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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Os Portugueses e a Formação da América

Portugal construiu desde cedo uma das mais altas taxas de migração da Europa, e os primeiros portugueses a chegarem à América parecem ter sido judeus fugidos à Inquisição – em "Os Portugueses e a Formação da América" (2001), Manuel Mira defende a tese do pioneirismo dos melungos, uma aparente mistura de etnias que se terá formado em Portugal e começou a chegar à América ainda no século XV, instalando-se nos Estados à volta dos Montes Apalaches.

Mas só mais tarde, com a indústria da caça à baleia, se estabeleceram padrões de emigração. No século XIX a maioria dos imigrantes, quase todos agricultores ou pescadores, não vinha do Continente mas dos arquipélagos da Madeira, de Cabo Verde e (sobretudo) dos Açores, que ficavam no limite das rotas efectuadas pelos navios baleeiros, fundeados à procura de provisões e novos tripulantes – muitos navios apenas chegavam a meio do Atlântico, tornando o fenómeno ainda mais evidente nas ilhas ocidentais dos Açores: Corvo, Flores, Faial, Pico e São Jorge.

Noventa e nove por cento da imigração portuguesa na América vinha das ilhas, dizem alguns compêndios – e, se isso é um exagero, o facto é que a Califórnia é muitas vezes chamada “a décima ilha dos Açores”.

Influência portuguesa nos EUA

A obra, com 424 paginas, 119 ilustrações e mais de 700 nomes e suas origens, mostra a presença e a influência portuguesa nos E.U.A. nas mais variadas áreas como o folclore, a gastronomia ou mesmo a Língua, levando o leitor a mergulhar por vezes num baú de inéditos e de histórias só agora vindas a lume.

Um desses exemplos relatados no livro revela a existência de, pelo menos, 38 palavras inglesas derivadas da Língua Portuguesa como é o caso dos vocábulos firm (firma), typhoon (tufão) ou tank (tanque).

Também na área da gastronomia, o autor foi desencantar algumas das comidas mais populares do sudoeste dos EUA e que fazem parte dos hábitos alimentares dos portugueses, descobrindo que uma cadeia de restaurantes na Carolina do Norte serve nabiças com presunto e salada de feijão frade, dois pratos tipicamente lusitanos.

Fontes/Mais informações: Joel Neto / Portugallie.blog / Amazon

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Palavras portuguesas no Japão

Várias palavras portuguesas passaram para o japonês, a maior parte das quais no curto período entre 1543 e 1624, entre a chegada dos primeiros portugueses ao Japão e a proibição pelo regime Tokugawa da sua entrada no Japão.

Geografia

Zerusaren - Jerusalém
Afurika - África
Ajiya - Ásia
Ejiputo - Egipto
Girisha - Grécia
Igirisu - Inglaterra
Isupania (Isupaniya) - Espanha
Itariya - Itália
Jagatara - Jacarta
Oranda - Holanda
Porutogaru - Portugal
Shamu - Sião
Yoroppa - Europa

Religião

Adan - Adão
Amen - Amen
Bateren, patere, hatere - Padre
Bauchizumo - Baptismo
Ēsu - Jesus
Iruman - Irmão
Karisu - Cálice
Kirisuto - Cristo
Medai - Medalha
Misa - Missa
Pappa - Papa
Santa - Santa
Santamaria - Santa Maria
Yudaya - Judeu
Santome (agora Tozan) - São Tomé (recebido de)


“Alimentação”

Bisukouto - Biscoito
Kahii, Kohii - Café
Karumera - Caramelo
Kashuu - Caju
Kasutera (Kasutēra) - Bolo-de-Castela (pão-de-ló)
Kokoa - Cacau
Konpeito - Confeito
Marumero (Marumeru) - Marmelo
Pan - Pão
Sarada - Salada
Tenpura - Tempora ou tempero
Koppu - Copo

Vestuário

Birodo - Veludo
Botan - Botão
Jiban - Gibão
Kappa - Capa
Meriyasu - Meias
Shuchin - Cetim


Diversos

Rimbo - Limbo
Rasha - Raxa
Baiyon - Baião
Beranda - Varanda
Biidama - Vidro-dama
Buranko - Balanço
Kapitan - Capitão
Isopo - Esopo
Joro - Jorro
Kanāru - Canal
Han-hora - Cânfora
Kantera - Candeia, candela
Karuta - Carta
Órgão - Orugan
Sēzaru - César
Shabon - Sabão
Terebinteina - Terebintina

Fonte: aikedai