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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

"Inês de Castro" na ópera e música clássica


A história de Inês de Castro inspirou mais de 20 operas, sendo as mais famosas “Ines de Castro” (1798) de Niccolò Antonio Zingarelli e “Ines de Castro” (1835) de Giuseppe Persiani (1799-1869) com base no libretto de Salvatore Cammarano, que foi bastante conhecida no seu tempo.


Século XVIII

A primeira ópera dedicada a Inês de Castro foi escrita por Gaetano Andreozzi (1755-1826), tendo sido estreada em 1793, na lindíssima e envolvente Florença.

No ano seguinte, 1794, estrearia em Nápoles a “Inês de Castro” de Giuseppe Francesco Bianchi (1752-1810), numa época em que aquela cidade era um dos grandes centros operáticos.

Apresentação de "Ines de Castro" de Persiani

Século XIX

Em 1806 foi estreada outra ópera intitulada “Inês de Castro” em Nápoles, em 1806 da autoria de Giuseppe Farinelli (1769-1836) que pouco terá a ver com o celebrizado castrado Farinelli.

A ópera "Inês de Castro" de Giuseppe Persiani foi estreada em Nápoles, no seu Teatro S. Carlo, em 28 de Janeiro de 1835, tendo desde logo alcançado enorme sucesso perante o público e a crítica, facto que lhe permitiu estar em cena durante cerca de 16 anos, em mais de 60 produções diferentes.

Em Lisboa, o Teatro de S. Carlos assistiria em 1841 à estreia de uma outra ópera "Inês de Castro", escrita por Pier Antonio Coppola (1793-1877), marcando a importância então conseguida por aquele Teatro a nível europeu.


Século XX

A tragédia de Inês de Castro inspirou também um compositor de música culta contemporânea, James MacMillan, nascido em 1959. A ópera "Inês de Castro" concebida por aquele autor foi estreada em 23 de Agosto de 1996, na edição desse ano do notabilizado Festival de Edimburgo, pela Scotish Opera Orchestra, com encenação de Jonathan Moore.


O seu libreto foi escrito pelo novelista britânico John Clifford, a partir da quase incontornável “A Castro”, de António Ferreira, facto que terá também justificado a sua apresentação em Portugal a 7 e 9 de Julho integrados no Porto 2001 – Capital da Cultura.


Mais recentemente, um jovem compositor suíço Andrea Lorenzo Scartazzini (nascido em 1971) foi o autor de “Wut”, uma opera em língua alemã estreada no Teatro Erfurt (Alemanha) em 9 de Setembro de 2006.

Fontes: José Alberto Vasco (Tinta Fresca) / wikipedia / Ismael Mendes



Outras obras ("Inés de Castro")

- Ópera - Scena ed aria de Carl Maria Friedrich Ernst von Weber"
- Ópera de Julien Duchesne (1864)
- Ópera do compositor uruguaio Tomás Giribaldi (1905)
- Ópera com musica de Gaetano Andreozzi, libretto di Cosimo Giotti (1793)
- Ópera com musica de Giuseppe Cervellini, Ignazio Gerace, Sebastiano Nasolini, Francesco Bianchi e libretto de Luigi De Sanctis (1795)
- Ópera com musica de Niccolò Zingarelli e libretto de Antonio Gasperini (1798)
- Ópera com musica de Vittorio Trento (1803)
- Ópera com musica de Pietro Carlo Guglielmi, libretto de Filippo Tarducci (1805)
- Ópera com musica de Stefano Pavesi, libretto di Antonio Gasperini (1806)
- Ópera com musica de Felice Blangini (ca. 1810)
- Ópera com musica de Giuseppe Persiani, libretto de Salvadore Cammarano e Giovanni Emanuele Bidera (1835)
- Ópera com musica de Thomas Pasatieri e libretto di Bernard Stambler (1976) (E.U.A.)
- Ópera com musica de Vicente Lleó

Videos: Persiani / Zingarelli

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

"Fado Fantastico" de Urs Richle (2001)

"Pode-se ouvir os Blues. Pode-se dançar o Tango. Mas tem de se sentir o Fado"

Urs Richle é um escritor suíço nascido em 1965 em Wattwil, tendo publicado, em 2001, o romance "Fado Fantástico" que conta a história de Francisco Fantástico um imigrante que vive ilegalmente em Genéve (Suiça) durante 14 anos. Após contar o seu paradeiro ao filho António, este decide visitá-lo em Géneve, contudo uma tragédia irá atingir esta família.

Fonte: LiteraturKritik

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

"Comboio Nocturno para Lisboa" de Pascal Mercier (2004)


Pascal Mercier - pseudónimo de Peter Bieri, é um escritor Suiço, nascido em Berna, que é actualmente professor de Filosofia em Berlim, onde vive.

No seu terceiro livro, "Comboio Nocturno para Lisboa" (“Nachtzug nach Lissabon”), o escritor desvenda uma Lisboa mística num thriller filosófico, relatando a história de um professor suiço que troca uma vida de rotinas pela busca de um escritor português, ao jeito de Fernando Pessoa.

O livro esteve 140 semanas na tabela dos livros mais vendidos na Alemanha e foi igualmente um sucesso editorial em França e Espanha, tendo transmitido uma nova visão sobre Portugal e dado à expressão "apanhar um comboio nocturno para Lisboa" o sentido de mudar de vida.


Sinopse

Raimund Gregorius, um professor de Latim e Grego, tem, num mesmo dia, um encontro fortuito com uma mulher portuguesa numa ponte de Berna e depara-se com um livro que contém as reflexões enigmáticas de um português. Em consequência desses dois acontecimentos, o professor toma a decisão de viajar para Lisboa para procurar o autor do livro (Amadeu Prado, um autor imaginado pelo escritor).

A sonoridade da língua portuguesa

Foi a música da língua portuguesa que o levou a escrever “Comboio Nocturno para Lisboa”, tendo sido motivado pelo som da língua e pela melodia das frases.

Segundo o escritor, o som da língua portuguesa “É suave, terno, sedativo, que não seduz facilmente. Consigo ouvir a melodia do português durante todo o dia. Em minha casa tenho um canal de televisão português e consigo ouvir aquilo durante horas, ainda que muitas vezes não perceba nada. É como uma bela paisagem e entramos naquela paisagem e esquecemos tudo.”

Livro de Amadeu de Prado no filme adaptado da obra de Pascal Mercier

Porquê a escolha de Portugal e de um escritor português

Achei que eu, suíço, criado na cidade de Berna, não conseguia ter estofo para fazer sair de mim as frases que saem da pena de Amadeu de Prado. Eu era muito pequeno e insignificante. (...) A solução era inventar uma personagem que pudesse dizer frases como aquelas e essa pessoa foi Amadeu de Prado (...)

Porque havia [Fernando] Pessoa, o som da língua que adoro e lamento não ter tempo para a aprender a falar. E Lisboa como cidade que assenta perfeitamente em Raimund [nome da personagem do professor de filosofia que deixa tudo para ir atrás da escrita misteriosa de Amadeu de Prado].

É uma cidade lenta, com ares de século XIX, tirando os carros; um pouco decadente. Precisava ainda de um ditador para ter o tópico político da resistência no livro. Para se ter uma movimento de resistência é preciso haver um ditador e entre o ditador e aquele resistente queria que houvesse um conflito do tipo pai e filho, tinha de ser um ditador especial, com a imagem de paternidade. Não podia ser Franco, nem Hitler nem Mussolini ou Estaline.

Salazar era um tipo diferente de homem. Um intelectual, professor de economia, não era alguém que gostasse da brutalidade. Claro que cometeu actos brutais, mas nada como Estaline ou Hitler. Portanto foi Pessoa, o som da língua, Lisboa como cidade e o ditador certo. Tudo isto me levou a Portugal e a Lisboa.

Fontes: casa dos pais, portal da literatura


"Comboio Nocturno para Lisboa" foi adaptado ao cinema pelo realizador dinamarquês Billie August em 2013, contando nos principais papeis com actores de reconhecida notoriedade como Jeremy Irons, no papel de Raimund Gregorius.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Marco Matias integra colectivo "Six4One" em representação da Suíça no Eurofestival (2006)


Marco Matias, filho de emigrantes na Alemanha, integra o colectivo Six4One, que representou a Suíça no festival da Eurovisão de 2006. Os Six4One reúnem três vozes femininas e três masculinas, procurando transmitir a mensagem do “ideal de união mundial, fazendo cada indivíduo a sua parte para que o planeta se torne num melhor sítio para viver”.

Marco Matias iniciou as suas apresentações em palco com dez anos. Fez parte de um grupo "a cappella" (unicamente com vozes) chamado Voice Sings, enquanto estudava em Colónia. Posteriormente, torna-se vocalista dos Atlanticos, um conhecido grupo da comunidade portuguesa na Alemanha, alcançando o terceiro lugar no Festival da Juventude das Comunidades Portuguesas.

Em 2003 fica em segundo lugar num concurso televisivo de novos talentos ("Die Deutsche Stimme 2003").

Em 2005, Marco Matias participa no concurso alemão para a Eurovisão, num dueto com Nicole Süssmilch, alcançando a segunda posição com uma canção da autoria de Ralph Siegel que, em 2006, o convida para se juntar aos "Six4One".

Fontes: Paulo Dumas / Wikipedia



Ligação: Video

No festival de 2002 participou igualmente uma jovem cantora portuguesa, Isabel Soares, nascida em 24 de Março de 1983, em Avanca, que apesar de não ter sido escolhida para representar a Alemanha no Eurofestival, com o tema "Will my heart survive", obteve mais sucesso comercial do que o tema seleccionado nesse ano.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

"A cidade branca" de Alain Tanner (Suíça, 1983)

Co-produção luso-suíça, “A Cidade Branca” ("Dans la Ville Blanche") é uma realização do suíço Alain Tanner que reflecte, mais uma vez num dos seus filmes, sobre a solidão e a inconstância do Homem, centrando-se na história de um mecânico de navios, ser errante por natureza, que se perde nas velhas ruas da zona ribeirinha de Lisboa, onde vive um inconsequente caso de amor com uma rapariga de igual alma itinerante.

Um envolvente e sensível drama sentimental, onde Lisboa, a cidade branca do título, se assume mais como personagem do que como décor dramático, aliás magnificamente captada pela fotografia de Acácio de Almeida, com Bruno Ganz e Teresa Madruga nos principais papeis.


"Paul, mecânico naval, desembarca em Lisboa e aluga um quarto na zona ribeirinha. Durante dias passeia sem rumo pela cidade, escreve cartas à mulher na Suíça e regularmente envia-lhe os filmes em “Super-8” que vai fazendo. Conhece, então, Rosa, empregada de mesa e criada de quarto por quem se apaixona. Um dia é roubado e fica sem nada, mas continua o romance com Rosa. Decide não voltar a embarcar mas Rosa tem a certeza que ele um dia acabará por partir. Cruza-se, por mero acaso, com um dos homens que o roubou e acaba ferido no hospital. Quando sai, descobre que Rosa foi para França e ninguém sabe a sua morada. Por fim, vende a câmara de filmar e toma o comboio para a Suíça"

Fontes: RTP / C4pt0m3nt3 (imagens do filme)



O filme obteve, entre outros prémios, o César (prémios do cinema francês) para melhor filme francófono de 1983.

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