"A Padroeira" (Globo, 2001)
A acção de "A Padroeira" de Walcyr Carrasco decorre no Brasil colonial e relata a história da chegada de Dom Pedro de Almeida Portugal, o Conde de Assumar (interpretado pelo actor português Antônio Marques), que assume a capitania com o objectivo de descobrir novas minas de ouro e aumentar o imposto sobre o metal.
Actores brasileiros interpretam os demais personagens de origem portuguesa como Valentim Coimbra, vivido por Luigi Baricelli, filho de um nobre acusado de trair a
Coroa. Luís Melo interpreta Molina, português de nascença que morou também na Espanha. Veste um hábito e faz-se passar por padre.
Andréa Avancini faz o papel de Delfina, portuguesa que foi para o Brasil fingindo-se viúva. Na verdade, está fugindo do marido e à procura do primo Manoel Cintra (Otávio Augusto), que pensa ser um rico advogado. Fica furiosa ao descobrir que ele é pobre
Com a entrada de Roberto Talma na direcção da novela, em substituição de Walter Avancini, pai da actriz Andréa Avancini, por motivo de doença, vários personagens saíram da novela, outros entraram e a história original foi para o espaço. Mas Andréa teve sorte. Sua personagem Delfina perdeu o sotaque português, mas ganhou destaque – virou filha de Dorotéia, papel de Susana Vieira, personagem criado já na gestão de Talma para modificar a novela. "Delfina se tornou mais sensual e não perdeu o humor.
"O Clone" (Globo, 2001)
Em "O Clone", a actriz portuguesa Maria João Bastos fez uma participação especial como Amália, uma moderna jornalista que procura no Brasil o seu furo jornalístico: a clonagem desenvolvida pelo cientista Albieri.
"Esperança" (Globo, 2002)
"Esperança" também contou com actores lusitanos. A novela de Walcyr Carrasco e Benedito Ruy Barbosa, exibida pela Globo, narrou a transformação do Brasil depois da Grande Depressão de 1929, a queda do ciclo de café, e a transformação causada pelos imigrantes que chegaram ao país: italianos, judeus, espanhóis e portugueses.
Nuno Lopes deu vida a José Manoel, português que chegou ao Brasil quando criança e que considerava-se brasileiro. Sua família morava no Rio de Janeiro, onde o pai era um comerciante bem-sucedido, mas ele estudou em São Paulo.
O pai de Nuno era Antônio, interpretado pelo actor português Luís de Lima, radicado no Brasil e que faleceu durante a rodagem da novela. Já sua mãe, Antônia, era vivida pela actriz brasileira Beatriz Segall.
"Sabor da Paixão" (Globo, 2002)
"Sabor da Paixão" foi filmada em Portugal, nas cidades do Porto, Vila Nova de Gaia e Lisboa. A trama da novela era actual e contava a história de Diana (Letícia Spiller) que lutava para recuperar as terras herdadas pela família em Portugal. Seu pai, o português Miguel Maria Coelho, foi interpretado por Lima Duarte. Bonacheirão e muito bondoso, teve um enfarte e morreu no início da história.
Mais uma vez Luigi Baricelli fez papel de um português, Alexandre Paixão, que, apesar de ter nascido em Portugal, se considerava brasileiro. Seu amigo, companheiro de festas e sócio de uma enoteca, Pedro Arouca, foi interpretado pelo actor português Duarte Guimarães.
Maria João Bastos fez sua segunda novela brasileira como Rita Coimbra, portuguesa que encontra Diana em Portugal e torna-se sua melhor amiga. Com o abandono do marido, mudou-se para o Brasil. Alegre cozinheira, faz uma grande mudança no bar Flor do Douro e na família de Diana.
A portuguesa Elisa Lisboa interpretou Fátima, governanta portuguesa da quinta da mãe de Alexandre nas cenas rodadas em Portugal.
"Celebridade" (Globo, 2003)
A novela "Celebridade" teve a participação especial de Tony Correia como um convidado da discoteca Espaço Fama.
"Escrava Isaura" (Record, 2004)
Em 2004, a Record fez um remake de "Escrava Isaura", que incluía no elenco a actriz portuguesa Paula Lobo Antunes, que interpretava o papel de Aurora Amaral, filha de mãe brasileira e pai português que nasceu em Lisboa. Ao chegar no Brasil apaixona-se pelo primo Henrique.
"Como uma onda" (Globo, 2004)
"Como uma onda", de Walter Negrão, foi a primeira novela da Globo protagonizada por um actor português, o jovem Ricardo Pereira cujo personagem, Daniel Cascaes, era uma espécie de "Antônio Maria" moderno, muito por influência do argumentista Walter Negrão e do então actor Dennis Carvalho (director da novela) que tinham colaborado na novela da Tupi de 1968.
Filmada em Guimarães, Braga e Porto, a trama conta a história de um triângulo amoroso entre Daniel, vivido pelo actor português Ricardo Pereira, e as irmãs Nina e Lenita que conhecem o açoriano em uma viagem a Portugal. Namora Almerinda, moça romântica interpretada pela actriz portuguesa Joana Solnado, contra a vontade do seu pai, Almirante Figueiroa, o actor português Antônio Reis, um homem austero e patriota.
"Senhora do Destino" (Globo, 2004)
Nuno Melo interpreta Constantino, um taxista que se apresentava como sendo "O último português a imigrar para o Brasil". Chegou ao Rio em busca de uma herança que um tio lhe havia deixado, mas, ingénuo, sem conhecer os tortuosos caminhos da justiça, acabou sendo "passado para trás".
Envergonhado por ter sido vítima dessa situação humilhante, não teve coragem de comunicar aos parentes em Portugal que tudo dera errado no Brasil, e que havia ficado mais pobre.
Resolveu permanecer no país, trabalhar muito e só voltar para Portugal depois que “se desse bem”. Virou motorista de táxi.
Apaixona-se por Rita de Cássia (Adriana Lessa), com quem se envolve.
"Prova de Amor" (Record, 2005)
No ano seguinte, Ricardo Pereira volta às telas, mas dessa vez pela Record, em "Prova de Amor", da autoria de Tiago Santiago. O actor português viveu os irmãos gêmeos Marco Aurélio e Marco Antônio. Marco Aurélio era um médico psiquiatra que se apaixona por uma colega de trabalho. O marido dela flagra os dois se beijando e acaba por planear o assassinato do médico. Marco Antônio, escritor, deixou Lisboa para vingar a morte do irmão. Em ambos papéis, os personagens falavam com sotaque brasileiro, mas deixando transparecer a origem lusitana.
"Pé na Jaca" (Globo, 2006)
Em 2006, Ricardo Pereira voltou a Globo onde fez uma participação especial em Pé na Jaca, com o personagem Thierry, francês que morou alguns anos em Portugal e que, em Paris, se apaixona pela modelo Maria (Fernanda Lima).
"Belíssima" (Globo, 2006)
Os últimos episódios de "Belíssima" vão revelar uma surpresa. Quem era o marido português que Safira (Cláudia Raia) teve. A filha Maria João (Bianca Comparato) ficará a saber que o seu pai se chama Nuno, e que foi interpretado por Tony Correia, que tal como a personagem é um actor nascido em Canas de Senhorim e que chegou a ser galã da televisão brasileira.
"Paixões Proibidas" (Bandeirantes, 2006)
Ainda em 2006, a Bandeirantes investiu em uma co-produção com a RTP na novela "Paixões Proibidas", baseada na obra de Camilo Castelo Branco, que retratava a sociedade brasileira nos anos anteriores a 1808, quando a família real portuguesa veio para o Brasil.
Três histórias de amor eram contadas por meio de aventuras e desventuras. Nove actores portugueses fizeram parte do elenco principal. Virgílio Castelo fez o papel de Padre Dinis, que tem três identidades e ajuda jovens amantes e injustiçados e luta contra o amor por Antônia Valente; São José Correia interpreta Elisa de Mandeville, que tem um romance com Alberto de Miranda (Felipe Camargo) em Portugal e que a troca por outra mulher quando retorna ao Brasil; Nuno Pardal é Estevão que junto com Pedro Lamares (no papel de Mateus) são
estudantes de Coimbra; Natália Luiza, que vive a personagem Maria.
Quatro actores lusitanos estiveram no elenco adicional: Hélio Pestana, José Eduardo, Rita Frazão e Julie Sargeant.
As primeiras cenas se passam em Coimbra e o final da novela também foi gravado em Portugal. As filmagens aconteceram ainda em Lisboa e Montemor-o-velho.
"Vidas Opostas" (Record, 2006)
A Record também aposta na participação lusitana, sendo "Vidas Opostas" a primeira novela da emissora gravada no exterior, sendo as primeiras cenas gravadas no Cabo da Roca, em Portugal, onde o protagonista Miguel escala com a ajuda de um guia interpretado pelo actor português Alexandre da Silva.
A mãe de Miguel é Isís (Lucinha Lins) dona de uma construtora que está em Cascais onde almoça com os empresários representados pelos actores portugueses Ricardo Carriço (Fernando Cunhal), André Gago
(Ciprião de Almeida) e Marques D'Arede (Teodoro Azevedo).
"Dance, dance, dance" (Bandeirantes, 2007)
Em 2007, o actor e cantor português Angélico Vieira participou da novela "Dance, dance, dance", na Bandeirantes, como Bruno Medeiros.
"Duas Caras (Globo, 2007)
O actor brasileiro Sérgio Viotti interpretou em "Duas Caras" o papel de Manoel de Andrade Couto, um português de opiniões fortes. Depois da morte da mulher, precisa sair da casa onde mora devido à construção de uma estrada. Acaba por matar-se.
"Três Irmãs" (Globo, 2008)
Hugo Carvana fez uma participação especial em "Três Irmãs", como Dr. Anastácio Andrade, velho advogado português da família de Duda (Daniela Récco).
Imponente e, principalmente, firme e zangado. Muito amigo do falecido pai de Duda, também é assassinado pelos vilões.
"Negócio da China" (Globo, 2008)
As primeiras cenas da novela da Rede Globo foram gravadas em Lisboa. Belarmino (Joaquim Monchique) imigrou com a mulher Carminda (Carla Andrino) para o Rio de Janeiro onde abrem a Panificação Nossa Senhora Desatadora de Nós e, mais tarde, recebe em sua casa a irmã Aurora (Maria Vieira), e o sobrinho João (Ricardo Pereira), que deixaram Portugal para morar no Rio de Janeiro.
Aurora levou em sua bagagem uma "pen-drive" com informações sobre o dinheiro da máfia chinesa, que era o mote principal da novela. As primeiras cenas foram gravadas em Portugal, com participação especial dos actores portugueses Ricardo Carriço (no papel de Fernando Cunhal), André Gago (Ciprião de Almeida) e Marques D'Arede (Teodoro Azevedo).
Trabalhador e esforçado, João começou a trabalhar na padaria do tio e estava determinado a conquistar a brasileira Lívia, que conheceu ainda em Lisboa.
"Revelação" (SBT, 2008)
Em "Revelação", Diogo Morgado faz o papel de António e Joana Solnado é Maria João. A novela contava a história de Victoria (Tainá Muller) e Lucas (Sérgio Abreu), dois jovens que se conheceram enquanto estudavam em Lisboa, local onde a trama tem suas primeiras cenas gravadas.
António era um jovem português bonito e inteligente, antigo namorado da protagonista, antes dela conhecer Lucas. Ele fica inconformado com o fim do romance porque semanas depois ela já começou a namorar o outro rapaz. Já Maria João foi a melhor amiga de Victória em Portugal, está sempre perto e a apoia nos momentos difíceis da trama.
"Viver a Vida" (Globo, 2009)
A Globo fez o primeiro acordo de merchandising internacional com Lisboa na novela "Viver a Vida". Os personagens passeiam pela cidade com a intenção de incentivar o turismo brasileiro para o país.
O actor português Albano Jerônimo faz uma participação especial como João, o anfitrião do casal Filipe (Rodrigo Hilbert) e Renata (Bárbara Paz) que visitam Portugal.
Fontes principais: “De Antônio Maria a Balacobaco: panorama da presença portuguesa na telenovela brasileira” de Elaine Javorski (Encontro Nacional da História de Mídia) / "A influência das relações comerciais e culturais entre Brasil e Portugal na inserção de personagens portugueses nas telenovelas" de Elaine Javorski e Isabel Ferin Cunha (Universidade de Coimbra)
Outras Fontes: Ualmédia / Mundo das novelas / Astros em revista / Bandeirantes start / Teledramaturgia / wikipedia / Mundo das novelas / Todo dia um texto novo / Imgrum / Novelas e mundo / Memória Globo / Movenotícias / Gshow
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quarta-feira, 15 de março de 2017
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
50 anos de personagens e actores portugueses em novelas brasileiras (1965-2015) (III)
"Gente Fina" (Globo, 1990)
Na década de 1990, todas as emissoras produziam dramaturgia na guerra pelas audiências. Nesse momento também os actores de origem portuguesa aparecem com mais frequência, mas as primeiras novelas dos anos 90 ainda mostram brasileiros no papel de lusitanos.
"Gente Fina" foi uma dessas novelas, apresentando Paulo Goulart como Joaquim e Laerte Morrone como Agenor, sócios de Guilherme (o protagonista da novela interpretado por Hugo Carvana) numa oficina de mecânica.
Joaquim era pai de dois filhos, com os nomes de Gil Vicente (Marcos Breda) e Pêro Vaz (Fábio Villa Verde).
"Rainha da Sucata" (Globo, 1990)
Em "Rainha da Sucata", Lima Duarte e Nicette Bruno interpretavam o casal Onofre e Neiva Pereira, pais da protagonista da novela, Maria do Carmo (Regina Duarte). Ele, que teve participação especial no início da história, era negociante de ferro-velho, simpático e esperto. Ela, dona de casa, abria um restaurante depois da morte do marido.
"O Dono do Mundo" (Globo, 1991)
Em "O Dono do Mundo" Antonio Calloni é William, filho de um milionário que mora ao mesmo tempo no Brasil e em Portugal.
A novela contava a história de um cirurgião plástico, casado, que sente atração por outra mulher e, no casamento dela aposta com os amigos que passará a noite de núpcias com a noiva, em vez do marido. O noivo se suicida e a mulher passa a perseguir o médico.
"Pedra sobre Pedra" (Globo, 1992)
Em 1992, começam a aparecer, ainda de forma tímida, alguns actores portugueses, como os escalados para "Pedra sobre Pedra", de Aguinaldo Silva, Ana Maria Moretzsohn e Ricardo Linhares. A trama se passa em Resplendor, no sertão da Bahia, e era repleta de casos de amor e família rivais.
Um núcleo da novela refere-se aos ciganos que chegam à cidade e instalam-se nas terras de Cândido Alegria, que havia usurpado a propriedade das terras ao português Benvindo (interpretado pelo actor brasileiro Buza Ferraz).
Com a morte do português, seus sobrinhos-netos Inês e Ernesto Soares de Melo (interpretados pelos actores portugueses Suzana Borges e Carlos Daniel) viajam ao Brasil para reclamar as terras que, segundo eles, foram deixadas como herança.
A actriz brasileira Nivea Maria interpretou Ximena Vilares, primeira-dama de resplendor, que faz uso do sotaque português. Foi a primeira novela Globo a ser financiada pela RTP, que (antecipando a inauguração da SIC) participou com 20% da produção, e teve cenas gravadas em Lisboa.
"As Pupilas do Senhor Reitor" (SBT, 1994)
Remake da novela que Lauro César Muniz escreveu para a TV Record entre 1970 e 1971, com base no livro homónimo de Júlio Diniz, contudo sem o sucesso da novela da Record.
O destaque ficou por conta das três beatas fofoqueiras interpretadas por Ana Lúcia Torre, Cláudia Mello e Míriam Mehler.
"A Idade da Loba" (Bandeirantes, 1995)
Co-produção entre a TV Plus e a RTP. Pela primeira vez uma novela brasileira foi exibida em Portugal antes de se estrear no Brasil.
A actriz portuguesa Helena Laureano teve uma participação especial, interpretando a fotógrafa Tereza, que viaja ao Brasil em trabalho e se envolve com Arruda (Taumaturgo Ferreira).
"O Campeão" (Bandeirantes, 1996)
Anabela Teixeira participou como Filomena e Margarida Carpinteiro como Generosa. A novela teve como tema central o desejo de reencontro de pessoas que se tinham separado.
"Perdidos de Amor" (Bandeirantes, 1996)
"Perdidos de Amor" traz no seu elenco dois actores portugueses, Diogo Infante, como Fernando, e Cristina Carvalhal, como Ceuzinha. Ele interpretou um cafajeste e ela, uma mulher conservadora.
"Meu Pé de Laranja Lima" (Bandeirantes, 1996)
O actor brasileiro Gianfrancesco Guarnieri é quem interpreta o português Manuel Valadares na terceira versão de "Meu Pé de Laranja Lima", novamente na Bandeirantes.
"Salsa e Merengue" (Globo, 1996)
Após uma ausência de vários anos de actores e personagens portugueses nas novelas da Globo, Paulo Pires (como Vasco) e Marques D'Arede (como Rodolfo, pai de Vasco) tem uma participação especial em "Salsa e Merengue", transmitida em Portugal pela SIC (que é participada pela Globo, com quem celebra um acordo de exclusividade) e não pela RTP.
Vasco e Rodolfo vão ao Brasil para amparar Bárbara (Rosamaria Murtinho) após a morte do marido Guilherme (Walmor Chagas). Vasco associa-se a uma vilã (Cristina Oliveira) e juntos passam a fazer roubos e dificultar a vida de muitos personagens.
"Xica da Silva" (Manchete, 1996)
Em 1996, "Xica da Silva", da Manchete (transmitida em Portugal pela TVI), também teve no elenco vários actores portugueses. A novela se passa em 1751 e narra a história de Xica da Silva (Taís Araújo), escrava, que desperta a paixão de um comprador de diamantes que tenta transformá-la em fidalga.
Fazem parte do elenco Antônio Torres, Lídia Franco, Anabela Teixeira e Rosa Castro André, que constituem a família Pereira. Gonçalo Diniz também tem um pequeno papel como o capitão Macário (que curiosamente é o nome do pai do actor português).
O último episódio teve cenas filmadas em Lisboa, onde João Fernandes casa com Violante (abandonando-a logo de seguida) para salvar Xica. O actor português Camacho Costa é o padre que celebra o casamento.
"Anjo Mau" (Globo, 1997)
Na segunda versão de "Anjo Mau", da autoria da argumentista portuguesa Maria Adelaide do Amaral, o brasileiro Sérgio Viotti interpretou o personagem Américo Abreu, imigrante português dono de uma mercearia de alto nível em São Paulo.
Seguro com o dinheiro, deplora as futilidades da filha Marilu (Mila Moreira) e não confia no genro, Ciro (Raul Gazola), por ele ser um jogador. É muito apegado à neta, Lígia (Lavínia Vlasak). Tem enorme bom senso e visão para os negócios.
Casa-se com Goreti (Lília Cabral) e vão a Portugal, onde diversas cenas foram gravadas.
"Força de um desejo" (Globo, 1998)
No ano seguinte, a emissora apresentou Força de um desejo, ambientada na segunda metade do século XIX que trata de questões como a Abolição dos Escravos e a Guerra do Paraguai.
José de Abreu fez uma participação especial no papel de Pereira, um português comerciante interesseiro e trambiqueiro que vive no Brasil mas tem muita vontade de voltar a Portugal.
"Tiro e Queda" (Record, 1999)
Em 1999, a novela da Record, "Tiro e Queda", teve o brasileiro Giuseppe Oristânio como intérprete do português José Manuel Cordeiro, o Neco, e Georgia Gomide como sua sogra, Dona Conceição.
A história do autor Luís Carlos Fusco começava com um banquete promovido por um milionário, Raul Amarante, na sua mansão. Dez pessoas estavam presentes: Amarante, a esposa, sete convidados e Neco, o garçom português.
Diagnosticado com uma doença incurável, o milionário decidiu anunciar seu testamento no qual todos os presentes têm interesse, menos o garçom. Depois disso, vários assassinatos foram cometidos. Neco era dono de uma padaria, onde os personagens do núcleo de classe média se encontravam.
Fontes principais: “De Antônio Maria a Balacobaco: panorama da presença portuguesa na telenovela brasileira” de Elaine Javorski (Encontro Nacional da História de Mídia) / "A influência das relações comerciais e culturais entre Brasil e Portugal na inserção de personagens portugueses nas telenovelas" de Elaine Javorski e Isabel Ferin Cunha (Universidade de Coimbra)
Outras Fontes: Ualmédia / Mundo das novelas / Astros em revista / Bandeirantes start / Teledramaturgia / wikipedia / Mundo das novelas / Todo dia um texto novo / Imgrum / Novelas e mundo / Memória Globo / Movenotícias / Gshow
Na década de 1990, todas as emissoras produziam dramaturgia na guerra pelas audiências. Nesse momento também os actores de origem portuguesa aparecem com mais frequência, mas as primeiras novelas dos anos 90 ainda mostram brasileiros no papel de lusitanos.
"Gente Fina" foi uma dessas novelas, apresentando Paulo Goulart como Joaquim e Laerte Morrone como Agenor, sócios de Guilherme (o protagonista da novela interpretado por Hugo Carvana) numa oficina de mecânica.
Joaquim era pai de dois filhos, com os nomes de Gil Vicente (Marcos Breda) e Pêro Vaz (Fábio Villa Verde).
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| À esquerda Laerte Morrone |
"Rainha da Sucata" (Globo, 1990)
Em "Rainha da Sucata", Lima Duarte e Nicette Bruno interpretavam o casal Onofre e Neiva Pereira, pais da protagonista da novela, Maria do Carmo (Regina Duarte). Ele, que teve participação especial no início da história, era negociante de ferro-velho, simpático e esperto. Ela, dona de casa, abria um restaurante depois da morte do marido.
"O Dono do Mundo" (Globo, 1991)
Em "O Dono do Mundo" Antonio Calloni é William, filho de um milionário que mora ao mesmo tempo no Brasil e em Portugal.
A novela contava a história de um cirurgião plástico, casado, que sente atração por outra mulher e, no casamento dela aposta com os amigos que passará a noite de núpcias com a noiva, em vez do marido. O noivo se suicida e a mulher passa a perseguir o médico.
"Pedra sobre Pedra" (Globo, 1992)
Em 1992, começam a aparecer, ainda de forma tímida, alguns actores portugueses, como os escalados para "Pedra sobre Pedra", de Aguinaldo Silva, Ana Maria Moretzsohn e Ricardo Linhares. A trama se passa em Resplendor, no sertão da Bahia, e era repleta de casos de amor e família rivais.
Um núcleo da novela refere-se aos ciganos que chegam à cidade e instalam-se nas terras de Cândido Alegria, que havia usurpado a propriedade das terras ao português Benvindo (interpretado pelo actor brasileiro Buza Ferraz).
Com a morte do português, seus sobrinhos-netos Inês e Ernesto Soares de Melo (interpretados pelos actores portugueses Suzana Borges e Carlos Daniel) viajam ao Brasil para reclamar as terras que, segundo eles, foram deixadas como herança.
A actriz brasileira Nivea Maria interpretou Ximena Vilares, primeira-dama de resplendor, que faz uso do sotaque português. Foi a primeira novela Globo a ser financiada pela RTP, que (antecipando a inauguração da SIC) participou com 20% da produção, e teve cenas gravadas em Lisboa.
"As Pupilas do Senhor Reitor" (SBT, 1994)
Remake da novela que Lauro César Muniz escreveu para a TV Record entre 1970 e 1971, com base no livro homónimo de Júlio Diniz, contudo sem o sucesso da novela da Record.
O destaque ficou por conta das três beatas fofoqueiras interpretadas por Ana Lúcia Torre, Cláudia Mello e Míriam Mehler.
"A Idade da Loba" (Bandeirantes, 1995)
Co-produção entre a TV Plus e a RTP. Pela primeira vez uma novela brasileira foi exibida em Portugal antes de se estrear no Brasil.
A actriz portuguesa Helena Laureano teve uma participação especial, interpretando a fotógrafa Tereza, que viaja ao Brasil em trabalho e se envolve com Arruda (Taumaturgo Ferreira).
"O Campeão" (Bandeirantes, 1996)
Anabela Teixeira participou como Filomena e Margarida Carpinteiro como Generosa. A novela teve como tema central o desejo de reencontro de pessoas que se tinham separado.
"Perdidos de Amor" (Bandeirantes, 1996)
"Perdidos de Amor" traz no seu elenco dois actores portugueses, Diogo Infante, como Fernando, e Cristina Carvalhal, como Ceuzinha. Ele interpretou um cafajeste e ela, uma mulher conservadora.
"Meu Pé de Laranja Lima" (Bandeirantes, 1996)
O actor brasileiro Gianfrancesco Guarnieri é quem interpreta o português Manuel Valadares na terceira versão de "Meu Pé de Laranja Lima", novamente na Bandeirantes.
"Salsa e Merengue" (Globo, 1996)
Após uma ausência de vários anos de actores e personagens portugueses nas novelas da Globo, Paulo Pires (como Vasco) e Marques D'Arede (como Rodolfo, pai de Vasco) tem uma participação especial em "Salsa e Merengue", transmitida em Portugal pela SIC (que é participada pela Globo, com quem celebra um acordo de exclusividade) e não pela RTP.
Vasco e Rodolfo vão ao Brasil para amparar Bárbara (Rosamaria Murtinho) após a morte do marido Guilherme (Walmor Chagas). Vasco associa-se a uma vilã (Cristina Oliveira) e juntos passam a fazer roubos e dificultar a vida de muitos personagens.
"Xica da Silva" (Manchete, 1996)
Em 1996, "Xica da Silva", da Manchete (transmitida em Portugal pela TVI), também teve no elenco vários actores portugueses. A novela se passa em 1751 e narra a história de Xica da Silva (Taís Araújo), escrava, que desperta a paixão de um comprador de diamantes que tenta transformá-la em fidalga.
Fazem parte do elenco Antônio Torres, Lídia Franco, Anabela Teixeira e Rosa Castro André, que constituem a família Pereira. Gonçalo Diniz também tem um pequeno papel como o capitão Macário (que curiosamente é o nome do pai do actor português).
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| Gonçalo Diniz a esquerda na foto |
"Anjo Mau" (Globo, 1997)
Na segunda versão de "Anjo Mau", da autoria da argumentista portuguesa Maria Adelaide do Amaral, o brasileiro Sérgio Viotti interpretou o personagem Américo Abreu, imigrante português dono de uma mercearia de alto nível em São Paulo.
Seguro com o dinheiro, deplora as futilidades da filha Marilu (Mila Moreira) e não confia no genro, Ciro (Raul Gazola), por ele ser um jogador. É muito apegado à neta, Lígia (Lavínia Vlasak). Tem enorme bom senso e visão para os negócios.
Casa-se com Goreti (Lília Cabral) e vão a Portugal, onde diversas cenas foram gravadas.
"Força de um desejo" (Globo, 1998)
No ano seguinte, a emissora apresentou Força de um desejo, ambientada na segunda metade do século XIX que trata de questões como a Abolição dos Escravos e a Guerra do Paraguai.
José de Abreu fez uma participação especial no papel de Pereira, um português comerciante interesseiro e trambiqueiro que vive no Brasil mas tem muita vontade de voltar a Portugal.
"Tiro e Queda" (Record, 1999)
Em 1999, a novela da Record, "Tiro e Queda", teve o brasileiro Giuseppe Oristânio como intérprete do português José Manuel Cordeiro, o Neco, e Georgia Gomide como sua sogra, Dona Conceição.
A história do autor Luís Carlos Fusco começava com um banquete promovido por um milionário, Raul Amarante, na sua mansão. Dez pessoas estavam presentes: Amarante, a esposa, sete convidados e Neco, o garçom português.
Diagnosticado com uma doença incurável, o milionário decidiu anunciar seu testamento no qual todos os presentes têm interesse, menos o garçom. Depois disso, vários assassinatos foram cometidos. Neco era dono de uma padaria, onde os personagens do núcleo de classe média se encontravam.
Fontes principais: “De Antônio Maria a Balacobaco: panorama da presença portuguesa na telenovela brasileira” de Elaine Javorski (Encontro Nacional da História de Mídia) / "A influência das relações comerciais e culturais entre Brasil e Portugal na inserção de personagens portugueses nas telenovelas" de Elaine Javorski e Isabel Ferin Cunha (Universidade de Coimbra)
Outras Fontes: Ualmédia / Mundo das novelas / Astros em revista / Bandeirantes start / Teledramaturgia / wikipedia / Mundo das novelas / Todo dia um texto novo / Imgrum / Novelas e mundo / Memória Globo / Movenotícias / Gshow
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domingo, 15 de janeiro de 2017
50 anos de personagens e actores portugueses em novelas brasileiras (1965-2015) (II)
"Meu Pé de Laranja Lima" (Bandeirantes, 1980)
A década de 80 foi marcada por um pequeno acréscimo no número de personagens portugueses nas telenovelas mas, em grande parte, vividos por actores brasileiros. Entre 1980 e 1981, a Bandeirantes apresentou um remake de "Meu Pé de Laranja Lima", onde Manuel Valadares, o Portuga, é vivido por Dionísio Azevedo.
"Baila Comigo" (Globo, 1981)
Apesar de "Locomotivas" ter apresentado algumas imagens filmadas em Portugal foi em 1981 que, pela primeira vez, uma novela teve as cenas de abertura gravadas em Lisboa.
"Baila Comigo", de Manoel Carlos, contava a saga de dois gêmeos, Quinzinho e João Victor (ambos vividos por Tony Ramos), que foram criados separados. Um mora em Lisboa com o pai, Joaquim Gama (Raul Cortez) e a irmã Débora (Beth Goulart), e o outro com a mãe, Helena (Lilian Lemmertz), no Brasil. Depois de 27 anos, o encontro deles se concretiza.
João Victor nasceu no Brasil mas foi criado em Portugal e por isso considera-se 'meio-português'. As diferenças culturais estão presentes nos diálogos que envolvem o personagem. Em uma cena, em conversa com Mira (Lídia Brondi) sobre a forma de tratamento entre eles, ele diz “Em Portugal somos mais formais, mais distantes... apesar do grande afecto do povo português”. Ela riposta: “Mas você só é português na frente dos outros. Quando a gente está sozinho você é brasileiro”.
"Os Imigrantes" (Bandeirantes, 1981)
Também em 1981, a Bandeirantes produziu uma novela especialmente voltada à história dos estrangeiros que ajudaram a construir o Brasil, intitulada "Os Imigrantes", tendo como protagonistas três homens de diferentes nacionalidades, mas todos com o mesmo nome: Antônio. Um português, um italiano e um espanhol.
Antônio Pereira é o lusitano, vivido na primeira fase pelo actor português David Arcanjo e mais tarde por Othon Bastos, que depois de aproveitar a vida com muitos amores e aventuras, abre uma transportadora e fica rico.
"Os Imigrantes, Terceira Geração" (Bandeirantes, 1982)
"Os Imigrantes, Terceira Geração", uma continuação da novela "Os Imigrantes", foi transmitida em 1982. David Arcanjo volta a participar, interpretando o papel de Quinzinho, um dos descendentes de Antônio Pereira. Nesta fase, todos os herdeiros do imigrante português (Teca, Quinzinho, Angelina e Tonico) se encontravam em dificuldades.
"Jogo da Vida" (Globo, 1981)
Em "Jogo da Vida", de Silvio de Abreu, Gianfrancesco Guarnieri interpreta o personagem Manoel Vieira de Souza, Seu Vieira, dono da padaria Flores do Tejo.
Nasceu em Portugal, mas adora o Brasil, onde conseguiu vencer na vida. É alegre e muito querido no bairro. Apaixona-se pela protagonista da novela, Jordana (Glória Menezes).
"Guerra dos Sexos" (Globo, 1983)
Silvio de Abreu desenvolve a história de "Guerra dos Sexos" através da disputa pela cadeia de lojas Charlô's entre os primos Otávio (Paulo Autran) e Charlô (Fernanda Montenegro). Depois de muitas sabotagens, Otávio (de seu nome completo Otávio Alcântara Rodrigues e Silva) consegue vencer a prima (de nome completo Charlotte de Alcântara Pereira Barreto). Neste momento, ele desaparece misteriosamente e entra em cena o português Dominguinhos, também interpretado por Paulo Autran, que se diz apaixonado por Charlô.
Charlô rejeita Dominguinhos e ele volta para Portugal. Entretanto, aparece novamente no fim da novela com sua esposa portuguesa Altamiranda (também interpretada por Fernanda Montenegro) reclamando parte da herança. No último capítulo estão os quatro em cena, sobressaindo o português de bigodes negros e a sua esposa vestida com roupas típicas folclóricas.
"Livre para voar" (Globo, 1984)
Em "Livre para voar", a governanta portuguesa Carolina, interpretada por Laura Cardoso, acompanha a protagonista Bebel (Carla Camurati), também descendente lusa. Educada na Europa, para onde foi aos 10 anos com a mãe, Bebel era a grande herdeira de uma fábrica de cristais que regressava ao Brasil depois da morte do pai, J.J. (Jorge Dória), para assumir seu lugar na empresa.
Ao regressar ao país, foi alertada para tomar cuidado com as pessoas da fábrica. Para testar a integridade dos funcionários e conhecê-los melhor, decide-se passar pela humilde Cristina, moça que serve café na fábrica. Fica muito amiga de Julinha (Thaís de Campos) e, através dela, entrosa-se com os outros moradores da região. Conta com o carinho de sua governanta Carolina (Laura Cardoso), que insiste em chamá-la de Maria Isabel.
"Antônio Maria" (Manchete, 1985)
Em 1985, a Manchete fez uma remake de "Antônio Maria", contudo a novela não teve o mesmo sucesso que a primeira versão. A história é a mesma realizada em 1968 mas o actor que interpreta o protagonista Antônio dessa vez é português, Sinde Felipe. Nessa versão, a diferença é que logo no início o português é apresentado em Portugal, milionário, de onde sai para fugir de Amália (Eugénia Melo e Castro), uma mulher apaixonada e possessiva.
No Brasil, consegue emprego como motorista de Dr. Adalberto, comerciante dono de uma cadeia de supermercados em São Paulo. Outro imigrante português, Fernando Nobre, dono de uma panificadora, oferece-lhe sociedade, mas Antônio Maria, inexplicavelmente, prefere continuar como empregado.
"Cambalacho" (Globo, 1986)
Até ao final dos anos 80, outras telenovelas da Globo exibiram personagens portugueses interpretados por brasileiros, porém com papéis normalmente de pouca importância. Em "Cambalacho", de Silvio de Abreu, Fabio Sabag faz o papel de Olívio, um mordomo que também se passa por um padeiro português e diz ser, na verdade, um conde chamado Ovídio.
Antônio Carlos Pires teve uma participação especial como Antunes, um português que abandonou a família e volta dez anos depois.
"Direito de Amar" (Globo, 1987)
Em "Direito de Amar", Elias Gleizer interpreta o papel de Manuel Barbosa, dono da confeitaria onde se encontram todos os intelectuais e artistas da época, mas que preferia estar do outro lado do balcão.
Manel, como é conhecido, é simpático, engraçado e seu comércio vai bem porque, além de ser um excelente negócio, tem por trás os cuidados da esposa, Catarina (Yolanda Cardoso).
Manel é aparentemente dominado pela mulher, mantendo um óptimo relacionamento com o filho Nelo (Rômulo Arantes), mas vive uma relação difícil com a filha Paula (Cissa Guimarães).
"O Outro" (Globo, 1987)
Em "O Outro", Germano Filho tem uma participação especial como um dono de padaria que dá informação a um dos protagonistas da novela.
"Vida Nova" (Globo, 1988)
Lauro Corona interpreta o papel de Manoel Victor, um aventureiro que vendeu tudo o que tinha e foi para o Brasil. Divide o quarto com Michel, um velho libanês com quem traça planos de enriquecer, rapidamente, sem muito esforço. Apesar de ter estudado em Coimbra e ser muito inteligente, se torna aprendiz de padeiro e se apaixona por uma judia.
Lauro Corona faleceu durante as gravações e seu personagem partiu em viagem.
"Vale Tudo" (Globo, 1988)
Em "Vale Tudo", a personagem Aldeíde Candeias (Lília Cabral) casa-se com Laudelino (Ivan de Albuquerque), um português rico. Juntos vão passar uma temporada a Portugal, mas ele morre uma semana depois de chegarem e ela volta para o Brasil trazendo como herança várias fazendas.
Apesar da pequena participação de Laudelino, o português provoca diversos diálogos sobre Portugal e sua cultura. Aldeíde, depois de viajar, também sempre menciona as diferenças culturais e de idioma entre os dois países, bem como a imigração.
Muitos dos personagens comentam a intenção de morar em Portugal, que se apresenta como um lugar de oportunidades nessa época em que o Brasil passa por diversas crises, entre elas a moral.
"Pacto de Sangue" (Globo, 1989)
Em "Pacto de Sangue", Carlos Duval aparece como um vendedor português, era um figurante com fala. A novela se passava em 1870 e tinha como temática a luta abolicionista.
Fontes principais: “De Antônio Maria a Balacobaco: panorama da presença portuguesa na telenovela brasileira” de Elaine Javorski (Encontro Nacional da História de Mídia) / "A influência das relações comerciais e culturais entre Brasil e Portugal na inserção de personagens portugueses nas telenovelas" de Elaine Javorski e Isabel Ferin Cunha (Universidade de Coimbra)
Outras Fontes: Ualmédia / Mundo das novelas / Astros em revista / Bandeirantes start / Teledramaturgia / wikipedia / Mundo das novelas / Todo dia um texto novo / Imgrum / Novelas e mundo / Memória Globo / Movenotícias / Gshow
A década de 80 foi marcada por um pequeno acréscimo no número de personagens portugueses nas telenovelas mas, em grande parte, vividos por actores brasileiros. Entre 1980 e 1981, a Bandeirantes apresentou um remake de "Meu Pé de Laranja Lima", onde Manuel Valadares, o Portuga, é vivido por Dionísio Azevedo.
"Baila Comigo" (Globo, 1981)
Apesar de "Locomotivas" ter apresentado algumas imagens filmadas em Portugal foi em 1981 que, pela primeira vez, uma novela teve as cenas de abertura gravadas em Lisboa.
"Baila Comigo", de Manoel Carlos, contava a saga de dois gêmeos, Quinzinho e João Victor (ambos vividos por Tony Ramos), que foram criados separados. Um mora em Lisboa com o pai, Joaquim Gama (Raul Cortez) e a irmã Débora (Beth Goulart), e o outro com a mãe, Helena (Lilian Lemmertz), no Brasil. Depois de 27 anos, o encontro deles se concretiza.
João Victor nasceu no Brasil mas foi criado em Portugal e por isso considera-se 'meio-português'. As diferenças culturais estão presentes nos diálogos que envolvem o personagem. Em uma cena, em conversa com Mira (Lídia Brondi) sobre a forma de tratamento entre eles, ele diz “Em Portugal somos mais formais, mais distantes... apesar do grande afecto do povo português”. Ela riposta: “Mas você só é português na frente dos outros. Quando a gente está sozinho você é brasileiro”.
"Os Imigrantes" (Bandeirantes, 1981)
Também em 1981, a Bandeirantes produziu uma novela especialmente voltada à história dos estrangeiros que ajudaram a construir o Brasil, intitulada "Os Imigrantes", tendo como protagonistas três homens de diferentes nacionalidades, mas todos com o mesmo nome: Antônio. Um português, um italiano e um espanhol.
Antônio Pereira é o lusitano, vivido na primeira fase pelo actor português David Arcanjo e mais tarde por Othon Bastos, que depois de aproveitar a vida com muitos amores e aventuras, abre uma transportadora e fica rico.
"Os Imigrantes, Terceira Geração" (Bandeirantes, 1982)
"Os Imigrantes, Terceira Geração", uma continuação da novela "Os Imigrantes", foi transmitida em 1982. David Arcanjo volta a participar, interpretando o papel de Quinzinho, um dos descendentes de Antônio Pereira. Nesta fase, todos os herdeiros do imigrante português (Teca, Quinzinho, Angelina e Tonico) se encontravam em dificuldades.
"Jogo da Vida" (Globo, 1981)
Em "Jogo da Vida", de Silvio de Abreu, Gianfrancesco Guarnieri interpreta o personagem Manoel Vieira de Souza, Seu Vieira, dono da padaria Flores do Tejo.
Nasceu em Portugal, mas adora o Brasil, onde conseguiu vencer na vida. É alegre e muito querido no bairro. Apaixona-se pela protagonista da novela, Jordana (Glória Menezes).
"Guerra dos Sexos" (Globo, 1983)
Silvio de Abreu desenvolve a história de "Guerra dos Sexos" através da disputa pela cadeia de lojas Charlô's entre os primos Otávio (Paulo Autran) e Charlô (Fernanda Montenegro). Depois de muitas sabotagens, Otávio (de seu nome completo Otávio Alcântara Rodrigues e Silva) consegue vencer a prima (de nome completo Charlotte de Alcântara Pereira Barreto). Neste momento, ele desaparece misteriosamente e entra em cena o português Dominguinhos, também interpretado por Paulo Autran, que se diz apaixonado por Charlô.
Charlô rejeita Dominguinhos e ele volta para Portugal. Entretanto, aparece novamente no fim da novela com sua esposa portuguesa Altamiranda (também interpretada por Fernanda Montenegro) reclamando parte da herança. No último capítulo estão os quatro em cena, sobressaindo o português de bigodes negros e a sua esposa vestida com roupas típicas folclóricas.
"Livre para voar" (Globo, 1984)
Em "Livre para voar", a governanta portuguesa Carolina, interpretada por Laura Cardoso, acompanha a protagonista Bebel (Carla Camurati), também descendente lusa. Educada na Europa, para onde foi aos 10 anos com a mãe, Bebel era a grande herdeira de uma fábrica de cristais que regressava ao Brasil depois da morte do pai, J.J. (Jorge Dória), para assumir seu lugar na empresa.
Ao regressar ao país, foi alertada para tomar cuidado com as pessoas da fábrica. Para testar a integridade dos funcionários e conhecê-los melhor, decide-se passar pela humilde Cristina, moça que serve café na fábrica. Fica muito amiga de Julinha (Thaís de Campos) e, através dela, entrosa-se com os outros moradores da região. Conta com o carinho de sua governanta Carolina (Laura Cardoso), que insiste em chamá-la de Maria Isabel.
"Antônio Maria" (Manchete, 1985)
Em 1985, a Manchete fez uma remake de "Antônio Maria", contudo a novela não teve o mesmo sucesso que a primeira versão. A história é a mesma realizada em 1968 mas o actor que interpreta o protagonista Antônio dessa vez é português, Sinde Felipe. Nessa versão, a diferença é que logo no início o português é apresentado em Portugal, milionário, de onde sai para fugir de Amália (Eugénia Melo e Castro), uma mulher apaixonada e possessiva.
No Brasil, consegue emprego como motorista de Dr. Adalberto, comerciante dono de uma cadeia de supermercados em São Paulo. Outro imigrante português, Fernando Nobre, dono de uma panificadora, oferece-lhe sociedade, mas Antônio Maria, inexplicavelmente, prefere continuar como empregado.
"Cambalacho" (Globo, 1986)
Até ao final dos anos 80, outras telenovelas da Globo exibiram personagens portugueses interpretados por brasileiros, porém com papéis normalmente de pouca importância. Em "Cambalacho", de Silvio de Abreu, Fabio Sabag faz o papel de Olívio, um mordomo que também se passa por um padeiro português e diz ser, na verdade, um conde chamado Ovídio.
Antônio Carlos Pires teve uma participação especial como Antunes, um português que abandonou a família e volta dez anos depois.
"Direito de Amar" (Globo, 1987)
Em "Direito de Amar", Elias Gleizer interpreta o papel de Manuel Barbosa, dono da confeitaria onde se encontram todos os intelectuais e artistas da época, mas que preferia estar do outro lado do balcão.
Manel, como é conhecido, é simpático, engraçado e seu comércio vai bem porque, além de ser um excelente negócio, tem por trás os cuidados da esposa, Catarina (Yolanda Cardoso).
Manel é aparentemente dominado pela mulher, mantendo um óptimo relacionamento com o filho Nelo (Rômulo Arantes), mas vive uma relação difícil com a filha Paula (Cissa Guimarães).
"O Outro" (Globo, 1987)
Em "O Outro", Germano Filho tem uma participação especial como um dono de padaria que dá informação a um dos protagonistas da novela.
"Vida Nova" (Globo, 1988)
Lauro Corona interpreta o papel de Manoel Victor, um aventureiro que vendeu tudo o que tinha e foi para o Brasil. Divide o quarto com Michel, um velho libanês com quem traça planos de enriquecer, rapidamente, sem muito esforço. Apesar de ter estudado em Coimbra e ser muito inteligente, se torna aprendiz de padeiro e se apaixona por uma judia.
Lauro Corona faleceu durante as gravações e seu personagem partiu em viagem.
"Vale Tudo" (Globo, 1988)
Em "Vale Tudo", a personagem Aldeíde Candeias (Lília Cabral) casa-se com Laudelino (Ivan de Albuquerque), um português rico. Juntos vão passar uma temporada a Portugal, mas ele morre uma semana depois de chegarem e ela volta para o Brasil trazendo como herança várias fazendas.
Apesar da pequena participação de Laudelino, o português provoca diversos diálogos sobre Portugal e sua cultura. Aldeíde, depois de viajar, também sempre menciona as diferenças culturais e de idioma entre os dois países, bem como a imigração.
Muitos dos personagens comentam a intenção de morar em Portugal, que se apresenta como um lugar de oportunidades nessa época em que o Brasil passa por diversas crises, entre elas a moral.
"Pacto de Sangue" (Globo, 1989)
Em "Pacto de Sangue", Carlos Duval aparece como um vendedor português, era um figurante com fala. A novela se passava em 1870 e tinha como temática a luta abolicionista.
Fontes principais: “De Antônio Maria a Balacobaco: panorama da presença portuguesa na telenovela brasileira” de Elaine Javorski (Encontro Nacional da História de Mídia) / "A influência das relações comerciais e culturais entre Brasil e Portugal na inserção de personagens portugueses nas telenovelas" de Elaine Javorski e Isabel Ferin Cunha (Universidade de Coimbra)
Outras Fontes: Ualmédia / Mundo das novelas / Astros em revista / Bandeirantes start / Teledramaturgia / wikipedia / Mundo das novelas / Todo dia um texto novo / Imgrum / Novelas e mundo / Memória Globo / Movenotícias / Gshow
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* Alguns destaques,
1980s,
1980s-2000s,
Brasil,
Emigração,
Participações,
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sábado, 15 de setembro de 2012
Joaquim Almeida ... entre Lisboa e Hollywood
![]() |
| (como Hernan Reyes em "Fast Five") |
Nascido a 15 de Março de 1957, em Lisboa, frequentou o Conservatório Nacional de Lisboa mas deixou o País para desenvolver uma carreira feita sobretudo no estrangeiro, em particular nos Estados Unidos da América. Os seus primeiros tempos foram difíceis, tendo exercido diversas profissões, entre elas, empregado de mesa.
Fluente em seis línguas,
continuou a sua carreira actuando quer nos Estados Unidos da América, quer em diversos países como Portugal, Inglaterra,
Espanha, França, Itália, Brasil, Argentina e Alemanha.
![]() |
| (com Isabelle Hupert em "Milan Noir", 1988) |
Não faz questão de ser o actor principal. Gosta de fazer papéis secundários desde que sejam bons. Começou a ganhar um certo estatuto como mau da fita.
Como tudo começou
Casou
pela primeira vez na Áustria em 1976 com a pianista clássica húngara Andrea Nemetz,
que era amiga de António Vitorino de Almeida. Ela tinha uma bolsa de estudos
para os Estados Unidos para ir fazer um doutoramento na Julliard School. E
Joaquim de Almeida decidiu ir até aos Estados Unidos tentar fazer cinema. Tinha
dezanove anos.
Começou
por estudar inglês, em “full-time”, entrou para a escola de teatro e foi
trabalhado como barman. Fez vários cursos e entrou para a escola de Lee
Strasberg. Estudou com Nicholas Ray, que foi seu professor e o ajudou bastante.
Graças a ele conseguiu três bolsas de estudo para a New York University. Na
altura dizia-lhe para não se preocupar com o sotaque, para se preocupar apenas
com a dicção.
O
Strasberg dizia-lhe: “Gostamos de trabalhar com actores com sotaque
estrangeiros, não te preocupes, vais conseguir”.
![]() |
| (com Isabel Otero em "Terre Sacrée", 1988) |
Primeiros trabalhos
Fez
teatro amador e conseguiu uma figuração em “The Soldier” (“O Soldado”, 1982),
filme que se traduziu na sua estreia cinematográfica. Depois teve um pequeno papel em “The Honorary Consul” (“O Cônsul Honorário”, 1983), em que
contracenou com Michael Caine, Richard Gere e Bob Hoskin ...
Estava
a fazer uma peça de Natal, que é uma coisa muito comum nos Estados Unidos, e há
uma senhora, amiga de uma sua amiga, directora de casting da Paramount que
estava a assistir.
Gostou
de o ver, e no final deixou-lhe um cartão e sugeriu que fosse a uma série de
agências para fazer audições. Teve a sorte de ir a duas – uma para um anúncio
aos chocolates Cadbury e outro para o filme “The Soldier”, de James Glickenhaus
– e sair de lá com os dois trabalhos. Assinou logo um contrato de dois anos com
a agência.
Na
altura saiu um convite para entrar numa “soap opera”, onde ia receber cem mil
dólares durante dois anos, o que era muito dinheiro para a época. Mas a sua
agente convenceu-o a recusar e ainda bem, porque passado pouco tempo apareceu
o filme dos irmãos Taviani “Good Morning Babylon”.
“Good Morning Babylon” (1987)
Há
filmes que foram importantes na sua carreira, como o “Good Morning, Babilon”
dos irmãos Taviani, porque o lançou como actor principal na Europa. Depois do
filme dos Taviani ter ido a Cannes [abriu o festival de Cannes de 1987], fez quatro filmes em França e dois em
Itália.
"Um
filme dos Taviani com um actor português e cá passou quase despercebido, o que
é típico de Portugal. Felizmente o filme teve muito sucesso em França e Itália."
“Good Morning, Babylon” (“Bom Dia, Babilónia”, 1987) era uma co-produção italo-americana que relata os primórdios do cinema, nomeadamente as rodagens de “Intolerance” (“Intolerância”, 1916), de D.W. Griffith.
Sandino (1990)
Em 1990 participa no filme "Sandino", do realizador chileno Miguel Littin, onde interpreta papel de
Augusto César Sandino, o líder nicaraguense que inspirou a FSLN, Frente
Sandinista de Libertação Nacional, do Daniel Ortega, que derrubou o ditador
Anastácio Somoza.
![]() |
| (Col. Felix Cortez em "Perigo Imediato") |
Anos 90/Século XXI
Após alguns trabalhos em Espanha, França, Itália e Portugal, iniciou a sua melhor fase, participando em “El Rey Pasmado” (“O Rei Pasmado”,1992), baseado no romance de Gonzalo Torrente Ballester, e em títulos bem sucedidos de Hollywood, como “Clear And Present Danger” (“Perigo Imediato”, 1994), ao lado de Harrison Ford, “Only You” (“Só Tu”, 1994), onde contracenou com Marisa Tomei e Robert Downey Jr., e “Desperado” (1995), no papel de vilão, ao lado de Antonio Banderas.
![]() |
| (com António Banderas em "Desesperado") |
![]() |
| (com Bonnie Hunt e Robert Downey Jr. em "Only You") |
Continuou
a marcar presença constante em produções internacionais, como o filme
brasileiro “O Xangô de Baker Street” (1999/2001), onde foi Sherlock Holmes, e “Behind
Enemy Lines” (“Atrás das Linhas do Inimigo”, 2001), onde contracenou com
primeiras figuras de Hollywood, como Gene Hackman e Owen Wilson.
Em 2007 protagoniza com Christina Hendricks (da série "Mad Man") o filme "La Cucina", um drama romântico sobre a vida, o amor e a alegria de cozinhar.
Participa em 2008 nos filmes "Oscar - una pásion realista", de Lucas Fernandez, em que interpreta o pintor Oscar Dominguez, contemporâneo de Picasso, e "The Burning Plain", de Guillermo Arriaga (argumentista de "Amores Perros" e "Babel"), formando com Kim Basinger um casal (Gina e Nick) que tem de lidar com uma ligação amorosa clandestina.
Em
2008 interpreta o Presidente René Barrientos em “Che – Guerrilha”, de Steven
Soderbergh, onde contracena com Benicio del Toro e Framka Potente (na imagem), e em 2011 participa em “Velocidade Furiosa 5: Assalto no Rio” , onde faz de Hernan Reyes.
![]() |
| (estreia na TV norte-americana, com Don Johnson, em Miami Vice) |
Televisão
Joaquim de Almeida trabalha igualmente em televisão, tendo-se
iniciado com um papel em Miami Vice, onde fez de Roberto 'Nico' Arroyo no 9º
episódio - "Bought and paid for" ("Comprado a pronto", em
Portugal) -, da 2ª temporada.
Posteriormente participou em séries como “24”,
onde interpretou o vilão Ramon Salazar, em “Crusoe”, onde representou Santos
Santana e teve uma pequena aparição em “CSI: Miami”.
![]() |
| (como Ramon Salazar em "24") |
Mais
recentemente participou nas séries “O Mentalista”, onde interpretou o líder de
uma família mafiosa argentina, Gabriel Porchetto, no episódio "My Bloody
Valentine" (12º episódio, da 4ª temporada) e “Missing” (série
protagonizada por Ashley Judd) em que representou o papel de Antoine Lussier
(chefe da espionagem francesa), no 2º episódio da série protagonizada por Ashley Judd.
![]() |
| (como o mafioso Argentino Porchetto em "O Mentalista") |
- 2012 - "Missing": onde faz de Antoine Lussier
- 2012 - "O Mentalista": no papel de Gabriel Porchetto
- 2009 - "Crusoe: onde faz de Santos Santana
- 2007 - "CSI Miami" como Joseph Trevi
- 2005 - "Have no fear - the life of Pope John Paul II": no papel do arcebispo salvadorenho Oscar Romero
- 2005 - "Wanted": como Manuel Valenza, Capitão da L. A. Base Swat-tipe
- 2004 - "Os homens do Presidente" no papel de Carlos Carrio
- 2004 - "24" (3ºTemporada): como o vilão Ramon Salazar
- 2003 - "Kingpin" (mini-série): onde faz de traficante colombiano de cocaína
- 1997 - "Nostromo": como Col. Sotillo
- 1985 - "Miami Vice": no papel de Roberto 'Nico' Arroyo
Prémios internacionais e nomeações
Best Acting - 2008" para melhor actor no filme "Óscar. Una pasión surrealista (2008)"
Nomeação para melhor actor no Grande Prémio do Cinema Brasileiro pelo filme "O Xangô de Baker Street (2001)"
Prémio da Cidade de Huelva - 2009
Nomeação para melhor elenco pela série "24" (2004). Com: Reiko Aylesworth, Carlos Bernard, Elisha Cuthbert, James Badge Dale, Dennis Haysbert, Mary Lynn Rajskub, Paul Schulze e Kiefer Sutherland.
Fontes/Mais informações: Semanário Expresso (Revista Única): Ana Soromenho e Vítor Rainho / Notícias Magazine / wikipedia / Sacvideo / Imdb / filmeweb.pl
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