sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Macaco roda Videoclip de "Giratutto" em Lisboa (2004)

Macaco é uma banda musical originária de Barcelona, Espanha, formada em 1997.

Os membros da banda são originários de diferentes países como o Brasil, Camarões, Venezuela e Espanha, o que dá a sua música uma mistura de diferentes sonoridades como música electrónica, música latina e rumba.

A banda canta principalmente em espanhol, mas também canta em português, francês, inglês e italiano.

Fonte: wikipédia





Video: "Giratutto"

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

"Tango to Evora" de Loreena McKennitt (1991)

Loreena McKennitt é uma cantora de música celta, nascida em 1957 no Canadá.

"The Visit", o seu quarto álbum, foi o primeiro a merecer edição em Portugal, tal se devendo principalmente às referências à cidade de Évora e à vila de Azeitão, patentes nas fotografias da capa e do saco interior do disco e ainda num tema musical dedicado à cidade alentejana ("Tango to Evora").

"The Visit" é uma obra povoada de inspirações e de questões que sobrevivem da cultura celta, concretizadas com um gosto e uma expressividade notáveis. Como diz a intérprete na capa do disco, os Celtas professavam na sua época o respeito por todas as formas de vida que nós estamos em vias de reaprender. "The Visit" é um excelente contributo para esta reaprendizagem.

Fontes: Wikipedia, TV Guia (Pedro Pyrrait)

Video: "Tango to Evora"



As fotografias que aparecem no álbum foram tiradas numa Quinta do século XVI, actualmente a funcionar como turismo rural("Quinta das Torres" em Azeitão), onde Loreena Mckennit e Elisabeth Feryn (fotógrafa) permaneceram durante uma semana. Na estalagem havia várias laranjeiras. O espírito do local fez-lhe lembrar a tapeçaria do Unicórnio exposta em Nova Iorque no "Cloisters". As tapeçarias e a estalagem possuíam uma significativa iconografia pré-Cristã descrevendo o mistério da vida e o cíclico fim das estações.

("The tapestries and the lodge are both rich with earthy, pre-Christian iconography – depicting the mysterious life and death cycle of the seasons")

Fonte: "The Visit"

Quinta das Torres

À sombra dos castanheiros que ladeiam a alameda de acesso à casa principal corre uma ligeira aragem. Por entre o silêncio só se ouve o resmalhar das folhas das árvores e uns pássaros que chilreiam. Um cocker spaniel castanho e branco ladra mantendo-se afastado. O resto é tão tranquilo quanto a canção "Courtyard Lullaby", de inspiração celta, que a irlandesa Loreena McKennit dedicou à Estalagem Quinta das Torres, situada em Azeitão, a apenas 26 quilómetros de Lisboa, em plena Península de Setúbal, à entrada do Parque Natural da Serra da Arrábida.

Fonte: Rotas e Destinos

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

"Lisboa" por Loquillo (2001)

Loquillo é o nome artístico de José María Sanz Beltrán, um famoso cantor espanhol de rock'n'roll nascido em 1960 no bairro operário de Clot em Barcelona.

Desde 1983 foi acompanhado pelos Trogloditas, tendo enveredado a partir de meados 2007 por uma carreira a solo.

Editou dois discos de poemas, incluindo o tema "Lisboa", com letra e música de Grabiel Sopeña, no disco "La vida por delante" de 2001.



Letra

Lisboa era brisa de Alfama y de mar,
mar como lanzada de sal sin secar.
Lisboa era el mundo, Lisboa era luz
Lisboa era mía, Lisboa eras tú.

Lisboa era un puerto donde yo atraqué,
Lisboa era un sueño dentro del cuartel
que tus labios dulces supieron romper
Lisboa te amaba, como yo te amé.

Derramando besos llegué hasta el final,
donde las palabras no quieren hablar.
Me serví otro trago, y otro trago más:
Lisboa era el paso hacia la eternidad.

Lisboa pedía el poema mejor,
la mirada más tierna, flores, la voz,
la sangre más joven de mi corazón
Lisboa era el tiempo, Lisboa era yo.

Lisboa de barcos, turquesa y hollín;
Lisboa y tu pecho, Lisboa y carmín.
Lisboa era un verso, Lisboa era el sol
Lisboa no tenía herida y lloró.

Lisboa fue lluvia, tabaco, y canción
Liboa fue como un desgarro de ron
que prendió en la almohada cuando amaneció
Lisboa gritaba cuando dije adiós.

Lisboa me grita diez años después
la voz más amarga, más dura que ayer.
Lisboa me cuenta que te abandoné
y Lisboa te ama como yo te amé.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

"King of Portugal" de Al Stewart (1988)

Al Stewart é um cantor britânico, nascido em 1945, que obteve grandes êxitos na década de 70 com os singles "Year of the Cat" (Top 5 nos E.U.A. em 1976) e "Time Passages"(Top 10 nos E.U.A. em 1978) ambos com produção de Alan Parsons.

Com uma carreira de mais de 40 anos, Al Stewart publicou em 1988 o álbum "Last Days of the Century", do qual foi extraído como primeiro single o tema "King of Portugal".


Letra

Dreamed I was the King of Portugal
In a big four poster bed
Noble tapestries from wall to wall
And a crown upon my head
Bells ring and servants bring
The jewels and the robes
For the night to begin

Would you love me forever
If I had everything
Would you love me forever
If I were a king

Then it seemed that I was travelling
Through the granite hills of Dao
With a vineyard spread in front of me
In a carriage headed south
Night came with the skies aflame
And all that I saw
Was all mine to claim

There are those that can tell you
What your fantasies mean
But I don't feel the need to
Understand everything

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

"Imperador de Portugal" de Selma Lagerlof (1914)


Selma Lagerlöf, nascida em Mårbacka, Suécia, em 20 de Novembro de 1858 foi uma escritora sueca que recebeu em 1909 o Prémio Nobel de literatura.

Em 1914 publicou "Kejsarn av Portugallien" ("Imperador de Portugal").

A obra narra a história de um camponês sueco que enlouquece quando a filha se muda para Estocolmo. Na sua loucura, ele pensa que a filha é imperadora de "Portugália", e ele o imperador desse país quimérico.

Sinopse

"Imperador de Portugal" é a história de um pobre camponês da Suécia, que acabou por enlouquecer com o facto de a filha ir para Estocolmo para ganhar o dinheiro necessário ao pagamento de uma dívida de família.

O homem passou a aguardar quase diariamente, no embarcadouro, o regresso da filha. E um dia em que lhe fizeram algumas insinuações sobre os verdadeiros motivos da ausência da menina, Jan declarou:

«Quando a Imperatriz Clara de Portugal chegar aqui ao embarcadouro, com uma coroa de oiro na cabeça… veremos se te atreves a dizer-lhe na cara o que hoje me disseste a mim». A partir de então, o homem tornou-se Johannes de Portugal!



Há quem admita que "O Imperador de Portugal" tenha tido por inspiração a vida de Joshua Abraham Norton, um estranho personagem de San Francisco, que em 1859 se auto-intitulou Norton I, Imperador destes Estados Unidos e Protector do México, chegando a cunhar moeda, a corresponder-se com a Rainha Vitória sendo sempre tratado com deferência pelos seus conterrâneos.

Fonte: Estúdio do livro

O livro foi adaptado ao cinema (em 1925 e 1944) e televisão (em 1992).

"No reino da Quimera" (1925)

Filme mudo realizado em 1925, nos E.U.A., por Victor Sjöstrom, com o título original de "The Tower of Lies", com interpretação de actores de elevado prestígio como Lon Chaney e Norma Shearer.

"Keijsarn av Portugallien" (1944) 

Filme sueco de Gustaf Molander protagonizado por Victor Sjöstrom (que realizara o filme de 1925).

 


"Keijsarn av Portugallien" (1992)

Adaptação para televisão de Lars Molin com interpretações de Ingvar Hirdwall, Gunilla Nyroos, Per Oscarsson e Rolf Lassgärd.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

"Alentejo blue" de Monica Ali (2007)



Monica Ali é uma escritora britânica nascida em 1967 no Bangladesh.

"Brick Lane", o seu primeiro livro, foi nomeado em 2003 para o conceiturado prémio "Man Booker Prize". "Alentejo Blue" é o seu segundo livro

Sinopse

"Alentejo Blue" conta-nos a história de uma pitoresca vila alentejana [fictícia] chamada Mamarrosa, através daqueles que lá vivem, viveram ou que por lá passaram.

Para uns, Mamarrosa é um lugar de onde se quer fugir, para outros, um local de refúgio. No café do Vasco confluem habitantes e forasteiros, com as suas histórias de vida recheadas dos mais banais – e ao mesmo tempo marcantes – aspectos humanos.

Um romance que mantém uma universalidade sustentada na profundidade narrativa das suas personagens. Uma história extraordinariamente humana que nos mostra o estilo bem característico da escrita de Monica Ali.

Fonte: Portal da Literatura

Opinião

O que a Mónica pretendia era dar-nos uma ideia de uma certa vivência alentejana, de um certo estado de espírito de abandono, fuga, irrealidade, miséria e fim do mundo. Não consegue. O que perpassa ali, além dos estereótipos e de uns insultos estapafúrdios aos portugueses em geral e aos alentejanos em particular, é uma sucessão de inglesices que não encaixam e se podiam muito bem passar na Cornualha ou no Bangla. Que, com a Mónica, também, Desh!

Fonte: net

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

"Comboio Nocturno para Lisboa" de Pascal Mercier (2004)


Pascal Mercier - pseudónimo de Peter Bieri, é um escritor Suiço, nascido em Berna, que é actualmente professor de Filosofia em Berlim, onde vive.

No seu terceiro livro, "Comboio Nocturno para Lisboa" (“Nachtzug nach Lissabon”), o escritor desvenda uma Lisboa mística num thriller filosófico, relatando a história de um professor suiço que troca uma vida de rotinas pela busca de um escritor português, ao jeito de Fernando Pessoa.

O livro esteve 140 semanas na tabela dos livros mais vendidos na Alemanha e foi igualmente um sucesso editorial em França e Espanha, tendo transmitido uma nova visão sobre Portugal e dado à expressão "apanhar um comboio nocturno para Lisboa" o sentido de mudar de vida.


Sinopse

Raimund Gregorius, um professor de Latim e Grego, tem, num mesmo dia, um encontro fortuito com uma mulher portuguesa numa ponte de Berna e depara-se com um livro que contém as reflexões enigmáticas de um português. Em consequência desses dois acontecimentos, o professor toma a decisão de viajar para Lisboa para procurar o autor do livro (Amadeu Prado, um autor imaginado pelo escritor).

A sonoridade da língua portuguesa

Foi a música da língua portuguesa que o levou a escrever “Comboio Nocturno para Lisboa”, tendo sido motivado pelo som da língua e pela melodia das frases.

Segundo o escritor, o som da língua portuguesa “É suave, terno, sedativo, que não seduz facilmente. Consigo ouvir a melodia do português durante todo o dia. Em minha casa tenho um canal de televisão português e consigo ouvir aquilo durante horas, ainda que muitas vezes não perceba nada. É como uma bela paisagem e entramos naquela paisagem e esquecemos tudo.”

Livro de Amadeu de Prado no filme adaptado da obra de Pascal Mercier

Porquê a escolha de Portugal e de um escritor português

Achei que eu, suíço, criado na cidade de Berna, não conseguia ter estofo para fazer sair de mim as frases que saem da pena de Amadeu de Prado. Eu era muito pequeno e insignificante. (...) A solução era inventar uma personagem que pudesse dizer frases como aquelas e essa pessoa foi Amadeu de Prado (...)

Porque havia [Fernando] Pessoa, o som da língua que adoro e lamento não ter tempo para a aprender a falar. E Lisboa como cidade que assenta perfeitamente em Raimund [nome da personagem do professor de filosofia que deixa tudo para ir atrás da escrita misteriosa de Amadeu de Prado].

É uma cidade lenta, com ares de século XIX, tirando os carros; um pouco decadente. Precisava ainda de um ditador para ter o tópico político da resistência no livro. Para se ter uma movimento de resistência é preciso haver um ditador e entre o ditador e aquele resistente queria que houvesse um conflito do tipo pai e filho, tinha de ser um ditador especial, com a imagem de paternidade. Não podia ser Franco, nem Hitler nem Mussolini ou Estaline.

Salazar era um tipo diferente de homem. Um intelectual, professor de economia, não era alguém que gostasse da brutalidade. Claro que cometeu actos brutais, mas nada como Estaline ou Hitler. Portanto foi Pessoa, o som da língua, Lisboa como cidade e o ditador certo. Tudo isto me levou a Portugal e a Lisboa.

Fontes: casa dos pais, portal da literatura


"Comboio Nocturno para Lisboa" foi adaptado ao cinema pelo realizador dinamarquês Billie August em 2013, contando nos principais papeis com actores de reconhecida notoriedade como Jeremy Irons, no papel de Raimund Gregorius.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

"Uma Casa em Portugal" de Richard Hewitt (1999)


Richard Hewitt cresceu na zona da baía de São Francisco e estudou em oito universidades diferentes, incluindo as Universidades de Beirute e de Viena e a Universidade da Califórnia, em Berkeley. Foi jogador profissional de golfe, bombeiro, arquitecto e tradutor de diversas línguas. Ele e a mulher, Barbara, uma conhecida pintora, dividem a sua vida entre Massachusetts e Sintra

"Uma Casa em Portugal" ("A Cottage in Portugal") foi publicado em 1999, tendo por base a sua vivência em terras lusas.

Sinopse

Para escapar ao inverno rigoroso da Nova Inglaterra, Richard e Barbara Hewitt decidem comprar uma casa com 300 anos situada numa aldeia minúscula nos arredores de Lisboa. Assim começam as aventuras - e as desventuras - do casal. Em breve descobrem que a sua pitoresca casa de sonho é não apenas estruturalmente frágil, como não possui nenhuma das condições básicas de conforto. Por outro lado, o contacto com a população local revela-se frequentemente desconcertante. António, o auto-proclamado mestre pedreiro e carpinteiro, mostra-se exímio na arte de arranjar desculpas para faltar ao trabalho, e Alberto, o electricista, desempenha as suas funções de uma forma extremamente 'sui generis', isto é, por tentativa e erro.

Servido por um humor irresistível e, afinal, por uma ternura muitas vezes tocante pelas coisas portuguesas, "Uma casa em Portugal" irá certamente deliciar o leitor.

As considerações de Richard Hewitt sobre a "lógica singular" do estilo de vida português surgem impregnadas dessa frescura que é apanágio dos observadores estrangeiros, capazes de se espantarem com um sem número de idiossincrasias e peculiaridades que nos passam despercebidas...

Fonte: Gradiva

Depois do sucesso de "Uma Casa em Portugal", Hewitt publicou "Regresso à Casa em Portugal"

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

As aventuras de Alves dos Reis em "The Man from Lisbon" de Thomas Gifford (1977)


O escritor norte-americano de livros policiais Thomas Gifford (1937-2000) publicou em 1977 "The Man From Lisbon" também conhecido internacionalmente pelo título "Escudo".

Em Portugal o livro foi lançado com os títulos "Quinhentos Escudos Falsos" e "O homem de Lisboa".

Sinopse

"Quinhentos Escudos Falsos" é a história de como em 1925 um cidadão anónimo que queria controlar o Banco de Portugal, conseguiu, com um processo extraordinário, que fossem fabricadas 200 mil notas de 500 escudos, abalou mortalmente um governo e esteve quase a conseguir o que pretendia – o controlo financeiro de Portugal.

É a história de Alves dos Reis, que passa por este país (e também por Angola, Biarritz, Paris e Londres), vista como um thriller financeiro, com doses de intriga e suspense que a torna uma leitura compulsiva.


Opinião

"Gifford desenvolve a tese de que Alves (assim o trata) era o único português com cabeça, empreendedor, que sabia o que queria e que o sabia fazer, que desenvolveu Portugal e Angola, que foi abafado por todos os políticos e bancários portugueses, mesquinhos, retrógradas e pouco cultos. Que Alves, sim, poderia ter cometido um crime mas que os dos outros eram incomensuravelmente maiores pelo atraso que provocavam aos portugueses. Que o dinheiro que Alves gastou consigo, nesta conjuntura, foi justo e correcto. Que o retiraram de cena para lá colocarem o verdadeiro carrasco de Portugal: Salazar."

Fontes: a bem da nação, wikipedia,

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

"Último acto em Lisboa" de Robert Wilson (1999)

Robert Wilson é um escritor britânico de romances policiais actualmente a viver em Portugal.

Wilson fez uma pesquisa bibliográfica e histórica excelente e misturou-a habilmente com a ficção contando uma história passada em Portugal mas que começa em 1940 simultaneamente na Alemanha e em Portugal. Além disso passou bastante tempo na Beira Baixa para pesquisar para o livro e a falar com pessoas que ainda estavam vivas e viveram os tempos do volfrâmio.

Wilson conhece muito bem os portugueses (vive no Alentejo), como se comportam e o seu temperamento e consegue descrever muito bem no livro, várias dessas idiossincrasias, quer em termos históricos, quer mais recentes.

Sob o ponto de vista de uma lição de história, mas não só, o livro é excelente, quer na construção do enredo e, quer nas personagens e nas descrições de paisagens e lugares.

A acção é construida baseado-se numa série de acontecimentos que se iniciam nos anos 40, por um grupo de personagens mas não todos derivados de uma linha familiar, como por exemplo, uma história onde se descreveria o que acontece a sucessivas gerações.

Antes, Wilson junta personagens diferentes, de nacionalidades diferentes, relaciona - as com o tempo histórico que se vivia – a 2ªguerra mundial - e tudo é descrito tendo em conta as interacções entre os personagens e como os actos de alguém há 50 anos virão a originar repercussões enormes nos anos 80 e 90.

É também a historia de como – indirectamente – o regime Salazarista se fortaleceu com a guerra (economicamente e politicamente) usando para isso a venda do volfrâmio, um metal muito duro e denso que era usado para fabricação de filamentos de lâmpadas eléctricas, e acima de tudo, de ligas de aço poderosas, essenciais para blindagem de tanques. (...)

Sinopse

A historia é contada de duas formas, alternando a narrativa. Uma passada nos anos 90, a outra passada nos anos 40.

Começa com o recrutamento do Sr. Klaus Felsen para as SS (...) a sua missão é a seguinte: é encarregue de fazer chegar até às 3000 toneladas por ano a importação de volfrâmio para a Alemanha, quer importando-o legalmente, quer por contrabando.

Na acção que decorre nos anos 90, o inspector Zé Coelho, é escolhido para resolver um caso. É escolhido por ser uma criatura difícil, e porque o caso é estranho. Trata-se de descobrir um homicídio de uma rapariga chamada Catarina Oliveira de 16 anos que morre em Monsanto. Caso relacionado com acontecimentos que se iniciaram 50 anos antes.

Wilson vai assim alternando na escrita; capítulos passados em Lisboa, Beira Baixa e Berlim de há 50 anos atrás e momentos na década de 90 em Lisboa e na zona de Sintra – Azenhas do Mar. As descrições do “terreno” são muito boas com imensos pormenores.

(...)

Fonte: Dissidente-x