uma Casa Portuguesa” que Amália dera a conhecer no mundo inteiro através dos seus discos.

Posteriormente, a cantora lançou o EP "Vol. 2" no qual gravou a sua versão de "Canção do Mar", outro dos temas celebrizados por Amália.

Fonte: Amalianomundo (adaptado)

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Luar na Lubre: da Galiza com amor ...

Luar na Lubre é uma das formações mais importantes do folk galego actual. Embora já tenham uma carreira com mais de 20 anos, foi a partir da colaboração com Mike Oldfield que passaram a ter uma maior projecção. O grupo participou na digressão do músico inglês, o qual gravou uma versão de "O son do ar", uma canção instrumental do grupo.

Actualmente a sua voz é a portuguesa Sara Louraço Vidal, natural da Nazaré, que, após colaborar no álbum "Hai un Paraíso" (2004), entrou para o grupo em 2005, a substituir a anterior cantora Rosa Cedron, tendo já gravado os álbuns "Saudade" (2005), "Camiños da fin da terra" (2007) e "Ao Vivo" (2009).

Fonte: wikipedia


Sara Louraço Vidal, Nueva Cantante de Luar Na Lubre

El grupo Luar Na Lubre ha anunciado oficialmente el nombre de su nueva cantante. "Muchos ya la conocéis porque nos sorprendió a músicos, medios y público con su bella interpretación de "O meu pais" en nuestro último disco Hai un paraiso" Una voz especial, firme, serena y llena de contenido, que ha sabido sumergirse en el color y el paisaje de nuestras melodías aportando sentimiento, alma y matices. "

Nota: Saiu do grupo em Setembro de 2011 por motivos pessoais.


Homenagem a Zeca Afonso

O disco "Saudade" dos Luar na Lubre com uma versão de "Tu gitana"

O Zeca Afonso é unha das referencias máis importantes da música popular portuguesa e ao mesmo tempo un home recoñecido internacionalmente pola súa condición humana. Esta é unha homenaxe que nós, dende Galiza, pretendemos facerlle nesta ocasión coa colaboración especial doutro grande, neste caso da música latinoamericana como é Pablo Milanés.

Fonte: AJA

Video: "Tu gitana", "Domingo Ferreiro" (com Lilla Downs)