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quarta-feira, 15 de julho de 2015
Histórias madeirenses de Marina Oliver: “A Fatal Slip” (2011) e "Mischief in Madeira" (2014)
Marina Oliver é uma escritora inglesa, nascida em 1934, cuja obra literária se iniciou em 1974, tendo assinado igualmente com diversos pseudónimos como Sally James, Donna Hunt, Bridget Thorn, Vesta Hathaway, Livvy West e Laura Hart.
Marina divide o seu tempo entre Shropshire, na Inglaterra, e a Ilha da Madeira onde se radicou, tendo lançado livros cuja acção se localiza na Ilha da Madeira como "A Fatal Slip" e "Mischief in Madeira".
Em “A Fatal Slip” (de 2011), o primeiro livro da série de livros de mistério de Dodie Fanshaw, Dodie, uma antiga estrela de Hollywood, encontra-se na Madeira a apoiar a rodagem de um documentário sobre a sua vida e a relação com os seus vários maridos.
Dodie não está satisfeita com a atitude do seu filho Jake, que lhe pede constantemente dinheiro. Em vez de regressar a Inglaterra, Jake permanece na Madeira, gerando atritos com os amigos de Dodie, com um dos actores, com a família madeirense que gere o hotel onde ele está hospedado, e com uma mulher mais velha e rica com quem tem um caso.
A situação torna-se intolerável quando Jake, embriagado, na véspera de Ano Novo, entra, sem ser convidado, numa festa a decorrer num iate, disposto a assistir ao fogo de artifício anual na cidade do Funchal. Quando ocorre um acidente fatal, Dodie tem que descobrir se foi um crime ou um acidente.
Em "Mischief in Madeira" (de 2014), Catherine está de visita aos pais que vivem na Ilha da Madeira. Catherine está interessada em saber se haverá viabilidade em lançar na ilha o seu negócio de confecção de roupas de festa para as crianças.
Catherine e o seu ex-marido, a estrela de golfe Justin O'Brien, encontram Keith Livermore numa festa organizada pelos pais de Dominic Thorn. Dominic também foi um golfista profissional, mas agora dirige um negócio de venda de equipamentos de golfe através da Internet.
Quando Dominic rejeita uma proposta de Keith Livermore, que quer lançar lojas em Espanha e em Portugal, este tona-se agressivo. E Dominic pede a ajuda de vários amigos na Ilha da Madeira, entre os quais Catherine e o seu pai, Major, que tivera um caso com a mãe de Keith.
Fontes: Página Oficial / wikipedia
sexta-feira, 15 de maio de 2015
Referência a Vinho Madeira em “Privateering” de Mark Knopfler (2012) e “Have a Madeira My Dear” de Flanders & Swann (1956)
Corsários, mulheres bonitas e vinho Madeira. Estes são os ingredientes de uma nova música de Mark Knopfler, vocalista conhecido dos Dire Straits. A música dá pelo nome de “Privateering”, a qual, curiosamente, dá o nome ao álbum, lançado em Setembro de 2012.
A referência ao vinho Madeira repete-se várias vezes ao longo da música, cuja letra refere a vida aventureira dos corsários ao serviço da coroa britânica. Um corso, ou corsário, era um pirata que através da carta de corso de um governo, era autorizado a pilhar navios de outra nação. Com os corsos, os países podiam enfraquecer os seus inimigos sem suportar os custos relacionados com a manutenção e construção naval.
O corso (Privateer) surge-nos como um herói aventureiro com uma vida boémia e de luxúria da qual fazia parte o famoso e irresistível Vinho Madeira.
Mas esta não terá sido a única vez que o Vinho Madeira inspirou letras de músicas que se tornaram célebres um pouco por todo o mundo. O famoso duo cómico inglês Flanders and Swann começou a interpretar em 1956 as suas canções em duas revistas, “At the top of a hat” e “At the top of another hat”. “Have a Madeira My Dear” foi celebrizado na primeira dessas revistas e a letra fala de um velho que seduz uma jovem com a ajuda do Vinho Madeira.
A peça estreou-se em 1960 no West End, em Londres e foi um sucesso que percorreu vários continentes até à Austrália e América. Nos Estados Unidos foi um sucesso estrondoso da Brodway. O refrão Madeira My Dear “ficou no ouvido” um pouco por todo o mundo, particularmente de muitos ingleses e americanos, até aos nossos dias.
"Madeira my Dear" foi igualmente interpretada por muitos outros artistas como Tony Randall ou os holandeses Ted de Braak e Johnny Jordaan.
Fontes: IVBAM / wikipedia / Funtrivia
Letra de "Privateering"
(...)
To lay with pretty women
to drink Madeira wine
to hear the roller’s thunder
on a shore that isn’t mine
Privateering, we will go
Privateering, Yoh! oh! ho!
Privateering, we will go
Yeah! oh! oh! ho!
Video: Youtube
Letra de "Have a Madeira My Dear"
She was young, she was pure, she was new, she was nice
She was fair, she was sweet seventeen.
He was old, he was vile, and no stranger to vice
He was base, he was bad, he was mean.
He had slyly inveigled her up to his flat
To view his collection of stamps,
And he said as he hastened to put out the cat,
The wine, his cigar and the lamps:
Have some madeira, m'dear.
You really have nothing to fear.
I'm not trying to tempt you, that wouldn't be right,
You shouldn't drink spirits at this time of night.
Have some madeira, m'dear.
It's really much nicer than beer.
I don't care for sherry, one cannot drink stout,
And port is a wine I can well do without...
It's simply a case of chacun a son gout
Have some madeira, m'dear
Videos: Flanders & Swann / Tony Randall (no Carol Burnett Show) / Ted de Braak (NL)
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quarta-feira, 15 de abril de 2015
"Madeira" e "Algarve" em single dos austríacos The Hubbubs (1978)
O grupo austríaco The Hubbubs foi um dos primeiros grupos instrumentais austríacos do tipo Shadows no período 1964-1968.
Em 1978 publicaram, na etiqueta Columbia, o single “Madeira”, com letra de Mandy Richter e música de Fausto Mola e Franco Andolfo, enquanto que o lado B “Algarve” era da autoria de Alfred Bauer, Mandy Richter e Wolfgang Wanderer.
“Algarve” foi incluído na compilação “Pop made in Austria” (de 1979) e no álbum “Guitar-Sound” editado em 1981.
Fontes: discogs / youtube / Hubbub's blog
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sábado, 15 de março de 2014
Jarbas Junior aborda temáticas portuguesas em “Navio Português” (2004) e “A Espada de Camões” (2012)
O escritor cearense Jarbas Junior publicou em 2004 a epopeia moderna “Navio Português”, que abrange um conjunto de poesias identificadas com os justos e nobres anseios da lusofonia.
"Navio Português" é bem a prova desse mérito, pela grandeza do tema e pela força literária com que se apresenta. Nele as ressonâncias de Camões e de Fernando Pessoa são mais do que simples influências: lembram contactos mediúnicos …, revelações telepáticas – como é sugerido no prefácio que, mais do que uma introdução, é verdadeiro canto de amor a Portugal.
Nem poderia ser diferente: “Navio Português” é, todo ele, uma celebração da terra lusitana, “o país que coube numa nau”, segundo o primoroso achado do poeta. Jarbas Junior traz a lume um rosário de cantos e acalantos em louvor à terra lusitana, onde celebra os seus heróis e poetas, evoca os imperecíveis feitos de Vasco da Gama, Camões, Cabral, e descortina em luminosa metáfora os cenários esplêndidos das paisagens ibéricas.
“A Espada de Camões”
“A Espada de Camões” narra, de uma forma ficcional, a vida e aventuras do maior poeta português. O livro de Jarbas Junior apresenta Camões "de modo incomum, como aventureiro de terras e mares, em ritmo alucinante, com enredo de estilo cinematográfico, envolvente, dinâmico, cativante".
O romance “A Espada de Camões” surge para revelar ao mundo as aventuras e proezas de um herói que foi poeta; oferecendo assim, aos leitores de todas as idades, um modelo de virtudes e conduta moral a ser seguido.
Não se trata de uma biografia e sim de um romance, onde ficção e realidade se misturam a bel prazer do autor, que até consegue salvar de um fim ingrato a bela Dinamene, desaparecida após um naufrágio na costa da África, quando se perderam também diversos manuscritos do grande poeta lusitano.
No livro, a bela chinesa continua viva, mas Camões não sabe. Ela, também, pensa que ele desapareceu no mar, até que chega às suas mãos um exemplar de “Os Lusíadas”, publicado dez anos após o naufrágio. Mas… Tem sempre um mas… Ela está casada com outro, o capitão do galeão espanhol que a salvou e mora em Madrid.
Do porte de um Dante, Virgílio, Cervantes – Camões se vê cercado por uma caterva de nobres invejosos, que impedem seu acesso à corte e tentam roubar seu precioso manuscrito…
Fontes: Casa do Ceará / Thesaurus / Nosrevista / Márcio Catunda / Edmilson Caminha / Google books
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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
"Portugal meu avozinho" com letra de Manuel Bandeira
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| Ari Barroso, o poeta Manuel Bandeira e João Condé |
Foi quando Condé lançou a ideia: que o Ari fizesse um samba de parceria com Manuel Bandeira. Dito isso, foi ao telefone e ligou para a casa do poeta, Bandeira ficou entusiasmado e confessa que não pode dormir.
Sentou-se à mesa de trabalho e, de manhã, já tinha escrito o poema. Ari fez a música e, posteriormente, reuniu os amigos dele e do poeta para a apresentação do samba. Foi uma boa festa: Bandeira aprovou a partitura de Ari e houve mesmo promessa de novas produções da mais recente dupla de sambistas.
Assim nasceu “Portugal meu avozinho”, com letra do grande poeta, membro da Academia Brasileira de Letras, Manuel Bandeira, e música de Ari Barroso.
Estava previsto que esse samba fosse, então, gravado por Sílvio Caldas, mas não chegou a ser editado.
Recordações de João Condé (1964)
Estávamos eu e Ary jantando num restaurante na Zona Sul. Informava-lhe da leitura feita em revista espanhola sobre o sucesso que Agustín Lara havia obtido com sua canção "Madrid".
Comentávamos o facto, quando tive a ideia que transmiti ao compositor. Por que não fazer uma canção sobre o Brasil e Portugal ? Ary gostou da sugestão e sugeri que a letra fosse de Manuel Bandeira.
Era 1,30h da manhã, mas o poeta é pernambucano e não tem banca. Liguei para ele, conversamos a respeito e Ary e Bandeira se entenderam. Bandeira não pode dormir antes de fazer os versos. Eu estava doido de sono mas sempre tive grande ternura por Portugal e todo esse sentimento me surgiu naquele instante. Alguns minutos depois a letra estava pronta.
O lançamento em pré-estreia do samba foi num sábado, comemorando o aniversário de seu filho Flávio. O título: "Portugal meu Avôzinho". Musicar a letra fora muito fácil. Bandeira, que era mestre, já fizera a letra com ritmo. "Tive de fazer uma coisa que agradasse tanto aos brasileiros como aos portugueses. Creio que consegui."
Bandeira desfazendo-se por um momento da austeridade de seu fardo académico e da sisudez de Professor Universitário, compôs um samba - evocando Portugal e traçando um quadro lírico de suas relações com o Brasil.
Manuel Bandeira na voz de Oliveira Hime (1987) com música de Moraes Moreira
O centenário de nascimento de Manuel Bandeira (1886-1968) teve duas comemorações retardadas para 1987, mas assim mesmo com a maior validade: as edições do álbum "Estrela Da Vida Inteira", de Olívia Hime e o belíssimo livro "Bandeira Da Vida Inteira" (...)
Entusiasmada com a repercussão que o seu projecto lítero-fonográfico anterior, "A Música Em Pessoa" havia alcançado, Olívia Hime esperava que a ideia de um disco com a musicalização de poemas de um dos maiores nomes de nossa literatura [brasileira], Manuel Bandeira, também tivesse boa acolhida junto a gravadora do grupo Globo. Que engano!
(...) nenhum outro poeta pós-modernismo teve mais versos musicados do que Manuel Bandeira (...) Chegou até a tentar uma parceria com Ary Barroso, para quem escreveu (1955) a letra do samba "Portugal, Meu Avozinho" - mesmo poema que, agora, o baiano Moraes Moreira deu um tratamento de funk.
"Portugal meu avozinho" em livro de Manuel Bandeira
“Portugal, meu avozinho” consta em seu último livro "Mafuá do malungo", composto por jogos onomásticos, dedicatórias rimadas, liras e sátiras políticas de circunstâncias, e que faz parte de uma fase mais madura do poeta.
Nesta obra, o poeta não se priva de utilizar formas combatidas na poesia modernista de 22, como a redondilha maior, tão tradicional da literatura portuguesa, da qual se valeu para compor a poesia em questão.
O poema realça imagens culturais e sentimentos característicos de Portugal. A começar pelo título, temos “avozinho” - repetindo-se durante todo o poema-, palavra que estabelece o grau de parentesco entre Portugal e Brasil, e o diminutivo, além de expressar afectividade e “carinho”, é maneira de falar peculiar aos portugueses.
Homenageia Portugal e ressalta o elo que há entre este e o Brasil, que herda um “gosto misturado/ De saudade e de carinho”, isto é, o carácter saudosista e sentimentalista do povo e da literatura portuguesa.
Herdeiros somos, também, da mistura de raças “De pele branca e trigueira” e de culturas “Gosto de samba e de fado”. Traçando os paralelos entre as duas culturas, proclama a união entre elas que, apesar de aparentemente separadas pelo “mar profundo”, ou ainda, pelas diferenças naturais existentes entre dois continentes tão distintos, constituem “um só mundo”.
Francisco José
O cantor português lançou um disco com o título de "Portugal meu avozinho" (um EP com 4 canções), mas sem qualquer ligação ao texto de Manuel Bandeira. O disco foi editado em Angola pela Lusolanda e incluia os temas "Deixa-me só", "Frívolo amor", "Nem quero pensar" e "Triste sina".
David Nasser (1965)
Uma noite, Miguel Torga, genial poeta português, nascido em S. Martinho de Anta, Trás-os-Montes, falou no Brasil acerca da sua terra. Escutaram-no numerosos componentes da colónia portuguesa e, também, alguns brasileiros. Entre estes últimos, David Nasser, o grande jornalista de O Cruzeiro.
David Nasser viria depois a Portugal, que percorreu de norte a sul (dessa viagem deixar-nos-ia um livrinho – “Portugal, Meu Avôzinho”). O jornalista não mais esqueceu - nem aquela memorável noite lusitana no Rio de Janeiro, com Torga, nem a sua viagem de férias.
Compôs então, na sua revista (O Cruzeiro, 3 de Outubro de 1964), um dos mais belos e sentidos hinos de amor a Portugal e, em particular, a Trás-os-Montes. Uma crónica surpreendente. Tanto mais surpreendente quanto é certo que ele não tinha ascendência portuguesa (seus pais eram naturais do Líbano).
David Nasser recebeu da Academia de Ciências de Lisboa o Prémio Camões pelo livro "Portugal, meu avozinho", publicado em 1965, uma colectânea de artigos sobre a terra de Camões publicados em O Cruzeiro e escritos durante 1964, quando David Nasser esteve em Portugal.
Sobre a premiação, o dono dos Diários Associados escreveu o artigo “Nem Camões escapou desta peste!”, no qual reafirma a ligação do jornalista com a revista que o tornou célebre.
David Nasser viria depois a Portugal, que percorreu de norte a sul (dessa viagem deixar-nos-ia um livrinho – “Portugal, Meu Avôzinho”). O jornalista não mais esqueceu - nem aquela memorável noite lusitana no Rio de Janeiro, com Torga, nem a sua viagem de férias.
Compôs então, na sua revista (O Cruzeiro, 3 de Outubro de 1964), um dos mais belos e sentidos hinos de amor a Portugal e, em particular, a Trás-os-Montes. Uma crónica surpreendente. Tanto mais surpreendente quanto é certo que ele não tinha ascendência portuguesa (seus pais eram naturais do Líbano).
David Nasser recebeu da Academia de Ciências de Lisboa o Prémio Camões pelo livro "Portugal, meu avozinho", publicado em 1965, uma colectânea de artigos sobre a terra de Camões publicados em O Cruzeiro e escritos durante 1964, quando David Nasser esteve em Portugal.
Sobre a premiação, o dono dos Diários Associados escreveu o artigo “Nem Camões escapou desta peste!”, no qual reafirma a ligação do jornalista com a revista que o tornou célebre.
Letra
Como foi que temperaste,
Portugal meu avôzinho,
Esse gosto misturado
De saudade e de carinho?
Esse gosto misturado
De pele branca e trigueira,
Gosto de África e de Europa,
Que é o da gente brasileira!
Gosto de samba e de fado,
Portugal meu avôzinho,
Ai, Portugal, que ensinaste
Ao Brasil o teu carinho
Tu de um lado e do outro Nós...
No meio o mar profundo!
Mas por mais fundo que seja
Somos os dois um só mundo!
Grande mundo de ternura
Feito de três continentes
Ai, mundo de Portugal,
Gente mãe de tantas gentes!
Ai, Portugal de Camões,
Do bom trigo e do bom vinho,
Que nos deste, ai avôzinho,
Esse gosto misturado,
Que é saudade e que é carinho.
Fontes/Mais informações: AryBarroso.com.br / lume.ufrgs / prosa em poema / Blog da Professora Eleandra Lelli / torre da história ibérica / millarch
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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
Canções espanholas dedicadas à mulher portuguesa (1968 e 1972)
Ao contrário do que seria de supor - e resultante de uma cada vez maior clareza que se faz sentir à medida que a pesquisa histórica avança - existem no mundo Tunante espanhol várias referências musicais a Portugal e às mulheres portuguesas mais concretamente, o que corrobora de forma evidente que o intercâmbio estudantil entre os dois países existiu e de forma preemente, comprovada ao longo de vários séculos até.
O cancioneiro estudantil patente no Museo Internacional del Estudiante mostra isso de forma clara, algo que vai para além da mais que famosa "Estudiantina Portuguesa"(de 1950) e não se resumindo somente a este tema, pois há efectivamente mais exemplos do acima dito, como são os casos de "Morena de Portugal" e "Portuguesiña", lançados respectivamente em 1968 e 1972:
"Morena de Portugal" (1968)
Com letra de Juan Gabriel García Escobar e música de J. Cortina (pseudónimo de José de Juan de Águilla, que "registou" como suas inúmeras canções tradicionais espanholas), "Morena de Portugal" é um tema, em estilo Pasacalle Estudiantina, com referências aos amores de um estudante da Universidade de Salamanca por uma morena portuguesa.
Foi interpretado pelo famoso cantor espanhol Manolo Escobar, que celebrizou temas como "Y viva España".
Letra
Un baile de fin de curso,
allá en la Universidad,
fue donde nos conocimos,
morena de Portugal.
La luna de Salamancanos
vio reir y soñar,
y luego, cuando te fuiste,
¡que triste mi soledad!
¡Ay, morena, mi morena!
¡ Ay, mi amor en Portugal!
El fulgor de tu miradaya
nunca podré olvidar.
Ya la luna no sonríe
al pasar por mi balcón;
ella sabe mi secreto:
quererte y sufrir de amor.
¡Ay, morena, mi morena !
portuguesiña vuelve a mí,
que este estudiante
muere por ti.
"Portuguesiña" (1970)
Com letra de Julian Bazán e música de Miguel Cuenca e Miguel Rodriguez Algarra, foi gravado por cantores como António Molina (no seu primeiro álbum) e Miguel de Ronda.
A letra da canção contém diversas referências à letra da canção "Uma Casa Portuguesa".
Letra
Bajo el faro de la luna
rompe el silencio un cantar,
pasa rondando la tuna
las calles de Portugal.
El corazón como ofrenda
y una promesa de amor,
te trae desde su tierra
un caballero español.
Portuguesiña miña,
de mi corazón,
escucha tú, mi niña,
mis coplas de amor.
No importa la frontera
entre España y Portugal,
si bajo sus banderas
el amor creciendo está.
Levántate, mi niña,
y sal al balcón,portuguesiña,
miña, miña, miña, miña,
portuguesiña de mi corazón.
Un San José de azulejos
en la pared del jardín,
entre parrales y rosas
portuguesiña te vi.
Ahora tengo la certeza
de que la puerta se abrió,
de esa casa portuguesa
para mi amor español
Video (António Molina)
O tema foi igualmente interpretado no programa de talentos do Canal Sur "Se llama Copla"
Video (Miguel Angel Palma no programa "Se llama Copla")
Dá que pensar (pergunta retórica de Pena/WB)
"Quantos temas nossos são dedicados a Espanha ou à mulher espanhola (mesmo se, por cá, estamos bem servidos, tal como certamente eles por lá)?".
De facto, temos muito a aprender com os nossos vizinhos!
Valha-nos, ao menos, o facto de interpretarmos mais temas espanhóis do que eles temas portugueses, mas mesmo assim ...
Fontes: Aventuras na tunolândia / Partituras / Youtube
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
O sucesso de “Petticoats of Portugal” (“Rapariga do Portugal”)
Com o sucesso internacional de canções portuguesas como “Coimbra” (“Avril au Portugal”) e “Lisboa Antiga” (“Adieu Lisbonne”), Portugal esteve na moda durante os anos 50 tendo inspirado sucessos internacionais como “Lavandiéres au Portugal” e “Petticoats of Portugal”.
“Petticoats of Portugal” (“Rapariga do Portugal”) é uma canção popular norte-americana com música e letra de Michael Durso, Mel Mitchell and Murl Kahn.
Dick Jacobs and His Orchestra alcançou o 16º lugar no Top dos Estados Unidos em Outubro de 1956. Na crítica da Billboard, publicada na altura, e que é igualmente um reflexo do sucesso do tema, pois seis diferentes versões competiam por um lugar no top, era referido que: "Com "Petticoats", Jacobs apresenta uma faceta que irá vender por si próprio à primeira audição (“has a side which will sell itself on first listen”). O tema é contangiante e melodioso e a combinação da orquestra com o coro transmite-lhe uma curiosa produção".
Billy Vaughn and His Orchestra atingiu o nº 83 do Top Norte Americano em Dezembro de 1956.
Por outro lado, a versão de Caesar Giovannini alcançou a 19ª posição em Chicago e o nº 29 na Revista Cashbox, mas não entrou nas tabelas da revista da Billboard.
A estranha fixação da "música de elevador" por Portugal
Os anos 50 foram uma época de ouro para a chamada "música de elevador".
Curiosamente muitas dessas músicas debruçavam-se sobre países como Portugal. Mesmo que não tivessem letra, bastava estar atento aos seus títulos: "Portuguese Washerwoman”, “April In Portugal”…
Por que será ?
O fado como potencial moda latina
"Petticoats of Portugal” foi regravado por inúmeros artistas, incluindo Valentina Félix, uma cantora portuguesa radicada nos E.U.A.
Sam Chase referiu na revista Billboard que, após o sucesso da Bossa Nova, o Fado poderia ser uma das novas “Modas Latinas” (conjuntamente com estilos novos como o Bongoson, a Guarania e o Bambuco).
Segundo o jornalista, o Fado tinha alcançado um sucesso considerável na América Latina, sobretudo no Brasil. A qualquer momento poderia surgir uma combinação do Fado com um ritmo brasileiro, que pudesse originar uma nova moda.
Em São Paulo, a Adega Lisboa Antiga estava constantemente cheia de admiradores dos principais representantes do Fado no Novo Mundo, como Teresinha Alves (da Editora Continental) e Manuel Taveira (da RCA Victor).
O jornalista referiu igualmente que a editora Mointor tinha um importante papel no surgimento do fado com artistas como Valentina Felix e Fernanda Maria, realçando que o álbum “Petticoats of Portugal” de Valentina Felix representava uma novidade. Pela primeira vez uma cantora era acompanhada por um grupo instrumental (e não pelos tradicionais dois guitarristas), o Conjunto Cantares de Portugal. E havia o recurso à língua inglesa em duas canções: “Petticoats of Portugal” e “April in Portugal”, que podiam contribuir para a difusão deste estilo de música portuguesa.
Outras versões
“Petticoats of Portugal” foi regravado por artistas como Terry Lester, Ray Martin, Perez Prado, Tex Beneke, Florian Zabach (orquestra com coro), Lawrence Welk ou Warren Covington and The Commanders (em versão instrumental foxtrot).
O cantor brasileiro Cauby Peixoto lançou, em 1957, no seu segundo álbum, uma versão em português, em ritmo tango, com letra de Ghiaroni, intitulada “Garotas de Portugal”.
E Pierre Kolmann, pseudónimo do músico brasileiro Britinho, também gravou, em 1957, "Anáguas de Portugal", em versão instrumental.
Ray Franky interpretou “De Rokjes van Portugal”, em 1957, com letra em holandês de Lei Camps e Jos Dams.
Guy Belanger foi o responsável pela adaptação para francês, com o título de “Le Jupon du Portugal”, publicada por músicos como Tune Up Boys.
E Marc Fontenoy foi o autor da letra, com o mesmo nome, “Le Jupon du Portugal”, gravada por Johnny Grey (incluindo no EP "Cindy" que foi nº 1 na Bélgica em 1957).
“Muchachita de Portugal” com letra em espanhol de Alvey, pseudónimo de Alberto L. Martinez, foi gravada por artistas como os argentinos Los 4 bemoles.
James Last lançou, em 1973, uma versão instrumental com o título “In Portugal”.
E Lars Lönndahl e Monica Velve gravaram “Det bläser upp i Portugal”, com letra em sueco da autoria de Kairo.
A versão em Finlandês, “Portugalin Tuulispää”, da autoria de Pauli Ström, foi interpretada, em ritmo Béguin, por Olavi Virta.
E Börge Müller foi o autor da letra em dinamarquês, "Påenbænk i Lissabon", cuja versão foi gravada por Erik Michaelsen.
E a famosa actriz Jayne Mansfield também interpretou "Petticoats of Portugal" no seu álbum "An evening with Jayne".
Letra "Petticoats of Portugal"
When breezes blow petticoats of Portugal.
There’s quite a show on the streets of Portugal;
Each passer by winks his eye, whistles and smiles,
The ooh’s and ah’s, loud hurrahs, echo for miles;
The shapely gams, ‘neath petticoats of Portugal.
Start traffic jams,
But the cop on the square doesn’t care!
There’s not a guy alive who doesn’t thrive
On watching skirts go free!
Especially the petticoats of Portugal
Letra "Le Jupon au Portugal"
C'est si joli
Un jupon du Portugal
Jupon fleuri
Capiteux et virginal
(...)
C'est si grisant
Un jupon du Portugal
Qu'en le voyant
Tourner joyeusement
Dans un bal
Un grand amour peut naître en vous
Qui vous remplit de désirs fous
C'est idéal
Un p'tit jupon du Portugal
Fontes: wikipedia / TheOzHiztoryblog / Billboard
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