sexta-feira, 18 de julho de 2008

Hal Pereira, Director Artístico

Você nunca ouviu falar no Hal, este simpático senhor de óculos ? Pois saiba que ele me acompanhou várias vezes durante a minha infância - especialmente durante a Sessão da Tarde. Ele foi director artístico de vários filmes importantes. Ao ler os créditos iniciais, estava sempre escrito: Art Director.... Hal Pereira.

Sempre tive curiosidade em saber mais sobre essa figura de sobrenome português.
Hoje, sei que ele trabalhou em 253 filmes, de 1944 a 1968.

Fonte: softgreyindigoeyes (Brasil)

Com Hitchcock e James Stewart durante a rodagem de "Vertigo"

Portuguese Times

Hal Pereira nasceu em Chicado em 1905, onde Hal se tornou conhecido como cenógrafo dos teatros da Paramount. Em 1942, a Paramount chamou Hal para Hollywood e incumbiu-o de supervisionar os cinemas da empresa e em 1950 foi nomeado chefe do departamento de direcção de arte, passando a orientar todo o trabalho de cenografia.

Nos 18 anos em que chefiou a direcção de arte da Paramount trabalhou em 250 filmes, entre os quais os clássicos "A Janela Indiscreta" (Alfred Hitchcock, 1954), "Férias em Roma" (William Wyler, 1953), "Os Dez Mandamentos" (Cecil B. DeMille, 1956), "Boneca de Luxo" ("Breakfast at Tiffany's" de Blake Edwards, 1961), "Shane" (George Stevens, 1953) e "Sabrina" (Billy Wilder, 1954).

A receber o Oscar por "The Rose Tattoo" (1955)
Hall Pereira foi nomeado 23 vezes para o Oscar, deve ser recordista de nomeações, mas recebeu apenas uma estatueta, em 1955, por "The Rose Tattoo", filme baseado na peça homónima de Tennessee Williams e que valeu o Oscar de melhor actriz à italiana Anna Magnani.

Era irmão de William Pereira, famoso arquitecto cujo traço futurista marcou a América dos 50-60 e que apareceu na capa da revista Time:


Fontes: Eurico Mendes, Portuguese Times / Video (Cerimónia de entrega dos Oscars)

Premiére (blog) / Deuxiéme

Não poderei precisar o primeiro filme onde o nome de Hal Pereira se destacou. Das primeiras vezes, confesso, nem olhava para a função. O que chamava mais à atenção era o facto de o apelido ser Pereira, e de o nome próprio ser Hal. Pessoalmente, Hal só conhecia dois: o Ashby e o 9000. Talvez por isso, Hal Pereira tenha sido sempre um nome bem visível. Agora, com o passar dos anos, isto foi-se tornando repetitivo.
(...)
Era preciso pesquisar e averiguar o porquê de tantos filmes com a direcção artística de Hal Pereira. Será que era pura coincidência, e acabava sempre apenas por escolher uma obra em que ele tivesse participado? Não era bem esse o caso. Tendo-se estreado em 1944, com "And the Angels Sing" (George Marshall), e de ter terminado a carreira em 1968, ano em que participou em "The Odd Couple" (Gene Saks), entre 1953 e 1967, Hal Pereira dominou por completo o mundo da direcção artística, falhando a nomeação para um Oscar apenas em 1965. Em quinze anos, Hal Pereira foi nomeado para vinte e três Oscares, tendo ganho apenas por "The Rose Tatoo" (Daniel Mann, 1955).

Pelo meio, Hal Pereira trabalhou com os melhores: Alfred Hitchcock, Billy Wilder, William Wyler, John Ford, Cecil B. DeMille, Martin Ritt, George Stevens, Howard Hawks, Robert Mullingan, Don Siegel, Michael Curtiz, Fritz Lang, Sydney Pollack, Stanley Donen e Anthony Mann. Um clássico atrás do outro, qual Walt Disney. Quem tiver Dvds em casa, o mais provável é ter lá um com o dedo de Hal Pereira.

Fonte: Alvy Singer


3 comentários:

Anónimo disse...

Tambem sempre fiquei curioso com o "Pereira" e só agora resolvi procurar. Valeu.

eddie figueiredo disse...

Esse sobrenome pereira, e portugues realmente? Hal pereira tinha pais, ou avos portugueses? Quem souber envie um comentario! Please!

Blogger disse...

oscar por rose tattoo

https://www.youtube.com/watch?v=hAq8XKcndtw