sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Cantora alemã roda clip em Lisboa (2005)


Nadja Benaissa é uma cantora alemã, de ascendência marroquina, que fez parte, entre 2001 e 2004, das "No Angels", uma girl-band revelada pela edição alemã do programa PopStars.

Após o fim do grupo (*), encetou uma carreira a solo, tendo editado em 2005 o seu primeiro single, "Es ist Liebe", cujo video clip foi rodado em Lisboa.

(*) As No Angels retomaram a sua actividade em 2007





Link: video

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Limp Bizkit gravam video clip em Lisboa (E.U.A., 2000)

O vídeo-clip de “Boiler”, quarto single do álbum ”Chocolate Starfish and the Hot Dog Flavored Water” foi gravado em Portugal, durante o concerto do grupo em Lisboa, incluindo cenas gravadas em diversos locais de Lisboa, como por exemplo a Mãe d’ Água. A cena da Roloute foi gravada no Largo de são Paulo, ao pé do Cais do Sodré.



O video é uma compilação dos piores pesadelos do vocalista Fred Durst, pelo que Lisboa é apresentada como um cenário futurista e apocalíptico.



Link: video

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

No Sul de Portugal em "Enjoy the Silence" dos Depeche Mode (1990)

Anton Corbijn, célebre fotografo e realizador de video-clips (U2, Joy Divison, Depeche Mode) teve a ideia de retratar Dave Gahan, vocalista dos Depeche Mode, como um rei que percorria cenários desertos e silenciosos enquanto carregava uma cadeira e comia uma banana.

Mas como explicar essa ideia a alguém que julgava ter composto a melhor canção da sua vida. A ideia era simples – podemos ser felizes sem dinheiro e em qualquer local. Os Depeche Mode aceitaram a ideia, tendo o video sido rodado (sem banana) em Balmoral (Escócia), Portugal e Alpes Suíços.


O vídeo é uma alternância de imagens da banda, a preto e branco, com cenas que mostram o vocalista David Gahan disfarçado de rei (com coroa e manto de arminho) e com uma cadeira desdobrável debaixo do braço.

O personagem passeia por diversas paisagens, em busca do silêncio, incluindo as planícies do Alentejo e praias do Algarve, até encontrar a paz num cenário montanhoso, coberto de neve.


Comentário do grupo sobre o videoclip "Consideramos este vídeo como o melhor que Anton fez connosco, foi gravado em uma semana o que é pouco comum para um vídeo (...)Para nós parecia muito difícil sobreviver à gravação mas o resultado é impressionante". Como resultado de tanto empenho o clip foi o vencedor de um Video Music Awards em 1990.




Fontes: wikipedia / autobahn

Video: Youtube

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Spencer Tracy é pescador português no filme "Lobos do Mar" ("Captains Courageous") (1937)


Realizado por Victor Fleming (1937). Com Spencer Tracy, Lionel Barrymore, Freddie Bartholomew, Melvyn Douglas, John Carradine, Mickey Rooney.

Spencer Tracy é Manuel Fidello, um pescador português, que salva de morrer afogado um rapazito, filho de um milionário, que acaba por descobrir as delícias da vida simples.


Foi na pele do pescador português que Tracy conquistou a primeira das suas duas estatuetas. Produzido com o luxo das grandes fitas da MGM é a adaptação de uma história de Rudyard Kipling (prémio Nobel da Literatura) sobre um menino rico e mimado, salvo por um pescador português depois do desastre maritímo vivido a bordo de um paquete de luxo onde seguia em cruzeiro.

É junto a velhos lobos do mar que Freddie Bartholomew (na altura considerado como um dos meninos prodígios do cinema americano) acaba por perceber que a vida é dura e não se resume aos seus caprichos de criança mimada.

Fonte: TV Filmes, nº 9, Abril 1997

Manuel canta em "português" e fala com orgulho da "herança" de honradez que lhe foi transmitida pelo seu pai:


O filme foi adaptado, por duas vezes, para TV, sendo o papel de Manuel interpretado por Ricardo Montalban, em 1977, e Colin Cunningham, em 1996 (mas, nesta última série, o personagem principal era o Capitão Matthew Troop, interpretado por Robert Urich).

1977


1996



Rudyard Kipling

Rudyard Kipling, Prémio Nobel da Literatura em 1907, nasceu, em 1866, em Bombaim, India, mas estudou, desde os 6 anos, em Inglaterra. Aos 26 anos, casa com Caroline Balestier, filha de um advogado norte-americano e instala-se em Vermont (E.U.A.), onde vive durante quatro anos, aí escrevendo "Livro da Selva " e "Lobos do Mar".

 
Mais informações: DVDBeaver / Citizen Grave  (Quando Spencer Tracy foi Manuel)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Christopher Hampton do Faial para o mundo das letras


Christopher Hampton, dramaturgo, escritor, argumentista e realizador inglês, nasceu em 1946, na ilha do Faial, Açores, filho de um engenheiro britânico que trabalhava na empresa de cabos submarinos Cable & Wireless. Ainda em criança viveu no Egipto e Zanzibar.

Christopher Hampton já recebeu dezenas de prémios, tanto na América como na Inglaterra, onde vive. BAFTAs, Prémio Laurence Olivier, Tony, New York Drama Critics Awards, London Film Critics Awards e um Oscar são apenas alguns dos prémios de renome que constam na sua biografia.

Christopher Hampton ganhou, em 1988, o Oscar ® para Melhor Argumento Adaptado por “Ligações Perigosas”, escrito a partir do romance de Choderlos de Laclos, estando este ano novamente nomeado para o Oscar ® pelo argumento do filme “Expiação” (“Atonement”) com base no livro de Ian McEwan, que é um dos romances mais famosos da década, mas que não parecia ser daqueles que estão talhados para adaptação ao cinema.

Christopher Hampton visitou, aos 70 anos de idade, a sua ilha de nascimento. "Sinto-me em casa e pretendo voltar" foram as palavras de despedida deste homem de letras o mais galardoado Faialista no mundo.

O homem de letras mais galardoado no mundo, que nasceu na ilha do Faial, visitou pela primeira vez, desde criança, a ilha que o viu nascer para participar no festival internacional de artes, Azores Fringe em 2016.



Histórias de criança, as suas primeiras escritas, "anedotas" de projectos e casos nunca antes contados (como o do filme "Ligações Perigosas", que esteve quase para não ver a luz do dia) preencheram a primeira parte da noite. A audiência participou na segunda parte com as suas próprias histórias e conexões familiares com a família Hampton, no Faial. Desde um senhor que trabalhou com o pai do artista, a um outro que o presenteou com o relatório da companhia com a história do pai, no Faial.

Fontes/Mais informações: Jornal audiência (2016) / wikippedia /


terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Tom Hanks, actor de sucesso com raízes açorianas


Tom Hanks, nome artístico de Thomas Jeffrey Hanks (Concord, 9 de julho de 1956) é um dos mais famosos actores norte-americanos, tendo obtido o Oscar ® para melhor actor em dois anos consecutivos: 1993 (com "Filadélfia") e 1994 (com "Forrest Gump"), alcançando uma proeza que anteriormente apenas fora alcançada por Spencer Tracy (com "Lobos do Mar", em 1937,no papel de um português da Madeira, e "Boys Town" em 1938).

Ambos os avós maternos de Tom Hanks, apesar de terem nascido na Califórnia, eram descendentes de açorianos.


A mãe, Janete Marylyn (da família Fraga ou Ferreira), vivia num local onde não faltam memórias lusas, a cidade de Turlock, no Vale de S, Joaquim na Califórnia. Os pais divorciaram-se quando tinha cinco anos. E os filhos mais velhos, incluindo Tom, ficaram com o pai. Já era uma estrela de Hollywood quando reencontrou a mãe. Apenas o irmão mais novo ficou a viver com a mãe e já visitou os Açores e contactou com diversos familiares.

 "Cresci no Norte da Califórnia, onde existe uma larga comunidade de portugueses. Muitos deles trabalham nas indústria da pesca e da agricultura. Havia muitas pequenas cidades que tinham bairros de portugueses, onde se podia comprar chouriço, vinho e outros produtos de Portugal", contou o actor, numa entrevista à revista Máxima. Ele e a mãe, recorda, cresceram "sempre com esta ideia de que éramos portugueses". Quando lhes perguntavam de onde eram, diziam, com orgulho: "Somos portugueses!"


O jornalista Mário Augusto procurou sempre abordar as origens portuguesas de Tom Hanks.
Em entrevista a Mário Augusto, em 2011,  confirmou que a mãe era luso-americana de segunda geração. E que gostava de falar português, mas que a "culpada" era a mãe por nunca lhe ter ensinado português.

Fontes: wikipedia / imdb / "Nos bastidores de Hollywood" de Mário Augusto / Revista Máxima

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Carlos Mattos: o português dos Oscar ®



Nasceu em Angola, cresceu em Moçambique e chegou a Portugal aos 8 anos. Aos 18 radicou-se no Sul da Califórnia. Carlos De Mattos criou com Ed Phillips a Matthews Studio Equipment, começando por produzir, numa pequena garagem, filtros difusores para as luzes.

Quando em 1970, Carlos De Mattos criou a sua empresa, cada estúdio tinha um fabrico de material diferente e o resultado era a incompatibilidade entre equipamentos. A Matthews criou a sua linha de tripés e outros suportes, conseguiu que fosse estabelecido um formato standard e passou a produzi-lo em exclusivo, tendo passado a ser o mais conhecido do mundo.

O grande salto foi em 1983. A Academia de Hollywood distinguiu a Matthews com um Oscar graças à “Tulip Crane” – a primeira grua para operar câmaras, demonstrável, transmontável e instalável em qualquer sitío. O caminho para mais inovações estava criado, culminando em 1986 com outro Oscar, desta vez para a “Remote-Cam”. (...)


Quando um operador de câmara de TV morreu numas gravações. Carlos e Ed pensaram como evitar estas situações. O engenheiro Bob Netmann desenhou e construiu o sistema de suporte para câmaras com movimentos controlados por controle remoto. A ideia foi sempre a de alugar e não de vender, a fim de rentabilizar a inovação. Mas o preço foi considerado muito elevado e a “Remote Cam” não vingou.

Deprimidos, optaram por oferecer um aluguer grátis à NBC, para demonstração durante um jogo de futebol americano com a contrapartida de terem os créditos no final do jogo.

No dia seguinte, Carlos recebe um telefonema de um realizador fascinado com a “Remote Cam”. Era Francis Ford Coppola, que estava a filmar “Cotton Club”. Tornou-se o primeiro cineasta a usar este sistema, seguindo-se Spielberg e tantos outros. (...)


O mega-êxito “Titanic” foi todo filmado com equipamento alugado à Matthews Studio Group. Outros filmes onde se podia encontrar material com o logotipo da Matthews: “O Quinto Elemento” (Luc Bresson), Jackie Brown (Quentin Tarantino), “A Máscara de Zorro”, “Forrest Gump” (Robert Zemeckis).

Além do cinema, a Matthews faz-se representar na televisão, publicidade, teatro, mega-concertos de rock (como os Rolling Stones) e até em eventos desportivos, como os Jogos Olímpicos de Inverno.

Fonte: TV Filmes, nº 20, Março de 1998

Mais informações: Youtube / Revista Única do Expresso 

Recentemente tentou criar no Barreiro uma cidade cinematográfica, contudo não conseguiu os apoios necessários para viabilizar uma "Hollywood à portuguesa".

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Eduardo Serra nomeado duas vezes para o Oscar ®


Eduardo Serra (n. 2 de Outubro de 1943) é um director de fotografia português, nomeado duas vezes para o Oscar ® da categoria.

Natural de Lisboa, instalou-se em Paris em 1963 depois de se ter envolvido em lutas estudantis quando frequentava o Instituto Superior Técnico. Em Paris licenciou-se em letras – História da Arte e Arqueologia – na Universidade de Paris- Sorbonne.

Iniciou a sua carreira no cinema como assistente de imagem, chegando à fotografia em 1980, tendo-se destacado como director de fotografia do realizador Claude Chabrol


Ao longo da sua carreira tem ganho prestigiados prémios, sendo que o seu ponto mais alto da carreira foi em 1997 e 2004 com as nomeações para o Oscar ® por "Asas do Amor" ("The Wings of the Dove") e "Rapariga com Brinco de Pérola" (The Girl with Pearl Earring").

Com o primeiro título ganhou o prémio BAFTA atribuído pela Academia Britânica.


Nomeações e prémios

2014 - Prémio internacional nos American Society of Cinematographers
2010 - "Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 1" nomeação para os Phoenix Film Critics Society Awards, Houston Film Critics Society Awards, San Diego Film Critics Society Awards, Satellite Awards e Awards Circuit Community Awards
2006 - "Blood Diamond" - nomeação para os St. Louis Film Critics Association
2005 - Prémio Carreira nos ABC Cinematography Award
2004 - "Girl with a Pearl Earring" Best European Cinematographer - European Film Academy
2003 - "Girl with a Pearl Earring" Melhor Fotografia Festival de San Sebastian
2003 - "Girl with a Pearl Earring" Bronze frog - Camerimage Lodz - Polónia
1997 - "The Wings of the Dove" Award Nomination
1996 - "The Wings of the Dove" Bafta (melhor fotografia, venceu)
1995 - "Jude" Camerimage Silver Frog award e Madrimagen (Prémio do Júri e Público)
1991 - "Map of the Human Heart" Prémio Australian Film Institute e Australian Film Critics para melhor Fotografia
1990 - "Le Mari de la Coiffeuse" César (França) (melhor fotografia)

Fontes: imdb / wikipedia
Video: Prémios Sophia  

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

"Portugal" de Ben Sharpsteen nomeado para o Oscar ® (1957)


O documentário "Portugal" produzido pelos Estúdios Walt Disney foi nomeado em 1958 para o Oscar de Melhor Curta Metragem de Acção Real.

Com argumento e narração de Dwight Hauser, o filme, integrado na popular série de documentários "People & Places" que a Disney produziu na década de 50, foi realizado pelo lendário Ben Sharpsteen (um dos realizadores do filme "Pinóquio" de 1940).


Com base nestes documentários foi publicado o livro "People & Places" de Jane Werner Watson com 12 páginas dedicadas ao nosso país.





segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

"Manhã Submersa" de Lauro António (1980)

Portugal nunca obteve qualquer nomeação ao OSCAR ® para melhor filme em língua estrangeira, contudo esteve quase a consegui-lo em 1981 – relativamente a filmes estreados no ano de 1980 - quando foi proposto o filme “Manhã Submersa”, realizado por Lauro António.


Lauro António foi posteriormente convidado para levar o filme a um festival de cinema em Los Angeles, tendo aí sido contactado pelo famoso actor e realizador Warren Beatty e por Buck Henry, seu produtor, para lhe informar sobre o que tinha acontecido na nomeação aos Oscar ®, processo durante o qual eles defenderam o filme até ao fim.

Três dos cinco filmes nomeados foram quase automaticamente escolhidos: François Truffaut (“O Último Metro", França), Akira Kurosawa (“Kagemusha”, Japão) e István Szabó (“Confidência”, Húngria). Outros três filmes ficaram empatados: um filme espanhol (“A Colmeia”, de Jaime de Armiñán), um filme russo (“Moscovo não acredita em lágrimas”, de Vladimir Menshov) e “Manhã Submersa”, tendo sido efectuadas diversas votações até que o filme português fosse o preterido. Numa das votações, “Manhã Submersa” chegou a ser o filme escolhido, mas um dos jurados alegou que se tinha enganado.

Acabou por imperar o forte "lobby" hispânico e o facto do filme russo ter sido realizado durante o período de guerra fria e ser algo crítico em relação à União Soviética .

Segundo Lauro António, apenas o filme soviético era pior do que “Manhã Submersa”, contudo foi esse o filme galadoardo com o prémio Oscar ® nesse ano.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

“Belle Époque”, o Oscar espanhol que nasceu em Portugal (1993)


“A Bela Época” (“Belle Epoque”) é um filme espanhol realizado por Fernando Trueba, que obteve 9 prémios Goya, em 1993, e o Oscar ® para melhor filme estrangeiro em 1994.

“Belle Époque” foi filmado (quase) integralmente na Arruda dos Vinhos, a 40 Km ao norte de Lisboa, e nele participaram numerosos técnicos, figurantes, cabelereiras e responsáveis de produção portugueses.

O realizador Fernando Trueba teve a amabilidade de agradecer aos colaboradores e amigos lusos, justamente no momento em que recebeu a tão cobiçada estatueta.

Sinopse:

“Fevereiro de 1931, algures em Espanha. Fernando (Jorge Sanz) é um desertor da guerra civil de Espanha que depois de andar a monte, durante um mês, encontra Dom Manolo (Fernando Fernán Gómez) que lhe dá abrigo e amizade.

Com a visita das quatro filhas de Dom Manolo (interpretadas por Penelope Cruz, Maribel Verdu. Ariadna Gil e Miriam Díaz Aroca), este pede a Fernando para partir, mas quando este as conhece, muda de ideias ...  Deixando-se ficar, vai saltando dos braços de uma para os de outra ...”


Co-produção com a Animatografo

Co-produção da Lola Filmes (Espanha), French Production (França) e Animatografo (Portugal). 20 por cento do custo efectivo ficou por conta da produtora de António da Cunha Telles, participação traduzida em meios e em técnicos.


Rodagem em Portugal

Rodado em Arruda dos Vinhos, Azambuja, Sobral de Monte Agraço e Estremoz durante Julho e Agosto de 1992 [entre 5 de Julho e 26 de Agosto de 1992].

As cenas na casa e na aldeia foram rodadas na Quinta do Bulhaco - entre Arruda dos Vinhos e Alverca -, a igreja em Sobral de Monte Agraço, a estação em Rios (chega-se a ver a placa da Estação de "Arcos" em Estremoz) e o rio em Azambuja.


A opção por Portugal era mais económica do que filmar em Espanha e tinha a vantagem de ter sofrido menos mudanças desde aquela época até hoje.

O elenco era maioritariamente espanhol, contando com a participação de alguns actores e figurantes portugueses (como o actor Luis Zagalo e o futuro realizador João Salaviza, como Jesusin) e uma extensa equipa de técnicos nacionais.


Quinta do Bulhaco

A Quinta do Bulhaco, um palácio semi-abandonado em Arruda dos Vinhos, foi ocupada durante um mês e meio pelo realizador e sua equipa. As áreas de caracterização e cabeleireiro foram instaladas no interior do Palácio. Ana Ferreira, uma portuguesa, penteava pessoalmente as quatro irmãs do filme.

Também se rodaram cenas importantes no jardim, nas traseiras do palácio, como aquela em Juanito corre atrás de Rocio. O baile de máscaras foi rodado no pátio exterior, tenho vindo treze autocarros com mais de duzentos figurantes de Lisboa e outros locais próximos.

As poucas cenas que não foram filmadas na Quinta do Bulhaco foram as do comboio e as feitas à beira do rio.

Os actores ficaram hospedados na Estalagem de S.Sebastião, perto do Bulhaco.

 

Depoimento de Fernando Trueba (aquando das filmagens) 

“… encontrei aqui o ambiente que necessitava para a história, que é um ambiente bucólico e uma Espanha dos anos trinta, mas que não é a a Espanha típica da estepe castelhana, é uma Espanha que eu criei mais sensual, mais impressionista. Não sei porquê, mas sempre acabo por vir a Portugal, onde já estive para fazer “Os anos das Luzes” Aqui encontro talvez uma Espanha que é mais da imaginação e menos real.” (…)


“Para mim este casarão é um lugar onde qualquer coisa é possível e onde os sentimentos e os comportamentos não são sempre ligados pela aborrecida lógica, mas sim pela imaginação e outras coisas”

“Filmo também em Portugal, naturalmente, pelos bons técnicos e especialistas, no que, para este filme, tive imensa sorte”.

Fontes: cambio 16 (Helena Aleixo e Ramiro Cristobal) / wikipedia / imdb / Público /Avaxhome

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

"Fado da Saudade" vence prémio Goya de melhor canção (2008)


O filme «Fados», de Carlos Saura, está nomeado em duas categoria para os Prémios Goya (prémios do cinema espanhol), atribuídos pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Espanha.



“Fados” é candidato a Melhor Documentário e também para Melhor Canção Original com o “Fado da saudade”, interpretado por Carlos do Carmo. Esta co-produção luso-espanhola, conta com a participação, entre outros, dos fadistas Carlos do Carmo, Mariza, Camané, dos cantores Chico Buarque, Lura, Caetano Veloso e Lila Downs, e do bailarino Patrick de Bana. O filme foi visto em Portugal, no ano passado, por 27.751 espectadores e esteve 44 dias em cartaz, segundo dados do Instituto do Cinema e Audiovisual.

Fonte: Pedro Barreira



"Fado da Saudade", com letra de Fernando Pinto do Amaral, obteve o prémio de melhor canção, estando incluída na banda sonora que apresenta o seguinte alinhamento:

1. Fado da Saudade - Carlos do Carmo
2. Kola San Jon - Kola San Jon
3. Variações Em Lá - Ricardo Rocha
4. Transparente - Mariza
5. Menina Você Que Tem - Toni Garrido (Brasil)
6. Quadras - Camané
7. Fado da Severa - Catarina Moura
8. Rua do Capelão - Cuca Roseta
9. Marceneiro - NBC
10. Um homem na Cidade - Carlos do Carmo
11. Foi na Travessa da Palha - Lila Downs (México)
12. Vida Vivida - Argentina Santos
13. Fado Batido - Brigada Victor Jara
14. Flor Di Nha Esperança - Lura (Portugal/Cabo Verde)
15. Sopra Demais o Vento - Camané
16. Estranha Forma de Vida - Caetano Veloso (Brasil)
17. Fado Tropical - Chico Buarque (Brasil)
18. Meu Fado Meu - Mariza / Miguel Poveda
19. Casa de Fados - Vicente da Câmara
20. Ó Gente da Minha Terra – Mariza


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

"Inverno em Lisboa" de Antonio Muñoz Molina (Espanha, 1987)


Distinguido, em 1988, com o Prémio Nacional de Narrativa e o Prémio da Crítica, “O Inverno em Lisboa” é um livro central na afirmação de um dos nomes maiores da literatura espanhola dos nossos dias: Antonio Muñoz Molina.


"Tudo começa num quarto de hotel, em Madrid. Santiago Biralbo, um pianista de jazz, conta a um amigo a história do seu amor por Lucrécia, os seus quinze dias de paixão fulgurante, a partida inesperada de Lucrécia para Berlim ...

Uma ausência que impede Santiago, agora refugiado em Lisboa, de continuar a tocar a sua música. História labiríntica de amor e perdição, este é também um romance que reinventa algumas das referências emblemáticas de Molina, incluindo o jazz e o cinema negro americano. Ele é, afinal, um autor em que a inspiração em modelos tradicionais vai sempre a par de um admirável sentido de experimentação."

Fonte: Editorial Notícias



“Lisboa, neste romance, é como a cidade branca de Alain Tanner: reconhecemo-la, mas não a conhecemos (...) É também uma teoria da solidão, uma poética das cidades de exílio, o desejo da viagem final.”

Francisco Bélard, Expresso

“Muñoz Molina deu a Lisboa o destino que ela merece: o sítio para procurar uma mulher ... e para perdê-la.”

Torcato Sepúlveda, Público


terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

"Inverno em Lisboa" de José A. Zorrilla (Filme Espanhol, 1991)


O espanhol José A. Zorrilla realizou, em 1991, o filme "O Inverno em Lisboa" com argumento, da sua autoria, baseado no livro de Antonio Muñoz Molina.

O filme contou com as participações de Christian Vadim (Jim Biralbo), Hélène de St. Père (Lucrecia) e do famoso músico de jazz Dizzy Gillespie (Bill Swann).

Carlos Wallenstein (Ramirez) e Vitor Norte (Silveira) foram alguns dos actores portugueses que participaram no filme, o qual foi rodado em San Sebastian (País Basco, Espanha) e Lisboa.


Sinopse:

Jim Biralbo é um músico de jazz que acompanha Bill Swann, um lendário trompetista (interpretado por Gillespie), nas suas actuações num clube de San Sebastian. Biralbo apaixona-se por uma misteriosa mulher que descobre ser esposa de um 'mafioso' com ligações a um personagem que pretende efectuar um golpe de Estado em Portugal.

Biralbo decide, então, viajar para Portugal para reencontrar a mulher e também para actuar, no "Lady Bird Club", naquela que poderá ser a ultima actuação de Bill Swann.