segunda-feira, 27 de julho de 2009

"Vira Vira" dos Mamonas Assassinas

"Vira-Vira" é uma canção da banda de rock brasileira Mamonas Assassinas, lançada originalmente no seu álbum homónimo de estréia.

A canção, feita como uma paródia das músicas do cantor português Roberto Leal, fala sobre um português que foi convidado para uma orgia (também conhecida como suruba). Por não saber do que se tratava, ele enviou sua esposa para ir em seu lugar. A mesma volta uma semana depois, cheia de dores, e é vítima da zombaria do português. No final da canção, ele acaba sentindo indiretamente o que a esposa passou, com o último verso: "Ai, como dói!".

A canção, uma das primeiras do disco a ser lançada, tornou-se hino dos Mamonas.

Mamonas Assassinas - reacção

Mais engraçado do que piada de português pode ser ouvir Roberto Leal, aos 56 anos de idade, cantarolar a paródia de "Arrebita" feita pelo grupo Mamonas Assassinas.

"Fiquei sabendo desta paródia quando me procuraram para saber sobre um suposto processo por plágio. Era tudo mentira. É pura gozação, sem maldade. Se fosse falta de respeito eu processaria."

O cantor ficou agradado com a versão quando viu o filho mais novo cantar os versos escritos por Dinho e Júlio Rasec, dos Mamonas. “Eu percebi que, de uma forma ou de outra, meu filho estava conhecendo minha música (Vira) e que tudo era uma brincadeira de moleque e decidi não processá-los”, diz Leal.

“Dois meses depois”, o cantor recorda: “encontrei o Dinho em um programa de TV e ele foi extremamente gentil, disse que o disco dos Mamonas não existiria se não fosse a minha influência.”

Costela portuguesa

Julio Rasec (teclados) – o sobrenome artístico era, na verdade, seu segundo nome, César, escrito ao contrário – ficou conhecido pela performance de Maria, na música "Vira-Vira".

Os irmãos Reoli, Samuel (baixo) e Sérgio (bateria), usavam uma corruptela do verdadeiro nome da família, Reis de Oliveira, como nome artístico.

Letra (extracto)

Fui convidado pra uma tal de suruba,
Não pude ir, Maria foi no meu lugar
Depois de uma semana ela voltou pra casa,
Toda arregaçada não podia nem sentar.

Quando vi aquilo fiquei assustado,
Maria chorando começou a me explicar.
Daí então eu fiquei aliviado,
E dei graças a Deus porque ela foi no meu lugar

Roda, roda e vira, solta a roda e vem
Me passaram a mão na bunda e ainda não comi ninguém
Roda, roda e vira, solta a roda e vem
Neste raio de suruba, já me passaram a mão na bunda,
E ainda não comi ninguém!

3 comentários:

Nayron disse...

Grande mamonas assassinas, aqui no Brasil todos amam realmente essa banda. Uma banda que teve uma carreira meteorica e tragicamente interrompida, apenas 7 meses de carreira e vederam mais de 2 milhões de cópias.
Sem dúvida a parodia com a música do Roberto Leal foi a porta de entrada, foi a vitrine para a banda. Mas muito rápido todo o album ficou conhecido.

Anónimo disse...

MAMONAS ASSASSINAS:15 ANOS DE SAUDADES,MAIS JAMAIS SERÃO ESQUECIDOS.MAMONAS HOJE,AMANHÃ,E SEMPRE!

glb disse...

ients vanuGhttp://www.diariodecuiaba.com.br/arquivo/290999/dc2.htm

Marcelo Rossi

A música de trabalho do álbum, porém, é "O vira de Jesus", canção de louvor a Deus em ritmo do vira, música popular de origem portuguesa, cujo clipe foi gravado na cidade de Óbidos, em Portugal.