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sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Inês de Castro na literatura mundial (I)
A vida de Inês de Castro foi imortalizada em diversas peças de teatro, poemas e outras formas de literatura, quer em Portugal (“Lusíadas” de Luís de Camões, “A Castro” de António Ferreira, "D. Pedro" de António Patrício, ...) quer no estrangeiro.
A repercussão em Espanha é fácil de entender, pelo facto de Inês de Castro ser oriunda da Galiza, tendo-se verificado um interesse por parte da poesia popular que se traduziu na publicação de inúmeras obras.
Século XVI
A coroação após a morte e o beija-mão foram transpostos, pela primeira vez, para a literatura erudita em 1577, na tragédia de Jerónimo Bermudez “Nise lastimosa y Nise laureada” (baseada na peça de António Ferreira).
Século XVII
Em 1612, Juan Mejia de la Cerda publica “Doña Inés de Castro, Reina de Portugal” (“Tragédia famosa de Dona Inês de Castro”) no qual é incluído um novo personagem, Rodrigo, amante de Inês, que ao ser rejeitado por Inês convence o rei a ordenar a morte de Inês.
Impresso em Lisboa em 1652, mas escrito antes de 1644, a peça de teatro "Reynar despues de morir" de Luis Velez de Guevara inclui um novo personagem, a Infanta Branca de Navarra, que vem a Portugal para se casar com D. Pedro, denunciando, junto do rei, a relação entre Pedro e Inês.
Contributo das obras espanholas para o mito
Nas obras de Juan Mejia de la Cerda e Luis Velez de Guevara, regista-se o contributo da Espanha para a formação da história, com dois elementos tipicamente associados ao carácter dos espanhóis, o gosto pelo espectáculo (a coroação) e o ciúme violento (Rodrigo e Branca).
Esses novos elementos foram sendo sempre preservados na literatura inesiana. Em 1930, a inglesa Anette Mekian publicou uma obra algo próxima ao texto de Luis Velez de Guevara e foi esta tradição que influenciou as duas maiores tragédias do século XX, “La Reine Morte” (1942) de Henri de Montherland e “Corona de amor y muerte” (1955) do autor argentino Alejandro Casona.
Fontes: Maria Leonor Machado de Sousa (in "Du personnage au mythe") / Blog "Inês e Pedro na Literatura Estrangeira" / Escrito com sangre / Teatro Selecto
(Mais sobre Inês de Castro no blog)
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quarta-feira, 26 de novembro de 2008
"O Cartógrafo do Infante" de Frank G. Slaughter (1957)
Frank G. Slaughter (1908-2001) foi um médico e escritor norte-americano que vendeu mais de 60 milhões de cópias dos seus livros que abordavam frequentemente temas históricos.Em 1957 publicou "The Mapmaker: A Novel of the Days of Prince Henry the Navigator", um romance histórico que relata as aventuras de um célebre cartógrafo quatrocentista veneziano, André Bianco que ao serviço do Infante Dom Henrique descobriu o continente “para além do Mar Oceano” Atlântico.
Sinopse
Durante anos El-Hakim trabalhou como escravo das galés. Os outros escravos chamavam-lhe o Sábio, porque à noite falava das estrelas e da forma como estas conduziam os barcos até aos lugares mais longínquos.
No decurso de uma dura batalha com uma caravela portuguesa, surge a oportunidade de fuga e, com ela, a possibilidade de assumir a sua verdadeira identidade como André Bianco, o célebre cartógrafo de Veneza.
Mas a sua liberdade não dura muito, já que é capturado e condenado à escravidão perpétua ao serviço do Infante D. Henrique de Portugal. Um homem obcecado pelo mar que reuniu à sua volta um conjunto de astrónomos, navegadores e exploradores.
André Bianco inicia então uma série de longas viagens que lhe trouxeram a fama como navegador e piloto, culminando na reivindicação dos seus direitos e na recuperação dos seus bens.
Fontes: lusotopia, wook, Shvoong
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