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quarta-feira, 2 de março de 2011

"Onda Sonora Red Hot + Lisbon" (1998)


"Onda Sonora Red Hot + Lisbon" foi o décimo primeiro disco da série de álbuns (de compilação) Red Hot criados pela Red Hot Organization (RHO), uma organização internacional cujo objectivo, neste 11º disco, foi aumentar a consciencialização sobre a SIDA no mundo que fala Português e em outros lugares devastados pela síndrome.

"Onda Sonora" inclui músicas de 40 artistas, representando 11 países. O resultado é uma fusão de elementos - uma colecção de canções executadas em sete línguas diferentes, a partir de uma variedade de culturas, com diversas origens e estilos - tudo o que tem sido influenciado pela cultura Português.

Fonte: wikipedia

Alinhamento

1. David Byrne + Caetano Veloso — Dreamworld: Marco de Canavezes
2. Ketama + Djavan + Banda Feminina Didá — Dukeles
3. Bonga + Marisa Monte + Carlinhos Brown — Mulemba Xangóla
4. General D + Funk N’ Lata — Sobi Esse Pano, Mano
5. Lura — Nha Vida
6. Moreno Veloso + Sadjo Djolo Koiate — Coral
7. k.d. lang — Fado Hilario
8. Madredeus — Os Dias São a Noite (Suso Saiz Remix)
9. Interlude — DJ Wally + Lura
10. Simentera + DJ Soul Slinger — A Mar (Storm Mix)
11. Naná Vasconcelos + Vinícius Cantuária — Luz de Candeeiro
12. António Chainho — Variações Em Mi Menor
13. Delfins + Tó Ricciardi — Canção de Engate (In Variações Memory Remix)
14. Smoke City — O Cara Lindo (Mr. Gorgeous)
15. Filipe Mukenga + Underground Sound of Lisbon — Hailwa Yange Oike Mbela
16. Netos do N’Gumbe — Tchon Di Na Lú
17. Arto Lindsay + Arnaldo Antunes + Daví Moraes — Sem Você
18. Paulo Bragança + Carlos Maria Trindade — A Névoa
19. Filipa Pais + António Chainho — Fado da Adiça
20. Ekvat — Babu Amgeló
21. Durutti Column — It’s Your Life, Babe

k.d. lang canta "Fado Hilário"


Uma das participações mais inesperadas foi a da cantora canadiana k.d. lang que ousou cantar o tema "Fado Hilário" com a colaboração, na guitarra portuguesa, de António Chaínho.

Video: Youtube

"Nha Vida" de Lura


O tema da luso-caboverdeana Lura (Maria de Lurdes Assunção), "Nha Vida", incluído em "Onda Sonora", numa nova versão, foi regravado, em 2002, pelo cantor brasileiro André Gabeh (que participou no 1º Big Brother Brasil) com o título "Hoje no Mar".

Video: Youtube

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Ana Cristina Oliveira em anúncio da Levis e video de Bryan Adams

Manequim portuguesa, Ana Cristina de Oliveira nasceu a 24 de Julho de 1973, em Lisboa. Apesar de os primeiros tempos terem sido difíceis, uma agência japonesa reparou em Ana Cristina de Oliveira e em Abril de 1991 a modelo partiu para trabalhar no Oriente.

De regresso a Portugal, sentiu que precisava de algo mais do que a moda portuguesa podia oferecer e resolveu regressar ao Japão, onde tinha deixado boa impressão. Fez trabalhos para revistas e anúncios. Dois meses depois, viajou para os Estados Unidos da América na companhia da dona da agência de modelos japonesa.

Já na América, várias agências demonstraram interesse em trabalhar com a manequim portuguesa e esta acabou por se instalar em Los Angeles. Trabalhou também em Nova Iorque e Paris, duas cidades que odiou. Durante esta época fez trabalhos para marcas consagradas como a Esprit e a Oscar de la Renta.

Mais tarde, em 1995, tornou-se mundialmente famosa ao aparecer num anúncio televisivo da Levi's. Apesar da rodagem só ter durado três dias, Ana Cristina de Oliveira percebeu que queria dedicar-se ao cinema e deixar a moda para segundo plano. Inscreveu-se na Stella Adler Academy, onde tirou um curso de actores entre 1995 e 1998.

Por esta altura, participou num teledisco de Bryan Adams e contracenou com os actores norte-americanos Harrison Ford e Brad Pitt em anúncios televisivos.

Fonte: Infopedia (adaptado)

Anúncio Levis



Video: Youtube

"The Only Thing That Looks Good on Me is You" de Bryan Adams




Video: Youtube

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Bryan Adams: de Birre para o Mundo


Filho de um diplomata, Bryan Adams viveu cinco anos da sua infância em Portugal, dos quais sempre guardou as melhores recordações.

Veio para Portugal com apenas seis anos. A sua casa era em Birre, perto de Cascais, e apanhava todos os dias o autocarro da escola que fazia o percurso Birre – Guincho, Estoril, Oeiras, Carcavelos. Ainda hoje entende perfeitamente português, embora não fale muito

"Live in Lisbon" (2005)

Em Janeiro de 2005 esgotou-se rapidamente o concerto único previsto para o Pavilhão Atlantico, em Lisboa, o que motivou que tivesse de ser organizado um segundo espectáculo.

Como forma de homenagear o país que tão bem o acolheu, editou o DVD "LiveInLisbon", um registo que capta os melhores momentos desses dois concertos, a 30 e 31 de Janeiro.

Fontes: Be Portuguese / Audiomovie (adaptado)


Depoimento à Revista Blitz (25-11-2010)

Bryan Adams falou à BLITZ, entre outros assuntos, sobre o tempo que passou em Portugal, na sua infância.

"Vivia em Birre [perto de Cascais]. Era do melhor", recorda.

"Naquela altura, a Praia do Guincho não tinha nada, mas mesmo nada! Só um restaurante, julgo. O resto eram pinhais. Havia dias em que nem conseguias encontrar a estrada, porque estava tanto vento que levantava-se muita areia (...). Sinceramente, não consegues imaginar como era bonito".

"E as pessoas também eram diferentes, porque a pobreza era outra. Imagino que as pessoas agora estejam melhor do que no tempo de Salazar, mas como não vivo aí nem devia comentar. Lembro-me que havia sempre pessoas a pedir à nossa porta. Quando vou a Portugal já não encontro aquela imagem - quer dizer, nos anos 60 toda a gente tinha uma carroça puxada por burros! O meu cão ficava maluco, porque ouvia o sino dos burros ao longe".

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

“Portuguese Joe Silvey" de Jean Barman (2004)

"The Remarkable Adventure of Portuguese Joe Silvey" publicada em 2004 é o primeiro trabalho de Jean Barman abordando a problemática da emigração açoriana para a Colúmbia Britânica.

No prefácio desta obra escreve Manuel A. Azevedo: "Existe um provérbio português que diz que Deus está em todo o lado, mas os portugueses chegaram lá primeiro."

Joe Silvey

Joe Silvey (Silva) foi um dos primeiros pioneiros portugueses a chegar ao Canadá muito antes de 1867, o ano da Confederação à qual a Colúmbia Britânica se juntou em 1871.

A história do picoense Joe Silvey iniciou-se durante a corrida ao ouro de 1858 na Colúmbia Britânica. Estes foram os anos em que a população não nativa cresceu do dia para a noite. As 1000 almas que habitavam a Colúmbia Britânica viram de um momento para o outro o seu lugar "inundado" por sonhadores à procura de riqueza. Em pouco tempo a população somava 20.000 pessoas.

Todavia, o picoense Joe Silvey não encontrou fortuna no ouro mas encontrou uma esposa nativa da localidade que mais tarde ficaria conhecida por Vancouver.


Matrimónio e fixação em Stanley Park

Silva casou com Khaltinaht, neta do lendário chefe índio Kiapilano. Após o matrimónio, o casal partiu de canoa rumo a Point Roberts onde José Silva abriu um bar (saloon) e se dedicou à pesca. Viveu em Brockton Point, a actual Stanley Park, localidade onde acabaria por encontrar outros companheiros de língua entre eles o baleeiro Peter Smith, Joe Gonsalves, o primeiro polícia de Vancouver, Tomkins Brew.

Todos eles, com excepção de Gonsalves, que permaneceu solteiro - casaram com mulheres aborígenes.

Jean Barman publicou igualmente "Stanley Park’s Secret", uma obra mais abrangente que recorda também as famílias esquecidas do Rancho kanaka, Brockton Point e Whoi Whoi.

Curiosidades sobre Joe Silvey

Silvey, que nasceu na pequena Ilha do Pico, na cidade de Calheta de Nesquim, empregou-se num navio americano aos 12 anos de idade e, eventualmente abandonou a tripulação e se estabeleceu nesta província – e 158 anos após o início da sua aventura na costa do Canadá, há mais do que 1.000 dos seus descendentes espalhados por esta província.

Joe adquiriu uma propriedade em Stanley Park, estabeleceu um negócio de pescaria, construiu o seu primeiro barco e iniciou a indústria de pesca com redes – usando a sua experiência lusitana.

Documentário

Alguns sorriram admirados… outros choraram. Foi uma experiência emocionante para todos,” assim descreveu o produtor Bill Moniz em entrevista à Voz Lusitana, referindo-se à reacção dos descendentes de Joe Silvey, quando viram o documentário “Portuguese Joe” no mês de maio de 2008.

Uma vêz cada ano os descendentes de Joe Silvey se reunem no pequeno cemitério em Reid Island, o único pedaço de terra da ilha que ainda é de propriedade do saudoso português, com o propósito de honrar a sua memória. Bill Moniz capturou em filme a emoção do momento.

Fontes / Mais informações: Straight.com / Fernando Cândido / Imdb / Lusos na diáspora / Cunnusreborn / Eduardo B. Pinto / Voz lusitana

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

"Les amants d’Alfama" de Sérgio Kokis (2003)

O livro "Les amants d’Alfama" do escritor quebequense de origem brasileira Sérgio Kokis, publicado em 2003, foi inspirado em "Une nuit à Lisbonne" de Camille Saint-Saëns que o autor considera ser o melhor "romance" escrito sobre a capital de Portugal.

O escritor nasceu em 1944 no Rio de Janeiro, tendo-se exilado, ainda na década de 60 em França, onde se licenciou em Psicologia, e, mais tarde, no Canadá onde trabalhou durante muito tempo, no domínio da Psicologia.

Todos os livros de Sérgio Kokis foram redigidos em Língua Francesa, a sua língua de uso, apesar de ser o Português a sua língua materna, que, de resto, domina com mestria.

Sinopse

É o dia de "Todos-os-Santos", em Lisboa. Joaquim Varga descobre que a sua amante, Matilda Lenz, optou por voltar à sua Bélgica natal. Pensando em suicídio, o professor de matemática faz uma pausa num restaurante, onde um homem de idade conta histórias sobre amores perdidos (...)

Depoimento de Sérgio Kokis

"Todas as aventuras são uma busca contínua de si mesmo, da sua consciência. Foi isto que eu quis mostrar nesta aventura de uma noite em Lisboa. Nos encontros que o Joaquim vai tendo com as várias pessoas que vai encontrando, conta a sua história. E ouve as histórias dos outros. E ao ouvir as histórias dos outros aprende mais sobre si e sobre o sentimento de perda e o desgosto que o faz sofrer. A nossa lucidez está na nossa própria cabeça. (...) "

O amor por Portugal

É muito diferente o Portugal de Sérgio Kokis de o “seu Brasil”. Portugal, descobriu-o há cerca de cinco anos e, desde então, tem lá ido todos os anos, pois apaixonou-se pelo país, pela sua história, pela cultura, comida e povo e pela sua possante literatura, destacando, sobretudo, Miguel Torga e Vergílio Ferreira.

Fontes: Teia portuguesa / Amazon

Mais informações: entrevista

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Justin Louis, actor luso-canadiano

Justin Louis, de seu nome Luís Ferreira, nasceu em Caminho d'Além, freguesia da Terra Chã, Ilha Terceira, no dia 20 de Fevereiro de 1966, tendo emigrado para o Canadá em 1971, quando contava apenas quatro anos de idade.

Protagonizou, em 1991 e 1992, a série canadiana "Urban Angel", onde interpretou o papel de Victor Torres, e no ano seguinte filmou em Itália a série "Vendetta II".

Desiludido com a falta de trabalho no Canadá, decidiu partir para L.A., participando em séries como "Public Morals" (1996),"The fighting Fitzgeralds" (2001), "Hidden hills" (2002-2003), "1-800-Missing" (2004-2006), "Durham County" (2007) e, mais recentemente, "Stargate Universe" (2009).

Participou igualmente em diversos filmes - como por exemplo "Naked Lunch" (1991), Savage Messiah (2002), "Dawn of the Dead" (2004) e "The Lazarus Child" (2004)- e em episódios de séries conceituadas como "ER" (2000), "24" (2003), "CSI" (2005) e "CSI Miami" (2006).

Obteve os prémios de interpretação "Acting Award", pelo filme "Fallen arches" (em 1998), e "Gemini", pela série "Durnham County" (em 2008).

"Hidden hills"


Ligações a Portugal

Apenas com oito anos de idade, e durante as suas férias, já trabalhava nas mercearias portuguesas, em Toronto, e nos campos na colheita dos tomates, ao lado de seu pai.

Fala correctamente português pelo facto de sempre ter mantido uma boa e constante relação com a sua Mãe e restante família, e também devido ao facto de que sempre que encontra alguém que fale Português reacender no seu coração a chama ardente de sentir-se Português.

Adora fazer compras no "Kensington Market" e encontrar por ali alguém que fale Português e também produtos de Portugal.

Voltou a afirmar que se sente muito feliz por estar de regresso ao seio da Comunidade Portuguesa, e muito especialmente por ser Português, porque ser Português é ser-se apaixonado pela vida...!.

Em entrevista ao jornal Portuguese Times, Luís Ferreira confessou, recentemente, que "adorava representar o papel de um português ou participar num filme em Portugal".

Esperando servir de exemplo a outros jovens de origem portuguesa, o actor pondera agora a possibilidade de assumir o seu nome de origem em detrimento do nome artístico Justin Louis.

Fontes: Jornal diário / Avelino Teixeira / Imdb

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Fado através do mundo

A propósito de algum sururu em fóruns de discussão sobre fado acerca do destaque que é dado a artistas não portugueses que cantam no filme «Fados», de Carlos Saura - artistas como Lila Downs, Chico Buarque ou Lura -, enchi-me de coragem para meter a minha colherada em defesa do fado e da sua interpretação ou re-interpretação por parte de cantores e cantoras estrangeiros, com o «argumento», se tal fosse preciso, de que o fado é uma forma musical como outra qualquer e de que não é necessário nascer em Alfama ou beber uns copos no Bairro Alto - ou, no caso de Coimbra, ir carpir mágoas amorosas para a Quinta das Lágrimas -, para que o fado possa ser interpretado, ou reinterpretado, por quem o quiser. Ah, e a questão da alma, da saudade, etc, etc...

Coisas menores, acho eu: já ouvi verdadeiro rock feito no Porto, excelente hip-hop feito na Amadora, já ouvi a Petra - dos Nobody's Bizness - a cantar blues como muito pouca gente e uns almadenses de nome Melech Mechaya a fazer klezmer como se fossem judeus de gema.

Vai daí, decidi deixar aqui vários nomes - mais do que aqueles que estava à espera quando iniciei a pesquisa - de cantores e cantoras estrangeiras, e também de intérpretes de guitarra portuguesa, que fazem do fado a sua música ou uma das suas músicas de eleição. Goste-se ou não - e isso já depende de cada um dos seus ouvintes -, é importante dar com eles: quase todos têm sites ou estão no myspace. Procurem-nos, por favor.

Japão

No Japão - onde a diva Amália Rodrigues deixou sementes, fruto das suas históricas actuaçõe por lá - há, pelo menos, duas cantoras de fado: Hideko Tsukida e Marie Mine. Ambas são neste momento acompanhadas, na guitarra portuguesa, por Masahiro Iizumi, que começou por tocar tango em guitarra clássica mas, desde há alguns anos, desenvolveu um estilo próprio na guitarra portuguesa.

Brasil

No Brasil, para além do fado fazer parte da «ementa» de muitos locais de reunião de portugueses, cantores importantes como Caetano Veloso, Fáfá de Belém, Ney Matogrosso ou o já referido Chico Buarque (o maravilhoso «Fado Tropical») interpretaram fados. E Vinicius de Moraes compôs para Amália.

Guitarras portuguesas

Há guitarras portuguesas espalhadas um pouco por todo o mundo, nas mãos de vários músicos - Jimmy Page, dos recém-ressuscitados Led Zeppelin, que ao consta nunca a conseguiu tocar por ser «muito difícil», mas também alguns mais corajosos como músicos do grupo argentino La Chicana ou do grupo belga Timna, que acompanhou a cantora Ghalia Benali num Intercéltico do Porto, há alguns anos atrás.

França

Em França há alguns luso-franceses a aventurar-se no fado: a já conhecida e respeitada cantora Bévinda, o jovem intérprete de guitarra portuguesa Philippe de Sousa e até um acordeonista que adapta fados para o seu instrumento: Toucas. Mas mais surpreendente é o caso de uma cantora franco-argelina, Alima, cantora do grupo Monkomarok, que a solo diz cantar um «fado franco-algérien», evocando influências de Steve Reich e... dos Madredeus.

E.U.A.

Luso-americana, e agora radicada em Lisboa, a cantora e actriz californiana Michelle Pereira é um caso paradigmático de muita gente que se deixou apaixonar pelo fado. Actriz de algum sucesso nos Estados Unidos (pode ser vista, por exemplo, no filme «Os Dez Mandamentos - O Musical», ao lado de Val Kilmer, e chegou a entrar na série «Friends), há alguns anos veio estudar o fado para Portugal e por cá ficou.

Espanha

Na Catalunha, o grupo EnFado - o nome diz tudo -, de Lérida/Lleida, existe desde 2002 e é um quarteto composto por Càrol Blàvia (voz), Raquel Garcia (violino e guitarra clássica), Carles Garrofé (guitarra clássica) e Gus Garcia (baixo acústico), cujas influências são Dulce Pontes, Mísia, Kátia Guerreiro, Mariza, Amália Rodrigues e... Maria del Mar Bonet.

Itália

Em Itália, desde há muitos anos que o intérprete de guitarra portuguesa Marco Poeta é conhecido. Recentemente, e já com um álbum editado, criou o projecto O'Fado (na foto), no qual conta com os famosos cantores Eugenio Finardi e Francesco Di Giacomo e com a jovem cantora Elisa Ridolfi, Michele Ascolese (guitarra acústica) e Paolo Galassi (baixo acústico). Também de Itália é outro intérprete de guitarra portuguesa, Loris Donatelli.

Canadá

De Toronto, no Canadá, há notícias de um grupo, 15, liderado por Catarina Cardeal (voz) e Mike Siracusa (guitarra), que dá concertos de fado/blues. Dos 15 fazem também parte John Yelland (contrabaixo), Lou Bartolomucci (guitarra acústica e eléctrica) e Claudio Vena (viola d'arco e acordeão).

Finalmente - e obrigado Luís Rei pela dica -, também do Canadá vem um dos nomes mais surpreendentes: a cantora indo-canadiana Kiran Ahluwalia, que no seu último álbum, «Wanderlust», mistura poesia urdu com fado e blues saharianos. Na gravação do álbum, Kiran contou com a participação de José Manuel Neto (em guitarra portuguesa) e Ricardo Cruz (baixo acústico).

Se calhar, isto é apenas a ponta de um iceberg que está a crescer. E ainda bem! A ouvir sem preconceitos...

Nota: E aqui mais alguns acrescentos, fruto de pesquisas posteriores e, principalmente, da valiosa contribuição de leitores do blog "Raízes e Antenas": a fadista catalã Névoa, a francesa Jenyfer, o luso-francês Lúcio Bamond, a brasileira Joanna (com um dos seus álbuns inteiramente dedicado ao fado), a mexicana Marcela Ortiz Aznar, a polaca Marzena Nieczuja-Urbanska, a holandesa Nynke Laverman e a croata Jelena Radan.

Fonte: António Pires

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

"Tango to Evora" de Loreena McKennitt (1991)

Loreena McKennitt é uma cantora de música celta, nascida em 1957 no Canadá.

"The Visit", o seu quarto álbum, foi o primeiro a merecer edição em Portugal, tal se devendo principalmente às referências à cidade de Évora e à vila de Azeitão, patentes nas fotografias da capa e do saco interior do disco e ainda num tema musical dedicado à cidade alentejana ("Tango to Evora").

"The Visit" é uma obra povoada de inspirações e de questões que sobrevivem da cultura celta, concretizadas com um gosto e uma expressividade notáveis. Como diz a intérprete na capa do disco, os Celtas professavam na sua época o respeito por todas as formas de vida que nós estamos em vias de reaprender. "The Visit" é um excelente contributo para esta reaprendizagem.

Fontes: Wikipedia, TV Guia (Pedro Pyrrait)

Video: "Tango to Evora"



As fotografias que aparecem no álbum foram tiradas numa Quinta do século XVI, actualmente a funcionar como turismo rural("Quinta das Torres" em Azeitão), onde Loreena Mckennit e Elisabeth Feryn (fotógrafa) permaneceram durante uma semana. Na estalagem havia várias laranjeiras. O espírito do local fez-lhe lembrar a tapeçaria do Unicórnio exposta em Nova Iorque no "Cloisters". As tapeçarias e a estalagem possuíam uma significativa iconografia pré-Cristã descrevendo o mistério da vida e o cíclico fim das estações.

("The tapestries and the lodge are both rich with earthy, pre-Christian iconography – depicting the mysterious life and death cycle of the seasons")

Fonte: "The Visit"

Quinta das Torres

À sombra dos castanheiros que ladeiam a alameda de acesso à casa principal corre uma ligeira aragem. Por entre o silêncio só se ouve o resmalhar das folhas das árvores e uns pássaros que chilreiam. Um cocker spaniel castanho e branco ladra mantendo-se afastado. O resto é tão tranquilo quanto a canção "Courtyard Lullaby", de inspiração celta, que a irlandesa Loreena McKennit dedicou à Estalagem Quinta das Torres, situada em Azeitão, a apenas 26 quilómetros de Lisboa, em plena Península de Setúbal, à entrada do Parque Natural da Serra da Arrábida.

Fonte: Rotas e Destinos

sexta-feira, 4 de julho de 2008

"Folklore" de Nelly Furtado (2003)


"Era Verão e estava nos Açores a passar férias na pequena aldeia onde os meus pais nasceram", recorda Nelly. "Estava a observar uma paisagem muito rural, num caminho íngreme que subia por uma colina acima. Foi então que vi um velhote a descer a colina, com um ancinho ao ombro. Vinha com umas galochas, calças de trabalho e uma t-shirt da Coca-Cola. Vi-o e pensei: ‘Isto é o meu álbum!'".


Foi assim que surgiu, o título do segundo álbum de originais da luso-descendente Nelly Furtado: "Folklore".

Férias nos Açores

"Folklore", o seu segundo disco de originais, encontra-se cimentado nas suas origens portuguesas, na vivência dos emigrantes no Canadá, e foi também inspirado por umas férias que Nelly Furtado passou nos Açores: "estava em casa da minha avó, que fica numa colina. A casa tem um terraço onde ela tinha a roupa secar e também muitas fotografias, que estavam em cima de uma mesa. Parecia que toda a casa estava cá fora, no terraço. De repente, começou a chuviscar. Do terraço vê-se o mar, lá em baixo... É uma paisagem lindíssima. E, subitamente, enquanto observava este cenário, passou alguém de carro, com o rádio num volume altíssimo, a ouvir techno!" esta seria mais uma situação passível de ser descrita como "Folklore". Neste disco, tudo se reveste de opostos: feliz/triste, folk/hip-hop, irracional/lógico...

A palavra "Folklore"

Nelly lembra que “Folklore” é uma palavra «mágica e mística», que se prende com a «crença na origem das coisas. Trata-se da história das pessoas, basicamente. Toda a gente, em todo o lado, tem o seu folclore. Pode ser leve, pode ser denso. E não tem de vir do passado. As coscuvilhices sobre as celebridades são folclore moderno», argumenta a cantora, que no teledisco do primeiro single para “Folklore”, ‘Powerless (Say What You Want)', surge entre mulheres trajadas de minhota e madeirense.

Video: "Powerless"

Fontes: Universal, Onde Estás


quarta-feira, 2 de julho de 2008

"Força" de Nelly Furtado escolhido como tema oficial do "Euro 2004"


"Força" de Nelly Furtado foi escolhido pela UEFA como tema oficial do "Euro 2004".

Composto por Nelly Furtado, Gerald Eaton e Brian West, o tema foi o terceiro single do álbum "Folklore" editado em Novembro de 2003, tendo sido interpretado, no dia 4 de Julho de 2004, no Estádio da Luz em Lisboa para finalizar o Campeonato.

O tema, cantado em inglês e português, foi inspirado pela paixão que os portugueses sentem pelo futebol.

"Com uma força, com uma força
Com uma força que ninguem pode parar
Com uma força, com uma força
Com uma fome que ninguem pode matar"



Nelly Furtado confessou que sempre que canta “Força”, a canção oficial do Euro 2004, sente orgulho por ser descendente de portugueses.

'Cada vez que canto "Força" fico logo com um toquezinho de orgulho e alegria. Para mim, esta canção não significa apenas futebol, mas algo mais', disse a cantora luso-canadiana à comunicação social.

terça-feira, 11 de março de 2008

"Madame Souza" a heroína de "Belleville Rendez-Vous" (França, 2003)


 Só num mundo de animação paralelo é que uma velhota portuguesa - Madame Souza - podia ser a heroína de uma longa-metragem. E que longa-metragem! "Belleville Rendez-Vous" passa-se parte numa França parada nos anos 50, e outra parte numa Nova Iorque francófona (...)

Fonte: Eurico de Barros, Diário de Notícias


Um português não pode deixar de ver o filme sem notar que a sua protagonista é nossa compatriota: Madame Souza, uma imigrante de profissão indefinida mas que cumpre o estereótipo parisiense da "concierge" [espécie de porteira] portuguesa. Sei que há gente que se chateia com estas representações, – coisa que nunca consegui perceber. Aqui no caso isto seria duplamente pateta, uma vez que o filme é a mais terna homenagem que já vi à interminável humanidade destas nossas velhinhas que não param quietas.



Mme. Souza poderia também ser uma avó judia, grega ou cabo-verdiana, mas ninguém que veja o filme aqui em Portugal pode deixar de encontrar ali expressões ou atitudes de alguma mulher mais velha da sua família. E quando Mme. Souza atravessa o Oceano à procura do seu neto ao som da Missa em Dó menor de Mozart, Chomet eleva esta pequena e incansável mulher à dimensão épica. Finalmente! Já não era sem tempo da "concierge" portuguesa ter o seu momento de glória nas telas dos cinemas.

Fonte: Rui Tavares (Barnabé)



O cão ladra e o comboio passa. Uma avó atarracada, carrapito ao alto, exibe os tímidos pêlos de um buço. Fica como um espelho da imagem que os portugueses levaram ao mundo. Só quem não notou o galo de Barcelos estampado na toalha de mesa ou o prato onde se lê "Fátima Maria" (detalhe, detalhe) ficará espantado quando, lá mais para a frente, Madame Souza ataca o piano para cantar, tcham-tcham, "Uma Casa Portuguesa".

É uma senhora portuguesa com certeza, mas Madame Souza, a deliciosa protagonista de "Belleville Rendez-Vous", primeira longa-metragem de animação de Sylvain Chomet, até nasceu francesa, como uma evolução a partir da personagem da sua anterior curta-metragem "La Vieille Dame et Les Pigeons" (1998).



[Chomet refere que] "Quando estava em Montreal, Canadá, onde vivi durante dez anos, havia um restaurante que era dirigido por portugueses chamado 'Le Roi du Plateau'. Eu costumava ir lá e tornei-me amigo dos proprietários, o Michel e a Mónica Viegas.

Talvez tenha sido por isso que quis ter uma personagem portuguesa no filme. Creio que fui influenciado por eles. Na verdade, é a voz da Mónica que se ouve na canção e no monólogo inicial. Além disso, andei a ver uns livros à procura de imagens, para ter uma ideia de como a Madame Souza se vestiria, o carrapito, etc.

Em todo o caso, há muitos portugueses em França, são muito identificáveis porque se vestem sempre de escuro." Ah, o estereótipo cultural. Não se preocupem porque, para nós, o inglês de Sylvain Chomet também soa a sotaque de Pepe Le Pew. Além do mais, os "clichés" em "Belleville Rendez-Vous" também não deixam ilesos os franceses, como reconhece Chomet.

Fonte: Kathleen Gomes, Público

Link: video