sexta-feira, 4 de Dezembro de 2009

Lisbon photo production

A equipa de produção "Hamilton R. Pereira" continua a expandir a sua rede de actuação a nível international.

Entre os seus últimos trabalhos incluem-se:

Fiat (fotógrafo Stefano Morini, Espanha)


Maserati (fotógrafo Peter Keil, Alemanha)


Maserati (fotógrafo Peter Keil, Alemanha)



Fonte: Production Paradise

Making of

quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009

Anúncio do Volkswagen Sirocco rodado em Lisboa (parte 2/2)

O modelo Sirocco da Volkswagen (VW) foi fabricado em Portugal na Auto-Europa (de Palmela). Não foi, assim, surpresa que o anúncio oficial fosse rodado nas ruas de Lisboa.






Fonte/Video: Youtube

segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

Anúncio do Volksvagem Sirocco rodado em Lisboa (parte 1/2)

O modelo Sirocco da Volkswagen (VW) foi fabricado em Portugal (na Auto-Europa de Palmela). Não foi, assim, surpresa que o anúncio oficial fosse rodado nas ruas de Lisboa.

O anúncio mostra-nos o modelo antigo na zona velha da cidade, enquanto o novo modelo se "passeia" pelas novas zonas de Lisboa. A mensagem que se pretende transmitir é que o novo Sirocco é ultra moderno mas mantém-se fiel à sua identidade. Tal como Lisboa.






Fonte/Video: Youtube

sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

Videoclip da canção "Pensando em Você" de Maurício Manieri gravado em Lisboa (1999)

O Vídeoclip do tema "Pensando em Você", do cantor brasileiro Maurício Manieri, foi gravado em Lisboa.





Depoimento de Maurício Manieri

O segundo vídeo que eu gravei foi o da canção "Pensando em Você". Esse clip foi todo filmado na cidade de Lisboa em Portugal. Não era a primeira vez que eu visitava Lisboa, pois em 1999 eu fui pra lá fazer divulgação do meu álbum "A Noite Inteira".

Chegamos em Lisboa numa segunda-feira de manhã e fomos directo nos encontrar com a produção no Hotel. Deu tempo pra tomar um café e fazer a prova de roupas. Logo depois fomos nos encontrar com o director Cristiano Metri no local escolhido para as filmagens que era a estação de trem da Expo.

No dia a temperatura estava super baixa. Devia estar uns 3 graus Celsius. Quando cheguei ao local pude perceber que seria um clip de custo alto, pois havia várias pessoas trabalhando e havia uma grande quantidade de equipamento.


(...) Tive que me vestir de jornaleiro, engraxador, saxofonista, Black Power, carteiro e outros. A Alessandra (modelo brasileira) também faz vários personagens e acho o figurino dela nessas cenas excepcional. Vale a pena conferir. Para os personagens aparecerem ao mesmo momento foi usado um efeito especial.

Acho demais quando no meio daquela gente toda eu enxergo a Alessandra vestida com um sobretudo creme. Tem outras cenas legais também, como aquela em que eu estou correndo na estação e a imagem fica congelada, ou quando os trens passam bem na hora da gravação. (...)

Só sei dizer uma coisa galera: - Foi um momento inesquecível pra mim. Gosto demais deste videoclip. Desde as cores usadas, o figurino, a fotografia e os efeitos especias. "Pensando em você" concorreu no VMB (prémios de Video) a melhor fotografia e melhor videoclip "Pop". Indicações justas para esse belo trabalho do director Cristiano Metri.

Fonte: Blog de Maurício Manieri


Video

quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

"Menina da Ria" de Caetano Veloso (2009)

O cantor brasileiro Caetano Veloso cumpriu a promessa e dedicou uma música à cidade de Aveiro, pela qual ficou apaixonado quando passou por Portugal. "Menina da ria" é um dos doze temas do novo álbum "Zii e Zie" e surge trinta anos depois do músico ter gravado "Menino do rio", no álbum "Cinema Transcendental".

Caetano Veloso recordou que "Menina do ria" resulta de uma promessa feita ao público que esteve num concerto seu em Aveiro em 2008.

A ria "é uma característica da cidade. É muito bonita. Todo o mundo fala 'a ria'. Eu comentei na hora do show, só de violão: eu vou fazer uma música chamada 'Menina da ria'. Eles riram muito, aplaudiram, fiquei com esse compromisso, cheguei no Brasil e fiz", explicou Caetano Veloso.

A letra faz referência aos barcos da ria, aos ovos-moles, aos prédios art-nouveau.

Fonte: Visão
Letra

Uma moça de lá do outro lado da poça
Numa aparição transatlântica
Me encheu de elegante alegria
(Ai Portugal, ovos moles, Aveiro)
Menina da Ria
Menina da Ria
Menina da Ria

E uma preta (parece que eu estou na Bahia)
Tão linda quanto ela e dizia
No seu português lusitano:
"Pode o Caetano tirar uma foto?"
Menina da Ria
Menina da Ria
Menina da Ria

Arte Nova, um prédio art-nouveau numa margem
Em frente à marina-miragem
Os barcos na Ria, e depois
Uma taça
Sobre o púbis glabro, um estudo
Nenhum descalabro se tudo
É sexo sem sexo em nós dois
Menina da Ria
Menina da Ria
Menina da Ria


Ligação: Video (ao vivo)

segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

O "London London" de Zeca

Londres, 1970, talvez. José Afonso gravava "Traz Outro Amigo Também" nos estádios da Pye. Ao lado, os Status Quo registavam o segundo álbum, "Spare Parts" mas tinham de o interromper de quando em quando para não prejudicar o andamento mais sereno de Zeca. (...)

Londres fervilhava. Era o fim dos Beatles, do "Chelsea Drugstore" que os Stones cantavam, o aparecimento dos skinheads, a morte lenta dos hippies, da Carnaby Street e de King's Road.

Mas havia outros motivos de interesse. Para Londres convergiam os exilados políticos de outros países, nomeadamente do Brasil. Entre eles, Gilberto Gil e Caetano Veloso que cedo conviveram com Zeca.

Nos intervalos das gravações, o Zeca jogava judo comigo em casa da Nina, em Oakley Street, no coração de Chelsea. A irmã, Manuela, cuidava das moedas no meter para não faltar a electricidade. O seu companheiro, José Labaredas, homem bom do Couço, amigo do Zeca, cantador de fados de Lisboa, assistia. (...)

Uma noite, fomos todos jantar a um dos restaurantes portugueses de Beauchamp Place, mesmo ao lado do Harrods. Ou foi no Fado ou na Caravela, já não me lembro. Eu, o Zeca Afonso, o Zé Labaredas, a Nina, a Manuela, a Milu, todas irmãs, o Gilberto Gil e o Caetano Veloso. (...)

No meio dos pastéis de bacalhau, Caetano Veloso confessou que estava atrapalhado. Os seus amigos do Brasil perguntavam-lhe como era a vida em Londres. Ele queria responder com uma canção, mas não sabia como.

E foi nessa noite londrina, num recanto bem português, que José Afonso trauteou o que viria a ser o famoso "London London" de Caetano Veloso. Sem créditos, a não ser para os que assistiram ao parto da canção.

Fonte: Luís Pinheiro de Almeida (in "Vejam bem" e Guedelhudos AKA ié-ié)

sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

Sucesso das Irmãs Meireles no Brasil

Cidália Meireles começou a cantar na Rádio Nacional de Lisboa, em 1941, formando, em 1943, com as suas irmãs Milita e Rosária, o Trio Irmãs Meireles que obteve, em 1944, o primeiro prémio do concurso de "Conjuntos Vocais", passando a ser um dos grupos dilectos do regime.

Em 1947 iniciaram a carreira internacional actuando no Brasil e noutros países da América do Sul (Chile, Argentina). Em 1949 regressam ao Brasil, a convite da Rádio Record, vindo a fixar aí residência. Iniciaram a temporada na Rádio Record no sábado, 3 de Setembro as 21:30 horas. Cantavam sempre as terças, quintas e sábados no mesmo horário, sob o patrocínio do Sabão Albatroz, Tintas e Vernizes Cil e Conhaque Ipiranga.

Era o pai das meninas, José Meireles, quem administrava os contratos e o dinheiro. Elas afirmam que ganharam verdadeira fortuna. Foi com esse dinheiro que o Sr. Meireles adquiriu três hotéis no Brasil.

A gravadora Sinter S.A. aproveitou para lançar, entre Dezembro de 1950 e Janeiro de 1951, alguns discos das irmãs Meireles. Milita grava sozinha um disco de boleros. E como Trio gravam um fado e um corridinho da autoria de Antônio Mestre, o tema "Minha linda lusitana" (marcha carnavalesca de Claribalte Passos e Jorge Murad) e o frevo canção "Morena de Copacabana".

Cidália Meireles

Após o casamento, Cidália passa a residir em S. Paulo, onde cantou na Rádio Record de 1954 a 1964, tendo apresentado programas de sucesso como "Viajando com Cidália Meireles".

Ganhou também diversos prémios, entre outros, o prémio "Roquete Pinto" nas categorias de "Melhor Cantora de música popular internacional" e "Melhor programa de TV", e o troféu “Guarani”, o mais alto prémio na industria fonográfica, para o melhor álbum de música internacional do ano de 1957 pelo disco "Adega da Cidália".

Cidália apresentou programas na TV Brasileira como "Adega da Cidália" (a partir de 1956), "Cidália mais perto de Portugal" e " Cidália se diverte". Foi igualmente uma das estrelas da série de programas “O Fado e o Samba”, reunindo Cidália Meireles e Isaura Garcia na TV Record e protagonizou, também na TV Record, a série "Severa" que deveria durar um mês, mas que, devido ao enorme sucesso, se prolongou por mais dois meses.

Rosária Meireles

Em 22 de Janeiro, às 20 horas, Rosária começou sua temporada na Rádio Nacional e TV Paulista, canal 5, durante três meses.

Actuou, nos Estados Unidos, como figura permanente nos programas de Steve Allen, na televisão NBC, tendo também actuado ao lado de Vic Damone, na CBS-TV.

Fontes: Blogue de Paulo Borges / Fotolog Parque Mayer / Thais Matarazzo (Biografia "Cidália, voz de Portugal")


Ligação: Podcast de "Mundo Fado Brasil"

quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

Gilda Valença, cantora e actriz

Gilda Valença (Ermenegilda Pereira) nasceu em 13 de Fevereiro de 1926 em Lisboa. Irmã da também cantora Ester de Abreu, começou a cantar em 1953, já no Brasil, quando gravou pela gravadora Sinter a marcha "Uma casa portuguesa", seu maior sucesso, e o bolero mambo "Vê... lá bem".

Outros temas em destaque: "Corridinho nº 1" (Melo Jr. e Silva Tavares), "Fado de Vila Franca" (João Nobre), "Lisboa antiga" (R. Portela, Vale e J. Galhardo) e "Cantiga de rua" (João Bastos e Antônio Melo).

Actuou também como actriz nas revistas "É fogo na roupa" e "Que espeto, seu Felicidade!", e continuou gravando álbuns como "Selecções de A Severa" e "Passaporte internacional".

Cinema e TV

A partir da década de 1960 passa a actuar na televisão, participando em diversas novelas da TV Tupi: "Amália" (1968), "Maria das Graças" (1971), "A Fábrica" e "Antônio Maria" (1973).

De 1966 a 1968 participou do programa de TV "Revista do Rádio em Portugal", ao lado de grandes nomes da música brasileira, sob comando do cantor Manoel Monteiro.

Sua estreia no cinema brasileiro deu-se em 1954 quando participou do filme "O Petroléo é nosso", cantando "Uma casa portuguesa".

Regressou ao cinema 19 anos depois, quando o popular actor e produtor Mazzaropi a convidou para participar nos filmes: "Portugal... minha saudade" (1973), "O Jeca macumbeiro" (1974), "Jecão... um fofoqueiro no céu" (1977) e "Jeca e seu filho preto" (1978).

Fontes: Cifra antiga / Thais Matarazzo

segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

Ester de Abreu, cantora

Ester de Abreu nasceu em Lisboa, em 25 de Outubro de 1921 e faleceu no Rio de Janeiro em 24de Fevereiro de 1997. Iniciou a carreira cantando em programas radiofónicos dedicados ao público infantil, tendo-se estreado profissionalmente na Rádio Nacional de Lisboa, em 1940.

Em 1948 veio para o Brasil, para uma temporada de dois meses, do espectáculo "Sonho nas Berlengas", no Copacabana Palace Hotel. Acabou ficando no Rio de Janeiro, definitivamente, sendo contratada pela Rádio Nacional.

Em 1950 estreou em discos no Brasil gravando na Continental o fado canção "Já não sei", de Antônio Mestre e o fado "Pomar da vida", de Renê Bittencourt e Antônio Mestre. No ano seguinte gravou o fado baião "Ai, ai Portugal", de Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga e o baião "Carro de boi", de Humberto Teixeira e Caribé da Rocha.

Em 1952, gravou pela Sinter seu maior sucesso, o fado-canção "Coimbra (É uma lição de amor)", de José Galhardo e Raul Ferrão. No ano seguinte gravou para o carnaval a marcha "Cabral no carnaval", de Blackout.

Em 1954 gravou de Paulo Tapajós e Jorge Henrique a canção "Quero-te outra vez". No mesmo ano lançou seu primeiro LP, pela RCA Victor. Tanto por sua beleza pessoal, quanto por sua ligação sentimental com o então prefeito do Distrito Federal, Cel. Dulcidio do Espírito Santo Cardoso, obteve grande popularidade, na década de 1950, tendo por inúmeras vezes merecido a capa das revistas Radiolândia e Revista do Rádio.

Destacam-se também na sua carreira de intérprete as gravações do bolero "Outras mulheres" (Francisco Neto e Humberto de Carvalho), do fado "Perseguição" (Adelino de Sousa e Carlos da Maia) e do bolero "Reflete, amor", do acordeonista português Antônio Mestre.

Ester participou no filme "Um pirata do outro mundo" (1957), com realização de Luiz de Barros, e aparece no "Cinejornal" de maio de 1949, como "Cantora Lusitana - chegada de Éster de Abreu ao Rio de Janeiro, onde faz temporada de fados". Provando que a publicidade, em torno de seu nome, foi grande, desde a sua chegada ao Brasil.

Fontes: Dicionário MPB / Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora (in Cifra Antiga) / Tais Matarazzo

sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

“Qualquer coisa de intermédio” com Adriana Calcanhoto

Em 1995, a Editora brasileira Nova Aguilar convidou Adriana Calcanhoto para musicar alguns poemas do poeta português Mário de Sá-Carneiro e, posteriormente, apresentar essas canções numa "performance" realizada na Livraria Argumento, no Rio, no lançamento das obras completas do poeta no Brasil.

Uma das canções, "O outro", acabou por entrar no CD "Público" (2000), que trazia regravações dos antigos sucessos (entre outras canções consagradas), dando origem a um DVD, lançado no ano seguinte pela BMG.

"Qualquer Coisa de Intermédio"

Em 2007, Adriana Calcanhoto é convidada pela fundação Gulbenkian de Paris para "fazer uma noite única com um repertório de língua portuguesa". Apresentado apenas em Lisboa e Paris, o show “Qualquer coisa de intermédio” fez sua estreia no Brasil, em 2009, no 16º Festival "Porto Alegre em Cena".

O nome do espectáculo é uma alusão a um poema português de Mário de Sá Carneiro (1890-1916) que inclui em sua letra o seguinte trecho: “Eu não sou eu nem sou o outro, sou qualquer coisa de intermédio: pilar da ponte de tédio que vai de mim para o outro”.

Repertório

No repertório, a poesia portuguesa de Camões e Fernando Pessoa, o fado, a canção provençal de Arnaut Daniel, a expressão artística portuguesa moderna de Amália Rodrigues, os versos de Fiama Hasse Pais Brandão, e ainda a reverência à musa luso-brasileira Carmen Miranda

Destaque para o texto da portuguesa Fiama Hasse Pais Brandão, "Poética do Heremita", musicado pelo cantora gaúcha, que consta do seu mais recente álbum "Maré".


"Saga Lusa"

Em 2008, Adriana lançou seu primeiro livro, "Saga Lusa". O livro é um relato da viagem a Portugal durante a digressão do disco "Maré". O relato mostra como foram as 120 horas sem dormir e os efeitos causados por uma mistura de remédios para curar uma forte gripe.

A escrita feita nos momentos de delírio, insónia e medo torna-se a única actividade que Adriana, sentada em frente ao seu computador, realiza com muito bom humor. O livro está repleto de passagens engraçadas, onde a própria escritora ri de si mesma.

O livro foi lançado pela Editora Cobogó (Brasil) com capa em 4 cores diferentes e pela Quasi Edições (Portugal).

Fontes: wikipedia / clicrbs

Video: "O Outro"

quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Raimundo Fagner interpreta poemas de Florbela Espanca e Fernando Pessoa

O cantor brasileiro Raimundo Fagner afirma que a poesia o aproximou do público brasileiro, salientando a parceria constante, e permanente, que estabelece com letristas e poetas.

Uma dessas "parcerias" mais constantes é a poetisa portuguesa Florbela Espanca (1894-1930).

"Fanatismo"

Tudo começou, em 1981, com o tema "Fanatismo" (do "Livro de Sóror Saudade" de Florbela Espanca), incluido no álbum "Traduzir-se", até então, um dos mais conceituados discos de Fagner.

O álbum ficou entre os mais procurados nas lojas (250.000 cópias vendidas) e as faixas "Años" (de Pablo Milanés) e "Fanatismo" foram dos temas mais rodados nas rádios, pelo que a Rede Globo não teve dúvida em convidar o artista para um programa especial de sessenta minutos no horário nobre da emissora.

"Sorriso Novo"

Em 1982, Fagner lança o álbum "Sorriso Novo", com três canções adaptadas de poemas de Fernando Pessoa e Florbela Espanca musicados por Fagner e pelo músico cearense Ferreirinha: "Qualquer Música" (poema de Fernando Pessoa), "Fumo" (poema de Florbela Espanca) e "Tortura" (poema de Florbela).

1999-2000

No CD comemorativo dos seus 50 anos, editado em 1999, inclui, entre as faixas bónus, o "Soneto I", apêndice de "Charneca em Flor", de Florbela Espanca.

E em 2000, volta a musicar mais um poema de Florbela Espanca, "Chama Quente", no álbum Raimundo Fagner ao Vivo".

Outros cantores

Em 1982 muitos cantores gravaram canções de Raimundo Fagner. Cauby Peixoto foi um desses artistas, tendo gravado "Tortura", um poema de Florbela Espanca musicado por Raimundo, que foi incluido no disco "Estrelas Solitárias".

Do "Livro de Soror Saudade" gravou ainda o lancinante soneto "Frieza" em dueto com Amelinha, no LP de estréia da cantora brasileira.

E musicou "Impossível" (do livro de Florbela "Mágoas), que gravou em parceria com a cantora espanhola Ana Belém.

Outras ligações a Portugal

Fagner compôs em parceria com Abel Silva o belo fado "Cor Invisível", no qual se destaca o violão de dez cordas de João Lyra, substituindo a guitarra portuguesa.

Fontes: jornaldeluzilandia / site oficial / Litebrasil


Depoimento de Édio Azevedo (adaptado)

Outro dia eu estava matando o tempo na Leitura com a Roberta, esperando o cinema começar, quando vi um livro da Florbela Espanca na estante. Imediatamente corri e peguei. Queria mostrar para a Roberta quem era a autora de "Fanatismo", que eu conheço desde pequeno como a música do Fagner. (...)

Florbela Espanca, hoje eu sei, foi uma poetisa portuguesa do início do século XX, autora de sonetos delicados e confessionais, de impressionante contemporanidade, que lembram muito a obra de Vinícius de Moraes.

Apesar de ter crescido a ouvir Fagner, apenas recentemente conheci Florbela Espanca (...)Foi a Dadá quem me mostrou "Fanatismo", retirado de um recorte de jornal que ela tinha dado para a Janaína. Quando eu bati o olho disse: "mas essa é a música do Fagner!". (...).

Além de "Fanatismo", Fagner ainda musicou outros dois poemas de Florbela: "Fumo" e "Tortura". Para mim, nada se compara a "Fanatismo", que considero um dos mais belos poemas de amor da história, e que eu dedico, hoje e sempre, à Roberta! Te amo!

Videos: "Fanatismo", "Tortura", "Frieza" (de Amelinha)

segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

"Mensagem" de Fernando Pessoa por André Luiz Oliveira


Arrebatado pela riqueza da obra de Fernando Pessoa, por quem nutre uma antiga paixão, o músico, escritor, compositor e cineasta baiano André Luiz Oliveira transformou seu amor em sons.

Particularmente impressionado pela mística que envolve o livro Mensagem – única publicação em vida de Pessoa, ele mesmo –, Oliveira compôs músicas para 25 desses poemas e as registrou nos CDs "Mensagem 1", feito há duas décadas, e "Mensagem 2", que saiu, em 2004, em comemoração aos 70 anos da primeira edição do prestigiado volume.

Em 21 de Janeiro de 2008, o baiano relançou ambos os produtos na loja de discos Midialouca (Rio Vermelho), e lançou o DVD "Mensagem 2", que reúne imagens captadas durante as gravações do disco homónimo.

O vídeo digital exibe a interpretação, em estúdio, de cantores que participaram do projeto, todos eles também admiradores do poeta lusitano, como Milton Nascimento, Monica Salmaso, Cida Moreira, Gilberto Gil, Elba Ramalho, Paula Rasec, os portugueses Glória de Lurdes e Mário Lúcio, Edson Cordeiro, Ná Ozzetti, Daniela Mercury, Zeca Baleiro e o próprio André Luiz Oliveira.

Making of, galeria de fotos, poemas e depoimentos dos cantores sobre a obra de Pessoa aparecem nos extras do DVD, assim como análises a respeito do livro Mensagem realizadas por professores universitários ligados à obra do bardo português.

Fonte (texto completo): Blog Poeiras e Cantos

Download

sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

Aliki Kayaloglou canta Fernando Pessoa (2007)

Aliki Kayaloglou é uma cantora grega, que já colaborou com dois dos mais importantes compositores gregos, inicialmente com Mikis Theodorakis e depois com Manos Hadjikdakis.

Empenhada em partilhar o seu gosto pela poesia, Aliki possui uma particular forma de interpretar textos poéticos e de os comunicar com o público, dando recitais, desde 1982, sobre alguns dos seus poetas preferidos como G. Seferis, O. Elytis, Cavafy K., Ritsos G., Anagnostakis M., Gatsos N., Lorca, Horácio Ferrer, Fernando Pessoa e outros.

Em 2007 lançou o disco "Aliki Kayaloglou Sings Fados and Reads Fernando Pessoa's Ode Maritima" no qual cantava o fado e declamava a "Ode Marítima" de Fernando Pessoa.

Fado e Fernando Pessoa (adaptado do blog de um lusodescendente)

Numa bela tarde, deparei-me com um disco em que apenas dois nomes me eram familiares. "Fado" e "Fernando Pessoa". (...)

Escusado será dizer que às vezes ainda caio na armadilha de sentir as minhas raízes. Mesmo com uma ênfase em outro lugar. E se o mundo fosse um? ...

Fontes: Aliki Kayaloglou (site) / Du bleu dans mes nuages

quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

Obras de Saramago adaptadas para Ópera

O compositor italiano Azio Corghi já escreveu sete obras musicais sobre textos de Saramago, sendo "Dissoluto Absolvido" a terceira colaboração no campo da ópera. Para o compositor italiano a literatura é uma grande fonte de inspiração quando se trata de encontrar temas teatrais.

Blimunda

Saramago recusou autorizar uma adaptação cinematográfica de "Memorial do Convento". O romance foi, no entanto, adaptado a ópera lírica em 3 actos por por Azio Corghi, com o título "Blimunda" (em 1989), estreada no Teatro alla Scala, Milão, em 20 de Maio de 1990, com encenação de Jerôme Savary.

José Saramago apenas consentiu esta adaptação pelo facto sa ópera se inspirar apenas em quatro ou cinco elementos dramáticos da obra. Blimunda foi a figura central do espectáculo; trata-se de uma mulher de estranha beleza e dotada de poderes ocultos, que acompanha Baltasar Sete-Sóis, um ex-soldado maneta e gancho no coto, nas desventuras da Inquisição, na aventura da Passarola de Bartolomeu de Gusmão e nos episódios da construção do Convento de Mafra.

Outras obras musicais

Da peça "In Nomine Dei" foi extraído um libreto, o da ópera "Divara", estreada em Munster (Alemanha), em 31 de Outubro de 1993, com música de Azio Corghi e encenação de Dietrich Hilsdorf.

Igualmente de Azio Corghi é a música da cantata "A Morte de Lázaro" sobre textos de "Memorial do Convento", "O Evangelho Segundo Jesus Cristo" e "In Nomine Dei", interpretada pela primeira vez em Milão, na igreja de San Marco, em 12 de Abril de 1995.

Da peça teatral "Don Giovanni ou o Dissoluto Absolvido" foi extraído o libreto da ópera de Azio Corghi "Il Dissoluto Assolto", estreada em Lisboa, em 18 de Março de 2006, no Teatro Nacional de São Carlos.

A dupla Corghi e Saramago

O que mais o fascina em Saramago, "um homem que denuncia as injustiças do mundo mas que tem uma grande sede de viver", é o facto de cada obra literária do escritor português conter tudo lá dentro: "romance, poesia, teatro, música!", disse Corghi.

A música de "Dissoluto Absolvido" começou a ser composta antes de o libreto estar completamente pronto, mas foi sendo ajustada em função das longas conversas que os dois autores iam tendo por "email", ditando o texto vários dos procedimentos musicais.

Estilo

Tudo isto é servido por um estilo que passará a constituir forte marca do autor e que se define, basicamente, pela supressão de alguns sinais de pontuação, nomeadamente pontos finais e travessões para introduzir o diálogo entre as personagens, o que vai resultar num ritmo fluido, marcadamente oral e muito próprio, tanto da escrita como da narrativa.

Estas características irão, aliás, contribuir para transformar os seus livros em objecto de interesse para encenadores, músicos e realizadores de cinema

Fontes: CM-Golegã / Público / Monicareactor / Hardmusica in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. V, Lisboa, Europa-América, 1998 / Espaço Português

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segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

"Ode Sinfónica Vasco da Gama" de Bizet (1859)

Foi durante a sua estadia na Villa de Medicis no ano de 1859, como bolseiro, que Georges Bizet (na imagem) iniciou a composição da Ode Sinfónica Vasco da Gama.

Estavam então na moda os nacionalismos, os quais ocupavam um importante papel na produção artística em geral.

Neste contexto de atracção pelas culturas alheias e pelo seu elemento exótico e misterioso, porque desconhecido, numerosas traduções de obras literárias circulavam por toda a Europa.

Não é de espantar que os Lusíadas fosse uma das obras mais traduzidas de todo o século XIX, tendo então chegado ás mão do jovem Bizet.

Encantado com a heróica odisseia dos descobrimentos, com a figura de Vasco da Gama e com a inconfundível arte de Camões, compôs esta Ode Sinfónica para Coro, solistas e narrador, com libreto de Louis Delâtre.

Todos os papeis são masculinos embora o jovem oficial Leonardo e o Vigia sejam interpretados por sopranos. A impressionante voz de adamastor foi originalmente escritra para seis baixos.

Fonte: Mezza Voce

sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

Vasco da Gama em "A Africana" de Meyerbeer (1865)

"A Africana" é a ultima ópera de Meyerbeer. Estava em fase de produção quando da morte do compositor e, por isso, foi pedido ao renomado musicólogo Fétis para rever toda a partitura para a estreia.

Trata-se de uma grande ópera à boa maneira da época: Triângulos amorosos, uma prisão, povos exóticos, barcos apanhados em tempestades, rituais nativos, árvores venenosas e um auto-sacrificio…

O libreto teve como fonte de inspiração o poema “Le Mancenillier” de Millevoye, que conta a história de uma árvore cuja fragrância é venenosa e de um par de amantes.

Apesar de Eugène Scribe, o libertista, e Meyerbeer, terem começado a trabalhar na ópera em 1837, rapidamente a puseram de lado para se dedicarem a "Le Prophète". Só quando terminaram este trabalho é que voltaram à "Africana", para mais uma vez ser interrompida.

Com tantas interrupções só terminariam o primeiro esboço em 1843 que seria inteiramente revisto. A acção do libreto original passar-se-ia entre África e Espanha, mas na última revisão, efectuada em 1857, a personagem principal passa a ser Vasco da Gama, e os locais da acção passam para Portugal e para as costas de Madagáscar e/ou Índia.

Embora o nome se tenha mantido “A Africana”, as referências a rituais brahmas e aos deuses indianos são uma constante.

A Africana foi estreada na Ópera de Paris a 28 de Abril de 1865. O triunfo foi imediato e rapidamente se espalhou a outras casas de ópera por toda a Europa.

Fonte: Mezza Voce

quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

"Don Sebastião, Rei de Portugal" de Donizetti (1843)

A reputação da ópera "Don Sebastião, Rei de Portugal" não é das melhores. Donizetti despendeu mais tempo com esta ópera do que com qualquer outra, e o resultado não terá sido o melhor.

Alguns críticos consideram-na um funeral em cinco actos, e por alguma razão, quando a crítica alude a esta ópera refere sempre o estado de saúde mental de Donizetti que nesta altura estaria já bastante afectado devido à sífilis.

Poucas figuras da História europeia incendiaram a imaginação e a criatividade, como D. Sebastião. A literatura romântica produziu sobre este rei português vários contos extravagantes, e Donizetti compôs em 1843 a ópera Don Sebastião, Rei de Portugal, hoje considerada rara.

Estreou na Ópera de Paris. Foi uma obra monumental prejudicada no entanto por um libreto pouco plausível e mal articulado, porém, musicalmente revela o apuramento de estilo que consagraria internacionalmente o seu autor.

Fonte: André Cunha Leal

Video: (Ópera)

segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

"Dionisio" de Händel ou uma ópera que nunca veio a ser

"Dionisio Re di Portogallo" é o título do libreto de Antonio Salvi (escrito em 1707 e posto em música por Giacomo Antonio Perti) que esteve na origem de uma das óperas menos conhecidas de Handel (na imagem): "Sosarme, Re di Media", estreada em Londres em 1732.

A meio da composição da obra, possivelmente por razões políticas, Handel viu-se obrigado a transportar a acção (que evocava os conflitos familiares entre D. Dinis, o seu filho herdeiro, D. Afonso IV, e o seu filho bastardo D. Afonso Sanches) da Coimbra medieval para o Médio Oriente.

Libreto original

Händel começou por escrever um "Fernando, re di Castiglia" (com os mesmos personagens históricos), o qual, a cerca de 2/3 da composição (de que existe manuscrito autógrafo), foi alterado no título e no tempo histórico para Sosarme (passado na Ásia Menor da Antiguidade), título pelo qual a obra é conhecida.

A acção situava-se em Portugal: D. Fernando (Rei de Castela) e Elvida (filha de D.Dinis, Rei de Portugal) eram as personagens principais, que viam o seu casamento adiado pela verdadeira guerra civil gerada pela revolta do Infante Afonso (futuro Rei D. Afonso IV).

Fontes: Opera em Portugal / wikipedia1 / cult blogs

Mais informações (1)

sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

"Inês de Castro" na ópera e música clássica

A história de Inês de Castro inspirou mais de 20 operas, sendo as mais famosas “Ines de Castro” (1798) de Niccolò Antonio Zingarelli e “Ines de Castro” (1835) de Giuseppe Persiani (1799-1869) com base no libretto de Salvatore Cammarano, que foi bastante conhecida no seu tempo.

Século XVIII

A primeira ópera dedicada a Inês de Castro foi escrita por Gaetano Andreozzi (1755-1826), tendo sido estreada em 1793, na lindíssima e envolvente Florença.

No ano seguinte, 1794, estrearia em Nápoles a “Inês de Castro” de Giuseppe Francesco Bianchi (1752-1810), numa época em que aquela cidade era um dos grandes centros operáticos.

Século XIX

Em 1806 foi estreada outra ópera intitulada “Inês de Castro” em Nápoles, em 1806 da autoria de Giuseppe Farinelli (1769-1836) que pouco terá a ver com o celebrizado castrado Farinelli.

A ópera "Inês de Castro" de Giuseppe Persiani foi estreada em Nápoles, no seu Teatro S. Carlo, em 28 de Janeiro de 1835, tendo desde logo alcançado enorme sucesso perante o público e a crítica, facto que lhe permitiu estar em cena durante cerca de 16 anos, em mais de 60 produções diferentes.

Em Lisboa, o Teatro de S. Carlos assistiria em 1841 à estreia de uma outra ópera "Inês de Castro", escrita por Pier Antonio Coppola (1793-1877), marcando a importância então conseguida por aquele Teatro a nível europeu.

Século XX

A tragédia de Inês de Castro inspirou também um compositor de música culta contemporânea, James MacMillan, nascido em 1959. A ópera "Inês de Castro" concebida por aquele autor foi estreada em 23 de Agosto de 1996, na edição desse ano do notabilizado Festival de Edimburgo, pela Scotish Opera Orchestra, com encenação de Jonathan Moore.

O seu libreto foi escrito pelo novelista britânico John Clifford, a partir da quase incontornável “A Castro”, de António Ferreira, facto que terá também justificado a sua apresentação em Portugal a 7 e 9 de Julho integrados no Porto 2001 – Capital da Cultura.

Mais recentemente, um jovem compositor suíço Andrea Lorenzo Scartazzini (nascido em 1971) foi o autor de “Wut”, uma opera em língua alemã estreada no Teatro Erfurt (Alemanha) em 9 de Setembro de 2006.

Fontes: José Alberto Vasco (Tinta Fresca) / wikipedia
/ Ismael Mendes


Outras obras ("Inés de Castro")

- Ópera - Scena ed aria de Carl Maria Friedrich Ernst von Weber"
- Ópera de Julien Duchesne (1864)
- Ópera do compositor uruguaio Tomás Giribaldi (1905)
- Ópera com musica de Gaetano Andreozzi, libretto di Cosimo Giotti (1793)
- Ópera com musica de Giuseppe Cervellini, Ignazio Gerace, Sebastiano Nasolini, Francesco Bianchi e libretto de Luigi De Sanctis (1795)
- Ópera com musica de Niccolò Zingarelli e libretto de Antonio Gasperini (1798)
- Ópera com musica de Vittorio Trento (1803)
- Ópera com musica de Pietro Carlo Guglielmi, libretto de Filippo Tarducci (1805)
- Ópera com musica de Stefano Pavesi, libretto di Antonio Gasperini (1806)
- Ópera com musica de Felice Blangini (ca. 1810)
- Ópera com musica de Giuseppe Persiani, libretto de Salvadore Cammarano e Giovanni Emanuele Bidera (1835)
- Ópera com musica de Thomas Pasatieri e libretto di Bernard Stambler (1976) (E.U.A.)
- Ópera com musica de Vicente Lleó

Videos: Persiani / Zingarelli

quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

"La Reine Morte", série de TV (2009)

La Reine morte”, de Henry de Montherlant é a obra que serve de inspiração ao filme que retrata o tema mais apaixonante da história portuguesa: o romance trágico de D. Pedro com Inês de Castro.

No filme, os principais protagonistas são franceses e falado em língua francesa. No entanto na película há actores portugueses de renome.

Entre os actores mais conceituados destaque para Michel Aumont, no papel de rei, Goëlle Bonna, no papel de Inês de Castro, Thomas Jouanet, no papel de Pedro, Astrid Bergès-Frisbey, no papel de Infante e Aladin Reibel, no papel de Egas Coelho.

A película conta também com um leque de actores português, como André Gago, António Montez, Gonçalo Dinis e António Fonseca.

Locais de filmagem

Coimbra
Guimarães (Paço dos Duques de Bragança)
Montemor-o-Velho
Tomar (Convento de Tomar)

Fontes: Ansião news / Guimarães Digital / Jornal "O Templário"

Video

segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

"A Rainha Morta" de Henri de Montherlant (1944)

A atracção pela história de Pedro e Inês manteve-se na primeira metade do Século XX, prolongando a visão romântica do século anterior, sendo de realçar o sucesso de uma grande tragédia francesa, “La Reine Morte” de Henri de Montherlant que sete anos após a sua apresentação já possuía 144 edições e continuava com um sucesso triunfal.

O personagem em destaque é Afonso IV, sob o nome de Ferrante, que tratado sob um ponto de vista freudiano.

Nesta tragédia em três actos, Henri de Montherlant mistura conflitos políticos com familiares. No argumento um rei doente – Ferrante - decide matar a mulher que casou secretamente com o filho. Nem ele compreende as razões que o levam a decidir a morte de Inês. No final, o rei morre à frente do cadáver da rainha morta.

Inês tem apenas um sentimento no coração: o amor. Ela nasceu para amar e não sabe fazer outra coisa.

Fontes: Maria Leonor Machado de Sousa (in "Du personnage au mythe") / Blog "Inês e Pedro na Literatura Estrangeira"

sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

"Ines de Castro" de María Pilar Queralt del Hierro

María Pilar Queralt del Hierro transporta-nos, como por magia, neste romance histórico, para o longínquo ano de 1622.

Encontramo-nos a assistir a uma conversa entre homens, dos quais se destacam os escritores espanhois Lope de Vega e Luis Vélez de Guevara, quando surge a figura de um fidalgo português que se mostra interessado em contar uma história a Luis Vélez de Guevara. Trata-se da história de Inês de Castro.

Quem seria o misterioso fidalgo português?

A explicação surge pela boca de Luis Vélez de Guevara: a alma penada de D. Afonso IV, condenado, depois da morte, pelo crime que cometeu - "matar uma donzela fraca e sem força" - procura a redenção. Para a conseguir, deve fazer com que a história de Inês de Castro se conheça.

Depois de ouvirem a história dos amores de Pedro e Inês, Luis Vélez de Guevara escreveu a tragédia "Reinar después de morir", enquanto Lope de Vega escreveu "Inés de Castro".

Fonte: Blog "Inês e Pedro na Literatura Estrangeira" (adaptado)

segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

Inês de Castro na literatura mundial (II)

O famoso escritor francês Victor Hugo escreveu em 1820 "Inez de Castro", melodrama em três actos com dois intermédios, apenas publicado em 1863 aquando da edição das suas obras inéditas.

Existem, no entanto, muitos outros exemplos:

Alemanha

- "Inez de Castro", tragédia, de F. H. Thelo;
- "Inez de Castro", tragédia, de Grottfried von Böhm;
- "Inez de Castro", drama, de Joseph Lauff.

Argentina

- “Corona de amor y muerte”, peça de teatro, Alejandro Casona (1955)
- "Una Tragedia Amorosa En El Portugal Medieval", conto, de César Fuentes Rodríguez (2000)

Brasil

- "A rainha arcaica", série de 14 sonetos, de Ivan Junqueira (1979)

Espanha

- “Doña Inés de Castro, Reina de Portugal” de Juan Mejia de la Cerda (1612)
- "Reynar despues de morir" de Luis Velez de Guevara (1652)
- "Inés de Castro", Novela, de María Pilar Queralt del Hierro (2003)

E.U.A.

- "A Queen After Death", Romance, de William Harman Black (1933) [chegou a diferenciar as touradas espanholas e portuguesas, apresentando estas como menos sanguinárias]
- Fragmentos de "Cantos" de Ezra Pound (séc. XX)

França

- "La reine du Portugal", tragédia, de Fermin Didot;
- “Agnes de Castro” de M.lle de Brillac (1688)
- "Inez de Castro", tragédia, de Antoine Houdar de Lamotte (1723)
- "Inez de Castro", novela, da Condessa de Genlis;
- "La reine morte", drama, de Henri de Montherlant (1942)
- “La reine crucifiée”, romance, de Gilbert Sinoué (2005)

Holanda

- "Inez de Castro", tragédia, de Rhynius Feith.

Itália

- "Ines de Castro", tragédia, de Davide Bertolotti;
- "Ines di Castro", drama, de Luigi Baudozzi;

Reino Unido

- "Inez, the bride of Portugal", tragédia, de Neil Ross;
- "Agnez de Castro", tragédia, de Catherine Cockburn;
- "Ines de Castro", drama, de Mary Russel Milford;
- "Agnes de Castro", tragédia, de Lady Sound;
- "Agnes de Castro", tragédia, de Aphra Behn (1688)

Fontes: Vicente Cândido / Maria Leonor Machado de Sousa / Blog "Inês e Pedro na Literatura Estrangeira"

Mais informações: Maria Leonor Machado de Sousa / Fundação Pedro e Inês

sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

Inês de Castro na literatura mundial (I)

A vida de Inês de Castro foi imortalizada em diversas peças de teatro, poemas e outras formas de literatura, quer em Portugal (“Lusíadas” de Luís de Camões, “A Castro” de António Ferreira, "D. Pedro" de António Patrício, ...) quer no estrangeiro.

A repercussão em Espanha é fácil de entender, pelo facto de Inês de Castro ser oriunda da Galiza, tendo-se verificado um interesse por parte da poesia popular que se traduziu na publicação de inúmeras obras.

Século XVI

A coroação após a morte e o beija-mão foram transpostos, pela primeira vez, para a literatura erudita em 1577, na tragédia de Jerónimo Bermudez “Nise lastimosa y Nise laureada” (baseada na peça de António Ferreira).

Século XVII

Em 1612, Juan Mejia de la Cerda publica “Doña Inés de Castro, Reina de Portugal” (“Tragédia famosa de Dona Inês de Castro”) no qual é incluído um novo personagem, Rodrigo, amante de Inês, que ao ser rejeitado por Inês convence o rei a ordenar a morte de Inês.

Impresso em Lisboa em 1652, mas escrito antes de 1644, "Reynar despues de morir" de Luis Velez de Guevara inclui um novo personagem, a Infanta Branca de Navarra, que vem a Portugal para se casar com D. Pedro, denunciando, junto do rei, a relação entre Pedro e Inês.

Contributo das obras espanholas para o mito

Nas obras de Juan Mejia de la Cerda e Luis Velez de Guevara, regista-se o contributo da Espanha para a formação da história, com dois elementos tipicamente associados ao carácter dos espanhóis, o gosto pelo espectáculo (a coroação) e o ciúme violento (Rodrigo e Branca).

Esses novos elementos foram sendo sempre preservados na literatura inesiana. Em 1930, a inglesa Anette Mekian publicou uma obra algo próxima ao texto de Luis Velez de Guevara e foi esta tradição que influenciou as duas maiores tragédias do século XX, “La Reine Morte” (1942) de Henri de Montherland e “Corona de amor y muerte” (1955) do autor argentino Alejandro Casona.

Fontes: Maria Leonor Machado de Sousa (in "Du personnage au mythe") / Blog "Inês e Pedro na Literatura Estrangeira"

quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

"Les amants d’Alfama" de Sérgio Kokis (2003)

O livro "Les amants d’Alfama" do escritor quebequense de origem brasileira Sérgio Kokis, publicado em 2003, foi inspirado em "Une nuit à Lisbonne" de Camille Saint-Saëns que o autor considera ser o melhor "romance" escrito sobre a capital de Portugal.

O escritor nasceu em 1944 no Rio de Janeiro, tendo-se exilado, ainda na década de 60 em França, onde se licenciou em Psicologia, e, mais tarde, no Canadá onde trabalhou durante muito tempo, no domínio da Psicologia.

Todos os livros de Sérgio Kokis foram redigidos em Língua Francesa, a sua língua de uso, apesar de ser o Português a sua língua materna, que, de resto, domina com mestria.

Sinopse

É o dia de "Todos-os-Santos", em Lisboa. Joaquim Varga descobre que a sua amante, Matilda Lenz, optou por voltar à sua Bélgica natal. Pensando em suicídio, o professor de matemática faz uma pausa num restaurante, onde um homem de idade conta histórias sobre amores perdidos (...)

Depoimento de Sérgio Kokis

"Todas as aventuras são uma busca contínua de si mesmo, da sua consciência. Foi isto que eu quis mostrar nesta aventura de uma noite em Lisboa. Nos encontros que o Joaquim vai tendo com as várias pessoas que vai encontrando, conta a sua história. E ouve as histórias dos outros. E ao ouvir as histórias dos outros aprende mais sobre si e sobre o sentimento de perda e o desgosto que o faz sofrer. A nossa lucidez está na nossa própria cabeça. (...) "

O amor por Portugal

É muito diferente o Portugal de Sérgio Kokis de o “seu Brasil”. Portugal, descobriu-o há cerca de cinco anos e, desde então, tem lá ido todos os anos, pois apaixonou-se pelo país, pela sua história, pela cultura, comida e povo e pela sua possante literatura, destacando, sobretudo, Miguel Torga e Vergílio Ferreira.

Fontes: Teia portuguesa / Amazon

Mais informações: entrevista

segunda-feira, 5 de Outubro de 2009

"Une nuit à Lisbonne" de Camille Saint-Saëns (1881)

Camille Saint-Saëns (1835-1921) foi um famoso compositor e músico francês, tendo publicado em 1881 "Une nuit a Lisbonne" uma barcarola dedicada ao Rei D. Luís de Portugal.

Exotismo de Lisboa ?

No romantismo da Europa ocidental a procura do exótico poderia não afastar-se muito da terra de origem. As muitas incursões no repertório espanhol, especialmente andaluz, por parte de vários compositores do norte da Europa são disso um exemplo.

Assim, não se deverá enquadrar a barcarola "Une Nuit à Lisbonne", composta por Saint-Saëns apenas um ano depois de "Suite Algérienne", de uma forma diferente do restante repertório de viagem do autor.

O pitoresco está novamente presente nesta pequena peça que apresenta um único motivo temático, explorado pela instrumentação rica de uma orquestra já mais reduzida.

Novamente as imagens visuais parecem impor-se sobre o som, aludindo, até pelo próprio subtítulo, ao balançar constante do rio colado à cidade.

(...) em "Une Nuit à Lisbonne" o descritivo quase pictórico parece apontar para uma mera nostalgia de vivência, ainda evidentemente romântica mas muito menos exacerbada

Gôndolas no Tejo ?

Uma barcarolla é uma música de carácter folclórico cantada pelos gondoleiros de Veneza ou uma peça musical escrita em tal estilo.

No estuário do Tejo não há obviamente gôndolas. Também não há tradição de se cantar nos barcos portugueses. Nem há barcarolas na história da Marinha Portuguesa ...

Talvez Camille Saint-Saëns tenha apenas sonhado ...

Fontes: Tiago Cutileiro / Briefe an Konrad

Ligações: Partitura, audio

sexta-feira, 2 de Outubro de 2009

"Lisbonne" de Alain Barriére (1961) e Robert Desnos (1931)

Robert Desnos (1900-1945) foi um poeta surrealista francês falecido durante a 2ª guerra mundial no campo de concentração de Theresienstadt (Checoslováquia).

Apaixonado por Youki (a belga Lúcie Badoud), com quem vivia desde 1930, representou-a como uma sereia em alguns dos seus poemas, nomeadamente no longo poema "Siramour" (contração de Sereia e Amor), publicado em 1931, que contém várias referências à cidade de Lisboa.

Em 1962, o cantor francês Alain Barriére lançou o seu segundo EP, com 4 novas canções, sendo "Lisbonne" construída a partir do texto de Robert Desnos com música do próprio cantor.

O tema foi igualmente incluído no disco ao vivo "Concert Musicorama, volume 2".

Porquê Lisboa ?

A priori, este belo poema (como muitos outros!) Não significa muito ... Mas já se sabe que na obra de Desnos, a sereia é a sua namorada Yuki.

Mas porquê Lisboa ? Certamente por ser um porto (apropriado para as sereias) localizado numa região do sul. Mas será que Youki viveu em Lisboa no passado ? Ou será apenas para rimar com "bella donne" ...

Outras versões

O texto de Robert Desnos foi também musicado por Serge Renard e interpretado por Colombe Frezin no seu disco de homenagem a Robert Desnos (publicado em Março de 2003).

E existe igualmente uma terceira versão interpretada por Michel Arbatz no disco "Vous avez le bonjour de Robert Desnos"(1995).

Letra

Nous irons à Lisbonne
Âme lourde et cœur gai
Cueillir la belladone
Au jardin que j'avais

Lisbonne est jolie
La fumée des vapeurs
Sous la brise mollie
Prend des formes de fleurs

Jadis, une sirène
A Lisbonne vivait
Semez, semez la graine
Au jardin que j'avais

(...)



Texto original (Poema)

Semez, semez la graine
Aux jardins que j'avais.
Je parle ici de la sirène idéale et vivante,
De la maitresse de l'écume et des moissons de la nuit
Où les constellations profondes comme des puits grincent de toutes
leurs poulies et renversent à plein seaux sur la terre et le sommeil
un tonnerre de marguerites et de pervenches.
Nous irons à Lisbonne, ame lourde et coeur gai
Cueillir la belladone aux jardins que j'avais.
Je parle ici de la sirène idéale et vivante,
Pas la figure de proue mais la figure de chair,
La vivante et l'insatiable,
Vous que nul ne pardonne,
Ame lourde et coeur gai,
Sirène de Lisbonne,
Lionne rousse aux aguets,
Je parle ici de la sirène idéale et vivante.
Jadis une sirène
A Lisbonne vivait.
Semez, semez la graine
Aux jardins que j’avais.
(...)

Fontes: página oficial de Alain Barriére / wikipédia / wikilivres

Audio

quarta-feira, 30 de Setembro de 2009

Video de "Au commencement" de Etienne Daho (1996)

O cantor francês Étienne Daho publicou em 1996 o álbum "Eden", sendo o primeiro single "Au commencement" cujo clip foi filmado em Portugal sob direcção de Philippe Gautier.





Video

segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

Video de "Dirty Sticky Floors" de Dave Gahan gravado na Praia da Rocha (2003)

As cenas exteriores do video do primeiro single a solo de Dave Gahan (vocalista dos Depeche Mode), "Dirty Sticky Floors", foram filmadas no Algarve, na Praia Da Rocha.





Video

Os Depeche Mode rodaram parte do video de "Enjoy the Silence" no Algarve

sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

"Penina", a canção portuguesa dos Beatles (1969)


"Penina" é uma canção que Paul McCartney escreveu no Algarve, em Portugal, no final de 1968, quando esteve de férias no Ano Novo com Linda McCartney no sul do país.

Carlos Mendes ou Jotta Herre

Ao contrário do que se julga e do que está publicado em muitos livros e editado em alguns discos, a canção foi escrita para o grupo português Jotta Herre e não para Carlos Mendes, vocalista dos Sheiks, considerados os "Beatles portugueses".

Os Jotta Herre editaram a canção num EP Philips 431923PE, com mais três canções originais da banda. Carlos Mendes também editou a canção, sendo esta a que aparece no célebre álbum "The Songs Lennon And McCartney Gave Away - By The Original Artists" (EMI NUT18, 1979).

Infelizmente, nenhuma das edições portuguesas de "Penina" inclui a data da respectiva edição, não se sabendo com certeza absoluta quem editou primeiro, se os Jotta Herre, se Carlos Mendes. São ambas de 1969, mas este é ainda um ponto em investigação. Uma coisa é certa, porém: Paul McCartney escreveu a canção para os Jotta Herre e não para Carlos Mendes.

Depoimento de Paul McCartney

O próprio Paul McCartney conta parcialmente a história de "Penina" no fanzine do antigo clube de fãs de McCartney, "Club Sandwich":

"Fui a Portugal de férias e uma noite, quando regressava ao hotel, já alegrote, resolvi tomar mais uns copos ao bar. Estava um grupo a tocar e eu acabei por ir parar à bateria. O hotel chamava-se Penina e improvisei ali uma canção sobre esse nome. Alguém me perguntou se podia ficar com ela e eu dei-lha. Nunca pensei em gravá-la eu próprio".

"The Songs Lennon And McCartney Gave Away"

Na contracapa do álbum "The Songs Lennon And McCartney Gave Away", escreve Tony Barrow, então assessor de imprensa dos Beatles, sobre "Penina" e Carlos Mendes: "a mais obscura canção do álbum é uma gravação de 1969 de Carlos Mendes, "Penina", que, acredito, tenha sido dada a Carlos por Paul quando esteve de férias em Portugal".

Isto não é porém exacto como o próprio Paul McCartney escreveu no "Club Sandwich".

Jotta Herre

A canção foi dada aos Jotta Herre e não a Carlos Mendes. Os Jotta Herre eram um grupo da cidade do Porto, no norte de Portugal, que tocava no Hotel Penina, no Algarve, perto de Portimão. Por mais incrível que pareça o Hotel, de luxo, e um dos mais famosos de Portugal, ainda hoje não tem nas suas paredes uma qualquer placa a assinalar o gesto de Paul McCartney. Seria bom para o seu turismo.

Os Jotta Herre ("jotta" de Jaime, que se desligou do grupo, e "herre" de Rui) eram formados por Aníbal Cunha, hoje empresário exportador no sector cerâmico, Rui Pereira, falecido em 1972, Carlos Pinto, hoje presidente da Sony Music em Portugal, e Giuseppe Flaminio, hoje representante da Universal Music na cidade do Porto.

Depoimento de um Jotta Herre

Conta Giuseppe: "naquela noite, juntámo-nos todos à volta de Paul e de Linda, bebemos um copo e então ele propôs: vamos tocar. Passava da uma hora da manhã e o Paul deu um show inesquecível. Tocou sucessivamente piano, baixo, guitarra e bateria. Tocou bateria como eu nunca tinha visto um músico tocar".

"Cada vez entrava mais gente na sala. Paul voltou à bateria e pediu "one minute". Começou a cantarolar e desafiou a malta para tentar acompanhar a sequência harmónica que estava a sair. Eram 4 horas da madrugada e, logo ali, compôs e cantou a música e a letra da canção que nos ofereceu. No fim, pôs-lhe um título, o nome do hotel". (...)

Gravação dos The Beatles

Embora Paul McCartney tenha afirmado que não gravaria "Penina" ela aparece gravada pelos Beatles no CD pirata "Unheard Melodies, The Songs The Beatles Gave Away", juntamente com as versões dos Jotta Herre e de Carlos Mendes.

Fontes: LPA: "Beatles em Portugal", Beatles Brasil, Guedelhudos (adaptado, incluindo subtítulos)


A gravação original de "Penina" pelos Jotta Herre foi incluída, em 1969, numa compilação da Philips brasileira intitulada "Hit Hit Hurrah!".

Recentemente foi publicada no Brasil a compilação "Beatles '69", coordenada pelo jornalista Marcelo Fróes, no qual está incluída uma nova versão de "Penina" interpretada pelo brasileiro Aggeu Marques.

Audio

quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

Letra de "Yesterday" dos The Beatles foi escrita em Portugal

A letra de "Yesterday", uma das mais emblemáticas canções de Paul McCartney e dos Beatles, foi escrita em Portugal, dentro de um carro, no trajecto de cinco horas, por estradas más, na altura, entre Lisboa e Faro.

Foi o próprio McCartney que o confessou no livro "Yesterday And Today", editado em 1995 nos 30 anos da canção.

Composto a dormir

Com mais de 2.500 versões diferentes, um recorde do "Guinness", e mais de sete milhões de passagens na rádio norte-americana, outro recorde sem precedentes, "Yesterday", que tem apenas dois minutos de duração, foi composto (melodia) a dormir.

Num dia de 1963, no início da carreira dos Beatles, Paul McCartney, 21 anos, acordou de manhã com a melodia na cabeça e sentou-se imediatamente ao piano a tocá-la, dando-lhe o título provisório, mas pouco romântico, de "Scrambled Eggs (Oh My Baby How I Love Your Legs)".

"Quando trauteava a canção com que tinha sonhado, a mãe de Jane entrou na sala e perguntou se alguém queria ovos mexidos ("scrambled eggs").

"A melodia saiu-me tão bem que julguei que estava a copiar alguém, a fazer algum plágio inadvertido. Andei meses a ver se alguém conhecia a canção", conta Paul McCartney. (...)

Em férias em Portugal

O título da canção foi definitivamente fixado em Portugal, a 27 de Maio de 1965, quando Paul McCartney veio duas semanas de férias, com Jane Asher, para casa de Bruce Welch, dos Shadows, em Albufeira (Algarve).

Nesse dia, Paul McCartney voou de Londres para Lisboa (Faro, no Algarve, não tinha ainda aeroporto) e no carro alugado com motorista, a caminho de Albufeira, escreveu a letra de "Yesterday" ao passar pelo rio Mira.

"Sempre detestei perder tempo e a viagem era muito longa", justifica assim Paul McCartney a inspiração para a letra.

Estrelas pop inglesas

Nos anos 60, Albufeira era ainda uma pacata aldeia piscatória onde estrelas pop como Cliff Richard, Frank Ifield e Bruce Welch (The Shadows), entre outros, tinham casas. Acima de tudo podiam deleitar-se sem ser reconhecidos. Foram aliás os britânicos - e sobretudo os músicos pop - que deram a conhecer Albufeira ao Mundo.

Em casa de Bruce Welch

Ao chegar a Albufeira, a casa de Bruce Welch, guitarra-ritmo dos Shadows, onde permaneceria de férias, McCartney pediu de urgência uma guitarra.

"Já estava a fazer as malas para me ir embora de Portugal quando Paul me perguntou se eu não tinha uma guitarra", conta Bruce Welch.

Bruce emprestou-lhe uma Martin 0018, de 1959, e McCartney dedilhou, com a guitarra virada ao contrário por ser canhoto, e cantou pela primeira vez "Yesterday", com a letra escrita no carro e que se conhece hoje. (...)

Fontes: LPA: "Beatles em Portugal", Beatles Brasil, Guedelhudos (adaptado, incluindo subtítulos)

segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

Capa de "Country Life" dos Roxy Music fotografada em Portugal (1974)


Bryan Ferry, líder dos Roxy Music, veio passar férias a Portugal, com o estilista Anthony Price e o fotografo Eric Boman - numa pausa das gravações do álbum "Country Life" - para que pudesse ter a tranquilidade necessária para escrever as letras do disco.

No Algarve conheceram num bar duas jovens de nacionalidade alemã (Constanze Karoli e Eveline Grunwald). Bryan Ferry sugeriu a Eric Boman que as fotografasse junto de um jardim local. As jovens posaram em roupa interior, julgando que se tratava de uma brincadeira de verão, não desconfiando de que estavam a fotografar uma das mais famosas capas do rock de sempre.

Muitas lojas proibiram o disco [nomeadamente no mercado norte-americano], tendo sido publicada uma edição alternativa que apenas incluia a vegetação.



Fontes: wikipedia / superseventies / best album covers / wasted talent

sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

U2 em Portugal (2004)

Sessões fotográficas em Portugal

A Praia Grande, perto de Sintra, e a zona da Expo foram locais visitados pela comitiva de cerca de vinte pessoas que inclui os quatro irlandeses - Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen - e dois seguranças. O restaurante Bica do Sapato e a discoteca Lux foram também locais por onde a comitiva passou.

O objectivo da curta estadia é realizar sessões fotográficas que irão servir de suporte a toda a operação de promoção do próximo álbum dos U2, a editar no Verão e, eventualmente, à capa do mesmo. A escolha de Lisboa foi uma opção do holandês Anton Corbijn e foi preparada há algum tempo.

Anton Corbijn & U2

(...) está também a ser preparado um livro de fotografias de Anton Corbijn sobre os U2, que provavelmente incluirá algumas das fotografias que agora está a trabalhar em Lisboa.

A colaboração entre fotógrafo e U2 é longa. Conhecidas para sempre ficaram as fotografias ao grupo no deserto do Nevada na altura do álbum "The Joshua Tree" (1987).

Capa, Video alternativo e Calendário

Os U2 estiveram antes em Lisboa e arredores (Sintra e Barreiro) a fotografar o calendário 2005 e na bagagem levaram ainda a capa do álbum, "How To Dismantle An Atomic Bomb" e um vídeo gravado em Lisboa. O lisbon vídeo ilustra a remix de Jacknife Lee para o tema Vertigo, que foi a música escolhida para lançar a “Bomba”.

Ligação: Video / Piscina da Praia Grande

Muito se tem questionado sobre o local onde foi tirada a fotografia que faz capa do cd dos U2. Pois bem, vendo com atenção o video do remix "Vertigo" filmado em Lisboa, pode-se reparar num bar abandonado chamado Concha Bar, onde as paredes em vidro (portas ou janelas talvez) são parecidas com as que servem de cenário à capa.

Fontes: Público (Victor Belanciano) / U2only / u2.pt

quarta-feira, 16 de Setembro de 2009

Video de "Cathedral Song" rodado em Portugal (1989)

O video clip do tema "Cathedral Song", 3.º single da cantora britânica Tanita Tikaram, foi filmado em Portugal, nomeadamente em Almada (Cristo-Rei), Lisboa (Rosa dos ventos) e na Praia Grande (Piscina).



O tema, na versão da brasileira Zélia Duncan, foi uma das músicas mais tocadas no Brasil na década de 1990, tendo sido regravado por Leandro (da dupla sertaneja Leandro e Leonardo), Banda Catedral e Renato Russo.

Fontes: wikipedia / forum música / Núvem das almas

Video

segunda-feira, 14 de Setembro de 2009

"What's in a Word" dos The Christians (1992)

O video do tema "What's in a Word" dos The Christians foi filmado em Lisboa, incluindo imagens dos arredores da Faculdade das Belas Artes.






Video

sexta-feira, 11 de Setembro de 2009

David Ricardo, economista (1772—1823)

Nascido em Londres, David Ricardo foi o terceiro de dezassete filhos de uma família holandesa de classe média, descendentes de judeus (sefarditas) que fugiram das perseguições em Portugal.

Seu pai emigrou dos Países Baixos para a Inglaterra pouco antes de David nascer, onde prosperou negociando na Bolsa de valores. David viveria alguns anos na Holanda com outros elementos da família, tendo ali completado parte da sua instrução primária.

Em 1815, David Ricardo já era considerado o mais importante economista de toda a Grã-Bretanha, graças ao seu conhecimento prático sobre o funcionamento do sistema capitalista, vindo da sua carreira como perito em finanças.

Mas sua grande obra-prima, sem dúvida, foi “Princípios de Economia Política e Tributação”, publicado em 1817. Esse livro consagrou Ricardo como o grande nome da Economia Política Clássica, junto com Adam Smith, dominando a cena económica não apenas da Inglaterra, mas de todo o mundo ocidental por muitas décadas, até o surgimento do marxismo e do marginalismo (os quais foram muito influenciados pela obra de Ricardo).

Teoria das vantagens comparativas

A sua teoria das vantagens comparativas constitui a base essencial da teoria do comércio internacional. Demonstrou que duas nações podem beneficiar do comércio livre, mesmo que uma nação seja menos eficiente na produção de todos os tipos de bens do que o seu parceiro comercial.

Segundo o autor, uma nação é rica em razão da abundância de mercadorias que contribuam para a comodidade e o bem-estar de seus habitantes. Ao apresentar esta teoria, usou o comércio entre Portugal e Inglaterra como exemplo demonstrativo.

Fonte: wikipedia (adaptado)

quarta-feira, 9 de Setembro de 2009

Harold Pinter, lusodescendente ?

O dramaturgo britânico Harold Pinter venceu o Prémio Nobel da Literatura [em 2005], tornando-se o 13.º judeu a ganhar o Nobel nesta categoria, sucedendo à escritora judia austríaca Elfriede Jelinek, vencedora do prémio em 2004.

Será Harold Pinter descendente de judeus portugueses? Esta questão não tem uma resposta fácil. Pinter acreditava que o seu nome de família resultava da anglicização de “Pinto” (ou “Pinta”), um sobrenome generalizado entre as famílias de judeus portugueses da Diáspora.

Na verdade, era bastante comum aos judeus portugueses emigrados alterar o nome de família como forma de melhor se integrarem nos países de acolhimentos – em França, os descendentes do pedagogo Jacob Rodrigues Pereira, por exemplo, chamam-se hoje “Pereire”, enquanto o ramo americano da mesma família optou por “Perera” (ver National Foundation for Jewish Culture: On Being Sephardic: The Children of the Diaspora, by Victor Perera).

Por outro lado, sabe-se que os judeus portugueses são responsáveis pelo restabelecimento da comunidade judaica em Inglaterra, depois do rabino Menasseh ben Israel (Manuel Dias Soeiro) ter negociado com Oliver Cromwell, no século XVII, a revogação do decreto de expulsão de 1290.

Foram os judeus portugueses os primeiros a chegar a Londres. Sabe-se também que existiam vários “Pintos” entes estes pioneiros – o rabino português Joseph Jesurun Pinto (1565-1648), por exemplo, viveu em Londres grande parte da sua vida.

A eventual descendência portuguesa de Harold Pinter virá por parte do pai, Jack Haim Pinter, uma vez que a família da mãe, Frances Moskowitz, tem raízes nas comunidades judaicas da Polónia e Ucrânia.

Mesmo assim, sem mais elementos factuais – a não ser a palavra do próprio Harold Pinter – é difícil traçar com certezas a sua mais do que provável ancestralidade judaica portuguesa. A pista final é dada pelo facto do pai de Harold Pinter ser sefardita e da esmagadora maioria dos judeus sefarditas britânicos descenderem de judeus portugueses.

Fonte: Rua da Judiaria (adaptado)

segunda-feira, 7 de Setembro de 2009

John dos Passos (1896-1970), um clássico da literatura norte-americana

Quem não ouviu já falar de John dos Passos, descendente de um emigrante português, um dos melhores escritores do século XX? Era essa, pelo menos, a opinião de Sartre: "É o maior escritor do nosso tempo."

A Penguin publicou-lhe as principais obras com uma chamada de atenção: "Dos Passos não é o nome de uma equipa espanhola de futebol, mas o nome de um grande escritor."

E a opinião de outros, como Faulkner, das mãos de quem recebe a medalha de ouro das artes e das letras, afirmando que "ninguém a merecia mais", Fitzgerald ou Hemingway, seu grande companheiro e amigo.

Principais Obras

Escreveu obras como "Manhattan Transfer" (1925), opondo ao naturalismo americano uma multivisão sinfónica inspirada nas experiências de montagem cinematográfica de Eisenstein e de Griffith, e a trilogia "USA" - "The 42nd Parallel" (1930), "1919" (1932) e "The Big Money" (1936) – numa escrita tumultuosa que tudo deve à imagem do nosso mundo feito de vidas isoladas, à música e à pintura de ritmos e formas quebradas ?

Publicou igualmente um livro sobre a epopeia dos Descobrimentos: "Portugal - Três Séculos de Expansão e Descobrimentos" (1969).



Ligações à Ilha da Madeira

O seu avô paterno, Manuel Joaquim Dos Passos, deixou a sua ilha da Madeira rumo aos Estados Unidos da América em 1830.

O escritor visitou a ilha do seu avô por três vezes. Era o ano de 1905, esteve com o pai, o Dr. John Randolph Dos Passos, brilhante advogado, na visita aos seus parentes madeirenses.

Em 1921, John Dos Passos, a caminho da Europa na companhia do escritor E. E. Cummings, esteve no Funchal.

A terceira e última vez fez-se acompanhar da sua mulher Elizabeth e da sua filha Lucy, então com 11 anos. Era o ano de 1960. A família Dos Passos foi recebida na Ponta do Sol pelas autoridades locais e por muitos dos seus parentes. Foi dia de festa na vila.

Video: Centro Cultural John dos Passos (Madeira)

Fontes: casoual / Presença / Ilhadamadeira.weblog

sexta-feira, 4 de Setembro de 2009

Alfred Lewis (1902-1977), fundador do romance luso-americano

Romancista, contista, poeta e dramaturgo, Alfred Lewis, nascido Alfredo Luís, em 1902, na ilha das Flores, emigrou para os Estados Unidos aos 19 anos de idade, em 1922, nos últimos anos da segunda onda de emigração portuguesa para aquele país.

Lewis era filho de baleeiro, imigrante pertencente à primeira onda ligada à indústria baleeira americana, cujos grandes barcos faziam escala nos Açores para reabastecimento e recolha de tripulantes.

Se, como profissional, Lewis granjeou um certo êxito (formou-se em Direito e exerceu o cargo de Juiz Municipal), não foi menos o seu triunfo nas letras. Com efeito, Lewis tornou-se o primeiro e único imigrante português a conquistar a atenção do público vasto de língua inglesa.

Ele é autor de contos publicados numa revista literária de prestígio nacional, Prairie Schooner, tendo estes relatos dramáticos, que descrevem uma sociedade multi-racial, composta de mexicanos, portugueses, arménios e anglo-americanos, merecido referência numa antologia de grande renome, The Best American Short Stories, dois anos seguidos, em 1949 e 1950.

O seu maior sucesso editorial foi "Home is an Island" (1951), romance autobiográfico cujo protagonista jovem está prestes a emigrar para a América, descrevendo a vida numa pequena aldeia nos Açores, no princípio do século XX.

Após a sua morte, foi publicado "Sixty Acres and a Barn", romance de formação que conta a história de Luís Sarmento, imigrante açoriano que encontra na América um espaço de tolerância, prosperidade e realização amorosa.

Fontes: RTP (comunidades), Irene Maria F. Blayer (adaptado) / O jornal / Filipa Reis

quarta-feira, 2 de Setembro de 2009

"Senhora dos Açores" de Romana Pietri (2002)

Romana Petri nasceu em Roma, onde vive. Considerada uma das vozes mais representativas da actual escrita italiana, inicia a sua carreira literária em 1990 com "Il gambero blu e altri racconti" (prémio Rapallo e prémio Mondello opera prima).

Entre as suas obras mais aclamadas destacam-se "Alle Case Venie" («Uma guerra na Umbria – Case Venie», prémio Rapallo-Carige, finalista prémio Strega 1998), "La donna delle Azzorre" («A senhora dos Açores», prémio Grinzane Cavour 2002); e "I padri dgli altri" («Os pais dos outros», prémio Chiara e prémio Città di Bari).

"Sinopse"

Uma viagem de descoberta de um mundo outro, os Açores vistos pelos olhos de uma estrangeira, um périplo poético, um caminho de aprendizagem... A personagem principal, uma italiana, um guia misterioso - João Freitas - minúsculos pedaços de terra por entre um imenso oceano.

Como tudo começou

"Quando comecei a ler livros do Antonio Tabucchi, que sempre escreveu muito sobre Portugal. Ao falar com ele comecei a conhecer muito bem Portugal."

"A primeira vez que cá vim foi em 1990 [a Lisbao], depois fui aos Açores… e voltei muitas vezes. E comecei a ler também os livros traduzidos em Itália" [entretanto comprou uma casa em Lisboa, onde tenta passar todo o tempo possível. E descreve-se como uma italiana “muito aportuguesada”].


Açores

Em 1996, Romana Petri, regressou aos Açores - onde já havia estado duas vezes - com o objectivo de encontrar aquele rasgo de inspiração que lhe permitisse terminar o livro "Dagoberto Babilonio, Un Destino".

Quis, entretanto, o destino que se apaixonasse pelas gentes e costumes da ilha do Pico, abandonasse o seu trabalho e começasse de imediato a pensar noutras estórias.

Em "A Senhora dos Açores" cruzamo-nos com vários personagens (reais), sendo que João de Freitas assume um papel peculiar, talvez porque é a ele que a escritora dedica este livro.

Cenários portugueses

“A Senhora dos Açores” passa-se no Pico e tem outro romance com a ilha das Flores como cenário, “Um baleeiro dos montes” [editado pela Salamandra em Portugal].

Em “Uma Guerra na Úmbria” há uma passagem em que Alcina ouve de um companheiro de armas a letra do fado “Perseguição”.

Mais recentemente, "Regresso à ilha", apenas lançado em Portugal, retoma os lugares e gentes de "A senhora dos Açores":

Fontes: Cavalo de Ferro / Correio da Manhã (Sofia Rato) / Mundo a tinta da china

segunda-feira, 31 de Agosto de 2009

"Accadde a Lisbona" (série de TV, 1974)

"Accadde a Lisbona" é o título de uma mini-série de televisão (de 3 episódios) transmitida pela RAI a partir de 15 Setembro de 1974.

Sob a direcção de Daniele D'Anza e com argumento de Luigi Lunari, "Accadde a Lisbona" é uma ficção inspirada num facto verdadeiro: o escândalo do Banco de Portugal que se verificara no ano de 1925, tendo como protagonista Alves do Reis, aqui interpretado pelo actor Paolo Stoppa.

A série contava igualmente com a participação dos actores Maria Fiore, Vittorio Sanipoli, Walter Maestosi e Paolo Ferrari no papel do cúmplice Jose Bandeira.

Fontes: wikipedia / IMDb

quarta-feira, 26 de Agosto de 2009

"Lisbon Story" de Paul L. Stein (1946)

David Farrar e Patricia Burke, que contracenaram em "The Trojan Brothers", voltam a actuar em conjunto no thriller musical britânico "The Lisbon Story" ("Accadde a Lisbona" em italiano).

A acção do filme decorre durante a 2ª Guerra Mundial e aborda os esforços de uma cantora francesa (Patricia Burke) e de um espião inglês (David Farrar), contudo a principal atracção do filme foi a participação do famoso cantor de ópera austríaco Richard Tauber.

Sinopse

Uma cantora de cabaret e um espião britânico viajam para a alemanha nazi para salvar um cientista.

Fontes: wikipedia / All Movie / IMDb

segunda-feira, 24 de Agosto de 2009

"Férias em Lisboa" de Hans Deppe (1956)

Após rodar o filme "A esposa do embaixador", Hans Deppe volta a filmar em Portugal o filme "Férias em Lisboa" (no original "Der Fremdenfuhrer von Lissabon"; em inglês "Lisbon tour guide"), as aventuras de António, um guia turístico português.

O filme foi protagonizado pelo actor e cantor Suíço Vico Torriani, que interpreta o papel de António. A actriz Inge Egger é Claudia, uma detective de nacionalidade alemã, enquanto que Mara Lane é Mercedes, uma colega Argentina.

Audio: Vico Torriani interpretando o tema "Verlieb' Dich in Lissabon (Frühling in Portugal)" da autoria de H. Bradtke e E. Halletz.

Fontes: ImDB / Instituto Camões /

sexta-feira, 21 de Agosto de 2009

Hans Deppe roda "A mulher do embaixador" nos Estúdios da Tobis (1955)

Hans Deppe (1897-1969) foi um actor e realizador alemão, tendo rodado em Portugal dois filmes durante a década de de 50 ambos em colaboração com a Tobis portuguesa.

O primeiro dos filmes, um thriller de espionagem, intitulou-se "A mulher do Embaixador" ("Die Frau des Botchafters", sendo protagonizado por Antje Weisgerbe (no papel de Sybille Costa, a mulher do embaixador), Paul Hubschmid, Ingrid Andree e Hans Stüwe (embaixador Christian Lundvall).

Sinopse

Sybille Costa vive em Amesterdão. Um dia, envolve-se sentimentalmente com Christian Lundvall, embaixador de um país do norte da Europa, que acabara de ser transferido para Lisboa.

Sybille confessa ao embaixador que já trabalhara numa embaixada e que fora despedida por se ter envolvido com um espião. Lundvall fica impressionado pela honestidade de Sybille e, apesar de tudo, pede a sua mão em casamento.

Fontes: filmportal / Instituto Camões / ImDB

quarta-feira, 19 de Agosto de 2009

Video de "Gesegnet seist du" de Ben (2002)






O Video realizado do 3º single do cantor alemão Ben foi realizado por Esther Gronenborn (Shorts Productions - Alemanha), sendo a direcção de produção de Filipa Mendes.

Video

segunda-feira, 17 de Agosto de 2009

Video de "Mein Automobil" de Max Mutzke (2007)




O cantor alemão Max Mutzke, descoberto no concurso SSDSGPS ("Stefan sucht den Super-Grand-Prix-Star") publicou em 2007 o single "Mein Automobil" cujo video foi rodado em Lisboa com as três finalistas do programa "Germany’s Next Topmodel" (Hana, Anni, Barbara).

Video

sexta-feira, 14 de Agosto de 2009

"O Regresso do Carocha" ("Ein Käfer gibt Vollgas", 1972)


A série de filmes do Super Carocha (Superbug em inglês) era uma "mistura" entre os filmes de 007 (o protagonista chama-se Jimmy Bondi) e do carocha Herbie (aqui o o carocha chama-se Du-Du).

Após o sucesso do filme inicial, foi realizada uma sequela localizada em Portugal. Posteriormente foi lançado um terceiro filme (de uma série de 5 filmes) que recuperava parte das gravações do segundo filme (localizado em Portugal).

Com o título de "O Regresso do Carocha" ("Ein Kafer Gibt Vollgas"), o filme foi realizado por Rudolf Zehetgruber, contando com a participação como actor do realizador português Arthur Duarte, que foi igualmente responsável pela produção durante as filmagens em Portugal (nomeadamente no Algarve), e dos actores Joachim Fuchstberger (Plato), Robert Mark (Jimmy Bondi), Heidi Hansen (Tamara) e Katharina Orginski.

Acácio de Almeida foi um dos responsáveis pela direcção de fotografia.

Sinopse:

Plato (Joachim Fuchsberger) encontra-se em Portugal com o Marquês de la Scott (Karl-Otto Alberty) para tentar localizar as chapas de impressão de dinheiro falso, contando com a inesperada colaboração de Jimmy Bondi (Rudolf Zehetgruber) e do seu super carro Dudu.

Fontes: IMDb / cinefacts

quarta-feira, 12 de Agosto de 2009

"Una chica para dos" de León Klimovsky (1966)

O famoso Duo Dinãmico (Ramón Arcusa e Manuel de la Calva) protagonizou em 1966 o filme "Una chica para dos", no qual os dois cantores/actores disputavam o amor de Maria, uma jovem estrangeira (interpretada por Irán Eory).

Sinopse

María [que no início do filme vive em Portugal] decide partir para Espanha para prosseguir com os seus estudos. Em Espanha vai visitar Ronda, o local de onde é natural a sua mãe. À sua espera no aeroporto está Manolo, amigo intímo de Ramón (filho de uma família conhecida dos seus pais), que se faz passar pelo amigo ...

Locais de rodagem

O filme foi rodado em Madrid e Ronda (Málaga), mas as sequências iniciais foram gravadas em Lisboa, Cascais e Estoril.


Fontes: TVE / mundocine

Video

segunda-feira, 10 de Agosto de 2009

Costela portuguesa de Freida Pinto

Freida Pinto, a estrela do filme "Quem quer ser Billionário ?", é a nova ‘coqueluche’ de Hollywood. O que poucos sabem é que a actriz é descendente de portugueses de Goa que terão emigrado para a vizinha Karnataka entre os séculos XVI e XVIII.

O pai, Frederick Pinto, é um administrador da sucursal do Banco de Baroda, em Mumbai, e a mãe, Sylvia Pinto, é reitora da St. John’s Universal High School, na mesma cidade.

A família de Freida, que engloba ainda uma irmã mais velha, Sharon, é católica mangaloreana – uma das mais antigas comunidades cristãs na Índia, fortemente identitária e que recebeu grande influência dos portugueses de Goa.

Nascida na ex-Bombaim em Outubro de 1984, a jovem actriz e modelo estreou-se no cinema com ‘Quem quer ser Bilionário?’, filme dirigido por Danny Boyle e que conta com 10 nomeações aos Óscares.

Freida depressa conquistou o coração dos cinéfilos e da crítica, tendo sido muito elogiada pelo seu bom gosto e pela elegância no vestir na estreia do filme em Nova Iorque.

Não obstante, a nível da sua vida pessoal, a fulgurante ascensão de Freida teve já um preço: a ruptura com o namorado de há quatro anos, Rohan Antão. Ambos estudaram juntos na Universidade de São Xavier, em Mumbai, onde se conheceram.

Fonte: Correio da manhã

sexta-feira, 7 de Agosto de 2009

Patricia goes "Bullywood"

É oficial! Foi lançado em Junho o primeiro filme Bollywood com uma actriz lusa :)

Como já fora anunciado, a alfacinha Patrícia Bull foi recrutada para desempenhar um papel cujas premissas eram ter ascendência africana e falar Português. Como imagino que saber dar um pezinho de dança também fosse requisito, a nossa Patrícia Bull tinha tudo para ficar com o papel.

Confesso que estava à espera de um filme mais low-budget, mas desenganem-se os que julgavam o mesmo.

"Kaminey" - assim se chama a película - tem dois dos mais populares actores da nova geração dos filmes hindi nos principais papéis, o bonitinho Shahid Kapur (que conhecemos de "Jab We Met" ou de "Kismat Konnection") e a mega-fabulosa Priyanka Chopra.

O cenário está relacionado com o tráfico de droga e de diamantes africanos [daí que eles precisassem de actores angolanos que falassem inglês] e Shahid Kapur tem um duplo papel.

Patrícia Bull desempenha o papel da mulher de um traficante e, nas cenas em que aparece, faz pouco mais do que dançar.

No filme participam igualmente os actores angolanos Eric Santos e Carlos Paca.

Video: trailer (ver minuto 1'23)

Fontes: grand masala / palco do Andrew / africa today

Bollywood em Portugal ?

O jornal India Times divulgou em Janeiro de 2007 que a indústria de cinema indiano, a famosa Bollywood, poderia rodar filmes em Lisboa e em "outros locais exóticos" e assim levar mais turistas indianos a Portugal, contudo tal intenção não terá sido, até à presente data, concretizada.