sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

"The Lady from Lisbon" de Sheila Walsh (1981)


Sheila Walsh é uma cantora e escritora escocesa, tendo publicado em 1981 "The Lady from Lisbon" que conta o retorno ao Reino Únido de uma jovem britânica (Cressida Merriton) que vive em Lisboa.

Sinopse

A história começa quando Alastair, sexto conde de Langley, numa das visitas à sua tia Beatrice, viscondessa Kilbride, descobre que ela espera a visita da sua afilhada Cressida que vive em Lisboa.

Lady Kilbride perdeu o marido há vários anos e desde aquela época, tem estado afastada da sociedade. Alastair é igualmente uma pessoa amargurada após ter sido abandonado pela sua amada.

Será Cressida a alterar o estado de espírito destas duas personagens ?

Fonte: Romancereader (adaptado)

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

"The Lady from Lisbon" de Vanessa Blake (1971)


Vanessa Blake é o pseudónimo literário de May Brown (1913-1990) que publicou, em 1971, o romance de mistério "The Lady from Lisbon", o qual foi reeditado em Inglaterra em 1974 com o nome "Pentallion".

Sinopse:

"Eu prefiro morrer!" exclamou Rosana Pentallion quando o seu sombrio benfeitor Dom Luiz sugeriu que ela fosse viver com ele como sua "pupila".

Decide, então, fugir do seu país de origem, Portugal, para viver em Inglaterra na propriedade da familia Pentallion.

Mas nem em Inglaterra conseguiu pôr-se a salvo pois os seus parentes eram estranhamente intratáveis e hostis para com ela e Dom Luiz tinha posto diversos homens à sua procura. Mas pior do que isso, vivia na propriedade contígua o homem que Rosanna mais odiava e temia.

Rosana dissera que preferia morrer do que viver em pecado e parece que alguém queria que ela se arrependesse do que dissera.

Fonte: Fictiondb

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

"The Lady from Lisbon" de Leslie S. Hiscott (1942)


Estreado em plena II Guerra Mundial, "The Lady from Lisbon" é um filme britânico que combina a comédia com acções de espionagem, descrevendo a história de uma mulher sul-americana que se oferece para fazer espionagem em Lisboa em troca da famosa pintura "Mona Lisa" que está em poder dos nazis.

Mas de repente começam a aparecer muitas cópias da "Mona lisa". No final, após um agente britânico descobrir a pintura original, a mulher decide aderir aos Aliados.



Principais actores: Francis L. Sullivan (no papel de Minghetti), Jane Carr (Tamara), Martita Hunt (Susan Wellington-Smythe), Charles Victor (Porter).

Fontes: Sandra Brennan, All Movie Guide (adaptado) / Captomente / IMDb

I





sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Harry Piel em Lisboa (1936)


Harry Piel foi um prolífico actor e realizador alemão, tendo trabalhado em mais de 150 filmes.

Em 1936 rodou em Portugal "90 Minutes Stop" ("90 Minuten Aufenthalt" no original), realizado, produzido e interpretado por si.

Sinopse

Harry Winkler, um detective de Berlim, marcou um encontro em Lisboa com o seu amigo e colega Conny Steven, que trabalha para a Scotland Yard.

Durante uma escala em Lisboa, antes de embarcarem para Buenos Aires para competir num torneio de boxe entre polícias, conhecem uma menina chamada Ilse que pretende visitar seu tio Alberto que ela não vê há vários anos.

Eles decidem acompanhar a jovem e, assim, entrar na pista de um crime: o tio de Ilse foi assassinado pelo mesmo homem que matou o pai de Harry.

Antes de capturar o assassino (e durante o período de 90 minutos referenciado no título original), Harry tem de lutar contra um leopardo, salvar duas mulheres e enfrentar uma perigosa perseguição automóvel. Ainda assim, Conny e Harry chegam a tempo de embarcar no navio que os transportará para a América do Sul.

Fontes: Filmportal, Encyclocine


quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Intriga em Lisboa com “077 Missão em Lisboa” (1965)



“Misión Lisboa” foi um dos muitos filmes realizados na década de 60 na sequência do sucesso dos filmes de James Bond 007.

Com realização de Federico Aicardi e Tulio Demicheli, o filme foi uma co-produção entre Espanha, Itália e França, contando com um elenco internacional: Brett Halsey, Marilu Tolo, Fernando Rey e Jeanne Valerie.



Sinopse

Um grupo de malfeitores internacional ameça destruir um pequeno país em 30 segundos, sendo contactado George Farrell (Brett Halsey), o agente 077 do título português, para tentar localizar, conjuntamente com a sua colega Terry Brown (Marilu Tolo), um cientista desaparecido.




segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

"Amantes do Tejo" de Henri Verneuil (1955)

Amália Rodrigues canta o célebre “Barco Negro”, mas esse é apenas um dos factores que torna este filme muito especial para os lisboetas, e não só.

Podemos apreciar, com algum pormenor, a Lisboa desse tempo, sem ponte, sem Cristo-Rei na outra Banda, mas com sinaleiros, pregões populares, varinas, empregados de mesa fardados, ardinas, engraxadores e Salazar, cujos serviços de Censura cortaram quase 20% do filme, depois de terem proibido a exibição em Portugal.

Há ainda uma espectacular guitarrada pelo Mestre Jaime Santos, o Rossio com eléctricos, a Bica típica, o porto de Lisboa com movimento intenso de navios, os velhos táxis, as arcadas da Praça do Comércio, o Terreiro do Paço com o Cais das Colunas limpo de quaisquer tapumes…


O filme foi protagonizado por dois excelentes actores, o francês Daniel Gélin (1921-2002) e o inglês Trevor Howard (1913-1988), que acompanham Françoise Arnoul (n. 1931). A realização é de Henri Verneuil.

A história é fraquinha, quase inverossímil, mas o interesse do filme, para nós, hoje em dia, não reside aí.

Poucos filmes portugueses da época mostraram a cidade como este filme francês.

Fonte/Mais informações: José Quintela Soares / kebekmac

O filme foi adaptado da obra homónima de Joseph Kessel, romancista francês nascido na Argentina.


Sinopse

É uma história de amor passada no fim da guerra. Um motorista de praça (Daniel Gélin), foragido do seu país, estabelece [em Lisboa] uma relação amorosa com uma mulher inglesa (Françoise Arnoul) capaz de suportar todos os perigos e sacrifícios por amor.



Video: "The art of Amalia"

Imagens disponibilizadas no youtube por C4pt0m3nt3 

Igrejas Caeiro, Amália e Daniel Gélin



sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

“Lavadeiras de Portugal” de Pierre Gaspard-Huit (1957)

Pierre Gaspard-Huit, argumentista de “Paulo e Virgínia” e realizador de “Os Pequenos Vagabundos” (“Les Galapiats”), séries de culto dos anos 60/70, realizou em 1957 o filme francês “Lavadeiras de Portugal” (“Le Lavandiéres du Portugal”).

O filme foi protagonizado por Jean-Claude Pascal, Anne Vernon e Paquita Rico, contando igualmente com a actuação de Érico Braga (mais conhecido pelo adepto portista do filme “O Leão da Estrela”) e Patrício Álvares.


Sinopse:

Duas agências de publicidade pretendem firmar um contrato com um cliente americano para publicitar a sua máquina de lavar “Floc”. Jean-François e Catherine, representantes de cada uma das agências, deslocam-se a Portugal para encontrar uma lavadeira que demonstre, num anúncio publicitário, os méritos da máquina de lavar.

O filme era uma co-produção Films Univers, Societé Pathé Cinéma (França) e Suevia Films (Espanha) com o português Aníbal Contreiras.


quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Lavadeiras da Lusitânia em “Asterix, o Legionário” (1967)

Em “Astérix, o Legionário”, de Goscinny e Uderzo, há uma referência à canção “Les Lavandiéres du Portugal”.

Um dos centuriões , enquanto lava a sua roupa, trauteia o refrão:

“Les lavandières de Lusitanie et tap et tap et tap...”

(“As lavadeiras da Lusitânia [Portugal] fazem tap-tap”)


Asterix e Obelix não chegaram a visitar a Lusitâna (apenas visitaram a Hispânia), mas existêm diversas referências aos lusitanos, os quais são sempre baixinhos e educados, pois Uderzo disse que todo os portugueses que ele conhecera eram assim.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

“Les Lavandiéres du Portugal” de Roger Lucchesi e André Popp (1955)


André Popp foi um famoso compositor francês, tendo participado no Grande Prémio do Disco de Baion de 1955 com o tema “Les Lavandières du Portugal”, com letra de Roger Lucchesi.

"Les Lavandières du Portugal" foi incluido na banda sonora do filme "Mademoiselle de Paris".


O tema foi gravado por diversos cantores como Jacqueline François, Yvette Giraud, Luis Mariano, Suzy Delair e Miguel Amador.


“Lavadeiras de Portugal” no Brasil

O tema foi igualmente interpretado por artistas brasileiros, em estilo fox/baião, como Gilda de Barros (em 1956) e Astrud Gilberto (em 1966), sendo a adaptação da letra da autoria de Joubert de Carvalho.


“Portuguese washerwomen”

Joe ‘Fingers’ Carr (de seu verdadeiro nome Lou Busch) gravou, em 1956, “Portuguese washerwomen”, a versão instrumental de “Les Lavandiéres du Portugal”, que obteve um grande sucesso em diversos países, nomeadamente Austrália (nº 1 durante 3 semanas em Agosto de 1956) e Reino Únido (Top 20 em Junho de 1956).

http://australianplastic.blogspot.com/2005/07/portuguese-washerwomen-joe-fingers.html



“Lavanderas de Portugal” em Espanha

Letra em castelhano de Mayer Acevedo.

Existem versões de Marisol, Lolita Garrido, Oscar Aleman, Elsa Marval, ...


Letra

Connaissez-vous des lavandières, comme il y en a au Portugal
Surtout celles de la rivière de la ville de Setubal
Ce n'est vraiment pas des lavoirs, où elles lavent mais des volières
Il faut les entendre et les voir, rythmer leurs chants de leurs battoirs

Tant qu'y'aura du linge à laver
On boira de la manzanilla
Tant qu'y'aura du linge à laver
Des hommes on pourra se passer
Et tape et tape et tape avec ton battoir
Et tape et tape tu dormiras mieux ce soir
Et tape ! et tape ! et tape sur ton battoir !
Et tape, et tape, et tape, tu dormiras mieux ce soir !

Videos: Yvette Giraud, The Baja Marimba Band

Mais

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

"J'aime Lisbonne" / "Lune de Miel au Portugal" de Maria Candido (1963)


Na sequência do grande sucesso de "Les Cloches de Lisbonne" (versão francesa do "Fado da Madragoa"), Maria Cândido (de seu verdadeiro nome Simone Marius) gravou em 1963 o tema "J’aime Lisbonne (Lune de Miel au Portugal)" que obteve o ‘Grand Prix des Vacances'.

O tema foi posteriormente gravado, em 1964, por Tino Rossi (*), um dos mais famosos cantores franceses do século XX, e pela Orquestra de Franck Pourcel, com o título de "Lune de miel au Portugal".

(*) Tino Rossi interpretara anteriormente "Les Cloches de Lisbonne" e "Serénade Portugaise".



Wikipedia

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

"Mon Coeur au Portugal" de Line Renaud (1958)


Com letra de Jean Yanne e música de Louis Gasté, “Mon Coeur au Portugal” foi interpretado originalmente por Line Renaud, com direcção de orquestra de Pierre Guillermin.

O tema foi também gravado em espanhol quer pela cantora (com os títulos “Contigo en Portugal” e “Mi Corazón en Portugal”), quer por Miguel Amador.

O tema foi igualmente editado, em versão instrumental, quer com o nome original (pelas orquestras de Franck Pourcel e Francis Norton), quer com o título “My heart in Portugal” (pelo inglês Norrie Paramor e pelo norte-americano Frank deVol).

Mais recentemente, Linda de Suza gravou "Mon Coeur au Portugal" no seu álbum "Comme Vous" de 1983.

Faixa áudio

Reveillon no Estoril com Line Renaud

A cantora francesa foi a atracção da passagem de ano no Estoril no ano de 1957-58, existindo uma gravação desse espectáculo, no qual foi apresentada pelo actor português Érico Braga.

Esteve igualmente presente o seu marido Louis Gasté, que aí se terá inspirado para compôr "Mon Coeur au Portugal" [daí a referência na letra ao Estoril: 'Qui me rattache au ciel de l’Estoril'].



Fonte: Amourdurocknroll

Letra:

Si j’ai laissé mon cœur au Portugal
Si j’ai changé le souvenir banal
Des autres cieux, des autres séjours
Pour ne garder que cet amour
Si dans ma vie s’est déroulé le fil
Qui me rattache au ciel de l’Estoril
C’est que le vent un soir de Carnaval
A emporté mon cœur au Portugal
Portugal au printemps
Dans le chant de tes douces guitares
Ton soleil m’a donné la joie d’aimer
Dans ce pays où le cours des jours
S’enroule autour des mes amours
Si dans ma vie rien n’a brisé le fil
Qui me rattache au ciel de l’Estoril
C’est que l’amour un soir de Carnaval
A fait danser mon cœur au Portugal

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

"Serénade Portugaise" de Charles Trenet (1938)



Da autoria de Charles Trenet, "Sérénade Portugaise" foi interpretado por artistas como Tino Rossi, Léo Marjane e Jaime Plana. Curiosamente o tema - uma canção de "marinheiro" - não tem qualquer referência directa a Portugal na sua letra.

"Sérénade portugaise" ficou associada ao "L'Anschluss" (anexação da França pela Alemanha de Hitler), pelo facto de ser contemporânea desse momento histórico.



Depoimento de Georges Guétary ("Ma Route Fleurie de Chansons")

"A l'occasion d'un nouveau spectacle, pour permettre un changement de décor, Mistinguett me demande de choisir une chanson que je chanterai devant le rideau. Je choisis, une chanson de marin, composée par Charles Trenet. "La Sérénade Portugaise". Toute la saison, je chante ma sérénade devant le rideau. Je rêve de plus en plus aux lauriers de Tino Rossi. La fermeture annuelle du Théâtre arrive. Nous sommes en Août 1939.[…] C'est la guerre.

(Elle) semble figée dans une position d'attente. Nous nous installons mon oncle et moi à Guéthary, nous demandant quand nous pourrions reprendre la vie qui nous plaisait. […] Je continue à travailler le chant. Les Allemands arrivent […]



Letra

J'écoute le vent qui parle de ma belle
J'écoute le vent qui me parle d'amour
Le jour s'est enfui car il fait nuit sans elle
Sans elle, l'écho dans le bois reste sourd
Et gronde, gronde le tonnerre
Et gronde, gronde le ciel lourd

Je suis un marin, je chante les rivages
Je chante les flots et je chante les fleurs
Je fais des bouquets avec tous les nuages
Mais la fleur d'amour est toujours dans mon coeur
Et chante, chante ma jeunesse
Et chante, la joie et les pleurs !

Ce soir à minuit c'est la fête au village
Et nous danserons sous les platanes verts
J'aurai dans mes bras la fille la plus sage
Pour qui je fredonne ma chanson sur la mer
Et vogue, vogue mon ivresse
Et claque ma voile dans l'air !


Curiosidade

Em 2007, o grupo belga Laïs lançou o seu quarto álbum "The Ladies Second Song", com base em poemas de autores clássicos como W.B. Yeats, Paul Verlaine e Pablo Neruda, incluíndo igualmemte uma versão do tema "Serenade Portugaise".

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

"Symphonie Portugaise" (1949)

André Dassary foi um famoso cantor francês, nascido em Biarritz em Setembro de 1912, tendo protagonizado "Symphonie Portugaise", opereta em 2 actos (e 15 quadros), estreada em 1949, no Teatro de "La Gaite-Lyrique", em Paris, com libreto (e letras) de Raymond Vincy e Marc Cab e música de José Padilla (compositor de "Estudiantina Portuguesa").

A opereta, que esteve três anos em cena, incluía, além do tema-título, canções que ficaram famosas na época como "Pleure mon coeur" e "Le dernier chant de mon coeur", interpretadas pelo tenor André Dassary,  e "La chanson des camélias", interpretada pela soprano Germaine Rogers.


Na noite de estreia, o maestro José Padilla mereceu da da revista "Ópera" estas elucidativas palavras: “Obra de um músico perfeito”.

Portugal teve sempre uma especial atracção para este compositor que, desde a sua juventude, dedicou ao nosso país diversas obras estreadas em diferentes países: Argentina, Inglaterra, França. A sua dedicação a Portugal através da música tinha uma razão sentimental e permanente, a sua mulher era portuguesa e muitas das suas obras eram uma prova do seu amor.


Em 1958 foi estreada no Teatro de la Gaite lyrique a Opereta "Romance au Portugal", nova versão de "Symphonie Portugaise", protagonizada por Michel Dens.

Registo audio

Fontes: wikipedia / Andre Dassary / My.opera.com