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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Leonor da Fonseca Pimentel, "A Portuguesa de Nápoles"



Leonor da Fonseca Pimentel (Roma, 13 de Janeiro de 1752 - Nápoles, 20 de Agosto de 1799), conhecida como Eleonora de Fonseca Pimentel, "A Portuguesa de Nápoles". Ficou na história por ter defendido ideais liberais que conduziram à Revolução e à instauração da malograda República Napolitana (1799).

Ela foi poetisa, escritora, pedagoga, bióloga e uma das primeiras jornalistas europeias. Amiga íntima de intelectuais e revolucionários, desempenhou um papel de relevo na revolução jacobina de Nápoles de 1797, inspirada pelo ideário social e político da Revolução Francesa.

Leonor fundou o jornal oficial da república então instalada - "O Monitore Napolitano" - considerado o primeiro jornal político napolitano - que teve profunda influência na moderação das decisões do governo revolucionário

Leonor da Fonseca Pimentel, que se considerava "filha de Portugal", cultivou a língua pátria e manteve correspondência com intelectuais portugueses.

Em 1777, chegou a escrever uma peça de teatro de homenagem ao Marquês de Pombal: "Il Trionfo della Virtù". Em Nápoles, o seu nome foi dado a uma Escola do Magistério Primário em homenagem à forma denodada como defendeu o primado da educação.

A portuguesa de Nápoles, como ficou conhecida, figura no Pantéon di Martiri dela Libertà, tornando-se, portanto, uma referência do pensamento político italiano. Embora multifacetada, distribuindo os seus esforços pelo jornalismo, a luta política, a biologia, a poesia e a pedagogia, Leonor ficou na História por ter defendido os ideais liberais que conduziram à Revolução jacobina de Nápoles e à instauração da malograda República Napolitana (1797-1799).

Em 1799, Leonor foi acusada de crime contra o Estado e enforcada na Praça do Mercado de Nápoles.

Desde 1997 que a cidade de Nápoles homenageia a vida cultural multifacetada de Eleonora, daí resultando estudos, teses, colóquios e exposições dedicados à sua vida e obra.
Livros sobre Eleonora de Fonseca Pimentel
• Benedetto Croce, "Eleonora de Fonseca Pimentel" (1887)
• Bice Gurgo, "Eleonora Fonseca Pimentel" (1935)
• Maria Antonietta Macciocchi, "Cara Eleonora" (1993)
• Elena Urgnani, "La Vicenda Letteraria e Politica di Eleonora de Fonseca Pimentel, Nápoles" (1998)
• Enzo Striano, "Il resto di niente. Storia di Eleonora de Fonseca Pimentel e della rivoluzione napoletana del 1799" (1986)

"Il Resto di Niente" de Enzo Striano (1986)
 "Il Resto di Niente" ("A Portuguesa de Nápoles" na versão portuguesa) foi escrito pelo italiano Enzo Striano em 1982. O autor enviou o manuscrito para vários editores, mas alguns devolvem o livro sem sequer o ler, por não terem interesse no assunto e no tamanho da obra. 

O autor decide, então, em 1986, não esperar mais e o livro acaba por sair pela editora de livros escolares Loffredo, que já tinha publicado algumas antologias inovadoras com sucesso.

O romance obtém o consenso da crítica e é muito lido, mas esse sucesso circunscreve-se essencialmente a Nápoles. Passados 10 anos é publicado por uma grande editora e torna-se muito conhecido em toda a Itália, tendo vendido mais de 400 mil exemplares. Havendo inclusive quem tenha afirmado que se tratava do melhor romance histórico italiano desde "O Leopardo" de Lampedusa.


"Il Resto de Niente" de Antonietta de Lillo (2004) e a escolha de Maria de Medeiros (extracto de entrevista a Antonietta de Lillo)

Neste filme de 2004, Leonor da Fonseca Pimentel, a mulher que ficou na História por defender os ideais liberais, tem o rosto da actriz portuguesa Maria de Medeiros. Vêmo-la no centro da revolução jacobina de Nápoles, até à sua morte por enforcamento, em 1799.
"Pensei imediatamente nela [Maria de Madeiros, por ser portuguesa e por ser uma mulher pequena mas com muita força. Ela interpreta o papel de uma forma extraordinária. Não sou eu que digo, todos os críticos o disseram. Para ela, foi extraordinário conhecer esta personagem, de que não conhecia a existência."
"A primeira vez que a encontrei estava à espera da primeira filha. Quando filmámos, a Júlia tinha seis anos. Quando acabámos de filmar, a Maria estava à espera da segunda filha, a que chamou Leonor. É uma personagem que não se esquece. (...)"
Arte
Giuseppe Boschetto pintou o quadro a óleo "Eleonora Pimentel Fonseca condotta_al patibolo" (1869).
Música
Eugenio Bennato homenageou Eleanora no tema "Donna Eleonora" incluído no disco "Taranta Power" (1998)
Video Youtube
Em Portugal
Filme "A Portuguesa de Nápoles" (1931) de Henrique Costa
Livro "Leonor da Fonseca Pimentel - A Portuguesa de Nápoles (1752-1799)", de Teresa Santos e Sara Marques Pereira ( coord.)

quinta-feira, 15 de março de 2012

Gerrit Komrij: de Trás-os-montes até Vila Pouca

Gerrit Komrij, escritor e poeta holandês, estava farto da vida literária e das suas obrigações e decidiu emigrar para um país longínquo. Isso foi em 1984 e o país mais longínquo que podia imaginar nessa altura foi Portugal.

Com o seu companheiro, foram à procura de isolamento numa aldeia afastada de Trás-os-montes (Alvites). Foram cinco anos dramáticos (entre 1984 e 1988) e não tardou que entrassem em conflito com os poderes locais. Estes cinco anos resultaram no romance "Atrás dos Montes".

Agora vivem na Beira (Vila Pouca da Beira, Oliveira do Hospiyal), também num sítio isolado, mas um pouco mais perto da "civilização", isto é, mais perto de uma livraria, presença essencial a Gerrit Komrij, que colecciona livros desde os seus 15 anos. Diz que são mais humanos do que os seres humanos. E aqui começou devagar a sentir-se em casa, aprendeu a língua, teve, como diz, o privilégio de conhecer uma literatura.


"Atrás dos Montes" (1990)

“Atrás dos Montes” (“Over de Bergen”) é a história de um jovem em busca das suas raízes.

Pedro Sousa e Silva, farto da vida de “jet set” de Lisboa, chega à terra dos seus sonhos, na província mais distante e mais isolada do país, para se instalar no imponente solar abandonado que os seus antepassados habitaram outrora. (...)

A sua existência parece predestinada a uma vida serena de prazeres simples. Mas não tarda que por detrás da fachada exótica se descubra uma sociedade baseada na desconfiança e no terror. À volta da velha casa estala uma guerra sem tréguas. O isolamento transforma-se numa prisão. Confrontado com uma comunidade onde nada mudou após a queda do regime totalitário, Pedro é obrigado a ceder.


Até mais logo ... (uma estória interessante)

Em "Atrás dos Montes", Gerrit fala da exuberância da paisagem, da hospitalidade nacional, da qualidade de vida e de um episódio delicioso que revela porque se cansam tanto os portugueses com a verdade.

Komrij tinha acabado de se instalar na sua quinta, em Alvites, e resolveu descer à aldeia para conhecer os habitantes. A simpatia local esmagou-o, mas regressou a casa em pânico, dizendo ao seu companheiro: "Todos se despediram dizendo 'até mais logo', deve ser tradição da terra. No final da tarde aparecem-nos aí".

Prepararam então o jardim para receber a aldeia. Esperaram, esperaram, mas ninguém apareceu. Komrij levou algum tempo a descodificar este desligamento entre o que se diz e o que se faz - mas percebeu a simplicidade: é só uma forma educada de adiar um problema.


"Um almoço de negócios em Sintra" (1996), colectânea de crónicas sobre Portugal

Todas as semanas escreve uma crónica sobre a sua aldeia portuguesa para um jornal holandês - onde satiriza sobre tudo e todos.

"Um Almoço de Negócios em Sintra" é um retrato em corpo inteiro de Portugal e dos portugueses. Um retrato solícito e inteligente, que anda tão perto do enternecimento como da provocação. Os nossos defeitos, de tão próprios, acabam por parecer virtudes. E as nossas patentes qualidades têm, afinal, a mais peculiar das marcas.

"Um Almoço de Negócios em Sintra" é, assim, para os portugueses, um livro frontal, aqui e além incómodo, mas sempre revelador.


"Vila Pouca, Contos Portugueses" (2009)

De 1984 a 1988, Komrij viveu em Alvites, Trás-os-Montes, uma vivência que inspirou o seu primeiro romance Over de bergen (Atrás dos Montes, 1990). Desde 1988 vive em Vila Pouca da Beira, que retratou em "Vila Pouca, Portugese verhalen".


Libretto de "Melodias Estranhas" (2001)

A ópera "Melodias Estranhas" é uma co-produção bilingue luso-flamenga, com música de António Chagas Rosa e libreto do holandês Gerrit Komrij, para as duas Capitais Europeias da Cultura de 2001 (Roterdão e Porto).

A ópera é centrada nas personagens de Erasmo de Roterdão e Damião de Góis que, há 500 anos atrás, construíram uma amizade a partir da recusa mútua pelo fanatismo religioso.


"Nós por eles" (RTP 2)

“Está no meu carácter ver o lado ridículo das pessoas e escrever sátiras sobre eles, mas, claro, estou consciente do facto que estou a viver num país onde sou um hóspede e os portugueses são muitíssimo generosos em me acolher, portanto não posso ser demasiado crítico.”

“(…) numa outra língua, a dois mil quilómetros de distância, escrevo de uma maneira muito simpática sobre o que acontece nesta pequena aldeia por baixo da superfície.”

“Quando eu ficar absolutamente maluco, então, não sei onde me vão pôr (…) Mas enquanto tenho o destino em minhas próprias mãos vou ficar aqui. Sim, acho que vou morrer aqui. O cemitério é mesmo ao lado, portanto a viagem será curta.“

Fontes: Programa “Nós por eles” (RTP 2) / wikipedia / ritualmente / ilcml / dornes / Expresso

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

John "Portugee” Phillips, Herói de fronteira do Wyoming

John Phillips – também conhecido por Portuguese Phillips ou ainda, de acordo com a oralidade da época, Portugee Phillips – nasceu no lugar de Terras, Lajes do Pico, a 28 de Abril de 1832, com o nome de Manuel Filipe Cardoso. (…)

No livro "The John ‘Portugee’ Phillips Legends", o investigador norte-americano Robert A. Murray dá uma ideia da dimensão a que chegou a sua "canonização pagã": "À medida em que o processo de ficcionalização continuou, Phillips transcendeu o carácter de pioneiro determinado e atingiu a mesma categoria mítica, impossível, a que os escritores guindaram Daniel Boone, David Crockett, Kit Carson ou muitas outras figuras da fronteira."

Batalha de Fetterman (21.12.1866)

John Phillips, um simples guia ao serviço do exército sedeado no recém-estabelecido Fort Phil Kearny, no então Território do Dakota (hoje no Nebraska), realizou um único grande feito na vida, mas foi o suficiente para a sua lenda durar até aos dias de hoje.

Ainda hoje não se sabe com total precisão o que é realidade e o que é mito. Mas, de noite, sob um forte nevão e perante temperaturas abaixo de zero, Phillips terá cavalgado na companhia de Daniel Dixon cerca de 190 milhas (300 quilómetros) ao longo do Trilho de Bozeman até Horseshoe Station, aí chegando na manhã de Natal.

Expediu um telegrama para Fort Laramie, em Horse Creek (Wyoming), a pedir ajuda, e, como se não bastasse, descansou algumas horas e dirigiu-se ele próprio para o forte, ao longo de mais 40 milhas (65 quilómetros), para certificar-se que era enviado socorro para o Fort Phil Kearny. Com isso, salvou a vida de mais de 90 pessoas. O seu cavalo, hoje mítico, chamava-se Dandy.



Imagem: "Phillips Ride" de Phoebe Blair

Século XX

Nos anos 60 do século XX, a empresa de cereais Kellog’s deu-lhe um espaço de destaque numa caixa de corn flakes, a meio de uma série dedicada aos doze maiores pioneiros do faroeste americano (Men Of The Wild West), entre os quais Daniel Boone, Kit Carson, Buffalo Bill Cody ou Pat Garrett.

Este momento representou o apogeu da fama do pioneiro açoriano. Pouco antes havia-se registado o lançamento do livro "Portugee Phillips and the Fighting Sioux", além de vários artigos em revistas de cunho popular. Contudo a fama de John Phillips não foi sempre tão generalizada.

Ao contrário do que imaginavam alguns escritores, o picoense morreu em relativo anonimato, para só décadas depois ser canonizado como herói da fronteira. Hoje em dia, em muitas cidades dos Estados Unidos, há monumentos, memoriais e exposições dedicadas a John Phillips.

Fontes/Mais informações: Joel Neto (Grande Reportagem) / Phil Kearny / Donald Warrin / Portuguese times

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Baruch Lopes Leão de Laguna, pintor

Considerado um dos mais representativos retratistas holandeses dos finais do século XIX e da primeira metade do século XX, Baruch Lopes Leão de Laguna nasceu em Amsterdão, a 16 de Fevereiro de 1864, no seio de uma família sefardita portuguesa.

A sua vida começa tal como haveria de acabar – marcada pelos mesmos tons de tragédia. Aos dez anos perdeu os pais – Salomão Lopes de Leão Laguna e Sara Kroese – dando entrada no orfanato da comunidade de judeus portugueses de Amsterdão. Apoiado pelos professores da comunidade, ganhou o gosto pela pintura, estudando primeiro na Escola Quellinus e depois na Academia Nacional de Belas Artes da Holanda.

Para sobreviver, Leão Laguna trabalhou para o pintor Jacob Meijer de Haan – primeiro na pastelaria da família, no bairro judeu de Amsterdão, e posteriormente no atelier, como seu assistente.

Aos poucos, a pintura de Leão de Laguna foi ganhando fama e reconhecimento suficientes para lhe permitirem dedicar-se por completo à sua paixão. Em 1885 faz a sua primeira exposição na Associação Arti et Amicitiae, uma mostra bastante bem recebida pela crítica e pelos colegas. Por essa altura Baruch Lopes de Leão Laguna casa com Rose Asscher, filha de um lapidador de diamantes.

Durante os primeiros anos da ocupação nazi, Leão Laguna refugiou-se na região de Laren, no norte da Holanda. Terá sido nessa altura que pintou o auto-retrato que figura em cima. Auxiliado por uma família que o esconde numa quinta remota, Leão Laguna fica-lhes imensamente grato, oferecendo-lhes vários dos seus quadros (entre os quais este auto-retrato).

Eventualmente, Baruch Lopes de Leão Laguna é capturado pelos nazis e levado para o campo de extermínio de Auschwitz, onde é assassinado a 19 de Novembro de 1943, com 79 anos de idade.

Fonte: Rua da Judiaria

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Camille Pissarro, o primeiro pintor impressionista


Jacob Camille Pissarro (1830 — Paris, 13 de Novembro de 1903) foi um pintor francês, co-fundador do impressionismo, e o único que participou nas oito exposições do grupo (1874-1886).

Seu pai, Abraham Frederic Gabriel Pissarro, era português criptojudeu de Bragança, que, no final do século XVIII, quando ainda pequeno, emigrara com a sua família para Bordéus, onde na altura existia uma comunidade significativa de judeus portugueses refugiados da Inquisição. A mãe de Camille Pissarro era crioula e tinha o nome Rachel Manzano-Pomie.

Com o objectivo de descobrir novas formas de expressão, Pissarro foi um dos primeiros impressionistas a recorrer à técnica da divisão das cores através da utilização de manchas de cor isoladas – o seu quadro “The Garden of Les Mathurins at Pontoise” (1876) é um exemplo.

Em 1877 pintou “Les toits rouges, coin du village, effet d'hiver”. Durante os anos 80 juntou-se a uma nova geração de impressionistas, os “neo-impressionistas”, como Georges Seurat e Paul Signac, pintando em 1881 “Jeune fille à la baguette, paysanne assise” e experimentou com o pontilhismo.

Fonte: wikipedia

segunda-feira, 22 de junho de 2009

William Pereira, arquitecto

William Leonard Pereira (1909-1985) foi um famoso arquitecto norte-americano de ascendência portuguesa.

Um dos seus primeiros trabalhos, de colaboração com o irmão Hal Pereira (famoso director artístico nos Estúdios de Cinema Paramount), foi o famoso Esquire Theatre, na East Oak Street, em Chicago.

William juntou-se ao irmão em Los Angeles e um dos seus primeiros trabalhos foi a Motion Picture Country House em Woodland Hills, em 1942.

Nesse período, enquanto não se afirmava como arquitecto, William trabalhou também como director de arte na Paramount e ganhou o Oscar de efeitos especiais pelo seu trabalho em "Reap the Wild Wind" (1942).

A carreira cinematográfica de William Pereira foi breve, mas produziu ainda meia dúzia de filmes para a RKO, entre os quais Jane Eyre (1944), a primeira adaptação ao cinema do famoso romance de Charlotte Bronté, com Orson Wells e Joan Fontaine.

Foi sobretudo como arquitecto que William Pereira se consagrou e o seu traço futurista marcou a América dos 50-60.

Chegou a ter mais de 300 arquitectos trabalhando sob as suas ordens e assinou mais de 400 importantes projectos como o aeroporto de Los Angeles, os estúdios da CBS em Los Angeles ou a famosa Transamerica Piramide em San Francisco.

Fonte: Eurico Mendes, Portuguese Times / wikipedia

Pirâmide Transamerica



Lista de prédios da autoria de William Pereira

sexta-feira, 19 de junho de 2009

1001 edifícios a visitar antes de morrrer


Portugal está citado com 17 obras no livro "1001 Buildings you must see before you die", o que não é nada mau.

Representa 1,6 % do total e estamos à frente de países como Brasil, Bélgica, Canadá, Grécia, Hungria, Islândia, Irlanda, Croácia, Israel, República Checa, Egipto, Dinamarca, Indonésia, Cuba, Roménia, Perú, Polónia.

Eis as 17 obras arquitectónicas situadas em Portugal que devemos visitar antes de morrer (ordem aleatória):

01 - Casa da Música (2005) - Porto - Office For Metropolitan Architecture (Rem Koolhaas)
02 - Casa de Chá (1963) - Matosinhos - Siza Vieira
03 - Centro de Artes Visuais (2003) - Coimbra - João Mendes Ribeiro
04 - Estádio Municipal de Braga (2003) - Braga - Eduardo Souto de Moura
05 - Museu Marítimo de Ílhavo (2002) - Ílhavo - ARX Portugal
06 - Mosteiro dos Jerónimos (1552) - Lisboa - Diogo Boitac, João de Castilho, Diogo de Torralva
07 - Jardim de Infância João de Deus (1991) - Penafiel - Siza Vieira
08 - Piscinas de Leça (1966) - Matosinhos - Siza Vieira
09 - Sede do Metro (1914) - Lisboa - Manuel Norte Jr
10 - Estação do Oriente (1998) - Lisboa - Santiago Calatrava
11 - Palácio da Pena (1885) - Sintra - Baron von Eschwegw
12 - Garagem Passos Manuel (1938) - Porto - Mário de Abreu
13 - Pavilhão de Portugal (1998) - Lisboa - Siza Vieira
14 - Quinta da Malagueira (1977) - Évora - Siza Vieira
15 - Convento de Mafra (1730) - Mafra - Johann Friedrich Ludwig (Ludovice)
16 - Elevador de Santa Justa (1902) - Lisboa - Raul Mesnier de Ponsard
17 - Mosteiro da Batalha (1434) - Batalha - Master Huguet

Siza Vieira está citado em mais dois trabalhos, Museu da Fundação Ibere Camargo (2007) em Porto Alegre (Brasil), e em co-autoria (Peter Brinkert) no bloco de apartamentos Bonjour Tristesse (1983), em Berlim.

De ascendência portuguesa, William Leonard Pereira está citado como o arquitecto da pirâmide Transamerica (1972), ícone de São Francisco.

Fonte: Guedelhudos (ié-ié)

quarta-feira, 17 de junho de 2009

“Na rota dos navegadores portugueses” – um ensaio fotográfico (1988) de Michael Teague


Michal Teague (1932-1999), jornalista e fotógrafo de origem britânica, ganhou, enquanto estudante, um prémio da Universidade de Oxford, oferecido pela Royal Asian Society (RAS). O tema obrigatório era “Ascensão e queda das actividades coloniais portuguesas a Oriente do Suez".

No decurso de uma viagem a Angola apaixonou-se pela arquitectura colonial portuguesa. Deixou-se encantar pela atmosfera peculiar das igrejas, fortes, do casario popular e dos grandes palácios.

Em todos eles descobriu uma mesma impressão digital, que reflectia uma cultura miscigenada de enorme harmonia, um casamento quase perfeito entre o estilo europeu e o africano.

Alguns anos mais tarde, sendo já um consagrado e experiente fotojornalista, sediado nos Estados Unidos, cruzou o mundo no rasto dos navegadores portugueses, recriando a lendária viagem de Vasco da Gama até à Índia.

Em cada porto, em cada baía, em cada foz de rio em cada cidade, sentiu a mesma maravilha, no Brasil, em Africa, no Golfo Pérsico, na Índia, Japão, China ou em Timor, pressentia o mesmo espírito que o tinha encantado na primeira viagem a Angola.

Michael Teague percorreu mais de 270 mil quilómetros, em trinta países diferentes, coleccionando muitos milhares de fotografias, num voo de pássaro sobre o vasto património cultural construído em quatro continentes entre os séculos XV e XVII.

Escreveu para várias publicações internacionais, sendo autor de um livro que inclui fotografias das suas viagens, intitulado “In the Wake of the Portuguese Navigators”.

Fontes: Gpeari / Lourdes Simões de Carvalho



Descrição da obra

Conjunto de 201 imagens, que constituem um ensaio fotográfico de Michael Teague. Viagem de reconstituição das "Rotas dos navegadores portugueses", de Lisboa ao Japão. Registo fotográfico, através do qual o autor capta a presença e vestígios portugueses em África, Brasil e Oriente

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo (África)

A eleição das “7 Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo ®” ambiciona divulgar, através de uma selecção representativa, o legado material da Expansão Portuguesa no Mundo.

A lista constituída por 27 obras, cobre o legado patrimonial de origem portuguesa dispersa pelo mundo. Ilustra cabalmente a sua extensão e dignidade — em muitos casos a carecer ainda, como penhor da sua integridade e salvaguarda, da honrosa classificação de Património Mundial UNESCO — bem como a relevância do contributo civilizacional de Portugal.

África

• Angola - Convento do Carmo de Luanda
• Cabo Verde - Cidade Velha de Santiago
• Etiópia - Gorgora Nova
• Gana - Fortaleza de São Jorge da Mina
• Marrocos - Fortaleza de Mazagão
• Marrocos - Fortaleza de Safi
• Moçambique - Ilha de Moçambique
• Quénia - Fortaleza de Jesus de Mombaça
• Tanzânia - Forte de Kilwa (Quiloa)

Angola - Convento do Carmo de Luanda



Cabo Verde - Cidade Velha de Santiago



Etiópia - Gorgora Nova



Gana - Fortaleza de São Jorge da Mina



Marrocos - Fortaleza de Mazagão



Marrocos - Fortaleza de Safi



Moçambique - Ilha de Moçambique



Quénia - Fortaleza de Jesus de Mombaça



Tanzânia - Forte de Kilwa (Quiloa)



História:

A matriz presença dos portugueses nos outros continentes variou muito (...) Assim, em muitos locais apenas foram edificadas pequenas feitorias, algumas vezes protegidas por fortalezas, que crescendo deram origem a cidades de maior ou menor dimensão.

Em Angola e em Moçambique, “inventámos” países, dado a atomização de pequenas tribos e reinos sempre em guerra. Assim se explica que tanto se encontrem grandes núcleos urbanos “à portuguesa”, como a cidade de Moçambique, na ilha homónima, ou apenas igrejas isoladas, como no meio da Etiópia, em Gorgora-Nova ou Danqaz, em Dacca, no Bangladesh, ou como fortalezas longe de tudo, das quais avulta a de São Jorge da Mina, no actual Gana.

Fontes: Areias quentes / 7 maravilhas

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo (América do Sul)

A eleição das “7 Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo ®” ambiciona divulgar, através de uma selecção representativa, o legado material da Expansão Portuguesa no Mundo.

A lista constituída por 27 obras, cobre o legado patrimonial de origem portuguesa dispersa pelo mundo. Ilustra cabalmente a sua extensão e dignidade — em muitos casos a carecer ainda, como penhor da sua integridade e salvaguarda, da honrosa classificação de Património Mundial UNESCO — bem como a relevância do contributo civilizacional de Portugal.

América do Sul

• Brasil - Santuário do Bom Jesus de Matosinhos
• Brasil - Mosteiro de S. Bento de Olinda
• Brasil - Igreja de S. Francisco de Assis da Penitência de Ouro Preto
• Brasil - Igreja de S. Francisco de Assis da Penitência do Recife
• Brasil - Mosteiro de S. Bento do Rio de Janeiro
• Brasil - Fortaleza Príncipe da Beira
• Brasil - Convento de S. Francisco e Ordem Terceira de Salvador da Baía
• Uruguai - Colónia do Sacramento

Brasil - Santuário do Bom Jesus de Matosinhos



Brasil - Mosteiro de S. Bento de Olinda



Brasil - Igreja de S. Francisco de Assis da Penitência de Ouro Preto



Brasil - Igreja de S. Francisco de Assis da Penitência do Recife



Brasil - Mosteiro de S. Bento do Rio de Janeiro



Brasil - Fortaleza Príncipe da Beira



Brasil - Convento de S. Francisco e Ordem Terceira de Salvador da Baía



Uruguai - Colónia do Sacramento




História:

A matriz presença dos portugueses nos outros continentes variou muito, e até à segunda metade do século XIX - exceptuando no Brasil e nas terras imediatamente envolventes da cidade de Goa - não houve uma efectiva ocupação de territórios.

No Brasil, como depois em Angola e em Moçambique, “inventámos” países, dado o grau de desenvolvimento dos tupinambás, no primeiro caso, que viviam num estádio próximo do Paleolítico, ou da atomização de pequenas tribos e reinos sempre em guerra, no segundo caso.

Assim se explica que tanto se encontrem grandes núcleos urbanos “à portuguesa”, como Salvador da Baía, Luanda, ou a cidade de Moçambique, na ilha homónima, como apenas igrejas isoladas ou fortalezas longe de tudo.

Não poderíamos deixar de fora a Colónia do Sacramento, no Uruguai, bem na foz do Rio da Prata, mais pelo seu significado histórico do que pela grandiosidade dos seus vestígios.

Fontes: Areias quentes / 7 maravilhas

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo (Ásia)

A eleição das “7 Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo ®” ambiciona divulgar, através de uma selecção representativa, o legado material da Expansão Portuguesa no Mundo.

A lista constituída por 27 obras, cobre o legado patrimonial de origem portuguesa dispersa pelo mundo. Ilustra cabalmente a sua extensão e dignidade — em muitos casos a carecer ainda, como penhor da sua integridade e salvaguarda, da honrosa classificação de Património Mundial UNESCO — bem como a relevância do contributo civilizacional de Portugal.

Ásia

• Bahrain - Fortaleza de Qal’at al-Bahrain
• Macau - Igreja de S. Paulo
• Índia - Cidade de Baçaim
• Índia - Fortaleza de Damão Grande
• Índia - Fortaleza de Diu
• Índia - Igreja do Bom Jesus de Goa
• Índia - Sé Catedral de Goa
• Irão - Fortaleza de Ormuz
• Malásia - Centro Histórico de Malaca
• Oman - Fortificação de Mascate

Bahrain - Fortaleza de Qal’at al-Bahrain



Índia - Cidade de Baçaim



Índia - Sé Catedral de Goa



Índia - Igreja do Bom Jesus de Goa



Índia - Fortaleza de Diu



Índia - Fortaleza de Damão



Irão - Fortaleza de Ormuz



Macau - Igreja de S. Paulo



Malásia - Centro Histórico de Malaca



Oman - Fortificação de Mascate




História:

A Expansão Ultramarina dos portugueses, do século XV, com a descoberta das Ilhas Atlânticas próximas, até ao início do século XX, com o desbravamento dos sertões da África Austral, constituiu uma das grandes aventuras da Humanidade, e teve como principal resultado o conhecimento de terras e gentes que os europeus desconheciam até então e, em sentido inverso o conhecimento da nossa existência por asiáticos, africanos e americanos, pondo finalmente todos os povos do Globo em contacto uns com os outros.

Em muitos locais apenas foram edificadas pequenas feitorias, algumas vezes protegidas por fortalezas, que crescendo deram origem a cidades de maior ou menor dimensão. Na maioria dos casos estes estabelecimentos resultaram de acordos com os reis locais, sendo frequente o pagamento de uma renda, como aconteceu com a faustosa cidade de Cochim ou a cidade de Macau.

Outras vezes requeria-se apenas a autorização, a troco de apoio militar, mas houve casos, como Goa e Malaca, em que se recorreu à força das armas, para nos instalarmos.

Assim se explica que tanto se encontrem grandes núcleos urbanos “à portuguesa”, como como apenas igrejas isoladas, como no meio da Etiópia, em Gorgora-Nova ou Danqaz, em Dacca, no Bangladesh, ou como fortalezas longe de tudo, das quais avulta a de São Jorge da Mina, no actual Gana.

Igualmente são demasiadamente importantes as fortalezas e as cidades de Diu, Damão e Baçaim, na moderna Índia e Malaca.

Fontes: Areias quentes / 7 maravilhas