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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

O "London London" de Zeca

Londres, 1970, talvez. José Afonso gravava "Traz Outro Amigo Também" nos estádios da Pye. Ao lado, os Status Quo registavam o segundo álbum, "Spare Parts" mas tinham de o interromper de quando em quando para não prejudicar o andamento mais sereno de Zeca. (...)

Londres fervilhava. Era o fim dos Beatles, do "Chelsea Drugstore" que os Stones cantavam, o aparecimento dos skinheads, a morte lenta dos hippies, da Carnaby Street e de King's Road.

Mas havia outros motivos de interesse. Para Londres convergiam os exilados políticos de outros países, nomeadamente do Brasil. Entre eles, Gilberto Gil e Caetano Veloso que cedo conviveram com Zeca.

Nos intervalos das gravações, o Zeca jogava judo comigo em casa da Nina, em Oakley Street, no coração de Chelsea. A irmã, Manuela, cuidava das moedas no meter para não faltar a electricidade. O seu companheiro, José Labaredas, homem bom do Couço, amigo do Zeca, cantador de fados de Lisboa, assistia. (...)

Uma noite, fomos todos jantar a um dos restaurantes portugueses de Beauchamp Place, mesmo ao lado do Harrods. Ou foi no Fado ou na Caravela, já não me lembro. Eu, o Zeca Afonso, o Zé Labaredas, a Nina, a Manuela, a Milu, todas irmãs, o Gilberto Gil e o Caetano Veloso. (...)

No meio dos pastéis de bacalhau, Caetano Veloso confessou que estava atrapalhado. Os seus amigos do Brasil perguntavam-lhe como era a vida em Londres. Ele queria responder com uma canção, mas não sabia como.

E foi nessa noite londrina, num recanto bem português, que José Afonso trauteou o que viria a ser o famoso "London London" de Caetano Veloso. Sem créditos, a não ser para os que assistiram ao parto da canção.

Fonte: Luís Pinheiro de Almeida (in "Vejam bem" e Guedelhudos AKA ié-ié)

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Luar na Lubre: da Galiza com amor ...

Luar na Lubre é uma das formações mais importantes do folk galego actual. Embora já tenham uma carreira com mais de 20 anos, foi a partir da colaboração com Mike Oldfield que passaram a ter uma maior projecção. O grupo participou na digressão do músico inglês, o qual gravou uma versão de "O son do ar", uma canção instrumental do grupo.

Actualmente a sua voz é a portuguesa Sara Louraço Vidal, natural da Nazaré, que, após colaborar no álbum "Hai un Paraíso" (2004), entrou para o grupo em 2005, a substituir a anterior cantora Rosa Cedron, tendo já gravado os álbuns "Saudade" (2005), "Camiños da fin da terra" (2007) e "Ao Vivo" (2009).

Fonte: wikipedia


Sara Louraço Vidal, Nueva Cantante de Luar Na Lubre

El grupo Luar Na Lubre ha anunciado oficialmente el nombre de su nueva cantante. "Muchos ya la conocéis porque nos sorprendió a músicos, medios y público con su bella interpretación de "O meu pais" en nuestro último disco Hai un paraiso" Una voz especial, firme, serena y llena de contenido, que ha sabido sumergirse en el color y el paisaje de nuestras melodías aportando sentimiento, alma y matices. "

Nota: Saiu do grupo em Setembro de 2011 por motivos pessoais.


Homenagem a Zeca Afonso

O disco "Saudade" dos Luar na Lubre com uma versão de "Tu gitana"

O Zeca Afonso é unha das referencias máis importantes da música popular portuguesa e ao mesmo tempo un home recoñecido internacionalmente pola súa condición humana. Esta é unha homenaxe que nós, dende Galiza, pretendemos facerlle nesta ocasión coa colaboración especial doutro grande, neste caso da música latinoamericana como é Pablo Milanés.

Fonte: AJA

Video: "Tu gitana", "Domingo Ferreiro" (com Lilla Downs)

quarta-feira, 29 de abril de 2009

"Venham mais cinco" em versão dos Keltia (1979) e Victor Manuel y Ana Belén (2015)

 

O grupo Keltia, um duo galego formado por Xosé Ramón Gayoso (apresentador do programa Luar da TV Galiza; à esquerda na foto) e Álvaro Someso, publicou em finais da década de 80 o seu único álbum, "Choca esos cinco", o qual incluía, entre outros temas, adaptações de poemas da espanhola Rosalía de Castro e uma versão da famoso canção “Venham mais cinco” de José Afonso que dá título ao disco e que foi igualmente editado como single.

Fonte: caratulascoque

Video: "Choca esos cinco

 


Canciones regaladas de Victor Manuel y Ana Belén


Nos últimos meses de 2013, Carlos San Martin, que trabalha para a editora Sony Espanhola, propôs ao cantor Victor Manuel e à sua esposa Ana Belén que lançassem um álbum com versões de alguns dos seus temas preferidos.

 “A Guerra das Rosas”, da autoria de José Mário Branco e Manuela de Freitas (incluído no álbum "Do amor e dos dias" de Camané), e “Venham mais Cinco”, de Zeca Afonso, foram duas das canções escolhidas. Quando Victor Manuel comunicou a San Martín que a SPA (Sociedade Portuguesa de Autores) não respondera ao seu pedido por carta, San Martín considerou que era “normal”, pois ele tinha trabalhado em Portugal.

Voltou a pedir e demoraram um mês a responder a uma mensagem por correio eletrónico onde solicitavam o envio das canções em MP3 para fazê-las chegar aos seus autores, cópia digital essa que já tinha seguido na correspondência anterior. Passou mais um mês e foi necessário pedir o apoio de Lourdes Guerra e Luis Pastor para intercederem junto de Zélia, viúva de Zeca Afonso, e só assim começaram a ter aprovação para gravar essa canção.

Fontes: "Antes de que sea tarde: Memorias descosidas" de Víctor Manuel (adaptado)/ Sony music


A GUERRA DE LAS ROSAS (A GUERRA DAS ROSAS) José Mario Branco / Manuela de Freitas

Canción muy divertida que habla de las relaciones de una pareja al borde del precipicio pero siempre dispuestos a reconciliarse. Es una canción portuguesa cantada solo por Víctor. “Partiste sin decir adiós ni nada, fingiste que era culpa toda mía, dijiste que mi vida era extraviada, te grité por la escalera que porqué no te morías…”

12. CHOCA ESOS CINCO (VENHAM MAIS CINCO) José Afonso

Una de las mas celebradas canciones del autor de “Grandola villa morena”. Muy versionada y muy popular en Portugal. Aparentemente ligera pero canción de resistencia siempre. Con aire de fiesta y cargas de profundidad. Hermosa canción del añorado Zeca Afonso.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

"Grândola, Vila Morena" através do Mundo


"Grândola, Vila Morena", da autoria de Zeca Afonso, ficou associada ao 25 de Abril, bem como ao início da Democracia em Portugal, pelo facto de ter sido utilizada pelo Movimento das Forças Armadas (MFA) como segunda senha da Revolução dos Cravos.

Tornou-se assim num hino á liberdade e à democracia, o que terá contribuído para que a canção fosse regravada por grupos e intérpretes de todo o mundo:

1) Cantada no Chile (pelo grupo Aparcoa, em 1965),

2) Traduzida para o alemão (por Franz Josef Degenhardt),

3) Interpretada em estilo jazz (por Charlie Haden & Carla Bley) ou a golpe de teclas (por Pascal Cormelade no álbum "Live in Lisbon and Barcelona 99")

4) Em versões mais calmas (pela brasileira Nara Leão) e outras mais estridentes (Juventude Maldita / Colera)

5) A solo (Roberto Leal no seu álbum "Lisboa antiga" gravado em 1974) ou em grupo.

6) Desde o hard-core brasileiro (*) até ao rock do País Basco (versão de Betagarri).

(*) Em 1987 foi regravada pelo grupo de rock brasileiro 365, no seu LP Mix da Música São Paulo, constando na 7ª faixa com o nome de "Vila Morena"

Fontes: wikipedia / Rate your music / Blogoteca (audio)

Foto: Guedelhudos (ié ié)

segunda-feira, 20 de abril de 2009

"Grândola, Vila Morena" na voz de Nara Leão

A cantora brasileira Nara Leão gravou em 1974 os temas "Grândola, Vila Morena" e "Maio Maduro de Maio", ambos da autoria de Zeca Afonso, os quais foram incluídos no EP "A Senha do Novo Portugal" da editora Philips.

Os temas foram recuperados na colectânea "Raridades 2" editada em 2002 e que, como o próprio nome indica, visava a redescoberta de temas desconhecidos da cantora brasileira.

Audio: 1, 2

"Grândola, Vila Morena" e a censura brasileira

A canção "Grândola, Vila Morena", de Zeca Afonso, foi gravada por Nara Leão em 1974, passando inicialmente despercebida à censura brasileira.

Num documento do III Exército Brasileiro é demonstrada a indignação das autoridades quando confrontadas com o facto de que "esta música vem sendo tocada com insistência, diariamente na Rádio Continental de Porto Alegre, no horário das 12.00 às 13.00 horas”.

Em resposta, o Director da Censura, Romero Lago, afirma que a canção estava autorizada desde 20 de Maio de 1974 para poder ser gravada pelo cantor luso-brasileiro Roberto Leal.

Curiosamente, "Grândola ...", uma das senhas da Revolução dos Cravos não foi alvo de censura por parte das ditaduras do Brasil, Espanha e Portugal.


"Narólogos"

Preciso da ajuda de um 'narólogo' para esclarecer um mistério. Comprei aqui em Lisboa um compacto simples da Nara cantando o 'hino' da revolução portuguesa de 75: 'Grândola, Vila Morena', do Zeca Afonso. Nunca tinha ouvido falar desta gravação...

Procurei nas discografias do CliqueMusic e Itaú Cultural e nada. Browseei a internet e nada.

Quem me pode me ajudar com alguma informação? Alguém que tenha a biografia do Sérgio Cabral pode 'checar' se há alguma referência? Terá o disco saído no Brasil? Acho que não...

Fonte: Alan Romero (net)