Elisabeth Barrett, mais tarde Browning, por casamento com o poeta Robert Browning, é o nome mais alto da poesia inglesa vitoriana. Numa época de austeridade, tornou-se a poeta do amor por excelência, legando aos vindouros alguns dos mais belos sonetos escritos em língua inglesa.
Os "Sonetos Portugueses" reflectem todo o alvoroço da sua paixão por Robert, as incertezas, as dúvida e a felicidade que esse amor lhe trouxe. Dado o carácter tão pessoal da obra, Elisabeth não desejava publicar estes sonetos, mas Robert persuadiu-a e sugeriu-lhe um título que indiciasse que os poemas eram simples traduções do português...
A primeira edição é de 1847 e é anónima, só após a sua morte os poemas foram publicados com o seu nome.
Fonte: Paula Cruz
Influência de Camões
Elizabett Barrett Browning foi a autora do famoso poema "Caterina to Camoens", um dos preferidos de Robert, o que a terá influenciado a escrever os "Sonetos Portugueses" com base na tradição camoniana.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
"Sonnets from the Portuguese" de Elizabeth Barrett Browning (1847)
Elisabeth Barrett, mais tarde Browning, por casamento com o poeta Robert Browning, é o nome mais alto da poesia inglesa vitoriana. Numa época de austeridade, tornou-se a poeta do amor por excelência, legando aos vindouros alguns dos mais belos sonetos escritos em língua inglesa.
Os "Sonetos Portugueses" reflectem todo o alvoroço da sua paixão por Robert, as incertezas, as dúvida e a felicidade que esse amor lhe trouxe. Dado o carácter tão pessoal da obra, Elisabeth não desejava publicar estes sonetos, mas Robert persuadiu-a e sugeriu-lhe um título que indiciasse que os poemas eram simples traduções do português...
A primeira edição é de 1847 e é anónima, só após a sua morte os poemas foram publicados com o seu nome.
Fonte: Paula Cruz
Influência de Camões
Elizabett Barrett Browning foi a autora do famoso poema "Caterina to Camoens", um dos preferidos de Robert, o que a terá influenciado a escrever os "Sonetos Portugueses" com base na tradição camoniana.
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sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Demi Moore no papel de Hester Prynne , a primeira adúltera na literatura Norte-Americana

Hester Prynne, a protagonista de "A letra escarlate", de Nathaniel Hawthorne, um dos grandes escritores do século XIX, foi a primeira adúltera da ficção americana, tendo o autor lhe atribuído a nacionalidade portuguesa para eventualmente não ferir susceptibilidades dos seus compatriotas.
Sinopse
A história decorre em Boston, no ano de 1666, envolvendo uma mulher chamada Hester Prynne, a qual é submetida ao severo castigo por ter cometido adultério contra seu marido que está no mar.
Hester é presa e logo após é retirada da cadeia e levada à outra cidade. Lá ela é obrigada a usar uma letra "A" vermelha que a identificava como adúltera.
Ela continua a aguardar pela chegada do marido, colocando-se a hipótese de que o marido tenha morrido em alto-mar.
Hester então é forçada a ganhar a vida como costureira para sustentar a si e à filha chamada Pearl. Hester conhece Arthur Dimmesdale, um clérigo, que convence a comunidade a parar de maltratar Hester e a filha.
Roger Chillingsworth, actual marido de Hester descobre que há algo entre Dimmesdale e Hester e uma noite enquanto Dimmesdale dormia, Chillingsworth descobre que Dimmesdale possui uma letra "A" marcada a ferro em sua carne. Ele percebe o que a letra significa e vê a conexão entre os amantes. Chillingsworth quer vingar-se pois agora sabe do romance dos dois. Durante grande parte do livro Chillingsworth tenta vingar-se até que eventualmente morre. Dimmesdale acaba revelando-se como adúltero e também morre enquanto recebe um beijo de Pearl.
Hester e Pearl deixam a cidade após a revelação dos factos. Ao crescer, Pearl casa-se com um rico aristocrata e inicia sua própria família. Hester morre algum tempo depois e é enterrada junto a Dimmesdale. Na tumba dividida pelos dois é gravada a letra "A".
Fonte: Shvoong
Dica: Alexandra Pereira
Mais informação: wikipedia
Cinema

"Letra Escalarte" foi por diversas vezes adaptado ao cinema, sendo de realçar as versões de Victor Sjöström (1926), de Wim Wenders (1973) e Rolland Joffe (1995), com o papel de Hester a ser interpretado por Lilian Gish, Senta Berger e Demi Moore respectivamente.
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quarta-feira, 24 de setembro de 2008
"Mystic Pizza" com Júlia Roberts (1988)

Realizado por Donald Petrie, "Pizza, Amor e Fantasia" é apenas recordado hoje em dia por ter sido um dos primeiros papeis de Júlia Roberts, bem como a estreia cinematográfica de Matt Damon.
O filme conta a história de três jovens empregadas de ascendência portuguesa que trabalham numa pizzaria do Conneticut.
Annabeth Gish interpreta o papel de Kat Arujo (Araújo ?), enquanto que Julia Roberts é a sua irmã Daisy Arujo.
Apesar de ter uma história bastante prevísivel, e de não contar com uma grande vedeta no elenco, o filme tornou-se um sucesso supresa no ano de 1988 e foi elogiada pelos famosos críticos de cinema Siskel e Ebert.
Curiosidades
A argumentista Amy Jones inspirou-se numa pizzaria real de Mystic (Main) que frequentou durante umas férias de Verão no Conneticut.
Site do restaurante Mystic Pizza
Na banda sonora do filme foi incluída uma canção de Carlos do Carmo.
O açoriano Dinis Paiva é o cantor no casamento
IMDb
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
"Nona Porta" de Roman Polanski (1999)

Inspirado na obra do escritor espanhol Arturo Pérez-Reverte, editada em Portugal com o título "O Clube Dumas" - a "Nona Porta" marca o regresso de Roman Polanski ao "thriller" sobrenatural após o assustador "A Semente do Diabo" (1968).
A estrela de serviço é Johnny Depp, muito bem acompanhado por Lena Olin ("Mr. Jones", "Chocolate") e com a especial aparição do músico Goldie.
Sinopse
Depp é Dean Corso, um "caçador" de livros raros e antigos pouco escrupuloso. É contratado por um estranho cliente, Boris Balkan (Frank Langella), para encontrar uma obra misteriosa, o "Livro das Nove Portas para o Reino das Trevas", da qual se pensa existirem apenas três cópias. Balkan, perito em satanismo, tem uma edição que deseja autenticar e quer que Corso encontre as outras duas. Diz-se que o livro é um manual para invocar Satanás e que foi escrito pelo próprio...
O desenrolar da investigação obriga Corso a diversas aventuras entre Nova Iorque, Toledo, Paris e até Sintra.
Locais: Casal Biester, Rampa da Pena, Sintra, Lisboa
Fonte: Público

Vinhos
Johnny Depp comprou no Bar do Binho um Fonseca vintage, 1912, por 500 contos. Ele estava na altura a filmar em Sintra com o realizador Roman Polanski e apaixonou-se de tal forma pelos néctares durienses que ainda gastou mais 800 contos, dividos por um Burmester vintage, 1948, um Quinta do Noval Nacional Vintage, 1994, e outro de 1963 que terá ficado por 400 contos.
Fonte: DN, Duarte Galvão
Imagens disponibilizadas por C4pt0m3nt3
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
“Verdade Aparente” (“Invisible Circus”) com Cameron Diaz (2001)

“Verdade Aparente” (“Invisible Circus”) é um filme de Adams Brooks, com interpretação de Cameron Diaz (Faith), Jordana Brewster (Phoebe) e Cristopher Ecclestone (Wolf).
O filme foi rodado em Amsterdão, Paris, São Francisco e Portugal (Cabo Espichel, Sesimbra e Sintra).
Baseado num romance de Jennifer Egan, o filme conta a história de Phoebe, uma jovem de 18 anos que, em 1975, se sente bastante infeliz. Oito anos antes, o seu pai morrera de leucemia e a sua irmã mais velha, Faith, tornara-se radical politicamente e partira para a Europa com o seu namorado Wolf, e após deambular por Amsterdão, Paris e Berlim (onde se juntou ao grupo terrorista “Exército Vermelho”), acaba por se suicidar, um ano depois, em Portugal.
Phoebe tem visões da irmã, fica próxima da loucura e aparentemente poderá estar à beira do suícidio tal como a irmã, mas é a viagem às rochas de Portugal que fará a diferença.
Fonte: IMDb

Cinema 2000
Cameron Diaz vai atirar-se do Cabo Espichel, o que será um suicídio em circusntâncias misteriosas para a sua personagem de "The Invisible Circus", o filme que trará a intérprete de “Doidos por Mary” e de “O Casamento do Meu Melhor Amigo” a Portugal.
O filme não é uma comédia e diz-se que Cameron até pediu um "cachet" mais baixo para poder tentar esta mudança de registo. Interpreta a personagem de Faith, uma mulher que vibrou nos anos 60 e se envolveu no radicalismo político. É o ponto da situação desta geração dos idealismos que "The Invisible Circus" vai fazer, através de uma outra personagem, Phoebe (Jordana Brewester), que tenta deslindar, dez anos depois, o que aconteceu à irmã.
A produção vai estar em Lisboa de 23 de Junho a 9 de Julho, numa série de locais: o Cabo Espichel (para a queda de Cameron) ou o Casal Biester, em Sintra, já usado este ano para cenas do último filme de Roman Polanski.
Referência ao 25 de Abril (imagens disponibilizadas por C4pt0m3nt3)
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quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Carmen Maura protagoniza filme espanhol "Lisboa" (1999)
A capital portuguesa é a "terra prometida" dos protagonistas do filme do realizador espanhol Antonio Hernández, que assina aqui a sua quarta longa-metragem.
Intitula-se "Lisboa" e é um "road movie" dramático, interpretado por Carmen Maura, uma das intérpretes favoritas de Pedro Almodóvar.
Maura é Berta, uma mulher que foge do seu passado e da família, elegendo a capital portuguesa como meta a atingir, espécie de "terra prometida" ao alcance da mão. A ela junta-se, por espírito de aventura, João (Sergí Lopez), um caixeiro-viajante luso-espanhol especializado na venda de vídeos pornográficos nos muitos bares, restaurantes, tascas e hotéis que ladeiam a estrada entre Madrid e Lisboa, onde os protagonistas nunca conseguirão chegar.
Fonte: Cinema2000
IMDb
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
"Lovers in Lisbon" de Barbara Cartland (1988)

Barbara Cartland (1901—2000) foi uma das mais bem-sucedidas escritoras de romances cor-de-rosa.
Nos seus livros, mulheres inocentes e virgens casavam-se sempre com homens ricos da alta sociedade.
Com mais de 600 obras publicadas, Cartland é autora de "Lovers in Lisbon" editado em 1988.
Sinopse:
A duquesa de Monreuil desejava ardentemente conhecer o marquês Álvaro de Oliveira Vasconcelos.
A duquesa queria verificar se ele era parecido com o pai, o belo, rico e arrogante marquês João Vasconcelos, que, trinta anos antes, a fizera sofrer a ponto de fazê-la desejar a morte. Por essa semelhança, o marquês Álvaro pagaria com o coração. E o instrumento de vingança da duquesa seria uma jovem linda e meiga que, por uma estranha ironia, se chamava Felicidade.
Os olhos de Felicidade encontraram os do marquês, e ela estremeceu...
Fonte: Wikipedia, Yahoo
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sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Danielle Steele, escritora norte-americana

Danielle Fernande Dominique Schuelein-Steel é uma escritora norte-americana, nascida em Nova Iorque, em 1947, cujos dramas românticos estão entre os mais vendidos do mundo.
Filha de John Schulein Steel, pertencente à família dos fundadores da cerveja Lowenbrau, Danielle Steel é descendente de açorianos por parte da sua mãe Norma da Câmara Stone Reis, nascida em Cambridge, filha de um diplomata português (Gil da Camara Stone dos Reis, nascido em Ponta Delgada).
Viveu grande parte da sua infância na França, retornando aos Estados Unidos para completar a sua formação em Moda. Editou seu primeiro romance em 1973, de título "Going Home". Com o seu quarto romance, The Promise, lançado em 1978, Danielle obtém o indestronável estatuto de autora de bestsellers tendo editado mais de 60 romances.
Fontes: wikipedia, Geneall
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Teena Marie canta "Portuguese Love" (1981)
Teena Marie, de seu nome Mary Christine Brockert, nasceu em Santa Monica, Califórnia, em 1957. Apelidada de Lady T, Teena Marie foi uma das poucas cantoras brancas de funk e R&B a obter sucesso nos E.U.A. na década de 80.
Tendo assinado aos 19 anos pela editora Motown, Teena Marie foi uma das primeiras protegidas de Rick James, lenda do funk, autor de “Super Freak”.
Em 1981, lançou o seu quarto album, “It Must Be Magic”, que incluía “Portuguese Love”, em homenagem às suas origens portuguesas, e que foi lançado como segundo single.
"Portuguese Love" foi sampleado, em 2004, no tema "Child Of The Night" incluído no album “Red Light District” de Ludacris.
Um dos maiores sucessos de Teena Marie foi "Oh La La La" cujo refrão foi utilizado, em 1996, na canção "Fu-Gee-La" do grupo Fugees.

Link: video
Letra
On a starry winter night in Portugal
Where the ocean kissed the southern shore
Here a dream I never thought would come to pass
Came and went like time spent through an hour glass
And you made love to me like fire and rain
Ooo you know you've got to be a hurricaine
Killing me with kisses, oh so subtly
You make love forever baby
You make love forever
I ain't gonna let you go that easy
You've got to say you love me too
I ain't gonna let you go that easy
I'm gonna give it all to you
Portuguese love
Won't you say it to me, say it to me,
say you love me baby
Harbor nights, we made love 'till the morning star
Then you crooned a song to me on your guitar
Was it so familiar calling soft my name -- Teena
Sunlight dancing slowly through love's window pane
And you made love to me like sugar and spice
Hush, my drunken heart -- this must be paradise
Killing me with kisses oh so tenderly
You make love forever baby
You make love forever
I ain't gonna let you go that easy
You've got to say you love me too
I ain't gonna let you go that easy
I'm gonna give it all to you
Portuguese love
Won't you say it to me, say it to me,
say you love me baby
Amore Portuguese -- Say you love me baby
Amore Portuguese -- Say you love me baby
Yo quiero a la ser amor -- A feeling to hard to ignore
Say amore Portuguese, you've got to say you love me
You knew that you felt good to me
From the first kiss to the last I'm trembling
"Cause you made love to me like no other man
And if you please I'd like to go back there again
Killing me with kisses oh so tenderly
You make love like . . .
You make love forever
I ain't gonna let you go that easy
You've got to say you love me too
I ain't gonna let you go that easy
I'm gonna give it all to you
Portuguese love
Won't you say it to me, say it to me,
say you love me baby
Portuguese amore -- amore Portuguese
Aye -- Say you love me
Mucho cortodo carino y besos
Maybe that will express what I've been going through ...
Tendo assinado aos 19 anos pela editora Motown, Teena Marie foi uma das primeiras protegidas de Rick James, lenda do funk, autor de “Super Freak”.
Em 1981, lançou o seu quarto album, “It Must Be Magic”, que incluía “Portuguese Love”, em homenagem às suas origens portuguesas, e que foi lançado como segundo single.
"Portuguese Love" foi sampleado, em 2004, no tema "Child Of The Night" incluído no album “Red Light District” de Ludacris.
Um dos maiores sucessos de Teena Marie foi "Oh La La La" cujo refrão foi utilizado, em 1996, na canção "Fu-Gee-La" do grupo Fugees.

Link: video
Letra
On a starry winter night in Portugal
Where the ocean kissed the southern shore
Here a dream I never thought would come to pass
Came and went like time spent through an hour glass
And you made love to me like fire and rain
Ooo you know you've got to be a hurricaine
Killing me with kisses, oh so subtly
You make love forever baby
You make love forever
I ain't gonna let you go that easy
You've got to say you love me too
I ain't gonna let you go that easy
I'm gonna give it all to you
Portuguese love
Won't you say it to me, say it to me,
say you love me baby
Harbor nights, we made love 'till the morning star
Then you crooned a song to me on your guitar
Was it so familiar calling soft my name -- Teena
Sunlight dancing slowly through love's window pane
And you made love to me like sugar and spice
Hush, my drunken heart -- this must be paradise
Killing me with kisses oh so tenderly
You make love forever baby
You make love forever
I ain't gonna let you go that easy
You've got to say you love me too
I ain't gonna let you go that easy
I'm gonna give it all to you
Portuguese love
Won't you say it to me, say it to me,
say you love me baby
Amore Portuguese -- Say you love me baby
Amore Portuguese -- Say you love me baby
Yo quiero a la ser amor -- A feeling to hard to ignore
Say amore Portuguese, you've got to say you love me
You knew that you felt good to me
From the first kiss to the last I'm trembling
"Cause you made love to me like no other man
And if you please I'd like to go back there again
Killing me with kisses oh so tenderly
You make love like . . .
You make love forever
I ain't gonna let you go that easy
You've got to say you love me too
I ain't gonna let you go that easy
I'm gonna give it all to you
Portuguese love
Won't you say it to me, say it to me,
say you love me baby
Portuguese amore -- amore Portuguese
Aye -- Say you love me
Mucho cortodo carino y besos
Maybe that will express what I've been going through ...
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segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Lusodescendente Ian Leigthon Buisel integra Tony Jackson Group (1967)

Tony Jackson foi um membro proeminente dos Searchers e a sua saída da banda, no Verão de 1964, foi um escândalo.
Até então os Searchers tinham editado com bastante sucesso "Sweets For My Sweet" e "Sugar And Spice" (1963) e "Needles And Pins" e "Don't Throw Your Love Away" (1964).
"Musicalmente, tínhamos petrificado, esgotado toda a nossa capacidade de evolução", explicaria Tony Jackson a sua saída à revista portuguesa Século Ilustrado em Fevereiro de 1967.
Com Ian Buisel, Paul Francis e Dennis Thompson forma o Tony Jackson and the Vibrations, depois Tony Jackson Group, que se estreia em disco em Setembro de 1964 com "Bye Bye Baby", um original gravado por Mary Wells.
Em finais de 1966 e princípios de 1967, o Tony Jackson Group andava numa van pela Europa e por uma razão veio parar a Portugal. Porquê?
Nem mais nem menos porque Ian Buisel era filho de pai português, Hugo Buisel, que foi locutor da BBC, meio-irmão da actriz portuguesa Júlia Buisel e primo de Bertha-Rosa Limpo, ex-cantora lírica e autora do célebre Pantagruel, e, obviamente, do seu filho, o cineasta Jorge Brum do Canto.
Tinha ainda um outro irmão, Iago, professor de Inglês no Instituto Britânico de Cascais.
"Por isso, assim que se me apresentou o ensejo, tratei de os vir abraçar a ambos", disse Ian a esse Século Ilustrado.
A banda ficou uns tempos por cá ("até no Inverno se pode ir à praia"), actuou na RTP, partilhou o palco de Sylvie Vartan no Teatro Monumental, em Lisboa, e ainda foi tocar a uma "boîte", não identificada pelo SI.
Pelo menos para mim, está assim explicada esta ex-estranha gravação portuguesa [EP do Tony Jackson Group gravado em Portugal no Verão de 1967] que já atingiu alguns milhares de libras em leilões no eBay.
Fonte: LPA
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Nicholas Simon Compton, teclista dos Curiosity Killed The Cat

Sérgio Varella Cid foi um pianista clássico português de renome e prestígios mundiais, mas cuja vida privada dava para um belo filme. O pianista teve uma vida completamente alvoraçada (mulheres, jogo, esquemas, negociatas, pantominices, etc).
Vejam bem a história que é interessantíssima e que não é OFF. Um dos seus filhos, Lourenço, vive na Argentina e um belo dia resolveu escrever um artigo sobre os Guns and Roses que a Billboard viria a publicar.
Entusiasmado, fez um site e no dia 15 de Abril de 2004 recebeu um email que dizia:
"Hi! I've been trying to find the whereabouts of my father Sérgio Varella Cid. He was a pianist when he met my mother in 1962 in London and I wondered if he is the same Sérgio you say has died. His friend Tony Greenborough was the lastknown contact. You can reply to this email address. I am using friends pc (?) and they will forward any messages to me. Best regards. Nick".
Quem é este Nick? Nem mais nem menos que Nicholas Simon Compton, teclista dos Curiosity Killed The Cat. Ninguém sabia da existência deste filho de Sérgio Varella Cid, nem os outros seis meio-irmãos.
E quem era a mãe de Nick? Annette Compton, "groupie" dos Beatles e dos Stones. Sérgio Varella Cid engatou-a em Londres, passou duas semanas de sexo num hotel de luxo de Londres e ala que se faz tarde. Nunca soube que tinha tido aquele filho.
Annette também teve uma vida filha da p*. Acabou por morrer num incêndio em casa involuntariamente provocado por ela. Estava pedrada, como é óbvio.
Cito do livro:
"O resto da vida de Annette Compton é passado aos baldões por aqui e por ali, atrás dos Beatles, a acompanhar as actuações dos Stones, sempre com o filho (Nick) atrás. Ringo Starr fez muitas vezes de nurse do pequeno Nick. Paul McCartney também. Ambos, amicíssimos da mãe, andaram bastantes vezes com ele ao colo. Mas ele, assim como gostava imenso de Ringo, detestava McCartney.
"Oh, Paul, no... always full of himself... no", disse Nick ao autor do livro".
Não vos maço mais, mas não é uma história do caraças? Porra, se não é....
Mais a mais, surge menos de um ano depois de se saber que Jamiroquai é também filho de um músico português, Luis Waddington, do Conjunto Mistério, que nos anos 60 foi a Londres, deu uma queca numa cantora de bar e só no ano passado no
Rock In Rio-Lisboa soube que tinha feito um filho e logo Jamiroquai.
Porra, que histórias!!!!! E, se calhar, deve haver muitas mais...
Desculpem a maçada!!!!
Fonte: LPA, LT
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Jay Kay (Jamiroquai) filho de membro do Conjunto Mistério

Surge o nome Jamiroquai e logo nos lembramos da mítica história relacionada com a paternidade do vocalista do grupo britânico, Jay Kay. Desde sempre a banda ficou conhecida pelo carácter irreverente do seu líder. Uma colecção interminável de chapéus e de carros de luxo são os prazeres a que se dá Jay Kay. Mas em Portugal tudo isso é suplantado pela história que envolve o pai biológico do cantor.
Durante os anos 60 Luís Waddington, músico português, passou por Inglaterra, onde conheceu a cantora de jazz Karen Kay. Envolveram-se e desse relacionamento nasceu Jason Kay, em 1969, em Manchester. Mas o músico, que pertenceu ao Conjunto Mistério, banda que esteve na génese do Quarteto 1111, veio para Portugal e só em 2003 é que conheceu o seu filho, quando os Jamiroquai foram um dos cabeças de cartaz do Festival Sudoeste.
Em 1993 o grupo britânico estreia-se com "Emergency on Planet Earth" e imediatamente o sucesso bateu-lhes à porta. E não se pense que tal tenha acontecido apenas na Inglaterra. Toda a Europa se deixou levar por um híbrido de sonoridades próprias da música de dança, com raízes na música negra, e Portugal não foi excepção. Durante anos os êxitos da banda foram adquirindo uma popularidade crescente no nosso país, mas concertos nada, surgindo assim o rumor que Jay Kay se recusava a actuar em Portugal, país de origem do seu pai, que esteve ausente durante largos anos da sua vida.
Todavia em 2002 os Jamiroquai estrearam-se em Portugal, num concerto no Pavilhão Atlântico. O burburinho envolvendo Jay Kay e Luís Waddington intensifica-se mas nem tal levou a que os dois se conhecessem. Só no ano seguinte é que o encontro foi possível. Mas, em declarações ao "This Is London", o cantor não mostrou um especial entusiasmo quanto ao sucedido. "Acho que a mulher dele e os seus colegas um dia lembraram-se e disseram 'aquele cantor chama-se Kay e é meio-português por isso deve ser teu filho'", terá afirmado o músico.
Fonte: DN
Colaboração: LPA
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Video de "Change", de Lisa Stansfield, gravado em Portugal (1991)
Lisa Stansfield é uma cantora inglesa, nascida em 1966, que foi lançada para o estrelato, em 1989, com temas como "People Hold On" (Coldcut featuring Lisa Stansfield), "This Is the Right Time" e "All Around the World".
"Change" foi o primeiro single extraído do seu segundo álbum, "Real Love", editado em Outubro de 1991, tendo o video clip sido gravado em Portugal.



Video: "Change"
"Change" foi o primeiro single extraído do seu segundo álbum, "Real Love", editado em Outubro de 1991, tendo o video clip sido gravado em Portugal.



Video: "Change"
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