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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Na pista dos baleeiros açorianos de "Moby Dick" (1851)

 

"Moby Dick" foi publicado em três fascículos com o título de "Moby Dick" ou "A Baleia" em Londres em 1851, e ainda no mesmo ano em Nova York em edição integral.

O livro foi revolucionário para a época, com descrições imaginativas das aventuras do narrador - Ismael, suas reflexões pessoais, e grandes trechos de não-ficção, sobre variados assuntos, como baleias, métodos de caça, arpões, a cor branca (de Moby Dick), detalhes sobre as embarcações e seu funcionamento, bem como sobre o armazenamento de produtos extraídos das baleias.


A obra acompanha Ismael quando este se alista no baleeiro Pequod e segue-o na saga do capitão Ahab, um louco que atravessa oceanos para vingar a perda da sua perna, arrancada por um mítico cachalote branco.

A determinado momento do livro descobre-se, na tripulação do navio, Daniel, um marinheiro açoriano, da minúscula ilha do Corvo. Para a maioria dos leitores, o motivo da presença de um português na obra permaneceu um mistério durante décadas.


Melville esclarece que "não poucos destes caçadores de baleias são originários dos Açores, onde as naus de Nantucket que se dirigem a mares distantes atracam, frequentemente, para aumentar a tripulação com os corajosos camponeses destas costas rochosas. Não se sabe bem porquê, mas a verdade é que os ilhéus são os melhores caçadores de baleias".

Foi na cidade de Fairhaven, no Estado de Massachusetts, que Herman Melville embarcou numa baleeira no dia 3 de Janeiro de 1841. O escritor viveu 18 meses no Acushnet, o navio do capitão Valentine Pease Jr. e foi essa experiência que alimentou as minuciosas descrições publicadas em 1851.


Na sociedade fechada do arquipélago, os açorianos viam nos cascos dos navios o reflexo de um mundo novo, perdido em abundância e aventura, e embarcavam. Assim que tocavam os porões gordurosos das baleeiras, mudavam de nome: os Rosa passavam a Roger, os Freitas a Frates, os Machado a Marshall.

Pequod, o navio baleeiro de Moby Dick, esteve ao largo dos Açores, mas não fez escala. Dezenas de páginas do romance nasceram no terreno das experiências pessoais do seu autor. Se menciona os baleeiros açorianos, terá Melville conhecido algum ?


O jornalista Alexandre Soares foi no encalço destes nossos antepassados e encontrou Laura Pereira, uma bibliotecária casada com um português, que lhe mostrou uma moldura castanha com uma lista da tripulação do Acushnet. “São os companheiros de Melville”, explica. Esta pode ser a prova definitiva de que o escritor conheceu um baleeiro açoriano.

Laura começa a virar a moldura. Com algum esforço, a mancha de letras ganha alguma definição. Já se distingue a caligrafia do capitão, o barco tinha uma tripulação de 27 homens. Mais alguns segundos e a espiral de letras e linhas organiza-se para destacar quatro nomes: George M. Gurham, Joseph Luís, John Adams, Martin Brown. Jorge, José, João e Martim. Todos açorianos, os quatro da ilha do Faial. Mistério resolvido.

Fontes/Mais informações: Diário de Notícias / moby dick game /  wikipedia / whaling museum


terça-feira, 15 de setembro de 2015

Exploradores portugueses em "As minas de Salomão" (1885) de H. Rider Haggard


"As minas de Salomão" foram o resultado de uma aposta que Haggard fez com o seu irmão. A aposta consistia em escrever uma história que superasse o êxito de "A Ilha do tesouro", de Robert Louis Stevenson.

A narrativa, basicamente, refere-se a aristocratas ingleses que buscam um parente perdido, auxiliados pelo caçador Allan Quatermain e um nativo chamado Umbopa. Estes partem em busca das míticas minas de ouro do rei Salomão, cujo trajecto é fornecido por um antigo mapa, feito no século XVI por um português chamado D. José Silveira.

A história, recheada de extraordinárias aventuras, tribos misteriosas, perigos inesperados e fabulosas paisagens, foi publicada em 1885 e converteu-se num autentico best-seller, tendo sido adaptada para português por Eça de Queirós, e publicada entre 1889 e 1890.


José Silveira e Dom José Silveira

Ninguém sabe onde ficam essas minas, que escondem valiosas "arcas" de diamantes. Nem ninguém sabe de quem as tenha descoberto ou, até, de quem delas tenha saído com vida.

Muitos se aventuraram para lá desse deserto e Quartelmar (Quatermain no original) sabe várias histórias. Como a do português, José Silveira, que para lá foi e de lá voltou feito cadáver. Como a do antepassado do português José Silveira, com "Dom", o fidalgo que fez o mapa dessa zona além das montanhas.

E o Silveira sem "Dom" disse, no delírio da morte: "Lá estão elas, Santo Deus lá estão elas!... E dizer que não pude lá chegar! Parecem tão perto! Logo ali, uns passos mais... E agora acabou-se, estou perdido, ninguém mais pode lá ir!" E deu a Quartelmar o segredo das minas.


Silvestre/Silvestra/Silveira

No livro original, as minas são descobertas por um Português quinhentista, José Silvestre (por vezes mal-escrito no original "Silvestra" ou "Sylvestra"). Eça traduz o nome do explorador para José Silveira.

Quatermain obtém o mapa com o caminho para as Minas através de um descendente de José Silveira de Lourenço Marques que lhe morre nos braços depois de, aparentemente, ter novamente sido um precursor dos Ingleses no caminho para as Minas.

Sylvestra foi interpretado no cinema por Arthur Goullet no filme inglês de 1937 (o personagem é creditado como Sylvestra Getto).

Porquê a referência a um explorador português ?

Haggard recorreu à tradição lusitana na África Austral e seus conhecimentos sobre o reino de Monomotapa.

Também foi influenciado pelo modelo narrativo típico de narrativas fantásticas oitocentistas, onde os aventureiros seguem uma rota baseada em um explorador desaparecido que os antecedeu (a exemplo de Júlio Verne em "Viagem ao centro da Terra" de 1864).

Fontes:  Biblioativa.ler / wikipedia / Bibliologista

segunda-feira, 30 de abril de 2012

"The Last Sinhala Lions" e "Fires of Sinhala" de Colin de Silva


Colin de Silva (1920-2000) foi um escritor natural do Sri Lanka que emigrou para os Estados Unidos da América nos anos 60, tendo publicado uma série de romances históricos, nos quais se destaca "The Winds of Sinhala" de 1982, que recriava os tempos de Dutugemunu (que reinou até ao ano 137 Antes de Cristo), sua mãe, a rainha Viharamahadevi, seu grande antagonista, o rei Cholan, Elara e uma série de personagens subordinados.

"The Winds of Sinhala" foi o primeiro romance de uma tetralogia que inclui "The Fires of Sinhala", "The Founts of Sinhala" e "The Last Sinhala Lions".

Fernão de Albergaria, filho de Lopo Soares de Albergaria (3º Governador da Índia), é um dos protagonistas de dois dos seus romances históricos: "Fires of Sinhala" e "The Last Sinhala Lions".

"Fires of Sinhala" (1986)

A história remonta ao início do Século XVI quando os monarcas europeus lutavam pelo controle do lucrativo comércio de especiarias com o Oriente.

Foi almirante de Portugal, o aristocrático Lopo Soares de Albergaria, que em 1521 transporta consigo mosquete e canhões para subjugar o Ceilão.

O seu filho Fernão entra em conflito com o Príncipe Lanka Tikiri pelo amor da bela mestiça Julietta, o que adiciona um drama pessoal à luta política pela riqueza e poder.

Enquanto isso, a família do Príncipe Tikiri procura derrubar o supremo rei de Lanka. A formidável moura Aisha Raschid quebra o purdah para negociar com cada força ascendente, a Igreja militante ameaça as pacíficas tradições budistas de Lanka e Julietta é habilmente manipulada; será que ela vai casar com um homem que não ama verdadeiramente ?


"The Last Sinhala Lions" (1989)

Quando Fernão de Albergaria, o jovem governador português de Colombo (Sinhala, antigo Ceilão), constrói fortes em toda a costa litoral da ilha, o príncipe Tikiri - seu rival no amor e da guerra - treinou milhares de cavaleiros para um contra-ataque sobre os anéis de armas de fogo e aço.

Como a guerra se estendeu por todo o país, budistas, hindus e católicos, singaleses nacionalistas e europeus imperialistas europeus lutam pelo domínio da ilha.

O que estava em jogo era o poder sobre uma província rica em comércio e tesouro - mas também envolvia Aisha Raschid, uma mulher em busca de vingança, e a rainha Anuna, que procurou destruir seus inimigos e apreender a própria jóia de Colombo ...

Fontes: trademe / Lakbmanews / Paperbackswamp / Enciclopédia do Sri Lanka

terça-feira, 14 de setembro de 2010

"O Cortiço" de Aluísio Azevedo (1890)

"O Cortiço" é um romance de autoria do escritor brasileiro Aluísio Azevedo publicado em 1890. É um marco do naturalismo no Brasil, onde os personagens principais são os moradores de um cortiço no Rio de Janeiro, precursor das favelas (...)

O autor descreve a sociedade brasileira da época, formada pelos portugueses, os burgueses, os negros e os mulatos, pessoas querendo mais e mais dinheiro e poder, pensando em si só, ao mesmo tempo em que presenciam a miséria, ou mesmo a simplicidade de outros.

Personagens portugueses

O romance não se concentra em um personagem apenas, mas no início, a acção está mais ou menos centrada no português João Romão, ganancioso e avarento comerciante que consegue enganar uma escrava trabalhadeira chamada Bertoleza, conseguindo assim, uma empregada que trabalhava de graça.

João Romão privava-se de todo o luxo, e só gastava dinheiro em coisas que faziam-no ganhar mais dinheiro. Foi assim que ele começou a comprar terreno e construiu o Cortiço. (...)

João Romão, que continua enriquecendo, constrói uma pedreira, e contrata o português Jerônimo para supervisionar os trabalhadores.


Transformação de Jerônimo

O que se segue é a transformação de Jerônimo, de um português forte, trabalhador e honesto em um brasileiro malandro e preguiçoso, (Seguindo os preceitos naturalistas de que o meio determina o homem) graças à sua atracção por Rita Baiana, uma mulata que morava no cortiço. Jerônimo briga com Firmo, namorado de Rita Baiana, é esfaqueado e vai para o hospital. (...)

Fonte/Mais informações: wikipedia (adaptado)

Adaptação do cinema

"O cortiço" foi adaptado ao cinema em 1978 por Francisco Ramalho Jr., sendo os principais papeis interpretados por Armando Bógus, Betty Faria e Mário Gomes.

Fonte/Mais informações

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

"Meu pé de laranja lima" de José Mauro de Vasconcellos (1968)

"Meu pé de laranja lima" é um romance juvenil, escrito por José Mauro de Vasconcellos.

Zezé é um menino pobre de seis anos, inteligente, sensível e carente. Carente de um afecto que não encontra na família - ninguém tem muita paciência com ele. O endiabrado garotinho sai pelas ruas fazendo mil travessuras. Aprende tudo sozinho, é o "descobridor das coisas".

Quando a família se muda para uma casa onde há muitas árvores no quintal, cada irmão escolhe uma para si. Sobra para Zezé um pequeno pé de laranja lima. No entanto, essa árvore fica tão amiga que eles conversam muito e até brincam juntos.

Zezé inventa para si um mundo de fantasia em que o grande confidente é Xururuca, o pé de laranja lima. Mas a vida lhe ensina tudo cedo demais, e Zezé descobre a dor e a saudade, assim como a ternura e o carinho no afecto do solitário português Manuel Valadares, o Portuga, como o menino o chama.


Cinema

Em 1970 foi adaptado para cinema por Aurélio Teixeira (que interpretava o papel de "Portuga"), sendo considerado um dos maiores sucessos de bilheteira do cinema infanto-juvenil brasileiro.

Opinião de Evandro Sal

(...) para minha surpresa o filme não tinha muito da novela, mas tinha muito do sentimento, da verdade sofrida de um povo que ainda guarda esperança no coração de se ter uma vida digna.

Zezé, um menino de apenas seis anos, tem uma imaginação fértil que envolve seu irmãozinho com suas historias de faz de conta, para assim se iludirem com a pobreza em que vivem com sua família e o pai desempregado.

Na historia ainda tem um personagem importante, o seu Portuga, um português que praticamente adopta o pequeno Zezé, e que mostra o quanto é gratificante alimentar a esperança de uma criança, e lhe fazer feliz.


Novelas

No mesmo ano - 1970 - "Meu pé de laranja lima" deu origem a uma novela da autoria de Ivani Ribeiro. Foi produzida pela extinta TV Tupi e exibida de Novembro de 1970 a Agosto de 1971. Cláudio Corrêa e Castro interpretou o papel de Manuel Valadares (Portuga).

Grande sucesso de público, a história cativou os telespectadores, recebeu vários prêmios e teve uma audiência de 45%.

Em 1980, a Rede Bandeirantes aproveitou o mesmo texto de Ivani e produziu uma segunda versão da telenovela, com Dionísio Azevedo no papel de Portuga.



Em 1998 foi transmitida uma nova versão da novela, com Gianfrancesco Guarnieri no papel de Manuel Valadares (Portuga), mas sem o sucesso obtido nas adaptações anteriores.


Fontes: Entre filmes / wikipedia / Recanto das letras

Video: Novela 80 / Filme

Mais informações: Memória da TV / Livros para filmes

terça-feira, 9 de março de 2010

Lendas portuguesas inspiram "Lo Sposo della Vampira" (2006)

Num registo de terror, habitual nos fumetti (BD italiana) populares da Editora Sergio Bonelli, temos Dampyr, um caçador de vampiros, que, em "Lo Sposo della Vampira" (2006), esteve em Trás-os-Montes, “na localidade de Riba Preta” inspirada em diversas aldeias reais visitadas pelo argumentista Mauro Boselli.

Desenhada por Alessandro Bocci, aborda a lenda do Castelo de Monforte da Estrela, supostamente assombrado por uma vampira, e no final o protagonista é salvo in extremis por um pastor luso, Vitorino Rocha.

Sinopse

A história de Dampyr ambientada em Portugal trata das obsessões pessoais de um director de cinema que, por trás de seu trabalho de direcção, esconde a existência secreta de uma vampira, uma sua antiga antepassada.

Durante a realização do filme no castelo de Trás-os-Montes o director consegue arrastar toda a trupe a um clima de terror até revelar sua verdadeira intenção: devolver à vida a estirpe vampiresca da sua família e tornar-se ele mesmo um vampiro graças à intervenção da antepassada (que, nesse meio tempo, recuperou suas forças graças ao sangue dos membros da equipa). Plano genial! Pena que Harlan e Kurjak fazem parte da equipa, acabam com a vampira e arruínam os planos do director e a sua futura carreira!

Grande rigor dos cenários

Eu vi muitas imagens da região (sim, inclusive os cães dos montes), mas infelizmente nunca estive em Portugal. Se alguém me convidar…

Para a documentação eu usei fotografias tiradas da Internet de lugares que existem (como para a localidade de Riba Preta). No caso do castelo [de Monforte da Estrela], uni várias imagens e dei uma versão pessoal das coisas e paisagens.

Fonte: texwillerblog (incluindo entrevista a Alessandro Bocci)

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

"Les amants d’Alfama" de Sérgio Kokis (2003)

O livro "Les amants d’Alfama" do escritor quebequense de origem brasileira Sérgio Kokis, publicado em 2003, foi inspirado em "Une nuit à Lisbonne" de Camille Saint-Saëns que o autor considera ser o melhor "romance" escrito sobre a capital de Portugal.

O escritor nasceu em 1944 no Rio de Janeiro, tendo-se exilado, ainda na década de 60 em França, onde se licenciou em Psicologia, e, mais tarde, no Canadá onde trabalhou durante muito tempo, no domínio da Psicologia.

Todos os livros de Sérgio Kokis foram redigidos em Língua Francesa, a sua língua de uso, apesar de ser o Português a sua língua materna, que, de resto, domina com mestria.

Sinopse

É o dia de "Todos-os-Santos", em Lisboa. Joaquim Varga descobre que a sua amante, Matilda Lenz, optou por voltar à sua Bélgica natal. Pensando em suicídio, o professor de matemática faz uma pausa num restaurante, onde um homem de idade conta histórias sobre amores perdidos (...)

Depoimento de Sérgio Kokis

"Todas as aventuras são uma busca contínua de si mesmo, da sua consciência. Foi isto que eu quis mostrar nesta aventura de uma noite em Lisboa. Nos encontros que o Joaquim vai tendo com as várias pessoas que vai encontrando, conta a sua história. E ouve as histórias dos outros. E ao ouvir as histórias dos outros aprende mais sobre si e sobre o sentimento de perda e o desgosto que o faz sofrer. A nossa lucidez está na nossa própria cabeça. (...) "

O amor por Portugal

É muito diferente o Portugal de Sérgio Kokis de o “seu Brasil”. Portugal, descobriu-o há cerca de cinco anos e, desde então, tem lá ido todos os anos, pois apaixonou-se pelo país, pela sua história, pela cultura, comida e povo e pela sua possante literatura, destacando, sobretudo, Miguel Torga e Vergílio Ferreira.

Fontes: Teia portuguesa / Amazon

Mais informações: entrevista

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Tyki Mikk (Japão)


Tyki Mikk é um descendente de Noé que vive uma vida dupla. No seu lado bom tem nacionalidade portuguesa e vive com uns humanos que adoram jogar ao poker, enquanto que no seu lado “negro” tem um apetite desmesurado por sangue.

A família Noé (ou Clã Noé)

Personagens da série de anime e manga "D. Gray-man" da autoria do japonês Katsura Hoshino. São os 13 descendentes directos de Noé. Uma família de superhumanos que colaboram com o Earl.



Fonte: wikipedia

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Lyumnades Kasa (Japão)

Lyumnades Kasa é um dos sete Generais Marinas de Poseidon na série (de manga e anime) “Cavaleiros do Zodíaco”, criada por Masami Kurumada.

Nascido em Portugal, Kasa é o Pilar do Oceano Antárctico. Seu nome vem do português, Casa. "No japonês, "casa" é "uchi" que também significa "interior". O que é interessante já que Kasa tem a habilidade de ler o interior do espírito das pessoas". O seu nome pode também ter sido inspirado na palavra Caça, uma vez que é conhecido como caçador de corações.

Ele é uma das presenças mais ameaçadoras entre os Generais Marinas, não pela sua habilidade de luta, mas porque não mede consequências para conseguir o que quer. Tem o poder de ler a mente de uma pessoa e descobrir quem é o seu ser mais amado, imitando-o na aparência física e psicológica.

Marinas de Poseidon

Marina é a designação dada aos guerreiros que defendiam o deus dos mares Poseidon, da série "Cavaleiros do Zodíaco".

Os Marinas podem ser divididos em três classes: os Soldados, os Comandantes (Thetis, por exemplo) e os Generais.



Perfil de Kasa

Deus que protege: Poseidon
Golpes secretos: Salamandra Devoradora (Salamander Shock)
Idade 21 anos (morto em combate por Ikki)
Data de Nascimento: 19 de Agosto de 1965 (Leão)
Local de nascimento: Portugal



Fonte: wikipedia

quarta-feira, 18 de março de 2009

Lúcia Moniz em "O Amor Acontece" (2003)

"O Amor Acontece" é uma comédia romântica realizada pelo britânico Richard Curtis (argumentista de "Quatro Casamentos e um Funeral" e "Notting Hill"), que conta diversas histórias de amor passadas em simultâneo em Londres (e não só) poucas semanas antes do Natal e é a estreia de Lúcia Moniz no cinema internacional.

Lúcia Moniz é Aurélia, uma empregada portuguesa emigrada em França (inspirada numa empregada do argumentista-realizador), a qual viverá um romance com um escritor (Colin Firth), que se refugia em França para sarar feridas de amor.

Além de Lúcia Moniz, participam no filme os actores portugueses Hélder Costa e Carla Vasconcelos, que interpretam os papéis de pai e irmã de Aurélia.

"O Amor Acontece" reúne nomes como Hugh Grant, Colin Firth, Liam Neeson, Emma Thompson, Allan Rickmam, Laura Linney e Rowan Atkinson.

Fonte: TSF (adaptado)

Existe uma referência a Eusébio (fonte: C4pt0m3nt3)



Forum 7 arte

De todas as histórias e personagens neste filme com um dos melhores “cast” dos últimos anos destaco sem dúvida as deliciosas cenas entre Colin Firth (espectacular) e Lúcia Moniz nomeadamente a aprendizagem da língua de Camões por Firth e a apresentação dele à família de Lúcia Moniz.

Videos: cenas do filme, "Portuguese love theme" (Craig Armstrong)

segunda-feira, 16 de março de 2009

Um Antônio Maria moderno em "Como uma Onda" (2004)


"Como uma Onda" foi uma telenovela brasileira produzida e exibida no horário das 18 horas pela Rede Globo, de 22 de Novembro de 2004 a 18 de Junho de 2005, em 179 episódios.

Apresentou pela primeira vez a actriz Alinne Moraes como protagonista de uma novela, contracenando com o actor português Ricardo Pereira (nomeado para os Prémios "Contigo" como melhor actor revelação).


Parte do elenco e produção estiveram no norte de Portugal (com destaque para Guimarães) para gravar as primeiras cenas. Não se concretizaram, no entanto, os planos de gravação nos Açores (que aliás era o nome original da novela).

Além de Ricardo Pereira, é de destacar a participação dos actores portugueses Joana Solnado e António Reis.


Sinopse

No início da trama, o açoriano Daniel Cascaes (Ricardo Pereira) vive um amor impossível com a portuguesa Almerinda (Joana Solnado).

O pai de Almerinda, o conservador Almirante Figueroa (António Reis), não aceita o namoro da filha, e contrata 'capangas' para separar o casal. Assim, Daniel resolve fugir, disfarçando-se de guia turístico.


Durante a fuga, ele encontra-se com o empresário brasileiro Sinésio Paiva, sua esposa Mariléia e as suas duas filhas, Lenita e Nina, que logo se interessam pelo rapaz.

Daniel e Almerinda marcam dia e hora para fugir de Portugal, mas os capangas do almirante interceptam o plano, colocando Daniel num transatlântico que ruma para o Brasil.

Por ser um clandestino, Daniel fica preso no navio por ordem do comandante, sendo ajudado pelas irmãs Nina e Lenita, que já no Brasil conseguem que o pai contrate Daniel como mordomo da família.

Fonte: wikipedia


Um Antônio Maria moderno

Há quatro décadas, no tempo da TV Tupi, o argumentista Walter Negrão e o então actor e hoje director Dennis Carvalho fizeram o "António Maria" em televisão, com o actor brasileiro Sérgio Cardoso.

(...) Negrão e Dennis Carvalho juntaram-se para apresentar o que ambos dizem ser "um António Maria moderno": Trata-se de "Como uma Onda", a próxima novela das seis da estação brasileira; uma história desenhada para um público adolescente na qual o protagonista principal é o actor português Ricardo Pereira. (...)

Ricardo Pereira define o seu papel como o de "um herói positivo" e espera que a sua prestação e o personagem que interpreta "ajudem a mudar a imagem do português no Brasil", ainda presa ao mito do emigrante, sempre saudoso da "santa terrinha".(...)


Walter Negrão e Dennis Carvalho não pouparam elogios ao trabalho da estrela "importada". Ambos tinham receio dessa opção. "Era perigoso dar o protagonista a um actor estrangeiro, o que nunca tinha acontecido na Globo", disse o director de "Como uma Onda". "Sempre quis um protagonista internacional e a maneira mais lógica de o fazer é com um actor português que não tem a dificuldade da adaptação e funciona lá como cá", afirmou o guionista. (...)

"Fiz um acordo com o Ricardo", diz Walter Negrão. "Escrever o português dele é meio complicado. É só um cuidado para eu não escrever coisas que os portugueses não dizem como o gerúndio. O Ricardo aprendeu a não apostrofar as palavras, para que o público o perceba. Já se habituou à musicalidade brasileira, sem perder a raiz portuguesa."


Fonte: DN

quarta-feira, 11 de março de 2009

TV Tupi lança com sucesso novela "Antônio Maria" (1968)

"Antônio Maria" foi uma telenovela brasileira, produzida pela TV Tupi e apresentada de Julho de 1968 a Abril de 1969, às 19h. Foi escrita por Geraldo Vietri e Walter Negrão e dirigida por Geraldo Vietri.

No início, a telenovela agradou principalmente a colónia portuguesa no Brasil, que se sentiu homenageada mas, no terceiro mês, a telenovela já era campeã de audiência.

"Antônio Maria" foi um marco da teledramaturgia porque os personagens eram pessoas com qualidades e defeitos, o que trouxe identificação com o público. Além disso, a linguagem empregada pelos personagens nada tinha de rebuscada, aproximando-se do coloquial.

O sucesso da novela estimulou o autor a fazer uma outra novela no mesmo estilo no ano seguinte: "Nino, o Italianinho", que conseguiu o mesmo sucesso.

Em 1985, a TV Manchete produziu um remake de Antônio Maria, que redundou em fracasso.


Sinopse

Antônio Maria (Sérgio Cardoso) é um português de Lisboa que vem para o Brasil e se emprega como motorista particular na casa do Dr. Adalberto (Elísio de Albuquerque), um rico comerciante, dono de uma cadeia de supermercados em São Paulo.

As duas filhas do patrão, Heloísa (Aracy Balabanian) e Marina (Carmem Monegal) se apaixonam pelo motorista, que se torna o conselheiro familiar após a decadência financeira em que a família entra por culpa do noivo de Heloísa.

Apesar das ofertas para ganhar mais dinheiro, Antônio Maria mantêm-se trabalhando para o patrão. O mistério da telenovela é a razão pela qual o português se mantém no emprego humilde mesmo sendo um rapaz de fino trato.

Fontes/Mais informações: wikipedia / Teledramaturgia / Tudo isso é TVNovela é arte

Video: Genérico da novela, Sérgio Cardoso

segunda-feira, 9 de março de 2009

Sucesso de "Meu Rico Português" na TV brasileira (1975)

"O Meu Rico Português" foi uma telenovela brasileira exibida pela Rede Tupi de Televisão no horário das 19 horas, de 17 de Fevereiro a 20 de Setembro de 1975 (189 capítulos). Foi escrita e realizada por Geraldo Vietri (autor de "Antônio Maria), com supervisão de Carlos Zara.

A telenovela foi um dos grandes sucessos de audiência da TV Tupi nos anos 70, roubando em São Paulo boa parte do público que havia passado para a TV Globo, já que no estado paulista, a novela global dessa época, “Cuca Legal” foi um fiasco em termos de audiência.

A novela reuniu Jonas Mello como Severo Salgado e Márcia Maria como Walquíria vivendo o par central, e a química entre os dois foi tão grande que eles se transformariam no casal central de mais duas novelas de Vietri nessa década, no mesmo horário.



Sinopse

Severo Salgado Salles, recém chegado de Portugal, colabora com Rudolph Wolfgang, proprietário da Imobiliária Germânia. Através dos negócios da imobiliária trava amizade com a milionária Veridiana Pires Camargo, que considera que os seus parentes são uns parasitas que vivem às suas custas.

Severo mostra-lhe inicialmente que ela age mal ao sustentar os seus herdeiros oportunistas, mas é com a ajuda de Severo que ela vai descobrindo algumas qualidades ocultas nos parentes.

Ao mesmo tempo Severo desperta paixões, uma delas é Walquíria (Márcia Maria), filha de Veridiana, que está noiva do mau carácter Ricardo e, a princípio, detesta Severo. Mas, por ironia, o português apaixona-se por ela.


Geraldo Vietri e as comparações a "Antônio Maria"

Geraldo Vietri já havia conquistado o público do horário das 19h da TV Tupi com “Vitória Bonelli”, dois anos antes, mas foi em fevereiro de 1975, ao estrear “Meu Rico Português”, mais uma homenagem à grande colónia portuguesa que vivia no Brasil, que ele se firmou como o grande autor desse horário na emissora.

Embora muitos analistas e críticos de TV tenham dito que a novela foi uma adaptação mais moderna de “Antônio Maria”, outro grande sucesso do autor na emissora nos anos 60, o próprio Vietri sempre defendeu que os personagens principais das duas histórias eram muito diferentes e que “Meu Rico Português” tinha uma carga dramática muito mais forte, além de um núcleo cómico muito mais acentuado.


Curiosidades

O actor Jonas Mello treinava seu sotaque português ouvindo discos com poesias de Fernando Pessoa e frequentando assiduamente a colónia portuguesa na sede da Portuguesa de Desportos, em São Paulo.

Amália Rodrigues fez uma participação especial na novela nos seus últimos capítulos, quando Severo e Walquíria vão ouvir Amália a uma casa de fados, aumentando ainda mais a audiência do folhetim.

Video: "Fado português"


Banda sonora

O tema de abertura era uma versão instrumental de "E Depois do Adeus" (que vencera o festival da RTP em 1974 e servira de senha para o 25 de Abril) por Luiz Arruda Paes e Orquestra e o tema de encerramento era a versão de Sebastião Manuel do mesmo tema.

A banda sonora internacional incluia outros temas portugueses, como "Ó Tempo Volta Pra Trás" (popularizado em Portugal por António Mourão) na versão de Rosa Maria Morais (tema de Gertrude), "Foi Deus" interpretado por Sebastião Manuel (tema de Rudolf e família) e "Canoas do Tejo" recriado por Manuel Taveira (tema de Loreta).

Fontes: wikipedia  / astros em revista / cartão de visitateledramaturgia / teletema / blog dedicado à tv tupi


quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

"The Lady from Lisbon" de Vanessa Blake (1971)


Vanessa Blake é o pseudónimo literário de May Brown (1913-1990) que publicou, em 1971, o romance de mistério "The Lady from Lisbon", o qual foi reeditado em Inglaterra em 1974 com o nome "Pentallion".

Sinopse:

"Eu prefiro morrer!" exclamou Rosana Pentallion quando o seu sombrio benfeitor Dom Luiz sugeriu que ela fosse viver com ele como sua "pupila".

Decide, então, fugir do seu país de origem, Portugal, para viver em Inglaterra na propriedade da familia Pentallion.

Mas nem em Inglaterra conseguiu pôr-se a salvo pois os seus parentes eram estranhamente intratáveis e hostis para com ela e Dom Luiz tinha posto diversos homens à sua procura. Mas pior do que isso, vivia na propriedade contígua o homem que Rosanna mais odiava e temia.

Rosana dissera que preferia morrer do que viver em pecado e parece que alguém queria que ela se arrependesse do que dissera.

Fonte: Fictiondb

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

"Fado Fantastico" de Urs Richle (2001)

"Pode-se ouvir os Blues. Pode-se dançar o Tango. Mas tem de se sentir o Fado"

Urs Richle é um escritor suíço nascido em 1965 em Wattwil, tendo publicado, em 2001, o romance "Fado Fantástico" que conta a história de Francisco Fantástico um imigrante que vive ilegalmente em Genéve (Suiça) durante 14 anos. Após contar o seu paradeiro ao filho António, este decide visitá-lo em Géneve, contudo uma tragédia irá atingir esta família.

Fonte: LiteraturKritik

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

"The Poisoned Kiss and Other Stories from the Portuguese" de Joyce Carol Oates (1975)


Joyce Carol Oates é uma escritora norte-americana, nascida em 1938, que publicou em 1975 uma colectânea de contos a que deu o nome de "The Poisoned Kiss and Other Stories from the Portuguese".

Na nota prévia, a autora refere que os contos foram inspirados pela obra "Azulejos" de um autor imaginário, Fernandes de Briao.

"To the best of my knowledge he has no existence and has never existed, though without his very real guidance I would not have had access to the mystical ‘Portugal’ of the stories - nor would I have been compelled to recognize the authority of a world-view quite antithetical to my own”.

Disfarçada de Fernandes, Joyce Carol Oates descreve "um mapa errático (que) tanto acolhe o rio Lima como a Beira Alta, o Porto e Sintra mas também Lisboa, o Tejo, o Parque Eduardo VII , o Bairro Alto, a Praça de São Pedro de Alcántara (sic) ou o Museu de Arte Antiga, sem esquecer a Catedral de Évora ou Frexo-(sic)-de- Espada-à-Cinta"

Fonte: Carlos Marques, Universidade do Porto (net)

Dica: Alexandra Pereira