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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Álbum lusófono de Anna Maria Jopek (2011)

A cantora Anna Maria Jopek está actualmente a promover três discos novos dedicados a três diferentes inspirações: o folclore polaco em "Polanna", a fusão das tradições musicais da Polónia e Japão em "Haiku" e a música lusa (lusófona) em "Sobremesa".

Os três álbuns estão disponíveis numa única publicação intitulada "Lustra" onde a música é acompanhada por uma centena de fotos representativas dos últimos três anos. Segundo o site oficial da cantora, "Sobremesa" é uma espécie de "sobremesa", após a sofisticação do prato principal (os dois restantes álbuns).


O álbum apresenta diversas histórias de Lisboa, a cidade onde Anna Maria Jopek encontrou a sua segunda casa. É uma colecção de algumas das suas canções preferidas no seio do mundo do Português e da cultura lusófona.

"Sobremesa" foi gravado em Lisboa com uma banda multicultural criada para esta ocasião e conta com a presença e as músicas de cantores e compositores de língua portuguesa como Sara Tavares, Camané, Paulo de Carvalho, Ivan Lins, Tito Paris, Beto Betuk e Yami.

Há ainda três composições inéditas (nomeadamente o dueto com Tito Paris) criadas especialmente para este projeto luso-polaco. Anna Maria Jopek (que já foi protagonista de uma campanha publicitária do Millennium BCP na Polónia) interpreta em Português (com sotaque de portugal e do Brasil), na língua crioula e em Kimbundu.

Ela canta algumas canções em língua portuguesa, com aquele delicioso sotaque que as polacas têm quando falam a língua de Camões e que já arrebatou muitos corações lusitanos, brasileiros, angolanos...

A banda que acompanha a cantora na "Sobremesa Toure" é composta por Yani, Nelson Canoa (do programa da SIC "Ídolos"), Marito Marques, Joao Balão, Marek Napiórkowski e Henryk Miśkiewicz.

Alinhamento

1. Rua dos Remédios (do álbum "Catavento" de Beto Betuk)
2. Tylko tak Moglo Byc (com Tito Paris)
3. Mãe Negra (com Paulo de Carvalho)
4. Lizbona Moja Milosc (com Sara Tavares)
5. Kananga do amor
6. Noce Nad Rzeka
7. Ye yo (com Yami)
8. Cabo da Roca
9. Naanahanae
10. Smuga Smutku (com Ivan Lins)
11. Sodade
12. Spojrz, Przeminelo
13. Lizbona, Rio I Hawana

Letras (Cabo da Roca)

Czy tu się kończy świat?
Czy drugą stronę ma?
To wie jedynie wiatr.
Jesteś na Cabo da Roca

Possível tradução (com base no tradutor do google)

Será que existe o fim do mundo ?
Será que existe o outro lado?
Apenas sabe que há vento.
Quanto estás no Cabo da Roca

Fontes: eurovisionontop / grandprixeurovision.blogspot / danjazzpoucodetudo / Tugas na Polónia

Videos pessoais: "Mãe Negra" (com Paulo de C.) / Lizbona Moja Milosc (com Sara Tavares) / Cabo da Roca

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Joaquim Paulo edita livros "Jazz Covers" (2008) e "Funk & Soul Covers" (2010) pela Taschen


A editora alemã Taschen lançou, em 2008, "Jazz Covers", um livro do coleccionador português Joaquim Paulo, que reproduz ao longo de 496 páginas cerca de 700 capas de vinis de jazz dos anos 1940 a 1990 da sua discoteca pessoal.

O livro, de capa mole e com um formato aproximado de um LP, reproduz as capas dos perto de 700 discos acompanhados de ficha técnica, comentários e entrevistas que contextualizam historicamente cada vinil.


"Jazz Covers" é "um documento da história do jazz e revelador de como a componente gráfica teve uma ligação muito importante com a música", disse Joaquim Paulo à agência Lusa.

Os discos foram escolhidos a partir da colecção pessoal de 25.000 títulos de Joaquim Paulo, profissional ligado à rádio em Portugal há mais de vinte anos e, mais recentemente, fundador da editora "Mad About Records".


Considerando esta obra "um projecto de vida", Joaquim Paulo trabalhou neste livro ao longo de dois anos, seleccionando os discos e compilando testemunhos de personalidades-chave para contar a história do jazz. São os casos de Rudy Van Gelder, o engenheiro de som que gravou álbuns para a Blue Note ou para a Prestige, o produtor de jazz Creed Taylor e o designer Bob Ciano.

Joaquim Paulo propôs o projecto à Taschen, porque queria uma editora "que tivesse um grande cuidado gráfico" e foi o próprio fundador da editora alemã, Benedict Taschen, que viabilizou a edição.


Apesar de o jazz remeter invariavelmente para os Estados Unidos, a escolha de Joaquim Paulo é geograficamente ampla, com a inclusão de discos da Argentina, Brasil, Polónia, Roménia ou Reino Unido.

Da galeria de eleitos fazem parte Miles Davis, Chet Baker, Thelonious Monk, John Coltrane, Ornette Coleman, Count Basie, Art Blakey, Bill Evans, Ella Fitzgerald e Chick Corea, mas também Stan Getz, Claus Ogerman, Teuo Nakamura, Vince Guaraldi, Moacir Santos e Maurice Vander.


Muitos dos discos foram seleccionados também por revelarem uma "cumplicidade entre os designers e os músicos. Há uma sintonia entre o que a capa mostra e a música", sobretudo dos anos 1950 e 1960, comentou Joaquim Paulo.

A escolha, que exclui artistas portugueses, vai apenas até aos anos 1990, por causa do declínio das edições de música em vinil e da rápida ascensão do digital, com o CD.

Joaquim Paulo recebeu o prestigiado Prix du Livre de Jazz 2008, atribuído pela Academia Francesa de Jazz.


Ligação lusa

"Jazz Covers" foi uma ideia que partiu do próprio Joaquim Paulo. "Uma vez li no 'Expresso', isto há três anos [em 2005], que o director financeiro da Taschen na altura era um português, Pedro Lisboa, que hoje é o vice-presidente da editora.

Andei à procura dele em vários escritórios da Taschen - encontrei-o em Colónia. Enviei a proposta já escrita e esquematizada, com um trabalho prévio feito. Ele respondeu de imediato, coisa que me surpreendeu muito."

Fontes/Mais informações: Lusa / Ipsilon / Público / DN / Fragmentos-Lte / Blitz / Taschen


"Funk & Soul Covers"

Depois do excelente Jazz Covers, Joaquim Paulo já tem nova aventura pronta na Taschen – Funk & Soul Covers. O livro foi publicado em duas edições trilingues (português, espanhol e italiano, uma, e inglês, francês e alemão, a outra) e vem acompanhado de um disco de sete polegadas em vinil.

No livro há entrevistas com Larry Mizell, Gabe Roth e David Ritz («tipo porreiro», segundo o próprio Joaquim Paulo) e listas de Danny Krivit, Steinski, Egon, etc.

Das mais de 500 capas de discos que podem ver-se neste livro, todas pertencem à colecção pessoal de Joaquim Paulo, que tem cerca de 25 mil exemplares. "Foi um vício que me foi incutido pelo meu primo, que comprava imensos discos e eu desde miúdo só via aquele espírito de comprador compulsivo.



Cresci com uma referência destas, ele era também um grande fã de funk e jazz, por isso as primeiras coisas que ouvi em casa passaram muito por este tipo de música", contou.

Segundo o autor, o período da revolução musical vivida nas décadas de 60 e 70 do século XX foi acompanhado pelo grafismo das capas dos discos: "Agora ao falar com algumas pessoas ligadas a editoras de funk e soul da altura, e também com produtores, todos me dizem que havia ali uma comunhão de interesses, a indústria discográfica dava uma liberdade que permitia aos designers gráficos e aos fotógrafos fazer coisas que hoje são impensáveis."

Fontes: DN / 33-45 / Taschen

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

O "Pão de Açúcar" de Seu Santos


Valentim dos Santos Diniz (1913-2008) ou, como é carinhosamente chamado, “Seu Santos”, nasceu numa pequena aldeia da Beira Alta – Pomares do Jarmelo. Filho primogênito de Maria dos Prazeres e Abílio, teve mais dois irmãos, Joaquim e Lourdes. Aos oito anos perde a mãe e passa a ser criado pelo pai e a madrasta Dona Josefa.

No Outono de 1929 embarca em terceira classe com destino ao Brasil. Quinze dias após seu embarque, ao firmar seus olhos no horizonte, avista um maciço de pedras, que foi reconhecido rapidamente por outros viajantes: o Pão de Açúcar. Esse nome, tão simples e forte, fica marcado na memória do jovem imigrante português.

Após algumas horas desembarca em Santos, litoral paulista, e ao contrário dos outros viajantes, não foi para a Hospedaria dos Imigrantes no Brás; encaminhou-se para a casa de um tio de sua falecida mãe, no bairro da Mooca.


Com 16 anos preferiu não seguir a maioria dos imigrantes que rumavam para as lavouras de café e para as indústrias. Valentim começa a trabalhar no comércio, em um empório (loja/mercearia) chamado Real Barateiro, localizado na Avenida Brigadeiro Luis Antônio, esquina com a Rua Tutoia, no Paraíso. Exerce a função de caixeiro e entregador, além de dividir com um amigo um quarto nos fundos do estabelecimento. Sua independência começa a partir daí.

Com algumas economias guardadas e o dinheiro da lotaria ganho por sua esposa, Floripes, abrem na Rua Vergueiro seu primeiro negócio, uma pequena mercearia, que possui adjacente a sua moradia.

Posteriormente, seu ex-patrão Miranda o convida para ser sócio em uma panificadora (padaria). A parceria gera bons frutos e, além da panificadora, administra também uma mercearia na rua Tamandaré.

Doceira Pão de Açúcar


Após o fim da sociedade, Valentim compra um conjunto de casas antigas na Avenida Brigadeiro Luis Antonio, e no dia 7 de Setembro de 1948, presta sua homenagem ao País que lhe acolheu – fundando a Doceira Pão de Açúcar.

Os serviços da Doceira Pão de Açúcar inovam por oferecer buffet, doces e salgados que possuíam embalagens diferenciadas, especialmente para a empresa, além de eventos sociais, como baptizados, casamentos, noivados, entre outros.

Não demora muito, e em 1952 a primeira filial da Doceira é aberta na Praça Clóvis Bevilácqua, no centro de São Paulo. Nesse mesmo ano a terceira loja é inaugurada, também na região central, na Rua Barão de Paranapiacaba.

Supermercado Pão de Açúcar


No dia 14 de abril de 1959, com a ajuda de seu filho mais velho, Abílio, então com 19 anos, inaugura o Supermercado Pão de Açúcar, primeira das diversas lojas que estariam por vir.

Sua visão empreendedora e o gosto pelo negócio logo se transformam em novas lojas, que são abertas inclusive em locais onde ainda não existiam, como em shopping center e no litoral.

Em 1969, é convidado pelo governo português para se expandir para Portugal. A experiência de abertura de lojas em Portugal, e posteriormente Angola e Espanha, trazem para o início da década de 70 o carácter de pioneirismo e de visão para o futuro.

Esse pioneirismo não se restringe às diversas lojas abertas no exterior, mas também, um novo conceito de auto-serviço, implementado por Seu Santos e concretizado efectivamente até os dias atuais: o hipermercado.

É assim que em 28 de Maio de 1971, com um tom emocionado de voz, inaugura o Jumbo Santo André.


Companhia Brasileira de Distribuição

Ao longo do tempo, o negócio foi se expandindo, sendo hoje o maior grupo retalhista do Brasil, a Companhia Brasileira de Distribuição

Hoje, a Companhia Brasileira de Distribuição conta com cerca de 1.582 lojas. O Pão de Açúcar passa a ter mais de 79 mil funcionários nas lojas espalhadas pelo Brasil e também com importantes websites de comércio eletrónico.

A sede do grupo Pão de Açúcar está situada na Avenida Brigadeiro Luis António em São Paulo.

Homenagens


No final da década de 1960, recebe o título pela Santa Sé, no Grau de cavaleiro da Real Ordem Militar de Malta, além da Ordem do Mérito Infante Dom Henrique, os dois concedidos pelo Governo de Portugal.

Em 1972, já consolidado como um grande empresário, Seu Santos recebe os títulos “O Homem do Comércio do Ano” pela Associação Comercial de São Paulo e “O Comerciante do Ano” pelo Sindicato dos Lojistas do Comércio de São Paulo. Nunca esses dois títulos haviam sido outorgados à mesma pessoa. Sua contribuição ao crescimento econômico da cidade de São Paulo e seu amor incondicional pelo bairro do Jardim Paulista propiciou-lhe, em solenidade na Câmara Municipal de São Paulo, o título de “Cidadão Paulistano”.

Seu reconhecimento perante a sociedade não para, e em 1979 recebe em grau máximo as comendas da Ordem do Cruzeiro do Sul, do governo brasileiro, e da Ordem de Benemerência do Infante, do governo português.

Em 2003, a Casa de Portugal de São Paulo encomenda seu busto em bronze ao escultor
português Santos Lopes, colocado no saguão de entrada da instituição.


Espaço Memória

Em 2005 foi celebra a trajectória victoriosa do Grupo Pão de Açúcar com a inauguração da exposição que conta a história do empresa.

O "Espaço Memória" arquiva e processa todo material relevante para a história do Grupo Pão de Açúcar, como vídeos, fotos, documentos, apresentações, entre outros.

Além desse procedimento, mantém duas exposições permanentes – uma com troféus recebidos por todas as áreas da companhia –, e outra que mostra ano a ano toda a evolução do grupo e do comércio a retalho brasileiro, que pode ser visitada na sede da Companhia. No "Espaço Memória", os interessados terão acesso a depoimentos gravados por pessoas que fizeram a história do Grupo, incluindo seu fundador, Valentim dos Santos Diniz, e de Abilio dos Santos Diniz.

São vários registros que remontam quase 100 anos de história da empresa – do nascimento e viagem de Valentim Diniz ou "Seu" Santos, ao Brasil, passando pelo seu início empreendedor até a fundação do Grupo em 1948, e sua evolução, agregando novos processos, tecnologias, formas de negociar e assim se transformando na maior empresa retalhista do Brasil pelas mãos de Abilio Diniz, hoje Presidente do Conselho de Administração do Grupo.

Fontes/Mais informações: Grupo Pao de Açucar (adaptado) / wikipedia / Supervarejo

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Restaurante "Aldea" do Chef George Mendes

Natural de Danbury, Connecti cut, o luso-americano George Mendes estudou no Culinary Institute of America e estagiou em restaurantes em Nova Iorque, Paris e Washington. Em 2003, mais um estágio, agora em restaurantes espanhóis de três estrelas Michelin: Berasategui e El Bulli. No regresso a Nova Iorque, o luso-americano é contratado como chefe de cozinha do Tocque-ville.

Em pouco tempo, os seus pratos, reinventados a partir da cozinha tradicional portuguesa, ficaram famosos e o seu restaurante "Aldea", inaugurado em 2006, em Manhattan, virou lugar da moda.

Em menos de um ano, tornou o seu restaurante uma referência e viu o seu elogiado arroz de pato (rice with duck and apricots) aparecer com outro nome nas revistas da especialidade.


Aldea

A New York Magazine apontou o Aldea - que abriu portas um ano antes em Manhattan- como um dos 50 restaurantes a não perder na cidade. Entre outras coisas, pela qualidade do seu arroz de pato.

Após o seu restaurante ter ganho a primeira estrela Michelin, o luso-americano é um dos chefes seleccionados para a terceira edição do reality show "To Chef Masters". Antes da participação televisiva, é nomeado - sem contudo vencer - para o prémio de melhor novo chefe do ano pela revista Time Out.


Arroz de pato

Um crítico gastronómico da New York Magazine, com certa arte para a metáfora, provou o arroz de pato de George Mendes e ficou deveras encantado. E manifestou assim esse contentamento: "É uma ode fumegante, crocante, cheia de texturas", de sabor "à moda antiga e caseiro". Eis a especialidade do restaurante Aldea, no centro de Manhattan, que aparece na referida revista como sendo uma "criação do género paella".


A receita para o sucesso

"O que fiz foi pegar nas receitas de cozinha portuguesa que aprendi com minha mãe e experimentar até poder assinar o que é o meu estilo". Ou seja, George Mendes recupera pratos como o arroz de pato, guisados ou assados, receitas antigas da culinária portuguesa, e fez depois uma "interpretação" pessoal.

A viagem por sabores diferentes, revela numa recente entrevista, tem início em Portugal. Mas não se esgota nesta geografia. "Começo com um ingrediente que tem história em Portugal, depois gosto de viajar. Tenho grande apreço pela cozinha japonesa, do Vietname, das antigas colónias portuguesas, como Macau e Goa"

Fontes: DN – Francisco Mangas / Sapo / Aldea /

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Bem-Vindo ao "Oporto"


Oporto" é uma cadeia de restaurantes, de origem australiana, especializada (tal como o "Nando's" que foi fundado no mesmo ano na África do Sul) em comida rápida de influência portuguesa, com destaque para o frango com piri-piri.



Como tudo começou ?

O primeiro restaurante "Oporto" foi fundado em 1986 por Antonio Cerqueira, um imigrante Português, em North Bondi, Nova Gales do Sul (Austrália).

As suas "receitas secretas" eram inspiradas claramente na tradicional cozinha portuguesa.

O restaurante chamava-se inicialmente "Portuguese Style Bondi Charcoal Chicken", tendo posteriormente sido "rebaptizado" como "Oporto" em referência ao nome da cidade do Porto.


Mais de 300 lojas em todo o mundo

A primeira franquia foi inaugurada em 1995, tendo sido premiado, em Janeiro de 2005, pela Business Review Weekly, como a rede de franchising de mais rápido crescimento na Austrália.

Em 2007 já havia 74 lugares em Nova Gales do Sul, 10 em Queensland, 5 em Vitória, 3 em ACT (centro), 2 no Sul da Austrália e 6 na Nova Zelândia. Em 2008 existiam mais de 300 lojas "Oporto" em todo o mundo.


Alguns destes restaurantes são conhecidos por "Oporto Express" e oferecem uma menor diversidade de produtos.

Uma das especialidades é o Oprego burger.

Fontes: Oporto / wikipedia / Smh

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Nando's: de Joanesburgo para o mundo


Nando's é uma cadeia de "fast food" sul-africana - mas que se apresenta como portuguesa.


A Nando's foi fundada em 1986, na cidade de Joanesburgo, por Fernando Duarte (a origem do Nando's), natural do Porto, que chegou à África do Sul com quatro anos, e Robbie Brazzin.

Os 2 promotores decidiram comprar e transformar um restaurante local de "take-way" que vendia o famoso frango assado temperado com o não menos famoso molho piripiri (a que o Nando's chama peri-peri), entre muitas outras coisas.


Como tudo começou ?

O primeiro restaurante Nando nasceu em Setembro de 1987, num pequeno subúrbio de Joanesburgo chamado Rosettenville. Esta localidade era, à época, o coração da comunidade portuguesa naquela cidade sul-africana, sendo que a maioria tinha acabado de chegar de Moçambique e tinha saudades dos pratos de comida portuguesa.

Ao longo dos anos, o prato mais vendido foi sempre o mesmo: nenhuma outra receita conseguiu bater o meio-frango com piri-piri. "Era um dos pratos favoritos dos portugueses em Moçambique. Foi a junção do frango com o picante, produto tipicamente africano, que criou o prato mais vendido do Nando´s", conta Fernando Duarte.


Aparentemente, o frango assado com o molho piripiri, as cervejas Sagres, as águas do Luso e os pastéis de nata aliados à decoração "kitsh" agradaram a todos os estratos da população.

Em pouco tempo o Nando's tinha seis unidades na África do Sul. E até o então presidente Nelson Mandela dizia preferir uma refeição Nando's a um banquete de Estado.

Nando's através do mundo

A cadeia Nando´s tem mais de 700 estabelecimentos, próprios e franchisados, espalhados por 33 países. Um feito que faz da marca a segunda maior cadeia de restaurantes de frango do mundo, a seguir à Kentucky Fried Chicken.

Em Inglaterra, a cadeia conta com 170 lojas e é a partir deste país que a marca quer crescer para França, Espanha e Portugal. Nas nações árabes, como Paquistão, Oman e Qatar, o êxito é ainda mais visível. Chegam a ser servidas 30 mil refeições diárias e o número de vendas até nem diminui na época do Ramadão.


Símbolos portugueses

O Nando's tem como símbolos o galo de Barcelos e o escudo da bandeira portuguesa e os restaurantes apresentam-se decorados com esses símbolos e outros objectos do estereotipado "português rústico" (incluindo coloridas ementas com erros ortográficos).

"O facto de o galo se levantar e cantar faz-nos identificar com os valores da marca do Nando's", diz o empresário. Já o escudo é "um símbolo que promete dar a qualidade e o sabor que todos os clientes esperam e é também uma forma de ligar a marca a Portugal", assegura.

Fernando Duarte é dos poucos portugueses a integrar a administração de uma empresa que se quer apresentar como a quinta-essência da portugalidade.




Portugasm em Barcelos

A cadeia do galo de Barcelos promoveu na Austrália a campanha Portugasm, ou seja, o estado sublime alcançado por comer frango assado português com piri-piri.

O Instituto de Rejuvenescimento e Descontração Portugasm (PERI = Portugasm Enlightenment and Rejuvenation Institute), gerido por Grand Master Fernando, localiza-se (ficcionalmente) em Feitos no concelho de Barcelos.

Se for inoportuna a viagem entre a Austrália e o Instituto, o Portugasm pode ser alcançado por um jantar de frango Peri-Peri num restaurante Nando's.



Campanha sul-africana


Fontes: Mundo Português / Expresso / Guedelhudos / Nandos / RollerBarcelos / Portugasm

terça-feira, 12 de julho de 2011