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terça-feira, 15 de maio de 2018

A tentativa de internacionalização dos Green Windows e o sucesso de "Vinte anos"


No final de 1972, o Quarteto 1111 actuou no Festival dos Dois Mundos, realizado em Lisboa, tendo interpretado canções com uma forte componente harmónica, na medida em que todos os elementos do grupo cantavam, incluindo as mulheres e namoradas dos membros do grupo, perfazendo um total de 8 pessoas em palco.

No final do concerto um responsável pela editora Decca, Dick Rowe (*), abordou a banda tendo-os convidado a gravar algumas canções em inglês, seduzindo-os com a possibilidade de uma carreira internacional.

(*) que ficou injustamente famoso por ter  chumbado a primeira maqueta apresentada pelos Beatles e que, pouco depois, assinou com os Rolling Stones

Disco promocional para o mercado britânico

Piscando o olho à internacionalização, o Quarteto adopta o nome Green Windows. Era o Quarteto 1111 mas mais comercial e com as namoradas/mulheres dos músicos. Aliás na contracapa do single é referido que Green Windows é o nome inglês para o Quarteto 1111 associado a 4 vozes femininas.

Em Inglaterra, o grupo trabalhou com o conhecido Ivor Raymonde, sendo gravadas duas canções  da autoria de José Cid e Tozé Brito ("Vinte anos" e "Uma nova maneira de encarar o mundo"), com os títulos de "Twenty Years" e "Story of a man", e que saíram para o mercado em formato single (com"Story of a Man", que é comercialmente bem menos apelativa que "Twenty Years", como lado A).


Apesar das grandes promessas de promoção e de algumas músicas gravadas em inglês, espanhol e francês, o certo é que o projecto Green Windows acabou por ser bem-sucedido apenas em Portugal, onde o primeiro single, "20 Anos", ultrapassou as 100 mil unidades vendidas.

O disco foi igualmente lançado noutros países como a Bélgica.

Edição belga

"Vinte Anos" transformou-se, talvez, na canção mais emblemática de José Cid de toda a sua carreira.

A secção rítmica de "Vinte Anos" foi composta por uns músicos de um grupo de rock sinfónico, os Blue Mink, isto porque, à data da gravação, devido às leis inglesas e à auto protecção dos músicos ingleses, os músicos estrangeiros não podiam tocar nos próprio discos se o mesmo fosse gravado em Inglaterra, mas apenas cantar... Pelo que foram músicos de estúdio ingleses que acabariam por gravar a parte rítmica de um dos temas mais conhecidos da música portuguesa.


Depois do extraordinário sucesso da versão portuguesa de "Vinte Anos" e do fracasso evidente da versão inglesa desse mesmo tema, a Editora voltou a tentar uma nova projecção internacional da banda, desta vez na vizinha Espanha, porta de saída para todos os demais países de expressão latina.

Assim, em 1974 José Cid gravou, juntamente com os Green Windows, para a Decca, a versão cantada em castelhano de "Vinte Anos", com o nome " Vivamos nuestro amor  (Vinte anos)", com letra de Alfonso Alpin, num registo candidamente cantado e orquestralmente não muito diferente das primitivas versões embora com algumas nuances.


Contrariamente às versões inglesa e portuguesa, a capa do disco é radicalmente diferente, nela constando a foto em corpo completo dos elementos dos Green Windows. Também diferente das versões anteriores, é a escolha para lado B do single do tema "Imagens", em detrimento de "Uma nova maneira de encarar o mundo", por se tratar de uma tema comercialmente mais apelativo e por ter sido também canção concorrente ao Festival da Canção de 1974, classificada em terceiro lugar.

Na sequência da gravação em castelhano deste tema, José Cid recebeu um convite para se tornar compositor exclusivo de Julio Iglesias, mas recusou liminarmente. O convite surgiu porque José Cid estava a gravar, em Espanha, na mesma empresa discográfica de Iglesias, que era a Colurnbia, e tinha vindo de Londres com versões cantadas em castelhano - mas gravadas com os arranjos e orquestrações de Inglaterra - de "20 Anos" e de outras grandes músicas. Na altura, essas versões eram muito à frente e impressionaram Julio Iglesias.


"Vinte anos" chegou a ter algum sucesso no Brasil (35º do top de vendas apresentado pela NOPEM em 04-07-1974, beneficiando da existência de várias versões por cantores brasileiros) e em outros países da América do Sul, como o Perú.

O cantor Bert Van der Bourg gravou, em 1973, a versão em alemão de "Vinte anos" com o título de "Lass Uns In Liebe Leben" (com letra de Lambert Fleming) que foi lado B do seu single "das Tal der 1000 Blumen".



Mas o maior destaque foi no Brasil, onde o tema foi gravado em 1974 por cantores como Alberto Luíz e Júlio César e pela dupla misteriosa Ringo Black & Kid Holiday (formada por Tony Damito e Carlos Cezar, que depois integrou a dupla sertaneja "Carlos Cezar & Cristiano").

A letra das diversas versões era ligeiramente diferente do original.



A versão de Alberto Luiz chegou a ser a 9ª canção com mais airplay radiofónico no Brasil em 16-07-1974. E a versão de Júlio Cesar alcançou a 5ª posição em 04-09-1974.


 


E em 1988, a dupla sertaneja Raul & Ramalho ‎gravou "Primeiro Amor (Vinte Anos)" no seu álbum "Por Gostar de Você".

 

Existem igualmente versões em castelhano pelo cantor brasileiro Claudio Faissal e pelo espanhol Tony Cruz (incluído no álbum "Niña Manañera" de 1975).



Fontes/Mais informações: Blog josecidcamaleao (1) (2)  / "José Cid - O lado B de um provocador" de Miguel Oliveira / guedelhudos (com colaboração de Pedro Brandão) / Canal do youtube "Para sempre sertanejo"

Videos:  Bert Van Der Bourg (1973) / Alberto Luíz (1974) / Júlio César (1974) /  Ringo Black & Kid Holiday (1974) / Tony Cruz (1975) / Raul & Ramalho (1988) / Green Windows (Inglês) (Espanhol)

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Vitória de Portugal (ex-aequo) no European Song Contest no "Benny Hill show" (1969)


Antes da vitória de Salvador Sobral no Eurofestival de 2017, Portugal já tinha ganho o Festival Europeu da Canção na ficção num sketch do Benny Hill, com o tema "Primavera" de Amonia Rodriguiz (nome que será uma referência a Amália Rodrigues) que venceu em ex-aequo com as canções dos outros 7 países candidatos.

O sketch terá sido inspirado pela vitória ex-aequo de 4 canções no Festival da Eurovisão de 1969 (Espanha, França, Holanda, Reino Unido).


"Primavera" foi composto por Benny Hill e interpretado por Eira Heath conjuntamente com Benny Hill e Miguel Lopez Cortezo.

A música e melodia foram utilizadas em diversas canções do Benny Hill Show e esta canção foi interpretada, com letra em inglês, em 1984, por Louise English e Erica Lynley.


Video: Youtube (minuto 39)

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Salvador Sobral conquista a Europa com "Amar pelos Dois" (13-05-2017)

 

Quando foram anunciados os pontos do televoto para a canção da Bulgária não havia já dúvida possível: Portugal ganhava o Festival da Eurovisão. E fazia-o com a mais improvável (…) das canções “Amar pelos Dois”, composta por Luísa Sobral, com arranjo de Luís Figueiredo e interpretada de forma sublime por Salvador Sobral, tinha já arrebatado o voto do júri dos 42 países presentes, igualando o recorde de classificações máximas (os míticos “twelve points”) que pertencia até aqui à sueca Loreen, obtido em 2012 com “Euphoria”.

Mas naquele momento em que se sabia que a canção búlgara (“Beautiful Mess”, interpretada pelo muito jovem Kristian Kostov) ficava em segundo lugar no televoto, à canção de Salvador Sobral cabia também o primeiro lugar no voto popular, arrebatando um total de 758 pontos nunca antes visto na Eurovisão.


A canção, que conquistou a pontuação máxima no televoto na Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Holanda, Islândia, Israel, Lituânia, Noruega e Suíça, era uma das raras que se apresentavam em Kiev na sua própria língua. O mesmo sucedia com a bielorussa e a búlgara, além claro dos temas provenientes dos países que têm o inglês como língua-mãe.

Até Espanha e França rendiam parte da sua letra ao inglês … Mas a cantar na mesma língua em que de noite sonha, Salvador Sobral fez a diferença. E inscreveu um episódio marcante na história, tanto do Festival da Eurovisão como da exposição internacional da música portuguesa. (…)

Fonte: Nuno Galopim em “Revista Blitz” (adaptado)


Curiosidades

Portugal era o país concorrente que há mais tempo participava no festival sem nunca ter ganho (a estreia aconteceu em 1964).

"Amar pelos Dois" sagrou-se vencedora do Festival Eurovisão da Canção com a atribuição da votação máxima (doze pontos) por parte dos júris de dezoito países e pelos telespectadores de doze países.

Os irmãos Sobral arrecadaram dois dos três prémios Marcel Bezençon (que foi um dos criadores do Festival da Eurovisão) votados pelos profissionais creditados no Festival que decorreu em Kiev. Luísa Sobral obteve o prémio de Composição atribuída pelos músicos, enquanto que Salvador obteve o Prémio Artístico votado pelos comentadores.

“Amar pelos Dois” foi escolhido como tema do genérico da telenovela "Tempo de Amar", da Rede Globo.

Fontes/Mais informações: wikipedia  / bbc.com


terça-feira, 15 de agosto de 2017

100 anos de filmes rodados na Madeira (1) - Décadas de 20, 30 e 50


"Un Giorno a Madera" (1924)

Em 1924 foi rodado na Ilha da Madeira o filme de ficção "Um dia na Madeira" ("Un Giorno a Madera") do realizador italiano Mário Gargiulo, com Livio Pavanelli e Tina Xeo nos principais papéis.

Este filme mudo era uma adaptação do livro "Un Giorno a Madeira, una pagina Dell’Igiene Dell’ Amore" lançado por Paolo Mantegazza em 1876. Traduzido ainda em vida do autor nas principais línguas europeias, este curioso livro consagrou a Madeira no imaginário italiano e europeu de fins de Oitocentos, como a isola dei fiori e dell’amore.


Sinopse

"Emma, personagem dotada de uma espiritualidade e de uma nobreza de carácter dignas das maiores heroínas românticas, procura na Madeira o último reduto de esperança para a cura da doença, ao passo que o seu apaixonado William se vê condenado a expiar na determinação da sua índole britânica a dor da perda da amada, pondo também ele à prova o seu carácter, principal protagonista afinal deste romance".


A produção estrangeira na Madeira intensificou-se a partir da década de 30, com filmes de ficção como: "Porque Mentes, Menina Kate?" (com realização de Georg Jacoby, 1935); "Die Finanzen des Großherzogs" ("As Finanças do Grão-duque" (Gustaf Gründgens, 1934) remake do filme homónimo de Murnau; "O prisioneiro de Corbal" (filme de Karl Grüne de 1935-36); "Les Mutinés de L’ Elseneur" (filme de Pierre Chenal de 1936 com base na obra de Jack London); e "Love Affair" ("Ele e Ela" de Leo McCarey, de 1939).


No campo do documentário é de destacar: "Madeira: A Garden in the Sea" (1931); "Cruising the Mediterranean" (André de la Varre, 1933); "Madeira: Jardim do Oceano" (Dawley, 1933); "From London to Madeira" (de Karl Gr, 1935); "Escala na Madeira" (René Ginet, 1935); e "Madeira: Isle of Romance" (1938).

"Warum lügt Fräulein Käthe?” (1935)


Entre 12 e 20 de novembro de 1934 esteve na Madeira uma equipa cinematográfica alemã da Majestic-Film GmbH, liderada pelo produtor Helmut Eweler e pelo realizador Geog Jacoby,  onde filmaram parte de um filme que estreou nas salas alemãs a 29 de janeiro de 1935, chamado “Porque Mentes, Menina Kate?” no original “Warum lügt Fräulein Käthe?”.

Na ilha da Madeira filmaram, a 15 de novembro, uma série de danças folclóricas madeirenses no “Reid’s Palace Hotel”, “executados pelo grupo de senhoras e cavalheiros, da nossa sociedade elegante”, como dizia o “Diário de Noticias do Funchal” de 16 de novembro de 1934, tendo nos outros dias filmado algumas ruas da cidade do Funchal e cenas do quotidiano madeirense.

"Marriage of Corbal" (1936)

A 10 de dezembro de 1935 chegara ao Funchal a Capitol Film Corporation, uma empresa inglesa, juntamente com mais de 20 pessoas, entre técnicos e actores para a rodagem do filme “The Marriage of Corbal” (ou "The Marriage of Corbal"), realizado por Karl Grune, com argumento de S. Fullman, com base na obra de Rafael Sabatini, ambientado no período da Revolução Francesa.

Parcialmente rodado no Vale da Ribeira Brava, as filmagens terminaram a 26 de dezembro, tendo também empregado cerca de 200 figurantes madeirenses. Com este filme também foi realizado um documentário “From London to Madeira”, onde se retratava as peripécias da viagem da equipa até à Madeira e os bastidores da filmagem na ilha.

"Love Affair" (1939)


"Love Affair", um dos mais importantes filmes românticos do final dos anos 30, foi parcialmente rodado na Madeira, onde vivia a avó do protagonista, o que terá sido motivado pela fama do porto do Funchal na altura dos grandes cruzeiros transatlânticos, com filmagens no Funchal e numa casa de Santa Luzia.



Sinopse

O pintor francês Michel Marnet (Charles Boyer) conhece a cantora americana Terry McKay (Irene Dunne) a bordo de um navio que cruza o Oceano Atlântico.

Michel e Ambos estão comprometidos, mas, no entanto, apaixonam-se. Durante uma paragem na Ilha da Madeira (Porto Santo), visitam a avó de Michel, Janou (Maria Ouspenskaya), que "aprova" Terry. O casal marca um encontro no Empire State Building para daí a 6 meses, mas nem tudo corre como desejado.



O título do filme na Áustria refere-se explicitamente a essa paragem no nosso arquipélago: "Ein Spitzentuch von Madeira".


Na década de 50 é de destacar: "Madeira Story", da responsabilidade de uma equipa inglesa, com o apoio de artistas e autoridades madeirenses, estreou-se em Londres; "Moby Dick" (filme de John Huston de 1956), "Sylviane de mes nuits" (Marcel Blistène, 1957), uma série de documentários de Jacques Cousteau e "Windjammer: The Voyage of the Christian Radich" (de Bill Colleran e Louis De Rochemont III, 1958).

"Moby Dick" (1956)


"Moby Dick" é um filme britânico realizado pelo norte-americano John Huston em 1956. O filme começou a ser filmado no País de Gales mas partes do filme foram rodadas no mar em frente ao Caniçal com acção real de caça à baleia, feita por baleeiros da Ilha da Madeira. O filme baseava-se na obra homónima de Herman Melville que curiosamente tinha mais ligação aos Açores do que à Madeira.

Nos créditos iniciais do filme é feito o agradecimento aos "Baleeiros da Madeira pela grande ajuda que deram" ("Whalermen of Madeira for the great help they gave").


Jacques Yves Cousteau

Entre 15 e 20 de agosto de 1956 esteve na Madeira uma missão cientifica francesa, a bordo do navio “Calypso” e chefiada pelo famoso explorador submarino Jacques-Yves Cousteau (1910-1997), tendo nesta estadia aproveitado para fazer cinco filmes, dois dos quais da pesca do peixe espada preta (Aphanopus carbo).

"Sylviane de mês nuits" (1957)

A 7 de novembro de 1956 começam as filmagens na Madeira do filme francês, produzido pela Isis Films, “Sylviane de mes nuits”, escrito e realizado por Marcel Blisténe e protagonizado por Giselle Pascal e Franck Villard, tendo as filmagens terminado a 18 de novembro.


“Windjammer: The Voyage of the Christian Radich” (1958)

Chega à Madeira a 27 de dezembro de 1956 o cineasta norte-americano Louis Rouchemont, com uma equipa de operadores cinematográficos para filmar diversos panoramas da Madeira para um documentário, em “Cinemiracle”, que esteva a realizar usando o navio-escola norueguês “Christian Radich”, a que se dará o titulo de “Windjammer: The Voyage of the Christian Radich”, estreado a 25 de abril de 1958.


Ciclo de cinema "100 Anos de filmes rodados na Madeira"


"100 Anos de filmes rodados na Madeira" é uma mostra de 8 das melhores obras cinematográficas de ficção filmadas no arquipélago de entre as mais de 50 películas realizadas desde 1912. Para além do valor óbvio dos filmes apresentados, alguns deles de grandes mestres do cinema mundial como Leo MacCarey, Raul Ruiz, Barbet Schroeder ou John Huston, esta mostra pretende anunciar a importância da Madeira como “location” para produção audiovisual.

Não só pela beleza das suas paisagens (ver por exemplo o plano fantástico da Serra d’Água em “O prisioneiro de Corbal” ou a perseguição automóvel nas estradas antigas do Seixal em “Os Batoteiros”) mas também pela facilidade de encontrar lugares tão diferentes numa ilha tão pequena, reduzindo assim os custos de produção.

Cena de "O prisioneiro de Corbal"
Fontes/Mais informações: Ana Paula Almeida (Aprender a Madeira e Tese) / Museu Vicentes / Ciclo de cinema / Folha de Sala (1) /  Ando a ler isto, Dejalu4ds e Fnac ("Un Giorno a Madeira")

Videos: "Warum lügt Fräulein Käthe?" / "Prisoner of Corbal" / "Love Affair" / "Moby Dick" (1)(2) / "Winjammer ..."

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Actores portugueses em séries internacionais


São vários os actores portugueses que têm sido escolhidos para integrar elencos de séries internacionais, em especial nos Estados Unidos da América.

Actores como Pêpê Rapazote, Albano Jerónimo ou Ivo Canelas juntam-se a nomes como Joaquim de Almeida e Daniela Ruah (que são os novos embaixadores da TAP) ou Diogo Morgado (que fez uma pausa no sonho americano em 2017).

Albano Jerónimo (2017)



"Vikings", co-produção irlandesa e canadiana, conta com um português na quinta temporada, estreada no início de 2017 nos Estados Unidos. Albano Jerónimo já gravou os dois episódios da série histórica onde interpreta Euphemius de Messina, um comandante bizantino na Sicília, que rebelou-se contra o governador imperial no ano 826.

O actor português de 37 anos conseguiu o papel através do programa Passaporte, promovido pela Academia Portuguesa de Cinema, com o principal objectivo de internacionalizar os actores portugueses.


Ana Cristina Oliveira (2000, 2002, 2006)


A modelo e actriz participou, em 2010, nas séries "Wonderland", como Aurora no episódio piloto, e "Felicity" como Brigette Pastercheck no episódio: "The Christening".

Participou igualmente no filme para televisão "R.U.S./H." em 2012 e, posteriormente, em 2006, em "CSI Miami" como Rita Davis.
  
Anna Carvalho (2017)


Escolheu este nome artístico por ser mais próximo da grafia inglesa. Anna Carvalho chegou há cerca de dois anos, quando concorreu a uma escola e ganhou uma bolsa para o TVI Actors Studio. Chegou em julho, completou os estudos e meteu-se logo em vários projectos: uma peça de teatro no TriStage em La Brea, um videoclip, um documentário sobre actores e cinco curtas.

 "Este é o sítio certo para as coisas acontecerem. Há imensos castings, embora algumas coisas não sejam tão perfeitas como as pessoas pensam em Portugal. As coisas são mais parecidas com a Europa do que nós pensamos".

A pressão é mais forte, mas o mercado é gigante. "Há mais papéis disponíveis aqui, em Portugal a indústria não está aberta para toda a gente", lamenta. Uma das vantagens de ser portuguesa e ter experiência internacional (no Reino Unido e Itália) é que pode representar noutras línguas, como italiano e espanhol.


"Se correr bem, fico cá. Mas acho que um actor não pode decidir “agora fico aqui”. Um actor pertence ao mundo". Anna referiu na sua página pessoal, no dia 01-04-2017, que estava a gravar uma série de ficção científica (mas que não podia revelar detalhes) e que tinha sido também convidada para a 2ª época de uma outra série.

A actriz portuguesa interpretou Claire Wilson na série documental “Corrupt Crimes” e tem um pequeno papel na serie “Mysteries of the Unexplained”, bem como participa em "LA Metro" uma série de curtas metragens.

Beatriz Batarda (2001-2004)



Beatriz Batarda nasceu em Londres, mas cresceu em Lisboa. Posteriormente regressou a Londres para estudar na prestigiada Guildhall School of Music and Drama, onde se distinguiu como a melhor aluna do curso.

"Não me agradava a ideia de ficar em Inglaterra a fazer papéis completamente secundários ou irrelevantes, sempre de estrangeira. Um americano não toparia, você não toparia, mas um inglês topa que não sou inglesa. Tenho a sorte de poder fazer várias nacionalidades, o meu sotaque não é definível. Isso permite-me fazer de francesa, espanhola, brasileira, italiana, russa, sérvia, portuguesa… ".

Participou em episódios das séries "Relic Hunter" e "My Family", na mini-série "Amnesia" e em duas temporadas da série "Forsyte Saga", interpretando Anna Forsyte (nascida Anna LaMotte) em seis episódios. "Aquilo foi uma experiência, uma espreitadela num mundo a que não pertenço. Posso fazer parte, posso entrar e sair, mas não sou daquele grupo".

Participara igualmente, em 1997, num anúncio da Coca-Cola Light, contracenando com Julian Ovenden.


"A gente tem mesmo de pagar a conta... E é puxada. Estou saturada da desumanidade dos preços em Londres. Raramente faço audições para anúncios. Fico sempre com a auto-estima muito por baixo... As pessoas que estão sentadas para fazer os anúncios são modelos, lindas de morrer, com uns olhos rasgados, 1,90m. Fiquei confiante quando soube que era para a Coca Cola. É uma história contada em 30 segundos, bem filmada e bem iluminada".

Benedita Pereira (2017)


Sem qualquer aviso prévio, Benedita Pereira surpreendeu os fãs portugueses ao aparecer num episódio de "Blacklist", série norte-americana de grande sucesso, exibida no canal NBC .

É no episódio 19 da quarta temporada, intitulado Dr. Bogdan Krilov, que a actriz portuguesa dá os ares de sua graça como francesa. É apenas uma pequena participação com algumas deixas mas Benedita Pereira contracena com James Spader, actor que interpreta Raymond Reddington, o protagonista da trama.
 

Na 3º temporada de "Versailles" -  ao centro (2018)

Daniela Ruah (2009-2017)


Daniela Ruah é uma das personagens principais da série "NCIS-LA" ("Investigação Criminal - Los Angeles") desde o seu início (foi renovada para uma 9ª temporada). São 24 episódios por temporada, o que a tornou bastante popular, mas  não tem feito muito mais coisas.

Dinarte Freitas (2013, 2015-2017)


Dinarte de Freitas, de 37 anos, nasceu na Madeira e chegou aos EUA em 2002 para se formar na escola de actores Lee Strasberg Theatre Film Institute.

Desde essa altura, tem alternado entre Portugal e os Estados Unidos, tendo pequenas participações em séries americanas como “Zero Hour”, “Team Toon”, “No Actor Parking”, "Steve the Inten", "Sweedish Dicks" e “Still The King”.

Numa pequena participação na série "The Gifted" (2017)


Diogo Morgado (2013-2016)


Foi Jesus em 2013 na série de televisão "A Bíblia" que bateu recordes de audiência nos Estados Unidos. Pôs o público norte-americano a falar dele, foi recebido por Oprah e ganhou a alcunha de "hot Jesus".

Da montagem televisiva saiu um filme, "O Filho de Deus", estreado em 2014, sem grandes resultados nas bilheteiras. Seguiram-se papéis importantes em filmes de indústria feitos para vídeo ou TV, como "Born to Race - Fast Track" (2014), "Red Butterfly" (2015) e "Valentine" (2016), todos com nome e rosto em grande no cartaz.

Mas, para além do papel de Jesus, o maior destaque terá sido a participação em dois episódios da série "CSI: Cyber" (2016), no papel do Agente Miguel Vega,  e na mini-série "The Messengers" (2015).


Nomeado para os Imagen Foundation Awards por "Son of God" em 2014 e "The Messengers" em 2015, Diogo Morgado tem vivido entre Portugal e os Estados Unidos. É por cá que tem trabalho regular, mas é por lá que o actor tem apostado a sua carreira [antes de regressar para protagonizar a novela "Ouro Verde" no início de 2017].

Não é o sonho de Hollywood que o desafia, antes a vontade de se pôr à prova, de experimentar coisas novas e de aprender sempre mais. Se é por lá que isso acontece, é por lá que ele fica.



Evelina Pereira (2013-2014)


A antiga modelo tentou uma carreira em Hollywood, tendo participando em diversos filmes (como "Friends with benefits", em que contracenou com Justin Timberlake, "Ocean's Eleven" e "Rush Hour3")  e em séries de renome como "Nip Tuck" (no papel de musa) e "Entourage" (Bianca).

Filipe Valle Costa (2010-2017)


Pouco conhecido em Portugal, Filipe Valle Costa tem 29 anos e é natural de Cascais. Foi para Nova Iorque atrás do sonho da representação. Ali criou a Saudade, a primeira companhia de teatro portuguesa da cidade.

Em 2010 foi um dos protagonistas da série "That's What She Said" e teve um papel de destaque na mini-série "Bro-ing pains" em 2012.


Mas só recentemente, após pequenas participações em séries como "Blue Bloods" e "Gotham", é que teve a  oportunidade de ter um papel com grande destaque na série "Snowfall", na qual interpreta Pedro Navas, o herdeiro de uma família mexicana criminosa que vende droga em Los Angeles.

Ivo Canelas (2017)


Ivo Canelas tem uma pequena participação como Barão Rojas na segunda temporada de "Into the Badlands" (série norte-americana rodada na Irlanda), uma série de aventura e artes marciais ambientada numa época feudal, em que o mundo está dividido por territórios geridos por barões.

Concluídas estão, também, as gravações de "Emerald City", uma produção da NBC, protagonizada por Vincent D’Onofrio. "É uma série de fantasia baseada no universo do Feiticeiro de Oz e realizada por Tarsem Singh ("A Cela")", adiantou o actor, que interpreta Javier.

Joaquim de Almeida (1985-2017)


Joaquim de Almeida continua a ser o actor português com maior projecção nos Estados Unidos. Começou na televisão norte-americana na série "Miami Vice" em 1985.

Actualmente é Don Epifanio Vargas, líder de um cartel mexicano, na excelente série "A Rainha do Sul", exibida na Fox Life.


 Joana Metrass (2015)


A série "Era Uma Vez", do canal norte-americano ABC , é um conto de fadas moderno que adapta personagens de contos infantis. Na quinta temporada, a história viaja até ao reino de Camelot, sede da corte do rei Artur e dos Cavaleiros da Távola Redonda.

"Guinevere", interpretada por Joana Metrass, é uma rainha teimosa, mulher do rei Artur, que se apaixona por Lancelot, o cavaleiro de maior confiança do marido. Mas Joana Metrass não é a primeira participação portuguesa nesta série norte-americana, já que o actor Joaquim de Almeida entrou num episódio da segunda temporada, no papel de rei Xavier.

Kika Magalhães (2013, ...)


Tentou fazer carreira em Portugal, mas as portas pouco se lhe abriram. Chegou a fazer figuração na série juvenil "Morangos com Açúcar", mas não lhe deram o devido valor.

Kika Magalhães rumou então aos Estados Unidos da América, onde está a brilhar no cinema independente, tendo estado em destaque no festival de Sundance de 2016 pela sua interpretação de uma luso-descendente em "The Eyes of my mother".

Um dos seus primeiros trabalhos foi a participação na série "The Psychotics", no papel de Zarra. 

Leonor Seixas (2012, 2015)


Leonor partiu para Nova Iorque em 1998 para estudar no Lee Strasberg Theatre Institute. Em 2012 mudou-se para West Hollywood onde está a tentar entrar no mercado americano. Faz audições, castings e já é representada por uma das mais prestigiadas agências de actores. Sabia que era difícil, mas não sabia que era tão difícil.

Teve algumas pequenas participações televisivas, nomeadamente como uma mulher histérica, em "The Swamp", como Consuela, personagem de uma telenovela integrada na série "The Challenger", e uma participação não creditada na série "Luck" da HBO.

O objectivo da actriz  é voltar a tentar a sua sorte na televisão norte-americana. “Quero mesmo ir uma temporada para os Estados Unidos, sem ser apenas um fim de semana ou uma semana, como tem sido nos últimos dois anos. Há uma época importante de ‘castings’ para as séries que se vão estrear em setembro e eu quero muito ver se consigo passar”, realçou Leonor.

Pêpê Rapazote (2013-2014, 2017)


Pêpê Rapazote foi o escolhido para interpretar Nando, um barão da droga brasileiro, na série norte-americana "Shameless" ("No limite") que conta a história de uma família disfuncional da classe operária de Chicago.

 "Tenho um agente em Espanha e outro nos Estados Unidos. Há cinco semanas veio, finalmente, o meu visto de trabalho, há três fiz o primeiro casting e fiquei logo".

Em 2014 foi o protagonista de "Signs", um filme para TV de origem canadiana. Mas teve que esperar vários anos para um novo desafio em Hollywood, o que se concretizou com a participação na 3ª temporada da série Narcos" do Netflix" interpretando Chepe Santacruz Londono, um dos quatros líderes do Cartel colombiano de Cali.


Sara Sampaio (2017)


A modelo portuguesa tem uma pequena participação (cameo) na série "Billions" da Showtime como Prianca, a acompanhante de Mike 'Wags' Wagner, director da Axe Capital, interpretado pelo actor David Constabile.

Fontes: Imdb / Alma lusa / JN (AJ) / Portugueses em Hollywood em Notícias Magazine (AC) / Anabela Mota Ribeiro para a revista Elle (BB) / Impala (BP) / Bom dia , Fiesta e Ad forum (DF) / Público (1) (2) (DM) / The Cooper company (FVC) / Correio da Manhã (IC) / Vip e Correio da Manhã (KM) / Delas, Trendalert e Global Hollywood Show (LS) / Fama spot (SS)