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quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Obras de Saramago adaptadas para Ópera
O compositor italiano Azio Corghi já escreveu sete obras musicais sobre textos de Saramago, sendo "Dissoluto Absolvido" a terceira colaboração no campo da ópera. Para o compositor italiano a literatura é uma grande fonte de inspiração quando se trata de encontrar temas teatrais.
Blimunda
Saramago recusou autorizar uma adaptação cinematográfica de "Memorial do Convento". O romance foi, no entanto, adaptado a ópera lírica em 3 actos por por Azio Corghi, com o título "Blimunda" (em 1989), estreada no Teatro alla Scala, Milão, em 20 de Maio de 1990, com encenação de Jerôme Savary.
José Saramago apenas consentiu esta adaptação pelo facto da ópera se inspirar apenas em quatro ou cinco elementos dramáticos da obra. Blimunda foi a figura central do espectáculo; trata-se de uma mulher de estranha beleza e dotada de poderes ocultos, que acompanha Baltasar Sete-Sóis, um ex-soldado maneta e gancho no coto, nas desventuras da Inquisição, na aventura da Passarola de Bartolomeu de Gusmão e nos episódios da construção do Convento de Mafra.
Outras obras musicais
Da peça "In Nomine Dei" foi extraído um libreto, o da ópera "Divara", estreada em Munster (Alemanha), em 31 de Outubro de 1993, com música de Azio Corghi e encenação de Dietrich Hilsdorf.
Igualmente de Azio Corghi é a música da cantata "A Morte de Lázaro" sobre textos de "Memorial do Convento", "O Evangelho Segundo Jesus Cristo" e "In Nomine Dei", interpretada pela primeira vez em Milão, na igreja de San Marco, em 12 de Abril de 1995.
Da peça teatral "Don Giovanni ou o Dissoluto Absolvido" foi extraído o libreto da ópera de Azio Corghi "Il Dissoluto Assolto", estreada em Lisboa, em 18 de Março de 2006, no Teatro Nacional de São Carlos.
A dupla Corghi e Saramago
O que mais o fascina em Saramago, "um homem que denuncia as injustiças do mundo mas que tem uma grande sede de viver", é o facto de cada obra literária do escritor português conter tudo lá dentro: "romance, poesia, teatro, música!", disse Corghi.
A música de "Dissoluto Absolvido" começou a ser composta antes de o libreto estar completamente pronto, mas foi sendo ajustada em função das longas conversas que os dois autores iam tendo por "email", ditando o texto vários dos procedimentos musicais.
Estilo
Tudo isto é servido por um estilo que passará a constituir forte marca do autor e que se define, basicamente, pela supressão de alguns sinais de pontuação, nomeadamente pontos finais e travessões para introduzir o diálogo entre as personagens, o que vai resultar num ritmo fluido, marcadamente oral e muito próprio, tanto da escrita como da narrativa.
Estas características irão, aliás, contribuir para transformar os seus livros em objecto de interesse para encenadores, músicos e realizadores de cinema
Fontes: CM-Golegã / Público / Monicareactor / Hardmusica in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. V, Lisboa, Europa-América, 1998 / Espaço Português
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quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Harold Pinter, lusodescendente ?
O dramaturgo britânico Harold Pinter venceu o Prémio Nobel da Literatura [em 2005], tornando-se o 13.º judeu a ganhar o Nobel nesta categoria, sucedendo à escritora judia austríaca Elfriede Jelinek, vencedora do prémio em 2004.Será Harold Pinter descendente de judeus portugueses? Esta questão não tem uma resposta fácil. Pinter acreditava que o seu nome de família resultava da anglicização de “Pinto” (ou “Pinta”), um sobrenome generalizado entre as famílias de judeus portugueses da Diáspora.
Na verdade, era bastante comum aos judeus portugueses emigrados alterar o nome de família como forma de melhor se integrarem nos países de acolhimentos – em França, os descendentes do pedagogo Jacob Rodrigues Pereira, por exemplo, chamam-se hoje “Pereire”, enquanto o ramo americano da mesma família optou por “Perera” (ver National Foundation for Jewish Culture: On Being Sephardic: The Children of the Diaspora, by Victor Perera).
Por outro lado, sabe-se que os judeus portugueses são responsáveis pelo restabelecimento da comunidade judaica em Inglaterra, depois do rabino Menasseh ben Israel (Manuel Dias Soeiro) ter negociado com Oliver Cromwell, no século XVII, a revogação do decreto de expulsão de 1290.
Foram os judeus portugueses os primeiros a chegar a Londres. Sabe-se também que existiam vários “Pintos” entes estes pioneiros – o rabino português Joseph Jesurun Pinto (1565-1648), por exemplo, viveu em Londres grande parte da sua vida.
A eventual descendência portuguesa de Harold Pinter virá por parte do pai, Jack Haim Pinter, uma vez que a família da mãe, Frances Moskowitz, tem raízes nas comunidades judaicas da Polónia e Ucrânia.
Mesmo assim, sem mais elementos factuais – a não ser a palavra do próprio Harold Pinter – é difícil traçar com certezas a sua mais do que provável ancestralidade judaica portuguesa. A pista final é dada pelo facto do pai de Harold Pinter ser sefardita e da esmagadora maioria dos judeus sefarditas britânicos descenderem de judeus portugueses.
Fonte: Rua da Judiaria (adaptado)
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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
"Ensaio sobre a Cegueira" de Saramago adaptado ao cinema (2008)
Parábola sobre os que vêem e os que não vêem, sobre o conhecimento e a ignorância, "Ensaio sobre a Cegueira" chega agora aos ecrãs portugueses. Com realização do brasileiro Fernando Meirelles ("A Cidade de Deus", "O Fiel Jardineiro"), a adaptação do romance do Nobel português José Saramago é uma grande produção internacional, envolvendo actores como Julianne Moore, Mark Ruffalo, Danny Glover e Gael García Bernal.
A aceitação de José Saramago
Após ter negado "cerca de 40 vezes" a muitas produtoras a adaptação do seu livro para o cinema, José Saramago cedeu os direitos aos dois homens que um dia o visitaram em casa e que o fizeram render-se «à imagem de duas pessoas sérias».
"Olhei para eles, gostei da cara deles e disse que sim", afirmou José Saramago na conferência de imprensa. Depois do sim a Niv Fichman (produtor) e Don McKellar (argumentista), uma pura coincidência levaria que fosse o cineasta brasileiro Fernando Meirelles a ser convidado para liderar o projecto.
Ele que, em 1996, tinha tentado propor a ideia a Saramago mas, como tantos outros, tinha levado um não como resposta.
A reacção de Saramago
O resultado teve a aprovação de um Saramago emocionado. "Eu já vi o filme, gostei do filme e tenho estranhado estas reacções porque parece que nunca se fez um filme violento. É violento. Tinha de ser", afirmou o Nobel da Literatura.
Saramago no Cinema
É a terceira adaptação ao cinema de uma obra de José Saramago depois de já termos assistido a "A Jangada de Pedra" (George Sluizer) e à curta-metragem de animação "A Maior Flor do Mundo" (Juan Pablo Etcheberry), baseada num conto do escritor e narrada por ele próprio.
Fontes: João Lopes (SIC), Inês Mendes (CM)
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sexta-feira, 15 de agosto de 2008
"Imperador de Portugal" de Selma Lagerlof (1914)
Selma Lagerlöf, nascida em Mårbacka, Suécia, em 20 de Novembro de 1858 foi uma escritora sueca que recebeu em 1909 o Prémio Nobel de literatura.
Em 1914 publicou "Kejsarn av Portugallien" ("Imperador de Portugal").
A obra narra a história de um camponês sueco que enlouquece quando a filha se muda para Estocolmo. Na sua loucura, ele pensa que a filha é imperadora de "Portugália", e ele o imperador desse país quimérico.
Sinopse
"Imperador de Portugal" é a história de um pobre camponês da Suécia, que acabou por enlouquecer com o facto de a filha ir para Estocolmo para ganhar o dinheiro necessário ao pagamento de uma dívida de família.
O homem passou a aguardar quase diariamente, no embarcadouro, o regresso da filha. E um dia em que lhe fizeram algumas insinuações sobre os verdadeiros motivos da ausência da menina, Jan declarou:
«Quando a Imperatriz Clara de Portugal chegar aqui ao embarcadouro, com uma coroa de oiro na cabeça… veremos se te atreves a dizer-lhe na cara o que hoje me disseste a mim». A partir de então, o homem tornou-se Johannes de Portugal!
Há quem admita que "O Imperador de Portugal" tenha tido por inspiração a vida de Joshua Abraham Norton, um estranho personagem de San Francisco, que em 1859 se auto-intitulou Norton I, Imperador destes Estados Unidos e Protector do México, chegando a cunhar moeda, a corresponder-se com a Rainha Vitória sendo sempre tratado com deferência pelos seus conterrâneos.
Fonte: Estúdio do livro
O livro foi adaptado ao cinema (em 1925 e 1944) e televisão (em 1992).
"No reino da Quimera" (1925)
Filme mudo realizado em 1925, nos E.U.A., por Victor Sjöstrom, com o título original de "The Tower of Lies", com interpretação de actores de elevado prestígio como Lon Chaney e Norma Shearer.
"Keijsarn av Portugallien" (1944)
Filme sueco de Gustaf Molander protagonizado por Victor Sjöstrom (que realizara o filme de 1925).
"Keijsarn av Portugallien" (1992)
Adaptação para televisão de Lars Molin com interpretações de Ingvar Hirdwall, Gunilla Nyroos, Per Oscarsson e Rolf Lassgärd.
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