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quarta-feira, 10 de julho de 2013
Wendy Nazaré canta "Lisboa" em novo video-clip (2012)
Descendente de ingleses, mas também de argelinos, belgas e portugueses, Wendy Nazaré homenageou as raízes lusitanas no segundo álbum, "A tire d'ailes", interpretando, em dueto com o cantor francês Pep's, o tema "Lisboa" cujo video clip foi gravado na capital portuguesa.
Artista desde os 11 anos, idade que tinha quando escreveu a primeira canção em inglês, Wendy Nazaré não conseguiu ainda se tornar uma estrela na Bélgica, onde mora actualmente, mas parece ser uma daquelas cantoras para quem a música, mais do que um negócio, é uma paixão.
Desde pequena passou férias em Portugal, junto de um senhor de quem gostava muito, mas que na altura não imaginava que era seu avô (pois o seu avô, português, tinha tido uma relação amorosa com a sua avô, belga. no Congo). Nasceu assim uma forte ligação a esse seu avô e a Portugal, que esteve na origem da canção "Lisboa", pois a cantora afirma que era capaz de escrever toneladas de canções sobre Portugal e sobre o seu avô.
Fontes: Blog "A música francófona" (adaptado) / Lusojornal
Video: Youtube
Letra
Ça n'fait même pas 20 ans que j'te connais et toi tu vois déjà dans mes veines
Le creux qu'à laissé les larmes et la distance de 2000km
C'est parce que t'as la même gorgé de soleil et de souvenirs qui dansent
Au rythme des fados, de leur robe noir et des cris immenses
Y'a comme un goût de par coeur que je parcours dans tes soirs, tes matins
Pourtant on n'est ni soeur ni amant d'avec ou sans lendemain
On a ces mêmes grands places, ces grands hommes qui nous ont marqués au fer
Depuis Salazar le marquis de Pombal jusqu'à nos terribles grand-pères
Cheira bem, já tem sol, Cheira a lua, cheira a Lisboa Cheira bem, já tem sol, Cheira a lua, cheira a Lisboa
Perdue entre la mer et les montagnes mentholées de Sintra
Toi tu te repères avec un nuage d'alegria
Ta seule ligne de conduite est de suivre le vent et peu importe
Des marées où tout passe, orage, tourment, pourvu qu'il t'emporte padapadapada
Tu t'es rebâties après un séisme pire que l'enfer
Plus belle, plus rayonnante
Tu nous éclabousses de lumière
Et ça me rassure de savoir que même quand nous ne serons plus là
Même juste dans l'air encore, on te sentira padapadapada
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terça-feira, 15 de janeiro de 2013
As aventuras de OSS 117 em Portugal
Jean Bruce, pseudónimo de Jean Brochet, nascido em 1921, foi um popular escritor francês de romances de espionagem. Em 1949 criou uma personagem que haveria de se tornar célebre, um agente de nome Hubert Bonisseur de la Bath, mais conhecido por OSS 117.
Escreveu 75 romances com este protagonista e morreu a 27 de Março de 1963, em Paris, num acidente de automóvel.
Após a sua morte, a personagem não desapareceu. A sua mulher, Josette Bruce, agarrou no agente e escreveu mais 143 romances com OSS 117 como figura principal, entre 1966 e 1985.
Entre 1971 e 1972, Josette publica 3 livros com ligação a Portugal: "OSS 117 aime les Portugaises” (de 1971), “Balade en Angola” (de 1972) e “Maldonne à Lisbonne” (também de 1972).
Em 1987, os filhos de Jean Bruce, François Bruce e Martine Bruce retomam em mão o negócio familiar e acrescentam mais 24 títulos à personagem. 252 romances com base numa figura é coisa de que poucas se podem gabar.
"OSS 117 aime les Portugaises” (em português: "O amor dos portugueses")
O encontro entre agentes duplos não é uma tarefa fácil.
OSS 117 utiliza toda a sua experiência na sua chegada a Lisboa.
Aparentemente era uma missão muito tranquila, mas uma equipa de assassinos tenta eliminá-lo.
E uma jovem ingénua tenta drogá-lo antes de saltar para a sua cama.
As noites são frias em dezembro, mas das meninas não se pode dizer o mesmo.
"Maldonne à Lisbonne" (em inglês "Misdeal In Lisbon")
Com poucos dias de intervalo são assinados dois agentes "permanentes" da CIA em Lisboa.
O agente OSS 117 terá que envidar todos os esforços para parar com este massacre e encontrar as causas e autores destes crimes.
"Balade en Angola" ("Balada de Angola" em português)
Várias granadas, assim como um bornal de munição, estavam penduradas em seu cinto. Segurava um fuzil, de assalto Kalashnikov AK 47 de carregador curvo. Chamava-se Amérigo Kassinga. Seus homens apelidaram-no: O Tigre.
Fontes: Doublesection / Spyguysandgals / Lauro António apresenta / Livrenpoche (1) (2) (3) / Thrillermagazine
"Maldonne à Lisbonne" de Pierre Genéve
Um outro autor, Pierre Genéve (pseudónimo do escritor monegasco Marc Schweitzer), publicou em 1965, na editora Les Presses Noires, o seu livro "Maldonne à Lisbonne", homónimo ao publicado por Josette Bruce em 1972.
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terça-feira, 16 de março de 2010
"Lisbonne Carnets" de Dupuy e Berberian (2001)
"Lisboa: Cadernos" é um caderno de viagens semelhantes aos que a dupla Dupuy e Berberian já tinha dedicado às cidades de Barcelona e Nova Iorque, em que captam em traços rápidos e elegantes a vida das cidades por onde passam. Tendo já superado, de forma brilhante (veja-se a historia de Mr. Jean, "Viagem a Lisboa") a questão da incontornável herança pessoana, Dupuy e Berberian limitam-se aqui a retratar com a sensibilidade que os caracteriza os espaços e as gentes dessa Lisboa que descobriram mais em pormenor aquando da sua passagem pelo Salão Lisboa em 2000.
Fonte: Diário As Beiras; João Miguel Lameiras (em Bedeteca)
"Bons Baisers de Lisbonne" (2002)
Por ocasião do Festival de Angoulême 2002, a editora Cornelius ofereceu aos seus clientes uma série de mini-postais ("Bons baisers de Lisbonne") da autoria de Dupuy e Berberian.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Luís Figo em selo do Mónaco (2002)
Figo venceu o Ballon d'Or em 2000 e foi o Melhor Jogador do Mundo pela FIFA em 2001.
Figo obteve igualmente, em 2002, o Grande Prémio da Associação Internacional dos Editores de Catálogos de Selos Postais, de Álbuns e de Publicações Filatélicas (ASCAT).
As anteriores edições tinham sido atribuídas a entidades (Correio Suíço, em 1994) e personalidades como o Príncipe Rainier III do Mónaco (em 1996), Juan Antonio Samaranch (em 1998), e Bertrand Piccard (em 2000).

Mais informações: (1), (2)
Figo obteve igualmente, em 2002, o Grande Prémio da Associação Internacional dos Editores de Catálogos de Selos Postais, de Álbuns e de Publicações Filatélicas (ASCAT).
As anteriores edições tinham sido atribuídas a entidades (Correio Suíço, em 1994) e personalidades como o Príncipe Rainier III do Mónaco (em 1996), Juan Antonio Samaranch (em 1998), e Bertrand Piccard (em 2000).

Mais informações: (1), (2)
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quinta-feira, 5 de junho de 2008
quarta-feira, 26 de março de 2008
"Viagem a Lisboa" de Monsieur Jean (1990)
Monsieur Jean é um personagem de banda-desenhada criado, em 1990, por Dupuy-Berberian (Philippe Dupuy e Charles Berberian) na revista Yéti.
A série, adaptada ao cinema em 2007, conta a vida quotidiana de Monsieur Jean um parisiense celibatário, na casa dos 30 anos, que está permanentemente à procura de uma ideia para escrever um romance.
Dupuy e Berberian criam uma subtil (mas evidente) continuidade ao longo de álbuns construídos de pequenos episódios aparentemente díspares, unidos por breves interlúdios temáticos. Se no primeiro álbum temos a ubíqua porteira, em “Les nuits les plus blanches” seguem-se infernos que a idade acentua: a azia e as insónias...
Neste segundo volume inclui-se aliás um excelente episódio mais longo passado no nosso país, sob a sombra tutelar de Fernando Pessoa: “Voyage à Lisbonne”.
Monsieur Jean perde um livro que lhe fora oferecido pelo seu avô, sendo um pretexto para homenagear Fernando Pessoa e para abordar uma característica do personagem que ainda não fora explorada, a angústia.
A ideia foi proposta a Dupuy-Berberian por um colega, Hervé Tullet, que lhes falou de Fernando Pessoa e da Saudade, que, segundo os autores, é uma espécie de mistura de sentimento nostálgico e melancolia que se desenvolveu no seu trabalho.
Fontes/Mais informações: Duber / F. Cleto e Pina / Bedeteca
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Michel Vaillant em Portugal (1971 e 1984)
Michel Vaillant é um personagem de banda desenhada da autoria de Jean Graton, que de uma forma muito própria, conseguia misturar a realidade e a ficção, pondo Michel a conviver com os maiores campeões de sempre do desporto automóvel.
Centrando a sua carreira na fórmula 1, onde chegou a andar a mais de 300 à hora nas ruas de Paris, não deixou de participar nas várias disciplinas do desporto motorizado. Conhecemos-lhe uma vitória no Paris / Dakar e várias incursões no mundial de ralis, para além das vitoriosas participações nas 24h de Le Mans.
As aventuras de Vaillant foram editadas inicialmente, em Portugal, através da revista “Cavaleiro Andante” que rebaptizou o herói com o nome mais português de Miguel Gusmão.
Michel Vaillant participou no “Rali em Portugal” (“Cinq filles dans la course” na versão original de 1971), e voltou à capital portuguesa em “O Homem de Lisboa” (“L’ homme de Lisbonne” de 1984), numa intriga sobre espionagem industrial. E teve “Um encontro em Macau” (“Rendez-vous à Macao” de 1983).
" Rali em Portugal" (1971)
Editado em 1971, com o título original "5 Filles dans la Course!", centra-se na 3ª edição do Rali TAP disputada no ano de 1969. Dando seguimento ao álbum anterior, "De L'huille sur la Piste", a história deste livro tem como foco principal o relacionamento entre os pilotos de automóveis e as mulheres.
Com o Rali de Portugal como pano de fundo, a equipa Vaillante junta-se a outras duas equipas mistas para termos cinco raparigas na corrida. Michel faz parceria com Françoise Latour a sua futura mulher.
Mas é o eterno mulherengo Steve Warson que se torna na personagem principal do livro. Para além da companheira de viatura, a Portuguesa Cândida Maria de Jesus, que no seu estilo habitual tenta conquistar, é confrontado com a presença da quinta rapariga, a Americana Betty, "la grande saucisse", que lhe fará a cabeça em água ao longo de todo álbum e que terá mais tarde participações nos livros "Rush" e "Des Filles et des Moteurs".
A passagem por Portugal é bem notada, o desenho está impecável, e os locais facilmente reconhecíveis, começando pelo primeiro "quadradinho" que nos mostra um 727 da TAP e uma vista do Castelo de S.Jorge com a Ponte Salazar (estamos em 1969) ao fundo bem como o Cristo Rei.
Também curioso é a passagem do Rali pela noite de Sintra, na qual o autor brinda-nos com os comentários dos espectadores, em Português, como são exemplo os "é o Jacky Ickx Anda Jacky!", "mais depressa", "vão matar-se!", "estão doidos!" e a melhor "anda os franceses".
Não faltam as referências a personagens portuguesas como Augusto César Torres, director da prova até à sua morte ou Alfredo Vaz Pinto, vice primeiro-ministro de Marcello Caetano.
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| Michel, Françoise, César Torres, Cândida, Brigitte e Jacky Ickx. |
Mais do que um livro de banda desenhada, “Rali em Portugal” é uma homenagem ao nosso País, pela descrição afectiva que faz dos lugares. Aliás, o trabalho de investigação observa-se extremamente bem conseguido.
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| Serra de Montejunto |
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| Cândida mostra a Universidade de Coimbra |
Abundam as descrições minuciosas dos troços onde se desenrolam as corridas. Lisboa, Sintra, Arganil, Buçaco, Montejunto, Coimbra e a sua Universidade, Estoril e os jardins do Casino… é um autêntico roteiro turístico em forma de desenhos em quadradinhos. Aliás, a primeira vinheta trata logo de descrever a imagem única que é o avião a fazer um círculo sobre o Tejo para se enquadrar com a pista da Portela.
"O homem de Lisboa" (1984)
Michel Vaillant volta a Portugal e ao Rali de Portugal, mas desta vez quem corre pela Vaillante é Steve Warson acompanhado pela sua nova namorada Julie Wood, que aproveitam para passear por Lisboa, passando pelo elevador da Glória e pela Torre de Belém.
Michel faz uma viagem de urgência a Lisboa para "brincar" aos espiões. Documentos secretos, da futura viatura revolucionária de turismo, são roubados da fábrica Vaillante. Michel tem de apanhar o traficante americano Tony Cardoza e recuperar os documentos.
Paralelamente à espionagem industrial, temos oportunidade de acompanhar a prestação de Steve e Julie no rali. As primeiras 4 páginas são dedicadas à loucura dos espectadores Portugueses.
Aos mares de gente que acorriam às classificativas, especialmente as de Sintra, e que rodeavam a estrada completamente, só se afastando dos carros no último momento.
Quanto a Portugueses temos novamente a presença de César Torres o organizador da prova, bem como a dupla Jorge Ortigão/João Baptista que correm ao volante de um dos Vaillante Comando e também o maior dos bedéfilos que é retratado algures na página 33.
Buçaco
Uma das imagens mais interessantes de "Rali em Portugal" é o Hotel Palácio do Buçaco onde Steve e Betty têm o seu primeiro "desencontro".
Estoril
O Hotel Estoril Sol, o Clube de Ténis do Estoril e o Casino Estoril são alguns dos cenários de "Rali em Portugal".
Setúbal
No livro “Rali em Portugal” há o registo de um pequena passagem por Setúbal a caminho da capital, o piloto passa por uma das artérias mais movimentadas da cidade junto a um dos mais antigos e conhecidos stands de automóveis da cidade.
Sintra
A Sintra o autor dedica cinco pranchas do álbum. De início os pilotos queixam-se do musgo que cobre os paralelos do piso, tornando-o numa pista de patinagem, das ruas estreitas e das curvas apertadas.
É o Assalto a Sintra “porque se trata de um verdadeiro assalto: a escalada de um ninho de águias por ruelas estreitas e uma sucessão de curvas apertadas!”
E vemos a Quinta Mazziotti, o arco da Penha Verde e o Largo do Vítor na confluência com o início da Estrada da Pena!!!
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| Montagem de Pedro Macieira |
E em "O homem de Lisboa" é utilizado o cenário da Lagoa Azul para a passagem dos bólides, em que os desenhos demonstram fielmente as loucura que os espectadores praticavam para verem quase em cima dos carros os seus pilotos favoritos, criando situações de grande perigo.
"Febre de Bercy" (1988)
Em 1998 foi lançado “A Febre de Bercy” (“La Fièvre de Bercy”), primeira parte de uma aventura em dois volumes centrada no Elf Masters de Bercy, a prova de karts que fecha a temporada da Fórmula 1 e que, desta vez, conta com a participação de Michel Vaillant e de Steve Warson.
Para os leitores portugueses, a história tem o aliciante de contar com o português Pedro Lamy como um dos concorrentes, para além da intriga (vagamente) policial girar em torno de um CD contendo um programa de cronometragem criado pela Fastnet, uma empresa dirigida por um português, John Cabral que, ao que tudo indica, não é tão inocente como parece...
Fontes/Mais informações: Livros a Doi2 (1)(2) / João Miguel Lameiras (Diário das Beiras), Pedro Macieira (em blog Rio das Maças) / Memória recente e antiga / Alagamares / Paulo Almeida / Geocaching / As leituras do Pedro (1) / Por um punhado de imagens / Sobre Pedro Lamy
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terça-feira, 11 de março de 2008
"Madame Souza" a heroína de "Belleville Rendez-Vous" (França, 2003)
Só num mundo de animação paralelo é que uma velhota portuguesa - Madame Souza - podia ser a heroína de uma longa-metragem. E que longa-metragem! "Belleville Rendez-Vous" passa-se parte numa França parada nos anos 50, e outra parte numa Nova Iorque francófona (...)
Fonte: Eurico de Barros, Diário de Notícias
Um português não pode deixar de ver o filme sem notar que a sua protagonista é nossa compatriota: Madame Souza, uma imigrante de profissão indefinida mas que cumpre o estereótipo parisiense da "concierge" [espécie de porteira] portuguesa. Sei que há gente que se chateia com estas representações, – coisa que nunca consegui perceber. Aqui no caso isto seria duplamente pateta, uma vez que o filme é a mais terna homenagem que já vi à interminável humanidade destas nossas velhinhas que não param quietas.

Mme. Souza poderia também ser uma avó judia, grega ou cabo-verdiana, mas ninguém que veja o filme aqui em Portugal pode deixar de encontrar ali expressões ou atitudes de alguma mulher mais velha da sua família. E quando Mme. Souza atravessa o Oceano à procura do seu neto ao som da Missa em Dó menor de Mozart, Chomet eleva esta pequena e incansável mulher à dimensão épica. Finalmente! Já não era sem tempo da "concierge" portuguesa ter o seu momento de glória nas telas dos cinemas.
Fonte: Rui Tavares (Barnabé)

O cão ladra e o comboio passa. Uma avó atarracada, carrapito ao alto, exibe os tímidos pêlos de um buço. Fica como um espelho da imagem que os portugueses levaram ao mundo. Só quem não notou o galo de Barcelos estampado na toalha de mesa ou o prato onde se lê "Fátima Maria" (detalhe, detalhe) ficará espantado quando, lá mais para a frente, Madame Souza ataca o piano para cantar, tcham-tcham, "Uma Casa Portuguesa".
É uma senhora portuguesa com certeza, mas Madame Souza, a deliciosa protagonista de "Belleville Rendez-Vous", primeira longa-metragem de animação de Sylvain Chomet, até nasceu francesa, como uma evolução a partir da personagem da sua anterior curta-metragem "La Vieille Dame et Les Pigeons" (1998).

[Chomet refere que] "Quando estava em Montreal, Canadá, onde vivi durante dez anos, havia um restaurante que era dirigido por portugueses chamado 'Le Roi du Plateau'. Eu costumava ir lá e tornei-me amigo dos proprietários, o Michel e a Mónica Viegas.
Talvez tenha sido por isso que quis ter uma personagem portuguesa no filme. Creio que fui influenciado por eles. Na verdade, é a voz da Mónica que se ouve na canção e no monólogo inicial. Além disso, andei a ver uns livros à procura de imagens, para ter uma ideia de como a Madame Souza se vestiria, o carrapito, etc.
Em todo o caso, há muitos portugueses em França, são muito identificáveis porque se vestem sempre de escuro." Ah, o estereótipo cultural. Não se preocupem porque, para nós, o inglês de Sylvain Chomet também soa a sotaque de Pepe Le Pew. Além do mais, os "clichés" em "Belleville Rendez-Vous" também não deixam ilesos os franceses, como reconhece Chomet.
Fonte: Kathleen Gomes, Público
Link: video
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