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terça-feira, 15 de julho de 2014
A emigração portuguesa em “O Salto” (“Voyage of Silence”) de Christian de Chalonge (1967)
Filme emblemático sobre a emigração portuguesa clandestina, “O Salto” está imbuído de uma forte carga política e ideológica, fruto do ambiente efervescente vivido em França na época. O crescente fluxo migratório, as condições em que partiam os emigrantes – a pé e em camionetas de carga – e a forma como eram recebidos em França são questões retratadas de forma crua e realista. Com esta primeira obra o francês Christian de Chalonge viria a arrecadar, em 1968, o prestigiado Prémio Jean Vigo.
“O Salto” é um filme francês estreado em 1968, sob direcção de Christian Chalonge, com a participação, entre outros, de Marco Pico (António Ferreira), Ludmila Mikaël (Dominique), António Passalia (Carlos), Américo Trindade (Américo), António Assunção e Henrique de Souza (Alberto).
Carlos Saboga, hoje famoso argumentista do cinema português, era um jovem imigrante em Paris nessa altura, alguém que vivendo noutra realidade, a dos exilados políticos, viu de perto os bidonvilles por razões profissionais (participou na pesquisa para o filme "O Salto", de Christian de Chalonge, sobre a emigração clandestina portuguesa):
"Paris estava cercada de bidonvilles onde estavam os tipos que estavam a fazer a França. Estes tipos estavam escondidos, não se viam nas ruas. Trabalhavam na Renault, na Citroën, na construção civil, nas auto-estradas. Eu conhecia os bairros de lata lisboetas - Casal Ventoso, Vale Escuro -, porque enquanto militantes [comunistas] íamos lá falar com as pessoas, mas nunca tinha visto nada assim. As condições de vida eram pavorosas. Quando os franceses falam dos 30 anos de prosperidade a seguir à guerra, esquecem-se dessa outra face da moeda."
Sinopse
António é um marceneiro português que, para fugir à guerra colonial e à pobreza, decide emigrar para França, respondendo ao desafio de um amigo. À dureza da travessia da fronteira, somam-se as dificuldades em Paris. Sem documentos, sem trabalho e sem falar francês, António deambula pela cidade em busca de Carlos, o amigo que lhe prometera ajuda. Neste seu percurso solitário, a esperança e o optimismo vão dando lugar à desilusão, sentimento partilhado por muitos portugueses com quem se vai cruzando.
Por não encontrar Carlos, e sem saber o que fazer, António pede ajuda a Dominique, uma jovem enfermeira francesa, que conhecera em Portugal, contudo a jovem não poderá ser de grande utilidade para um imigrante ilegal (que, ainda por cima, não fala francês), mas ainda lhe consegue arranjar um pequeno “biscate”, ajudando à mudança de casa de um médico.
Quando António encontra Carlos, sente-se traído, ao saber que o compatriota exige uma elevada quantia em dinheiro para lhe arranjar os documentos de trabalho e o pagamento de uma percentagem do seu salário durante cinco anos, acabando por ir parar a uma cidade com piores condições do que a vila portuguesa donde era originário.
Prémios
Prémio OCIC do Festival de Veneza (1967)
Prémio Jean Vigo (1968)
Música de Luís Cília
Luís Cília foi para França forçado. Nos primeiros tempos tocava nas festas das associações de emigrantes. Apenas quando fez a música para o filme "O Salto" é que se dedicou só à música.
Em 1966 foi entrevistado pela televisão francesa no âmbito de um programa sobre a juventude que emigrou para França
Filmes sobre a emigração portuguesa
O realizador José Vieira, a residir em França e autor de “Gente do Salto" (2005), que pretende ser um documento com memórias de portugueses que fugiram para França nos anos 60 que, no seu entender, França e Portugal continuam a ignorar, referiu por ocasião da apresentação do seu documentário, que “há poucos filmes sobre a emigração portuguesa em França, realidade que poderá ser alterada em breve com o surgimento de novas histórias feitas pelos filhos dos portugueses.”
Fontes/Mais informações: RTP / Films de France / Museu Emigrante / Textos da internet / Itacaproject / Memória Viva / Scoop.it (cinema e emigração)
Videos: Genérico / Tema do filme em assobio
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Alma açoreana em "Passionada" de Dan Ireland (2003)

"Passionada" é uma comédia romântica, realizada por Dan Ireland, cujo título resulta das palavras "Passion" e "Apaixonada".
A história envolve 3 gerações de mulheres de origem açoreana na comunidade pesqueira de New Bedford, Massachusetts (nos Estados Unidos da América).
A personagem principal é Celia Amonte (interpretada pela actriz Sofia Milos, de ascendência grega e italiana), uma luso-norte-americana, que está há anos de luto pela morte acidental do marido pescador.
Apesar de ser bela e jovem, ela resignou-se a trabalhar numa tecelagem, a cuidar da sogra idosa, Angelica, e da sua filha adolescente, a rebelde Vicky (Emmy Rossum).
Celia canta fado num restaurante aos fins-de-semana, encontrando na música o consolo para o sofrimento pela morte do marido.
A filha tenta encontrar-lhe um novo amor. Um "encontro às escuras" com um jogador de poker falido, Charles Beck (Jason Isaacs), é o começo de um novo romance.

Os principais aspectos que condimentam a história de "Passionada" são o fado, a culinária e o modo de vida da comunidade açoriana em particular e da cultura portuguesa.
Durante o filme, Sofia Milos faz play-black da voz da fadista Mísia, que participa na banda sonora com temas do seu CD "Paixões Diagonais".
A melancolia do fado e os recantos da velha cidade baleeira da costa Leste dos Estados Unidos são também aspectos retratados em "Passionada".
Fontes/Mais informações: Rosa Carvalho (adaptado) / Página Oficial de Sofia Milos / Diário Insular
Extracto de artigo do Portuguese Times
Outro bom indicativo [do crescente sucesso do Fado nos E.U.A.] foi o filme "Passionada" (2002), comédia romântica sobre uma viúva portuguesa que canta o fado num restaurante de New Bedford.
Video: Youtube
Imagens legendadas: C4pt0m3nt3
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quinta-feira, 15 de abril de 2010
Madredeus na banda sonora de "Os Maias" (2001)
A canção "O Pastor", dos Madredeus, foi a escolhida para retratar as requintadas tramas do destino tecidas por Eça de Queirós em seu romance, sendo um dos temas de abertura da mini-série. A canção marcava também as sequências mais importantes da história. Além da música de abertura, o conjunto foi responsável por outros três temas: "As Ilhas dos Açores", "Haja o que Houver" e "Matinal". A banda sonora incluía igualmente o tema "Fado" de Dulce Pontes.
"O Pastor"
"O Pastor" começou a tornar-se célebre na Europa após sua inclusão numa coletânea da EMI francesa, chamada "Ambiances, Musique d’une Nouvelle Âge", na qual constavam ainda canções de nomes consagrados como Philip Glass, Brian Eno e Miles Davis.
Em 1993, os Madredeus viajaram para a Grécia, em viagem promocional patrocinada por sua gravadora, a EMI. Sem que o grupo ou seu agente em Portugal soubessem, a EMI grega tinha licenciado a utilização da canção para um anúncio televisivo local da marca de uísque J&B.
O resultado foi, no mínimo, uma pequena comédia de erros: o grupo desceu no Aeroporto de Atenas sob uma calorosa recepção dos representantes da EMI grega, cercados de anúncios da bebida e meninas vestidas com uniformes que ostentavam a marca.
O grupo pensou que tudo aquilo se tratava de uma estratégia de seu agente, enquanto a EMI grega imaginava também que o grupo tinha autorizado o uso da canção.
Apurados os factos, o resultado de tais desencontros foi o 2º lugar no top de vendas grego do álbum "Existir" ...

Outros temas
Não será apenas "O Pastor" que irá "embalar" a intrincada trama de amor e desejo de "Os Maias". Já no primeiro capítulo da mini-série, transmitido em 9 de janeiro de 2001, dois outros temas do grupo, ambos relançados no álbum "Antologia"(2000), emolduraram a paixão de Pedro da Maia (vivido magistralmente por Leonardo Vieira) por Maria Monforte (Suzana Spoladore).
Na cena em que Pedro vê Maria Monforte passeando numa "charrete", ouve-se o belíssimo tema instrumental "As Ilhas dos Açores", originalmente lançado no álbum "Existir"(1990).
Depois, quando Pedro reflecte sobre seu amor e vai até a residência de Maria Monforte, para declarar-se a ela, ouve-se uma das mais ricas canções de amor do Madredeus: "Haja o que Houver", do álbum "O Paraíso"(1998).
No segundo episódio, o tema "Haja o que Houver" foi tocado na íntegra, enquanto Pedro da Maia e Maria Monforte se encontravam num parque em Sintra, e no sétimo capítulo a canção "Matinal", do álbum "Existir", pontuou a dramática cena da fuga de Maria Monforte.
A banda sonora, lançada em CD pela Som Livre, inclui temas de Madredeus e Dulce Pontes, além de outros temas instrumentais.
Fontes/Mais informações: wikipedia / Robertson Frizero Barros (adaptado)
Video: Chamada de elenco
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Sucesso de "Verde Vinho" no Brasil inspira rodagem de filme (1981)
O êxito da canção "Verde Vinho", grande sucesso do cantor português Paulo Alexandre no Brasil e em Portugal, justificou o interesse de duas produtoras cinematográficas cariocas, a Playtime e a Eliasom, na rodagem de um filme inspirado na letra da referida canção (que curiosamente é uma adaptação do tema "Griechischer Wein" do austríaco Udo Jurgens, com letra de Paulo Alexandre).
Diversas cenas foram rodadas no Restaurante "Abril em Portugal" em São Paulo, inaugurado em 1968 pelo poeta e letrista Luís Campos.
Sinopse
“Verde Vinho” conta a historia do reencontro de um velho imigrante português, com mais de quarenta anos de Brasil, primeiro com o seu passado, depois com a realidade do Portugal de hoje e, por ultimo, com o próprio filho que não conhecia.
O cantor português Octávio Lima (Paulo Alexandre) visita
o Rio de Janeiro e vai encontrar o garçom Alfredo Moraes (Dionísio Azevedo), seu compatriota, para
comunicá-lo que ele tem uma herança para receber lá em Portugal. Alfredo nem sequer
imagina a surpresa que o aguarda.
Tendo como principais interpretes o grande actor brasileiro Dionísio Azevedo e o cantor Paulo Alexandre, o filme revela ainda uma grande surpresa no seu elenco: ao lado das duas estrelas de primeira grandeza, um grupo de crianças e jovens lusitanos, todos estreantes, interpretam magnificamente as cenas em que são focalizados a infância e a juventude do velho imigrante, seus amores, seus dramas e os fatos que o obrigaram a emigrar.Na expressão do actor Dionísio Azevedo, “Este povo é a força da terra” e esta constitui a grande mensagem de "Verde Vinho", nova proposta do cinema brasileiro que atravessou o Atlântico e ali captou a vida, os costumes e o folclore do povo português.
Esta realização do português Manuel Gama levará às telas de todo Brasil "as raízes do povo brasileiro, seu reencontro com o passado e seus mais caros princípios".
Rodado em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Portugal, "Verde Vinho" tem como um dos pontos altos as magníficas cenas rodadas em Portugal (Porto, Lisboa, Coimbra, Viana do Castelo e Madeira).
Fontes: Reinaldo Varela / Blog.opovo (Portugal sem passaporte) / wikipedia / Tiendacafeconche /
O tema foi regravado por vários artistas no Brasil e na Diáspora.
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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Amália na banda sonora de "Lulu on the Bridge" (1998)

A poucos minutos do final de "Lulu On The Bridge" [realizado pelo escritor e cineasta Paul Auster], ouve-se a voz de Amália Rodrigues que, em "Estranha Forma de Vida", canta "foi por vontade de Deus".
É, talvez, esse o momento crucial do filme onde imagens e banda sonora conspiram para, subliminarmente, revelar a chave desta parábola sobre a possibilidade do milagre (e a improbabilidade de ele ocorrer), os universos perpendiculares, o corpo das mulheres, a luz dos pirilampos na noite, Deus como "trickster" imprevisível e a inexorabilidade do destino, isto é, o fado.
Não haverá muitas dúvidas de que Paul Auster desejou que essa chave permanecesse semi-oculta. É preciso escutar com muita atenção a voz de Amália (em fundo, sob o diálogo), é necessário compreender o que ela canta (e o idioma português não é propriamente um esperanto universal) tal como é indispensável conhecer o que o fado significa.
Mas esse indício — tal como aquele outro fugaz plano em que Harvey Keitel passa junto a uma parede onde, num graffito, se lê "Beware of God" — é apenas um dos vários que Paul Auster dissemina pelo filme para que, quem os souber interpretar, se vá aproximando, a pouco e pouco, dessa modalidade de leitura do mundo como um jogo de acasos irremediavelmente (des)comandado por uma absurda força maior. É nessa exacta medida que "Lulu On The Bridge" pode ser considerado um filme-musical: o seu segredo dissimula-se sob o disfarce cifrado de uma "mera" música incidental.
Fonte: João Lisboa
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
"Fado da Saudade" vence prémio Goya de melhor canção (2008)
O filme «Fados», de Carlos Saura, está nomeado em duas categoria para os Prémios Goya (prémios do cinema espanhol), atribuídos pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Espanha.

“Fados” é candidato a Melhor Documentário e também para Melhor Canção Original com o “Fado da saudade”, interpretado por Carlos do Carmo. Esta co-produção luso-espanhola, conta com a participação, entre outros, dos fadistas Carlos do Carmo, Mariza, Camané, dos cantores Chico Buarque, Lura, Caetano Veloso e Lila Downs, e do bailarino Patrick de Bana. O filme foi visto em Portugal, no ano passado, por 27.751 espectadores e esteve 44 dias em cartaz, segundo dados do Instituto do Cinema e Audiovisual.
Fonte: Pedro Barreira

"Fado da Saudade", com letra de Fernando Pinto do Amaral, obteve o prémio de melhor canção, estando incluída na banda sonora que apresenta o seguinte alinhamento:
1. Fado da Saudade - Carlos do Carmo
2. Kola San Jon - Kola San Jon
3. Variações Em Lá - Ricardo Rocha
4. Transparente - Mariza
5. Menina Você Que Tem - Toni Garrido (Brasil)
6. Quadras - Camané
7. Fado da Severa - Catarina Moura
8. Rua do Capelão - Cuca Roseta
9. Marceneiro - NBC
10. Um homem na Cidade - Carlos do Carmo
11. Foi na Travessa da Palha - Lila Downs (México)
12. Vida Vivida - Argentina Santos
13. Fado Batido - Brigada Victor Jara
14. Flor Di Nha Esperança - Lura (Portugal/Cabo Verde)
15. Sopra Demais o Vento - Camané
16. Estranha Forma de Vida - Caetano Veloso (Brasil)
17. Fado Tropical - Chico Buarque (Brasil)
18. Meu Fado Meu - Mariza / Miguel Poveda
19. Casa de Fados - Vicente da Câmara
20. Ó Gente da Minha Terra – Mariza

“Fados” é candidato a Melhor Documentário e também para Melhor Canção Original com o “Fado da saudade”, interpretado por Carlos do Carmo. Esta co-produção luso-espanhola, conta com a participação, entre outros, dos fadistas Carlos do Carmo, Mariza, Camané, dos cantores Chico Buarque, Lura, Caetano Veloso e Lila Downs, e do bailarino Patrick de Bana. O filme foi visto em Portugal, no ano passado, por 27.751 espectadores e esteve 44 dias em cartaz, segundo dados do Instituto do Cinema e Audiovisual.
Fonte: Pedro Barreira

"Fado da Saudade", com letra de Fernando Pinto do Amaral, obteve o prémio de melhor canção, estando incluída na banda sonora que apresenta o seguinte alinhamento:
1. Fado da Saudade - Carlos do Carmo
2. Kola San Jon - Kola San Jon
3. Variações Em Lá - Ricardo Rocha
4. Transparente - Mariza
5. Menina Você Que Tem - Toni Garrido (Brasil)
6. Quadras - Camané
7. Fado da Severa - Catarina Moura
8. Rua do Capelão - Cuca Roseta
9. Marceneiro - NBC
10. Um homem na Cidade - Carlos do Carmo
11. Foi na Travessa da Palha - Lila Downs (México)
12. Vida Vivida - Argentina Santos
13. Fado Batido - Brigada Victor Jara
14. Flor Di Nha Esperança - Lura (Portugal/Cabo Verde)
15. Sopra Demais o Vento - Camané
16. Estranha Forma de Vida - Caetano Veloso (Brasil)
17. Fado Tropical - Chico Buarque (Brasil)
18. Meu Fado Meu - Mariza / Miguel Poveda
19. Casa de Fados - Vicente da Câmara
20. Ó Gente da Minha Terra – Mariza
domingo, 27 de janeiro de 2008
Manuel Marques e as Bandas Sonoras de "Antônio Maria" (1968), "A Muralha" e "Pupilas do Senhor Reitor" (1970)
O compositor e guitarrista português Manuel Marques mudou-se para o Brasil em 1955, aos 29 anos, vindo a se tornar, durante as décadas seguintes, um dos maiores representantes da música portuguesa no Brasil.
Conhecido como o "poeta das doze cordas", em referência à viola portuguesa, Manuel Marques já estava bastante experimentado na arte de compor para novelas. «Fiz coisas muito bonitas para esta trilha [banda sonora de "Antônio Maria"]. Eles me deram a ideia da novela, então escrevi e depois fiz de acordo com aquela vontade. A repercussão foi maravilhosa», recorda-se Marques.
«Algumas foram mais marcantes. "O tema das beatas", por exemplo, tem uma característica da guitarra. Ela faz trechos engraçados, parece que são as beatas conversando. É muito interessante e diferente dos outros números. A "valsa das pupilas" é muito bem-feita. "A cor dos teus olhos" é um fado lindo que toquei recentemente na televisão portuguesa. Mas o mais importante de todos é "Ai ''Ai verdinho, meu verdinho".
Apesar da letra que "Ai verdinho, meu verdinho" recebeu, todas as faixas no disco são instrumentais. Para a execução das músicas, Manuel Marques tocou 1ª e 2ª guitarras, violão e violão baixo. Entre os demais temas, há o melancólico fado "Tema de Amália", as valsinhas "Tema do reitor" e "Guitarra, amor do fado"; e os viras "As pupilas do senhor reitor", "Tema de Manuel do Alpendre", "Tema de João Semana", "Dia de festa", "Tema de Clara e Pedro", "Tema de João da Esquina" e "Tema das crianças".
“Manuel Marques e a sua guitarra”
O álbum “Manuel Marques e a sua guitarra”, lançado pela editora Fermata, trazia dez composições de Manuel Marques: no lado A cinco temas de “Antônio Maria” e no lado B cinco temas de “A Muralha”, baseado na obra homónima de Dinah Silveira de Queiroz.
"Pupilas do Senhor Reitor"
A única música inédita da novela da Record "Pupilas do Senhor Reitor" era "Tema de amor em forma de prelúdio do compositor e guitarrista português Manuel Marques, que serviu como tema de abertura.
O fado foi também gravado pelo actor Sérgio Cardoso, protagonista da novela, que interpretava igualmente “Canção do Mar”. A trilha sonora incluía igualmente “Só nós dois” e “Lado a Lado” de Tony de Matos.
Fonte: "Teletema: Volume I: 1964 a 1989"
de Guilherme Bryan e Vincent Villari
Trilhas sonoras complementares de Manoel Taveira
A canção "Contigo, Sim", interpretada pelo cantor português Manoel Taveira, igualmente radicado no Brasil, foi incluída numa trilha sonora completar de "Antônio Maria".
O cantor participou igualmente num pequeno papel em "As Pupilas do Senhor Reitor" e editou uma trilha sonora complementar com quatro temas.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
"Canção do Mar" na Banda Sonora de "Raíz do Mal" (1995)
“Canção do Mar”, da autoria de Frederico de Brito e Ferrer Trindade, foi interpretada por Amália Rodrigues, em 1955, no filme "Os Amantes do Tejo" sob o nome de “Solidão”.
Dulce Pontes também cantou uma versão desta música no seu álbum "Lágrimas" de 1993, que foi incluída na banda-sonora do filme “A Raíz do Medo” (“Primal Fear”), de 1995, realizado por Gregory Hoblit e interpretado por Richard Gere e Edward Norton.
O realizador recusara inicialmente os Gipsy Kings (grupo de música cigana de origem francesa), tendo o tema de Dulce Pontes sido proposto pelo director do departamento de música da Paramount, que ouvira a canção numa rádio local (*).
A canção é inclusive integrada na acção do filme quando o protagonista (Richard Gere) se dirige a um bar e aí ouve, pela primeira vez, a voz de Dulce Pontes.
Extracto do site "50 anos de filmes" (Brasil)
"Um show à parte é a paixão do director ou dos produtores por Dulce Pontes. Não me lembro de nenhuma outra exposição assim tão forte, tão óbvia e gratuita, de um artista num filme americano. Toca uma música dela ("Canção do Mar") numa cena em que o advogado [Richard Gere] vai visitar um cliente, um bandido; o advogado elogia a música, o cliente elogia o bom gosto do advogado – e depois entrega-lhe o CD (e o espectador vê nitidamente a capa do disco, "Lágrimas, de 1993, [publicado] três anos antes de o filme ter sido realizado),
A cantora portuguesa foi surpreendida, pois ninguém se lembrara de a informar que a canção fazia parte do filme, tendo afirmado que "Ao princípio nem queria acreditar. Pensei que estava a sonhar".
(*) Existem versões distintas da forma como o tema foi incluído na Banda Sonora, pois há quem quem afirme que o tema foi proposto pelo realizador Gregory Hoblit (que ouvira a canção numa rádio local), ou pelo próprio Richard Gere (que se apaixonara pela música quando a ouviu numa loja).
![]() |
| Artigo na Billboard do correspondente em Portugal Fernando Tenente |
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
"Brisa no Coração" de Ennio Morricone e Dulce Pontes (1995)
Ennio Morricone é um dos mais importantes compositores italianos de sempre. O seu nome é sinónimo de cinema, visto que foi a criação de bandas-sonoras eternas, para filmes como “Cinema Paradiso” (1988), “A Missão” (1986), “Aconteceu no Oeste” (1969), que o celebrizou mundialmente.
O primeiro encontro entre Dulce Pontes e Ennio Morricone ocorreu em 1995 quando Dulce interpretou o tema "A Brisa do Coração", da autoria de Francesco de Melis e Emma Scoles, pertencente à banda sonora do filme "Afirma Pereira", adaptado da obra de Antonio Tabucchi e protagonizado por Marcello Mastroianni, com música de Ennio Morricone.
Extracto de entrevista a Goreti Teixeira ("Mundo de Músicas")
O Ennio Morricone estava à procura de uma voz para interpretar o tema principal do filme "Afirma Pereira", com o Marcello Mastroiani. Uma amiga dele veio a Portugal de férias, comprou o disco "Lágrimas" e ofereceu-lhe. Foi assim que o conheci.
Mas o mais engraçado é que nessa altura estava em Amesterdão, a fazer promoção, e andava há séculos à procura do disco "Era Uma vez Na América". Fui a uma loja e finalmente encontrei o disco e quando cheguei ao hotel tinha um fax dele a convidar-me para interpretar "A Brisa do Coração". Foi uma coincidência incrível.
Videoclip:
Concerto na Polónia:
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Lisbon Story de Wim Wenders (1995)
Lisboa ia ser a "Capital Cultural da Europa" em 1996, coincidindo com o 100º aniversário do Cinema. Por isso, Wim Wenders decidiu mostrar Lisboa quer com tecnologia moderna quer com recurso a aparelhos mais tradicionais.
Encontraram uma câmera do cinema mudo que ainda funcionava, pelo que certas partes do filme foram rodadas da mesma forma que o filme "Cameraman" de Buster Keaton.
O argumento ("story"), se assim o quisermos chamar, aborda as ligações entre um realizador que já não crê na capacidade das câmeras traduzirem a verdade e um engenheiro de som que ainda acredita na magia das imagens e do som.
No princípio é o som - próprio e característico - de Lisboa que prevalece em detrimento da experiência visual. E o encanto não provém apenas dos sons de Lisboa, mas igualmente dos "Madredeus" que integram o elenco do filme.
Videoclip de "Alfama"
Cena do filme ("Alfama")
Encontraram uma câmera do cinema mudo que ainda funcionava, pelo que certas partes do filme foram rodadas da mesma forma que o filme "Cameraman" de Buster Keaton.
O argumento ("story"), se assim o quisermos chamar, aborda as ligações entre um realizador que já não crê na capacidade das câmeras traduzirem a verdade e um engenheiro de som que ainda acredita na magia das imagens e do som.
No princípio é o som - próprio e característico - de Lisboa que prevalece em detrimento da experiência visual. E o encanto não provém apenas dos sons de Lisboa, mas igualmente dos "Madredeus" que integram o elenco do filme.
Videoclip de "Alfama"
Cena do filme ("Alfama")
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