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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Camões e Macau na obra de Slauerhoff

(…) Antes de terminar o curso de medicina, [o escritor neerlandês J. Slauerhoff (1898-1936)] fez uma viagem de navio e conheceu o Porto. Da impressão que a cidade lhe causou, restaram um poema “Portugeesch Fort” (“Forte Português”), a vontade de voltar a Portugal e a certeza de querer passar o resto da vida no mar. (…)

“Oost Azië” (“Extremo Oriente”)

[Após embarcar para o Extremo Oriente] Em 1927 publicou um livro de poemas “Oost Azië” (“Extremo Oriente”) que inclui uma secção dedicada a Macau, constituída por cinco poemas: “De Jonken” (“Os juncos”), “Kathedraal S. Miguel” (“Catedral S. Miguel”), “Uitzicht op Macao van Monte af” (“Vista de Macau a partir da fortaleza do Monte”), “Ochtend Macao” (“Aurora Macau”) e “Camoës” (“Camões”).

“Solares”

De Março de 1928 a Fevereiro de 1931 (…) trabalhou como médico de bordo em navios da Lloyd Real Holandesa na carreira Amesterdão-Buenos Aires v.v., com escala obrigatória em Lisboa. Recordações das suas visitas à metrópole encontramos na colectânea de poesia “Solares” (1933), que contém uma secção intitulada “Saudades” onde encontramos poemas com títulos em português: “Lisboa”, “Fado’s”, “Vida triste”, “O engeitado”, “Saudade” e “Fado”.


Obsessão por Camões

Tal como faz de Lisboa e Macau projecções do seu próprio mal-estar, transforma também a figura de Camões. Reconhece nele um poeta maldito a seu modo e transfigura-o da mesma maneira que transfigurou os outros poetas com quem se identifcava, isto é, transpondo para eles as suas próprias obsessões. De todos estes poetas Camões é a personagem mais recorrente na obra de Slauerhoff.

Para além do poema já referido, publicado em “Oost Azië”, incluiu um poema intitulado "Camöes’ thuiskomst” (”Regresso de Camões") numa nova colectânea chamada “Eldorado” (1928).


Em 1932 é editado o seu primeiro romance “Het verboden rijk”, traduzido para português sob o nome “O Reino Proibido”. Aqui uma das duas personagens principais é baseada na figura de Luís de Camões.

Em 1935 é publicado o conto “Laatste verschijning van Camöes” ("A última aparição de Camões”). Neste conto surge novamente o protagonista de “O Reino Proibido”. Poucos meses antes da morte de Slauerhoff ainda foi publicado um outro poema intitulado “Camões”, na colectânea “Een eerlijk zeemansgraf” (“Um honroso jazigo de marinheiro”).

Personagem chamada Luís de Camões (em poemas, romance e conto)

Estamos assim perante um fenómeno curioso: nos poemas, no romance e no conto, Slauerhoff apresenta-nos uma personagem chamada Luís de Camões que é uma versão transfigurada da personagem histórica.

Dá-se, portanto, o caso algo contraditório de Slauerhoff denotar uma quase-obsessão pela figura de Camões, ao passo que a figura que apresenta tem pouco a ver com o verdadeiro Camões, mas pelo contrário muito mais com o próprio Slauerhoff.

Fonte: “Camões e Macau num romance neerlandês” de Patrícia Couto com Arie Pos (adaptado)

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Curta-mertagem de tema de Dido rodado na Nazaré (2008)

A cantora britânica Dido convidou diversos autores para realizarem curtas-metragens inspiradas nos temas do seu terceiro álbum "Safe Trip Home".

A realizadora portuguesa Cristiana Miranda, radicada em Londres, foi a autora da curta metragem inspirada pelo tema “The Day Before the Day”, uma canção sobre a morte que lhe fez lembrar o fado e a saudade.

Percurso de Cristiana Miranda

Cristiana Miranda foi para Londres aos 18 anos, onde estudou Comunicação Social. O seu primeiro trabalho de sucesso foi um documentário de três minutos para o Discovery Channel, sobre a stripper burlesca Dita von Teese.

O documentário tornou-se um sucesso e abriu-lhe as portas a novos projectos. Além de ter participado num festival no Japão, o documentário foi visionado em cinco programas de televisão no Reino Unido.

Nazaré

O vídeo, "Fisherman", foi inteiramente rodado na Nazaré e retrata o dia-a-dia dos pescadores locais.

Em declarações à agência Lusa, a realizadora justificou a escolha da vila piscatória portuguesa para esta canção pela "expressão marcada e carregada" dos pescadores da Nazaré, que cumpriam o propósito melancólico do tema.

O seu trabalho com "Fisherman" foi eleito o melhor entre os 11 vídeos do álbum “Safe Trip Home” e mereceu grandes elogios por parte de Dido, para quem a «beleza melancólica" da Nazaré enalteceu "o valor da música".


"Fisherman"

"A ideia era fazer para cada faixa musical, um filme sobre um sítio à volta do mundo. Já tinham indicado os países ou regiões para cada música, mas ainda não estava totalmente definido", explica Cristiana, acrescentando que lhe foi atribuída uma música associada a Inglaterra. Não chegou sequer a ouvi-la e decidiu telefonar a perguntar se não haveria uma faixa "mais mediterrânica".

Soube então que havia um tema que poderia ser associado a Itália ou Grécia e pediu que lhe fosse enviado. Assim que ouviu a música telefonou à equipa da cantora para dizer que aquela música nada tinha a ver com Itália ou Grécia. "Disse-lhes que isto era Portugal, a melancolia da música lembrou-me muito o fado", recorda.

"The Day Before the Day" é uma das faixas mais "intensas" do álbum e Cristiana associou-a instantaneamente à Nazaré e à vida dos pescadores, por ser uma canção que fala sobre a perda de alguém e que faz lembrar o fado e o sentimento de saudade.

"A letra e a música, lembraram-me imediatamente os pescadores. É uma história de mar, de morte mas da aceitação da morte e da capacidade de viver com a morte. É uma história de saudade, daquela nostalgia que não se consegue definir", explicou.

Reacção de Dido

A cantora britânica - que tinha gostado da ideia do vídeo ser filmado em Portugal - teve uma reacção final que superou as suas expectativas.

"Ela enviou-me um e-mail fantástico, de alguém que interpretou o filme exactamente da maneira que eu gostava que as pessoas interpretassem", revela a realizadora destacando as observações que a cantora fez sobre a "beleza melancólica" e o "sentido da fatalidade" que quis transmitir.

"Referiu que o vídeo realmente enalteceu o valor da música, porque apesar da imagem ser bastante forte, a música conta a história. Foi isso que a fez sentir-se bastante contente com o produto final", diz Cristiana. (...)

Fontes: Mundo Português (Ana Grácio Pinto) / A vida é um palco

Ligação: Extractos de entrevista a Cristiana (página oficial de Dido), Video

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Luar na Lubre: da Galiza com amor ...

Luar na Lubre é uma das formações mais importantes do folk galego actual. Embora já tenham uma carreira com mais de 20 anos, foi a partir da colaboração com Mike Oldfield que passaram a ter uma maior projecção. O grupo participou na digressão do músico inglês, o qual gravou uma versão de "O son do ar", uma canção instrumental do grupo.

Actualmente a sua voz é a portuguesa Sara Louraço Vidal, natural da Nazaré, que, após colaborar no álbum "Hai un Paraíso" (2004), entrou para o grupo em 2005, a substituir a anterior cantora Rosa Cedron, tendo já gravado os álbuns "Saudade" (2005), "Camiños da fin da terra" (2007) e "Ao Vivo" (2009).

Fonte: wikipedia


Sara Louraço Vidal, Nueva Cantante de Luar Na Lubre

El grupo Luar Na Lubre ha anunciado oficialmente el nombre de su nueva cantante. "Muchos ya la conocéis porque nos sorprendió a músicos, medios y público con su bella interpretación de "O meu pais" en nuestro último disco Hai un paraiso" Una voz especial, firme, serena y llena de contenido, que ha sabido sumergirse en el color y el paisaje de nuestras melodías aportando sentimiento, alma y matices. "

Nota: Saiu do grupo em Setembro de 2011 por motivos pessoais.


Homenagem a Zeca Afonso

O disco "Saudade" dos Luar na Lubre com uma versão de "Tu gitana"

O Zeca Afonso é unha das referencias máis importantes da música popular portuguesa e ao mesmo tempo un home recoñecido internacionalmente pola súa condición humana. Esta é unha homenaxe que nós, dende Galiza, pretendemos facerlle nesta ocasión coa colaboración especial doutro grande, neste caso da música latinoamericana como é Pablo Milanés.

Fonte: AJA

Video: "Tu gitana", "Domingo Ferreiro" (com Lilla Downs)

quarta-feira, 4 de março de 2009

"Portugal ... minha saudade" (1974)

Amacio Mazzaropi (1912-1981) foi um popular actor e realizador de cinema brasileiro, que ficou na história do cinema brasileiro pela sua interpretação de personagens ingénuos e caipiras, como é o caso do famoso Jeca Tatu (da autoria de Monteiro Lobato).

Em 1974, realizou e protagonizou o filme "Portugal, minha saudade" com cenas gravadas no Brasil (Taubaté) e em Portugal (Coimbra, Fátima e Lisboa).

No filme participaram igualmente as famosas cantoras Angela Maria e Gilda Valença (luso-brasileira, irmã de Ester Abreu - ambas nascidas em Lisboa), bem como actores portugueses como Adelaide João e Júlio César.

Sinopse

Sabino, português de nascimento, radicado no Brasil desde criança, tem um irmão gémeo residente em Lisboa, que lhe escreve convidando-o a ir a Portugal.

Sabino, muito pobre, vive na casa de um filho casado, de favor, mas esconde essa situação do irmão e vai levando sua vidinha em companhia da mulher, vendendo frutas em um carrinho nas ruas de São Paulo.

Seu jeito simples e suas maneiras de homem sem instrução, irritam Dona Pacheca, sogra de seu filho, que também mora na casa. Os dois têm constantes atritos, o que, com o tempo, cria uma situação insustentável.

O filho, aconselhado pela mulher e pela sogra, interna seu pai em um asilo. Agostinho, o irmão de Sabino, chega inesperadamente e não se conformando com o internamento leva-o para Lisboa. Mas a saudade de tudo o que tinha aqui, inclusive de sua netinha, faz com que Sabino retorne ao lar .

Origens luso-italianas

Filho de Bernardo Mazzaroppi, imigrante italiano e Clara Ferreira, portuguesa, com apenas dois anos de idade sua família muda-se para Taubaté, no interior de São Paulo.

O pequeno Amácio passa longas temporadas no município vizinho de Tremembé, na casa do avô materno, o português João José Ferreira, exímio tocador de viola e dançarino de cana verde. Seu avô também era animador das festas do bairro onde morava, às quais levava seus netos que, já desde cedo, entram em contacto com a vida cultural do caipira, que tanto inspirou Mazzaropi.

Fonte: Taubaté

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

O fado e a Saudade na visão de Thomas Nydall (Suécia)


“För en av Dina tarar/ vilken Lycka/ att da fà dö”, ou seja, “por uma lágrima tua/ com alegria/ me deixaria matar”. O poema é de Amália Rodrigues. A língua, o sueco. E é um dos motes do livro de Thomas Nydahl, um jornalista escandinavo, de 55 anos, que se apaixonou pelo fado. E agora lançou “Musiken Som Föddes Bortom Haven” (significa a Música que nasceu além do mar). A edição é sueca, de 1500 exemplares. E não está prevista qualquer tradução.

Um magnífico volume, de capa dura, com 260 páginas, e muitas ilustrações. De um sueco para suecos. Só o tema é português. Estranho? Certo é que o fado provoca paixões pelo mundo inteiro. Isso já se sabe pelo sucesso internacional das fadistas pós-Amália: Mariza, Mísia, Ana Moura, Joana Amendoeira, Cristina Branco, Ana Sofia Varela, entre outras... O que não estamos tão habituados é que tal aconteça do ponto de vista teórico.

“Fä do”, em sueco, significa “poucos morrem”. E o que talvez seja intrigante para os povos escandinavos, habituados a não ver o sol e dados a depressões, com uma taxa de suicídios elevadíssima, é que um povo do Sul tenha uma música tão triste. Mas se a palavra saudade é só nossa, a saudade em si é universal. E tanto dá por aqui, na incrível luz de uma cidade costeira, como por lá, nos dias de breu e de sol da meia-noite.

Neste livro, o jornalista, apaixonado por Lisboa, reúne vários textos originais sobre fado. “O meu objectivo é dar um retrato, histórico e contemporâneo, do fado e da saudade. Começo com um texto muito pessoal e emocional sobre os meus encontros com o fado, desde a minha primeira visita a Lisboa, em 1983. Falo sobre o fado que considero genuíno, moderno e geralmente afastado da música comercial, enquanto produto de uma indústria” -- explicou ao JL. Assim, o volume inclui um CD, editado pela Tradisom, que reúne gravações antigas da canção de Lisboa. Thomas Nydahl já publicou cerca de 40 volumes dos mais diversos temas. Esta é a terceira aventura portuguesa. Antes saíra um livro sobre Lisboa e outro também sobre fado.

Folheando o livro, encontram-se referências a Amália, Aldina Duarte, Mísia, Mafalda Arnauth, Hélder Moutinho, Joana Amendoeira, Pedro Moutinho, Maria de Fátima, Ana Maria, Mariza, Carla Pires, entre muitos outros. Tudo tão bem apresentado, que apetece mesmo ler. Cá para nós, só é pena estar em sueco.

Fonte: Manuel Halpern / Jornal de Letras

Curiosidades

"A música que nasceu para além dos mares" foi publicado em 2006, com o subtítulo "uma história sobre o fado Português e o conceito de Saudade".

Em 2004, o jornalista e escritor publicara "O amor e a saudade - uma história pessoal sobre o fado Português".

O jornalista mantém um blog (em sueco) onde aborda com frequência a temática do fado

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Hideko Tsukida, a fadista que veio do Japão

Nascida em Tóquio, em 1951, Hideko descobriu um disco de Amália Rodrigues em 1982 e ficou encantada com o fado. Em 1988, após dois espectáculos em Osaka, a fadista japonesa veio para Portugal, a fim de frequentar um curso de língua portuguesa para estrangeiros, na Faculdade de Letras de Lisboa. E a paixão pelo fado aumentou.

Conheceu então Amália na capital portuguesa. Participou em programas de televisão e noutros encontros musicais. Conta já com diversos álbuns, nomeadamente “Saudade” (1990) e "Obrigada Amália" (2000).

Teve a oportunidade de cantar acompanhada de Carlos Paredes, em Tóquio, e por Carlos Gonçalves e Lello Nogueira, em Lisboa. Em 1993, a grande paixão da artista japonesa pelo fado levou-a a constituir o Tsukida Hideko Club de Fado, que tem mais de 400 associados.

Fonte: Público / DN

Mais informações: Página Oficial, Videos

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

"Saudade" de Katherine Vaz (1994)


"Saudade" é o primeiro romance, publicado aos 30 anos, por esta escritora de ascendência portuguesa, natural da Califórnia, a quem agrada o epíteto de "prima americana" das nossas letras.

O livro é centrado na história de uma família dos Açores, contada ao longo de duas gerações. Clara, a personagem principal, surda-muda, emigra para a América, após a morte da mãe. Aí recuperará a voz, mas a sua vida conhecerá momentos de grande violência, física e psicológica.

Uma narrativa "fantástica", entre o assombro e o fascínio, num jogo de múltiplas realidades, onde se enquadram tradições e lendas portuguesas.

Sobre "Saudade", Vamberto Freitas escreveu que se trata de "uma narrativa que provavelmente irá tornar-se paradigmática entre esta geração de escritores lusófonos residentes ou naturais de países fora da nossa tradição linguística e estética":

Para Vamberto, "Saudade" é "um romance profundamente americano mas que já está a ser ensinado nalgumas das nossas universidades como talvez sendo um dos primeiros exemplos duma nova ou outra literatura portuguesa sem fronteiras e sem complexos europeus, um romance da Diáspora portuguesa (e mundial) da segunda metade deste século”. [século XX]

Fontes: webboom, adiaspora

Outros livros

Na obra de Katherine Vaz é igualmente de destacar o romance "Mariana" (1997), baseado na história de Mariana Alcoforado, e dois livros de contos "Fado and other Portuguese Stories" (1997)e "Lady of the Artichokes and Other Portuguese-American Stories" (2008).

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

"Saudades de Rock" dos Extreme (2008)


Em entrevista ao Cotonete, Nuno Bettencourt referiu que «sendo português, "saudades" sempre foi uma palavra especial para mim».

Bettencourt confessou, ainda que «quando regressámos a estúdio percebi que tinha saudades disto (...) e nos últimos dez anos os fãs sempre disseram que sentiam saudades nossas (...) então apresentei o título, mas achei que os rapazes não iriam gostar por ser uma língua diferente, mas eles gostaram».

quarta-feira, 26 de março de 2008

"Viagem a Lisboa" de Monsieur Jean (1990)


 Monsieur Jean é um personagem de banda-desenhada criado, em 1990, por Dupuy-Berberian (Philippe Dupuy e Charles Berberian) na revista Yéti.

A série, adaptada ao cinema em 2007, conta a vida quotidiana de Monsieur Jean um parisiense celibatário, na casa dos 30 anos, que está permanentemente à procura de uma ideia para escrever um romance.

Dupuy e Berberian criam uma subtil (mas evidente) continuidade ao longo de álbuns construídos de pequenos episódios aparentemente díspares, unidos por breves interlúdios temáticos. Se no primeiro álbum temos a ubíqua porteira, em “Les nuits les plus blanches” seguem-se infernos que a idade acentua: a azia e as insónias...

Neste segundo volume inclui-se aliás um excelente episódio mais longo passado no nosso país, sob a sombra tutelar de Fernando Pessoa: “Voyage à Lisbonne”.




Monsieur Jean perde um livro que lhe fora oferecido pelo seu avô, sendo um pretexto para homenagear Fernando Pessoa e para abordar uma característica do personagem que ainda não fora explorada, a angústia.

A ideia foi proposta a Dupuy-Berberian por um colega, Hervé Tullet, que lhes falou de Fernando Pessoa e da Saudade, que, segundo os autores, é uma espécie de mistura de sentimento nostálgico e melancolia que se desenvolveu no seu trabalho.


Fontes/Mais informações: DuberF. Cleto e Pina / Bedeteca 

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Étienne Daho, "Saudade" (1991)


Étienne Daho é um famoso cantor francês cuja carreira remonta à década de '80.

Em plena "Dahomania" lança um dos seus álbuns mais famosos "Paris Ailleurs", donde foi retirado o single “Saudade”, inspirado pelo seu "amor" por Portugal.

No site francês da FNAC é referido que "Paris Ailleurs" é um "disco maduro, sensual e muito pessoal" e que "o jovem cantor nascido na New Wave se tornava neste disco um artista de envergadura com canções que iriam marcar uma geração".




Curiosamente existe uma página não oficial dedicada ao artista com o nome saudade

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Link: http://saudadelesite.free.fr/

Letra

En ce mai de fous messages
J'ai un rendez-vous dans l'air
Inattendu et clair
Déjà je pars à ta découverte
Ville bonne et offerte
C'est l'attrait du danger
Qui me mène à ce lieu
C'est d'instinct
Qu'tu me cherches et approches
Je sens que c'est toi

C'est à l'aube que se ferment
Tes prunelles marina
Sous quel meridien se caresser
Dans mes bras te cacher
Dans ces ruelles fantômes
Ou sur cette terrasse
Où s'écrase un soleil
Tu m'enseignes
Le langage des yeux
Je reste sans voix

Les nuits au loin tu cherches l'ombre
Comment ris-tu avec les autres
Parfois aussi je m'abandonne
Mais au matin les dauphins se meurent
De saudade...

Où mène ce tourbillon
Cette valse d'avions
Aller au bout de toi et de moi
Vaincre la peur du vide
Les ruptures d'équilibre
Si tes larmes se mèlent
Aux pluies de novembre
Et que je dois en périr
Je sombrerai avec joie

De saudade...

Mais informações (audio)

(1) David Ferreira a contar: " saudade, nas línguas do mundo: Etienne Daho"| 20 Out, 2014

A certa altura, o cantor refere ruelas fantasmagóricas, uma esplanada onde o sol esmaga.

(2) INA: "Etienne DAHO : sa fascination pour le Portugal, les Etat Unis et la Corse" | 25 Abril, 1992  (entre o 1º e o 3º  minutos)
Quando o entrevistador lhe pergunta se esse fascínio teve origem em filmes como "Dans la ville blanche," o cantor diz que não, que é uma cidade que mexe consigo e que está fascinado por Alfama e pela "boutê de la vie" que caracteriza a cidade.