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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Estação Espacial Europeia localizada em Portugal em "Doppelgänger" de Gerry e Sylvia Anderson (1969)

"Doppelgänger" (mais conhecido como "Journey to the Far Side of the Sun") foi a primeira tentativa de Gerry Anderson de transitar dos filmes de animação com marionetas, para um publico infanto-juvenil, para filmes de ficção cientifica para adultos. O filme foi rodado em Inglaterra e Portugal, onde se localiza o Estação espacial "EUROSEC Space Centre" (European Space Exploration Community).


Portugal

O filme foi rodado no Algarve em Setembro de 1968 sob direcção de Robert Parrish. Inicialmente estava previsto que as filmagens decorressem durante todo o mês de Setembro, mas teve que ser encurtado para duas semanas por receio de um golpe-de-estado após a queda da cadeira de Salazar.

Uma instrução no argumento referia que a Torre de Controlo do Aeroporto, onde aterrava o avião que transportava Glenn e Sharon, teria que "combinar" com o Aeroporto de Faro. A localização mais provável para a base de lançamento seria nos Açores, devido ao perigo de cairem foguetes.


Oscar ®

Journey to the Far Side of the Sun" ("Viagem ao Outro Lado do Sol") não alcançou um grande sucesso comercial, mas ganhou um "Oscar" pelos seus efeitos especiais.

Sinopse

"No futuro é descoberto um novo planeta no sistema solar numa órbita exactamente igual á da terra mas do lado oposto do sol. Uma equipa de astronautas é enviada para investigar este incrível planeta, aparentemente idêntico ao nosso."

Fontes: Fanderson / Republibot / Imdb

quarta-feira, 27 de abril de 2011

"The Lisbon Crossing" de Tom Gabbay (2007)

"Encontro em Lisboa" é o segundo livro do escritor norte-americano Tom Gabbay protagonizado por Jack Teller (o primeiro "The Berlin Conspiracy" foi publicado em 2006 e o terceiro "The Tehran Conviction" foi editado em 2009).

Estamos no Verão de 1940 e a Europa está sob o jugo da máquina de guerra nazi. Jack Teller chega a Lisboa, cidade neutra, pelo braço da estrela de cinema Lili Stern, para ajudar a procurar a sua amiga de infância, Eva Lange.

Tendo fugido do terror nazi, crê-se que Eva esteja escondida por entre os milhares de refugiados desesperados que caíram sobre Lisboa. Mas Jack não é o único no seu encalço. O melhor detective de Hollywood, Eddie Grimes, estivera a tratar do caso - até aparecer morto.

Em vez de respostas, Jack põe a descoberto uma série de mistérios que vão desde os glamorosos clubes nocturnos do Estoril até às ruelas húmidas e perigosas de Lisboa.

Por entre espiões alemães e jornalistas ingleses, e enquanto fazem de detectives, Lili e Jack vão-se cruzando com personagens como o Capitão Catela, fiel seguidor do regime de Salazar mas que não resiste a uma boa quantia em dinheiro, o aristocrata de Cascais, Ricardo Espírito Santo ou os Duques de Windsor.

Jack vai fazendo descobertas chocantes que o levam de Lisboa às avenidas arriscadas de Paris, onde os seus actos podem mudar o curso da guerra.

Fontes: shvoong / conta-me historias /wook / Publishers Weekly

quarta-feira, 20 de abril de 2011

"Bosque proibido (Noite de São João)" de Mircea Eliade (1954)

Ao escrever nos anos cinquenta o seu romance "Bosque proibido (Noite de São João)", Mircea Eliade escolheu Portugal para criar aí o único ninho de felicidade do romance: A Estufa Fria, no Parque Eduardo VII, Cascais e o Buçaco.

O protagonista, Stefan Viziru, chega duas vezes a Portugal no meio de uma Europa em guerra. Numa ilha de felicidade junta-se com o seu amor de juventude, Ileana. Não sabe, porém, reter este momento, decifrar o enigma, perde Ileana para sempre e volta à pátria.


No prefácio à edição portuguesa do seu romance, Eliade explica a razão da sua escolha, o porquê do ninho de felicidade em Portugal: «Creio que, mais do que qualquer outro trabalho literário meu, este romance poderá interessar o leitor português. Passei cerca de cinco anos em Portugal, e uma parte da acção do romance decorre em Lisboa, Cascais e Coimbra (…)

Se os compreendi bem, os Portugueses têm uma determinada concepção do Tempo, da Morte e da História, que lhes permite pressentir o tema central (e «secreto») do romance (…).

Parece-me que para os Portugueses (como aliás para os Romenos), o Tempo, a História, a Morte e o Amor conservam o carácter de mistérios".

Nota: Os últimos anos em Lisboa (1943-1945) foram para Eliade um calvário. O que mais o abalou foi a morte de sua mulher, Nina Mares.

Fonte: Albert von Brunn, "Mircea Eliade em Portugal (1940-1944)" - Instituto Camões

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Mircea Eliade e Portugal (1941-1945)


Em 1941 Mircea Eliade - um dos autores mais consagrados no que diz respeito à interpretação e ao estudo dos símbolos - foi nomeado secretário de imprensa na capital portuguesa.

Interessou-se pelos clássicos, como Sá de Miranda, Camões e Eça de Queiroz, e empenhou-se em estabelecer elos mais fortes entre os latinos do ocidente e do oriente, impulsionando traduções, conferências e concertos.

Deixou diversas obras ligadas ao nosso país, algumas de forma directa, e uma outra mais curiosa.


Emergiu, há poucos anos, um diário que Eliade terá mantido sobre os seus anos passados em Portugal. Editado em Barcelona, com o título “Diário Português”, este documento importante manteve-se muito tempo sem versão em português.

Enquanto esteve em Portugal, o escritor romeno foi um observador muitas vezes crítico, mas jamais mal-educado ou hostil, de Portugal e dos seus habitantes.

"Lisboa conquistou-me desde o primeiro dia (…). No último ano da minha estadia em Calcutta tinha começado a aprender o português com método e paixão".

Mircea Eliade entrou em contacto com jornalistas portugueses e com o director do então Ministério de Informação e Propaganda António Ferro (1895-1956). Ao mesmo tempo iniciou o estudo da obra de Camões.

Tinha o propósito de escrever um livro sobre Camões e a Índia portuguesa. Este livro, porém, como muitos outros, não passou dum projecto inacabado.


"Salazar e a Revolução Portuguesa" tinha por objectivo inspirar o general Ionescu a seguir o exemplo do português de criar uma ditadura não totalitária. Quem não parece ter gostado da brincadeira, contudo, foi Salazar. A obra só recentemente foi editada em português.

"Salazar, que tinha cometido a 'gaffe' de ordenar luto pela morte de Hitler e tinha sido injuriado na imprensa anglo-americana, corrigiu o erro rompendo as relações com a Alemanha, fechando a Legação e congelando os fundos alemães", anotou Eliade no seu diário, no dia 10 de Maio de 1945.

O escritor romeno conheceu pessoalmente Salazar, que retrata com simpatia ("É menos rígido visto de perto"), mas segundo Corneliu Popa (tradutor da sua obra para português), "não era propriamente fascista".

"É inegável que Eliade tinha simpatias de direita, mas não era um militante surdo e cego. Ele defendia um Estado autoritário, mas não totalitário", disse.


"Os Romenos: Latinos do Oriente" era uma síntese histórica, cultural e espiritual do seu país, tendo avançado a hipótese de haver uma ligação grande entre os actuais habitantes da Roménia e de Portugal, uma vez que teriam sido soldados da Península Ibérica os primeiros latinos a colonizar a Roménia.

Fontes: Filipe d’Avillez, Revista “Os Meus Livros” (adaptado) / Instituto Camões / Nonas Nonas / wikipedia

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

"Comboio Nocturno para Lisboa" de Pascal Mercier (2004)


Pascal Mercier - pseudónimo de Peter Bieri, é um escritor Suiço, nascido em Berna, que é actualmente professor de Filosofia em Berlim, onde vive.

No seu terceiro livro, "Comboio Nocturno para Lisboa" (“Nachtzug nach Lissabon”), o escritor desvenda uma Lisboa mística num thriller filosófico, relatando a história de um professor suiço que troca uma vida de rotinas pela busca de um escritor português, ao jeito de Fernando Pessoa.

O livro esteve 140 semanas na tabela dos livros mais vendidos na Alemanha e foi igualmente um sucesso editorial em França e Espanha, tendo transmitido uma nova visão sobre Portugal e dado à expressão "apanhar um comboio nocturno para Lisboa" o sentido de mudar de vida.


Sinopse

Raimund Gregorius, um professor de Latim e Grego, tem, num mesmo dia, um encontro fortuito com uma mulher portuguesa numa ponte de Berna e depara-se com um livro que contém as reflexões enigmáticas de um português. Em consequência desses dois acontecimentos, o professor toma a decisão de viajar para Lisboa para procurar o autor do livro (Amadeu Prado, um autor imaginado pelo escritor).

A sonoridade da língua portuguesa

Foi a música da língua portuguesa que o levou a escrever “Comboio Nocturno para Lisboa”, tendo sido motivado pelo som da língua e pela melodia das frases.

Segundo o escritor, o som da língua portuguesa “É suave, terno, sedativo, que não seduz facilmente. Consigo ouvir a melodia do português durante todo o dia. Em minha casa tenho um canal de televisão português e consigo ouvir aquilo durante horas, ainda que muitas vezes não perceba nada. É como uma bela paisagem e entramos naquela paisagem e esquecemos tudo.”

Livro de Amadeu de Prado no filme adaptado da obra de Pascal Mercier

Porquê a escolha de Portugal e de um escritor português

Achei que eu, suíço, criado na cidade de Berna, não conseguia ter estofo para fazer sair de mim as frases que saem da pena de Amadeu de Prado. Eu era muito pequeno e insignificante. (...) A solução era inventar uma personagem que pudesse dizer frases como aquelas e essa pessoa foi Amadeu de Prado (...)

Porque havia [Fernando] Pessoa, o som da língua que adoro e lamento não ter tempo para a aprender a falar. E Lisboa como cidade que assenta perfeitamente em Raimund [nome da personagem do professor de filosofia que deixa tudo para ir atrás da escrita misteriosa de Amadeu de Prado].

É uma cidade lenta, com ares de século XIX, tirando os carros; um pouco decadente. Precisava ainda de um ditador para ter o tópico político da resistência no livro. Para se ter uma movimento de resistência é preciso haver um ditador e entre o ditador e aquele resistente queria que houvesse um conflito do tipo pai e filho, tinha de ser um ditador especial, com a imagem de paternidade. Não podia ser Franco, nem Hitler nem Mussolini ou Estaline.

Salazar era um tipo diferente de homem. Um intelectual, professor de economia, não era alguém que gostasse da brutalidade. Claro que cometeu actos brutais, mas nada como Estaline ou Hitler. Portanto foi Pessoa, o som da língua, Lisboa como cidade e o ditador certo. Tudo isto me levou a Portugal e a Lisboa.

Fontes: casa dos pais, portal da literatura


"Comboio Nocturno para Lisboa" foi adaptado ao cinema pelo realizador dinamarquês Billie August em 2013, contando nos principais papeis com actores de reconhecida notoriedade como Jeremy Irons, no papel de Raimund Gregorius.

sábado, 5 de janeiro de 2008

Lisboa dos anos 30 em "Afirma Pereira" de Roberto Faenza com base na obra de Antonio Tabucchi (1995)


Com realização do italiano Roberto Faenza, “Afirma Pereira” é uma co-produção entre Portugal, França e Itália que adapta para cinema um dos romances de António Tabucchi.

Pereira é um jornalista português do “Lisboa”, nos anos ’30, que no cinema foi interpretado pelo famoso actor italiano Marcello Mastroianni.

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Joaquim de Almeida interpreta o prestável e informado criado de mesa do café Orquídea que servia a Pereira as suas açucaradas limonadas e as oleosas omoletas e lhe sugeria, ao mesmo tempo, notícias “impublicáveis”.

Pereira é um ex-jornalista de pequenas notícias que, um dia, é promovido a responsável pela página cultural do vespertino “O Lisboa” e que, confrontado com as ideias de liberdade de dois jovens, acaba por alterar completamente a sua vida.


Nicolau Breyner é o pároco confidente. Teresa Madruga é a porteira delatora e Carlos César é chefe de redacção. Nicoletta Braschi (conhecida por “A Vida é Bela” de Roberto Benigni) e Daniel Auteuil (Dr. Cardoso) são outros actores de renome internacional que participam no filme.

O filme foi rodado em Portugal em locais tão diferentes como o Pavilhão de Exposições da Faculdade de Agronomia (em Lisboa), o Museu Castro Guimarães (em Cascais), a Casa do Alentejo (em Lisboa), o Jardim de S. Pedro de Alcântara e a Estação do Rossio.

A acção decorre no Verão quente de 1938, onde um gasto jornalista se rendia ao “politicamente correcto” para assim evitar cair nas malhas da Polícia inquisidora.

Pereira consegue recuperar a alegria de viver ao põr o coração à frente da realidade, ao deixar prevalecer a verdade sobre os ditames da PIDE, da censura e da propaganda.

Fontes: wikipedia/ tv guia




Publicado em 1994, "Afirma Pereira" foi o romance que impõs o talento narrativo de Tabucchi junto do grande público, conquistando diversos prémios (Prémio Campiello, Prémio Viareggio, Prix Européen "Jean Monnet",) sendo considerado uma das obras-primas da moderna literatura italiana.

O romance de Tabucchi foi igualmente adaptado para teatro, por Teresa Pedroni, com interpretação do actor italiano Paolo Ferrari:

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