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quarta-feira, 20 de julho de 2011

Nando's: de Joanesburgo para o mundo


Nando's é uma cadeia de "fast food" sul-africana - mas que se apresenta como portuguesa.


A Nando's foi fundada em 1986, na cidade de Joanesburgo, por Fernando Duarte (a origem do Nando's), natural do Porto, que chegou à África do Sul com quatro anos, e Robbie Brazzin.

Os 2 promotores decidiram comprar e transformar um restaurante local de "take-way" que vendia o famoso frango assado temperado com o não menos famoso molho piripiri (a que o Nando's chama peri-peri), entre muitas outras coisas.


Como tudo começou ?

O primeiro restaurante Nando nasceu em Setembro de 1987, num pequeno subúrbio de Joanesburgo chamado Rosettenville. Esta localidade era, à época, o coração da comunidade portuguesa naquela cidade sul-africana, sendo que a maioria tinha acabado de chegar de Moçambique e tinha saudades dos pratos de comida portuguesa.

Ao longo dos anos, o prato mais vendido foi sempre o mesmo: nenhuma outra receita conseguiu bater o meio-frango com piri-piri. "Era um dos pratos favoritos dos portugueses em Moçambique. Foi a junção do frango com o picante, produto tipicamente africano, que criou o prato mais vendido do Nando´s", conta Fernando Duarte.


Aparentemente, o frango assado com o molho piripiri, as cervejas Sagres, as águas do Luso e os pastéis de nata aliados à decoração "kitsh" agradaram a todos os estratos da população.

Em pouco tempo o Nando's tinha seis unidades na África do Sul. E até o então presidente Nelson Mandela dizia preferir uma refeição Nando's a um banquete de Estado.

Nando's através do mundo

A cadeia Nando´s tem mais de 700 estabelecimentos, próprios e franchisados, espalhados por 33 países. Um feito que faz da marca a segunda maior cadeia de restaurantes de frango do mundo, a seguir à Kentucky Fried Chicken.

Em Inglaterra, a cadeia conta com 170 lojas e é a partir deste país que a marca quer crescer para França, Espanha e Portugal. Nas nações árabes, como Paquistão, Oman e Qatar, o êxito é ainda mais visível. Chegam a ser servidas 30 mil refeições diárias e o número de vendas até nem diminui na época do Ramadão.


Símbolos portugueses

O Nando's tem como símbolos o galo de Barcelos e o escudo da bandeira portuguesa e os restaurantes apresentam-se decorados com esses símbolos e outros objectos do estereotipado "português rústico" (incluindo coloridas ementas com erros ortográficos).

"O facto de o galo se levantar e cantar faz-nos identificar com os valores da marca do Nando's", diz o empresário. Já o escudo é "um símbolo que promete dar a qualidade e o sabor que todos os clientes esperam e é também uma forma de ligar a marca a Portugal", assegura.

Fernando Duarte é dos poucos portugueses a integrar a administração de uma empresa que se quer apresentar como a quinta-essência da portugalidade.




Portugasm em Barcelos

A cadeia do galo de Barcelos promoveu na Austrália a campanha Portugasm, ou seja, o estado sublime alcançado por comer frango assado português com piri-piri.

O Instituto de Rejuvenescimento e Descontração Portugasm (PERI = Portugasm Enlightenment and Rejuvenation Institute), gerido por Grand Master Fernando, localiza-se (ficcionalmente) em Feitos no concelho de Barcelos.

Se for inoportuna a viagem entre a Austrália e o Instituto, o Portugasm pode ser alcançado por um jantar de frango Peri-Peri num restaurante Nando's.



Campanha sul-africana


Fontes: Mundo Português / Expresso / Guedelhudos / Nandos / RollerBarcelos / Portugasm

quarta-feira, 11 de março de 2009

TV Tupi lança com sucesso novela "Antônio Maria" (1968)

"Antônio Maria" foi uma telenovela brasileira, produzida pela TV Tupi e apresentada de Julho de 1968 a Abril de 1969, às 19h. Foi escrita por Geraldo Vietri e Walter Negrão e dirigida por Geraldo Vietri.

No início, a telenovela agradou principalmente a colónia portuguesa no Brasil, que se sentiu homenageada mas, no terceiro mês, a telenovela já era campeã de audiência.

"Antônio Maria" foi um marco da teledramaturgia porque os personagens eram pessoas com qualidades e defeitos, o que trouxe identificação com o público. Além disso, a linguagem empregada pelos personagens nada tinha de rebuscada, aproximando-se do coloquial.

O sucesso da novela estimulou o autor a fazer uma outra novela no mesmo estilo no ano seguinte: "Nino, o Italianinho", que conseguiu o mesmo sucesso.

Em 1985, a TV Manchete produziu um remake de Antônio Maria, que redundou em fracasso.


Sinopse

Antônio Maria (Sérgio Cardoso) é um português de Lisboa que vem para o Brasil e se emprega como motorista particular na casa do Dr. Adalberto (Elísio de Albuquerque), um rico comerciante, dono de uma cadeia de supermercados em São Paulo.

As duas filhas do patrão, Heloísa (Aracy Balabanian) e Marina (Carmem Monegal) se apaixonam pelo motorista, que se torna o conselheiro familiar após a decadência financeira em que a família entra por culpa do noivo de Heloísa.

Apesar das ofertas para ganhar mais dinheiro, Antônio Maria mantêm-se trabalhando para o patrão. O mistério da telenovela é a razão pela qual o português se mantém no emprego humilde mesmo sendo um rapaz de fino trato.

Fontes/Mais informações: wikipedia / Teledramaturgia / Tudo isso é TVNovela é arte

Video: Genérico da novela, Sérgio Cardoso

segunda-feira, 9 de março de 2009

Sucesso de "Meu Rico Português" na TV brasileira (1975)

"O Meu Rico Português" foi uma telenovela brasileira exibida pela Rede Tupi de Televisão no horário das 19 horas, de 17 de Fevereiro a 20 de Setembro de 1975 (189 capítulos). Foi escrita e realizada por Geraldo Vietri (autor de "Antônio Maria), com supervisão de Carlos Zara.

A telenovela foi um dos grandes sucessos de audiência da TV Tupi nos anos 70, roubando em São Paulo boa parte do público que havia passado para a TV Globo, já que no estado paulista, a novela global dessa época, “Cuca Legal” foi um fiasco em termos de audiência.

A novela reuniu Jonas Mello como Severo Salgado e Márcia Maria como Walquíria vivendo o par central, e a química entre os dois foi tão grande que eles se transformariam no casal central de mais duas novelas de Vietri nessa década, no mesmo horário.



Sinopse

Severo Salgado Salles, recém chegado de Portugal, colabora com Rudolph Wolfgang, proprietário da Imobiliária Germânia. Através dos negócios da imobiliária trava amizade com a milionária Veridiana Pires Camargo, que considera que os seus parentes são uns parasitas que vivem às suas custas.

Severo mostra-lhe inicialmente que ela age mal ao sustentar os seus herdeiros oportunistas, mas é com a ajuda de Severo que ela vai descobrindo algumas qualidades ocultas nos parentes.

Ao mesmo tempo Severo desperta paixões, uma delas é Walquíria (Márcia Maria), filha de Veridiana, que está noiva do mau carácter Ricardo e, a princípio, detesta Severo. Mas, por ironia, o português apaixona-se por ela.


Geraldo Vietri e as comparações a "Antônio Maria"

Geraldo Vietri já havia conquistado o público do horário das 19h da TV Tupi com “Vitória Bonelli”, dois anos antes, mas foi em fevereiro de 1975, ao estrear “Meu Rico Português”, mais uma homenagem à grande colónia portuguesa que vivia no Brasil, que ele se firmou como o grande autor desse horário na emissora.

Embora muitos analistas e críticos de TV tenham dito que a novela foi uma adaptação mais moderna de “Antônio Maria”, outro grande sucesso do autor na emissora nos anos 60, o próprio Vietri sempre defendeu que os personagens principais das duas histórias eram muito diferentes e que “Meu Rico Português” tinha uma carga dramática muito mais forte, além de um núcleo cómico muito mais acentuado.


Curiosidades

O actor Jonas Mello treinava seu sotaque português ouvindo discos com poesias de Fernando Pessoa e frequentando assiduamente a colónia portuguesa na sede da Portuguesa de Desportos, em São Paulo.

Amália Rodrigues fez uma participação especial na novela nos seus últimos capítulos, quando Severo e Walquíria vão ouvir Amália a uma casa de fados, aumentando ainda mais a audiência do folhetim.

Video: "Fado português"


Banda sonora

O tema de abertura era uma versão instrumental de "E Depois do Adeus" (que vencera o festival da RTP em 1974 e servira de senha para o 25 de Abril) por Luiz Arruda Paes e Orquestra e o tema de encerramento era a versão de Sebastião Manuel do mesmo tema.

A banda sonora internacional incluia outros temas portugueses, como "Ó Tempo Volta Pra Trás" (popularizado em Portugal por António Mourão) na versão de Rosa Maria Morais (tema de Gertrude), "Foi Deus" interpretado por Sebastião Manuel (tema de Rudolf e família) e "Canoas do Tejo" recriado por Manuel Taveira (tema de Loreta).

Fontes: wikipedia  / astros em revista / cartão de visitateledramaturgia / teletema / blog dedicado à tv tupi


segunda-feira, 18 de agosto de 2008

"King of Portugal" de Al Stewart (1988)

Al Stewart é um cantor britânico, nascido em 1945, que obteve grandes êxitos na década de 70 com os singles "Year of the Cat" (Top 5 nos E.U.A. em 1976) e "Time Passages"(Top 10 nos E.U.A. em 1978) ambos com produção de Alan Parsons.

Com uma carreira de mais de 40 anos, Al Stewart publicou em 1988 o álbum "Last Days of the Century", do qual foi extraído como primeiro single o tema "King of Portugal".


Letra

Dreamed I was the King of Portugal
In a big four poster bed
Noble tapestries from wall to wall
And a crown upon my head
Bells ring and servants bring
The jewels and the robes
For the night to begin

Would you love me forever
If I had everything
Would you love me forever
If I were a king

Then it seemed that I was travelling
Through the granite hills of Dao
With a vineyard spread in front of me
In a carriage headed south
Night came with the skies aflame
And all that I saw
Was all mine to claim

There are those that can tell you
What your fantasies mean
But I don't feel the need to
Understand everything

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Portugal no rock galego (Espanha, 1984/1985)


Até aos anos 80, houve aquém-Minho um rancor que se foi dissolvendo graças a visões frívolas de grupos de rock de Vigo, como Siniestro Total, com o álbum “Menos mal que nos queda Portugal” (2015), ou Os Resentidos, que proclamavam “Vigo, capital Lisboa” (2014).

Essas duas afirmações, proclamadas com inconsciência, tinham por fundo o despertar da consciência da Galiza como nação e, por mor desse despertar, o olhar invejoso em relação a Portugal. Portugal país era visto naquela altura como o que a Galiza poderia ter sido, tivéssemos nós [galegos] a nossa Aljubarrota contra Castela.
(...)
Assim, quando uma parte dos galegos começou a ver-se como cidadãos de uma nação sem Estado, encontrou em Portugal essa nação que eles poderiam ser. Isso conduziu a que na actualidade haja grande interesse na Galiza pelo português (...)

Fonte: "Siamesas Separadas", texto de Santiago Jaureguizar (adaptado)


Ao contrário dos grupos mais comerciais da movida viguesa (Golpes Bajos, Siniestro Total, Semen-Up), os Resentidos cantavam em galego e faziam uma música sem pretensões comerciais. Em todo o caso, estão a milhas de um alinhamento com o folk. Embora utilizem múltiplas das suas referências, fazem-no em favor de uma estética punk.

É uma pós-modernidade ácida, nihilista e iconoclasta. Sob este ponto de vista, a capa e o título do primeiro álbum são elucidativos. A atitude que a imagem de Portugal desperta entre os espanhóis é resultante de um misto de ignorância e desdém (felizmente, cada vez menos...). Na rivalidade entre A Coruña e Vigo, as duas maiores cidades galegas, os habitantes da primeira apodam os vigueses, depreciativamente, como... portugueses. Em parte por isso, num alarde provocatório, Reixa, que, diga-se, parece saber muito mais de nós que a generalidade dos espanhóis (galegos incluídos), confecciona uma imagem e um título impensáveis (O nosso galo de Barcelos diz tanto à opinião pública espanhola como um qualquer tótem de uma perdida ilha dos mares do sul...) Depois, é certo, o conteúdo só marginalmente corresponde ao invólucro.

Fonte: Perro Callejero


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

"Portugal" de Ben Sharpsteen nomeado para o Oscar ® (1957)


O documentário "Portugal" produzido pelos Estúdios Walt Disney foi nomeado em 1958 para o Oscar de Melhor Curta Metragem de Acção Real.

Com argumento e narração de Dwight Hauser, o filme, integrado na popular série de documentários "People & Places" que a Disney produziu na década de 50, foi realizado pelo lendário Ben Sharpsteen (um dos realizadores do filme "Pinóquio" de 1940).


Com base nestes documentários foi publicado o livro "People & Places" de Jane Werner Watson com 12 páginas dedicadas ao nosso país.