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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Estação Espacial Europeia localizada em Portugal em "Doppelgänger" de Gerry e Sylvia Anderson (1969)

"Doppelgänger" (mais conhecido como "Journey to the Far Side of the Sun") foi a primeira tentativa de Gerry Anderson de transitar dos filmes de animação com marionetas, para um publico infanto-juvenil, para filmes de ficção cientifica para adultos. O filme foi rodado em Inglaterra e Portugal, onde se localiza o Estação espacial "EUROSEC Space Centre" (European Space Exploration Community).


Portugal

O filme foi rodado no Algarve em Setembro de 1968 sob direcção de Robert Parrish. Inicialmente estava previsto que as filmagens decorressem durante todo o mês de Setembro, mas teve que ser encurtado para duas semanas por receio de um golpe-de-estado após a queda da cadeira de Salazar.

Uma instrução no argumento referia que a Torre de Controlo do Aeroporto, onde aterrava o avião que transportava Glenn e Sharon, teria que "combinar" com o Aeroporto de Faro. A localização mais provável para a base de lançamento seria nos Açores, devido ao perigo de cairem foguetes.


Oscar ®

Journey to the Far Side of the Sun" ("Viagem ao Outro Lado do Sol") não alcançou um grande sucesso comercial, mas ganhou um "Oscar" pelos seus efeitos especiais.

Sinopse

"No futuro é descoberto um novo planeta no sistema solar numa órbita exactamente igual á da terra mas do lado oposto do sol. Uma equipa de astronautas é enviada para investigar este incrível planeta, aparentemente idêntico ao nosso."

Fontes: Fanderson / Republibot / Imdb

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Cisco Kid de origem portuguesa em “In Old Arizona” (1929)

Cisco Kid é um cowboy criado em 1907 por O. Henry, pseudónimo de William Sydney Porter, no seu conto "The Caballero's Way".

No conto de O. Henry, Cisco Kid é um bandido algo violento e aparentemente de etnia norte-americana (ou mexicana), mas o personagem foi sendo retratado, em diversas obras, como uma espécie de Robin Hood, por vezes de sexualidade dúbia, o que poderá ter motivado que diversos autores o tivesssem apresentado como Mexicano, Mexicano-Norte-Americano e inclusive Luso-Norte-Americano.


Numa das obras mais importantes, o filme “In Old Arizona”, realizado por Irving Cummings e Raoul Walsh (com cinco nomeações para os Oscars, incluindo para melhor filme e melhor actor, o único Oscar  que recebeu), o argumento de Tom Barry segue quase à risca a obra de O. Henry, mas apresenta três alterações significativas.

I) A história decorre no Arizona e não no Estado do Texas.

II) Cisco Kid afirma que é originário de Portugal, filho de uma mãe portuguesa e de um pai de São Luís Obispo (não é referida a etnia do pai, mas presume-se que seja hispânico pois aparentemente Cisco fala espanhol), e sonha em regressar a Portugal com Tonia, ainda que reconheça que é uma fantasia pois não vive em Portugal desde criança.

III) Barry complementa a história de O. Henry com aspectos que não aparecem de forma directa no texto original.





Warner Baxter

A interpretação de Warner Baxter no filme “In Old Arizona” (1929) valeu-lhe o Oscar destinado ao melhor actor, tendo repetido o papel noutros três filmes: “The Arizona Kid” (1930), “O Bandido Generoso” (no original “The Cisco Kid”, de 1931) e "The Return of the Arizona Kid (1939).


 
 

O actor cubano Cesar Romero, que interpretara Lopez, o colega de Cisco Kid, em "The Return of the Arizona Kid", assume o papel de Cisco Kid, em cinco filmes. Sendo o papel posteriormente interpretado por Duncan Renaldo (em oito filmes) e Gilbert Roland (em cinco filmes). 

"Ride on Vaquero" (1941) com Cesar Romero


No filme "Ride on Vaquero", de 1941, protagonizado pelo actor Cesar Romero, Cisco Kid está determinado em vingar a morte de D. Pedro e libertar Carlos, ambos pertencentes à família Martinez, seus grandes amigos, desde que veio de Portugal.

Fontes: David William Foster (pág. 156 e seguintes) / TCM

Imagens do filme: C4pt0m3nt3

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

"Crime do Padre Amaro" no México dos nossos dias (2002)



Depois de três longas-metragens, a adaptação de um clássico oitocentista lançou o realizador mexicano Carlos Carrera nos EUA (nomeação para melhor filme em língua estrangeira). Tudo por causa de Eça. Tudo por causa de "O Crime do Padre Amaro".


A escolha de Eça de Queirós

Antes de "O Crime do Padre Amaro" já tinha lido "A Relíquia". Gosto muito da forma como Eça aponta críticas à sociedade sua contemporânea e da sua construção de personagens, neste caso, personagens vis, cheias de ambições. O encontro com o livro foi casual e como tenho forte formação católica, interessei-me particularmente por fazer este filme.

Sabia que o filme poderia ser considerado como uma espécie de falta de respeito, porque a cultura é algo vivo. Mas o filme não é o livro. Por outro lado, a minha obra provocou uma maior curiosidade sobre os livros de Eça. Sobretudo no México, onde foram sabotadas três edições de "O Crime do Padre Amaro".


Adaptação à actualidade

Eu e Vicente Leñero, um escritor católico praticante, famoso no México, começámos a trabalhar no guião e decidimos fazer as mudanças necessárias para que fosse possível adaptar o romance à actualidade. Apesar das transformações, tentámos sempre respeitar a essência da novela, as suas personagens, as situações e a abordagem da hipocrisia.

Foi essa abordagem da hipocrisia e do cinismo que mais contribuíram para a controvérsia gerada pela Igreja. As manifestações, entre outras formas de contestação, acabaram por ser excelentes veículos de publicidade...


Reacções em Portugal

Luís Francisco Rebello, presidente da sociedade portuguesa de autores, pediu ao Governo que recorresse aos tribunais para proibir a exibição do filme em Portugal.

Mesmo entre especialistas na obra de Eça de Queirós não há consenso. Carlos Reis, ainda que admitindo que provavelmente Eça ficaria vaidoso com o facto de saber que um livro seu deu origem a um filme no México, pensa que Eça ficaria insatisfeito do ponto de vista artístico. Já Isabel Pires de Lima pensa que Eça gostaria do filme pois este "respeita o que é essencial no romance que resiste a ser transposto de uma cidade de província de Portugal do século XIX para uma aldeia nos confins do México em pleno século XXI." (Leme, 2003:19).

Fontes: Maria José Oliveira (Público), Paula Cruz

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Mary Astor, melhor actriz secundária em 1941-1942



Mary Astor, de seu verdadeiro nome Lucille Vasconcellos Langhanke, nasceu em 3 de Maio de 1906 em Quincy,Illinois, sendo descendente de alemães e portugueses (por parte da mãe Helena Vasconcellos).

Estreou nos cinemas aos 14 anos, em participação não-creditada em "O Espantalho", abrangendo a sua carreira mais de cem filmes (desde 1920 até 1964).


O seu papel mais famoso foi o de Brigid O'Shaughnessy em "Reliquia Macabra" ("The Maltese Falcon") (1941) contracenando com Humphrey Bogart.

Nesse mesmo ano ganhou o Oscar ® para melhor actriz secundária pelo seu desempenho de Sandra Kovak no filme "A Grande Mentira" ("The Great Lie") protagonizado por Bette Davis e George Brent.

Venceu o National Board of Review para melhor actriz de 1941 pelo seu desempenho nesses dois filmes.

Prémios Oscar de 1942

Outros filmes de destaque na sua carreira: "Beau Brummel" (1924), "Two Arabian Knights" (único filme que ganhou o Oscar para melhor filme de comédia em 1929), "Holiday" (1930), "Don Juan" (1934), "Across the Pacific" (novamente de John Houston e com Humphrey Bogart, 1942), "Meet me in St. Louis" (1944) e "Little Women" (1949).

Após 1949 uma doença cardíaca, e problemas com alcoolismo, limitaram a sua actividade cinematográfica, tendo-se dedicado ao teatro e à televisão, bem como a escrever novelas e duas autobiografias que foram enormes sucessos de venda.

Possui uma estrela na Calçada da Fama, localizada em 6701 Hollywood Boulevard.


Revista Cinéfilo  (1932): "Essa coisa da Mary Astor se chamar Helena de Vasconcelos parece-me um grandíssimo canard".




sexta-feira, 18 de julho de 2008

Hal Pereira, Director Artístico

Você nunca ouviu falar no Hal, este simpático senhor de óculos ? Pois saiba que ele me acompanhou várias vezes durante a minha infância - especialmente durante a Sessão da Tarde. Ele foi director artístico de vários filmes importantes. Ao ler os créditos iniciais, estava sempre escrito: Art Director.... Hal Pereira.

Sempre tive curiosidade em saber mais sobre essa figura de sobrenome português.
Hoje, sei que ele trabalhou em 253 filmes, de 1944 a 1968.

Fonte: softgreyindigoeyes (Brasil)

Com Hitchcock e James Stewart durante a rodagem de "Vertigo"

Portuguese Times

Hal Pereira nasceu em Chicado em 1905, onde Hal se tornou conhecido como cenógrafo dos teatros da Paramount. Em 1942, a Paramount chamou Hal para Hollywood e incumbiu-o de supervisionar os cinemas da empresa e em 1950 foi nomeado chefe do departamento de direcção de arte, passando a orientar todo o trabalho de cenografia.

Nos 18 anos em que chefiou a direcção de arte da Paramount trabalhou em 250 filmes, entre os quais os clássicos "A Janela Indiscreta" (Alfred Hitchcock, 1954), "Férias em Roma" (William Wyler, 1953), "Os Dez Mandamentos" (Cecil B. DeMille, 1956), "Boneca de Luxo" ("Breakfast at Tiffany's" de Blake Edwards, 1961), "Shane" (George Stevens, 1953) e "Sabrina" (Billy Wilder, 1954).

A receber o Oscar por "The Rose Tattoo" (1955)
Hall Pereira foi nomeado 23 vezes para o Oscar, deve ser recordista de nomeações, mas recebeu apenas uma estatueta, em 1955, por "The Rose Tattoo", filme baseado na peça homónima de Tennessee Williams e que valeu o Oscar de melhor actriz à italiana Anna Magnani.

Era irmão de William Pereira, famoso arquitecto cujo traço futurista marcou a América dos 50-60 e que apareceu na capa da revista Time:


Fontes: Eurico Mendes, Portuguese Times / Video (Cerimónia de entrega dos Oscars)

Premiére (blog) / Deuxiéme

Não poderei precisar o primeiro filme onde o nome de Hal Pereira se destacou. Das primeiras vezes, confesso, nem olhava para a função. O que chamava mais à atenção era o facto de o apelido ser Pereira, e de o nome próprio ser Hal. Pessoalmente, Hal só conhecia dois: o Ashby e o 9000. Talvez por isso, Hal Pereira tenha sido sempre um nome bem visível. Agora, com o passar dos anos, isto foi-se tornando repetitivo.
(...)
Era preciso pesquisar e averiguar o porquê de tantos filmes com a direcção artística de Hal Pereira. Será que era pura coincidência, e acabava sempre apenas por escolher uma obra em que ele tivesse participado? Não era bem esse o caso. Tendo-se estreado em 1944, com "And the Angels Sing" (George Marshall), e de ter terminado a carreira em 1968, ano em que participou em "The Odd Couple" (Gene Saks), entre 1953 e 1967, Hal Pereira dominou por completo o mundo da direcção artística, falhando a nomeação para um Oscar apenas em 1965. Em quinze anos, Hal Pereira foi nomeado para vinte e três Oscares, tendo ganho apenas por "The Rose Tatoo" (Daniel Mann, 1955).

Pelo meio, Hal Pereira trabalhou com os melhores: Alfred Hitchcock, Billy Wilder, William Wyler, John Ford, Cecil B. DeMille, Martin Ritt, George Stevens, Howard Hawks, Robert Mullingan, Don Siegel, Michael Curtiz, Fritz Lang, Sydney Pollack, Stanley Donen e Anthony Mann. Um clássico atrás do outro, qual Walt Disney. Quem tiver Dvds em casa, o mais provável é ter lá um com o dedo de Hal Pereira.

Fonte: Alvy Singer


terça-feira, 11 de março de 2008

"Madame Souza" a heroína de "Belleville Rendez-Vous" (França, 2003)


 Só num mundo de animação paralelo é que uma velhota portuguesa - Madame Souza - podia ser a heroína de uma longa-metragem. E que longa-metragem! "Belleville Rendez-Vous" passa-se parte numa França parada nos anos 50, e outra parte numa Nova Iorque francófona (...)

Fonte: Eurico de Barros, Diário de Notícias


Um português não pode deixar de ver o filme sem notar que a sua protagonista é nossa compatriota: Madame Souza, uma imigrante de profissão indefinida mas que cumpre o estereótipo parisiense da "concierge" [espécie de porteira] portuguesa. Sei que há gente que se chateia com estas representações, – coisa que nunca consegui perceber. Aqui no caso isto seria duplamente pateta, uma vez que o filme é a mais terna homenagem que já vi à interminável humanidade destas nossas velhinhas que não param quietas.



Mme. Souza poderia também ser uma avó judia, grega ou cabo-verdiana, mas ninguém que veja o filme aqui em Portugal pode deixar de encontrar ali expressões ou atitudes de alguma mulher mais velha da sua família. E quando Mme. Souza atravessa o Oceano à procura do seu neto ao som da Missa em Dó menor de Mozart, Chomet eleva esta pequena e incansável mulher à dimensão épica. Finalmente! Já não era sem tempo da "concierge" portuguesa ter o seu momento de glória nas telas dos cinemas.

Fonte: Rui Tavares (Barnabé)



O cão ladra e o comboio passa. Uma avó atarracada, carrapito ao alto, exibe os tímidos pêlos de um buço. Fica como um espelho da imagem que os portugueses levaram ao mundo. Só quem não notou o galo de Barcelos estampado na toalha de mesa ou o prato onde se lê "Fátima Maria" (detalhe, detalhe) ficará espantado quando, lá mais para a frente, Madame Souza ataca o piano para cantar, tcham-tcham, "Uma Casa Portuguesa".

É uma senhora portuguesa com certeza, mas Madame Souza, a deliciosa protagonista de "Belleville Rendez-Vous", primeira longa-metragem de animação de Sylvain Chomet, até nasceu francesa, como uma evolução a partir da personagem da sua anterior curta-metragem "La Vieille Dame et Les Pigeons" (1998).



[Chomet refere que] "Quando estava em Montreal, Canadá, onde vivi durante dez anos, havia um restaurante que era dirigido por portugueses chamado 'Le Roi du Plateau'. Eu costumava ir lá e tornei-me amigo dos proprietários, o Michel e a Mónica Viegas.

Talvez tenha sido por isso que quis ter uma personagem portuguesa no filme. Creio que fui influenciado por eles. Na verdade, é a voz da Mónica que se ouve na canção e no monólogo inicial. Além disso, andei a ver uns livros à procura de imagens, para ter uma ideia de como a Madame Souza se vestiria, o carrapito, etc.

Em todo o caso, há muitos portugueses em França, são muito identificáveis porque se vestem sempre de escuro." Ah, o estereótipo cultural. Não se preocupem porque, para nós, o inglês de Sylvain Chomet também soa a sotaque de Pepe Le Pew. Além do mais, os "clichés" em "Belleville Rendez-Vous" também não deixam ilesos os franceses, como reconhece Chomet.

Fonte: Kathleen Gomes, Público

Link: video

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

"Lobos do Mar" ("Captains Courageous") (Filme E.U.A., 1937)


Realizado por Victor Fleming (1937). Com Spencer Tracy, Lionel Barrymore, Freddie Bartholomew, Melvyn Douglas, John Carradine, Mickey Rooney.

Spencer Tracy é Manuel Fidello, um pescador português, que salva de morrer afogado um rapazito, filho de um milionário, que acaba por descobrir as delícias da vida simples.


Foi na pele do pescador português que Tracy conquistou a primeira das suas duas estatuetas. Produzido com o luxo das grandes fitas da MGM é a adaptação de uma história de Rudyard Kipling (prémio Nobel da Literatura) sobre um menino rico e mimado, salvo por um pescador português depois do desastre maritímo vivido a bordo de um paquete de luxo onde seguia em cruzeiro.

É junto a velhos lobos do mar que Freddie Bartholomew (na altura considerado como um dos meninos prodígios do cinema americano) acaba por perceber que a vida é dura e não se resume aos seus caprichos de criança mimada.

Fonte: TV Filmes, nº 9, Abril 1997

Manuel canta em "português" e fala com orgulho da "herança" de honradez que lhe foi transmitida pelo seu pai:


O filme foi adaptado, por duas vezes, para TV, sendo o papel de Manuel interpretado por Ricardo Montalban, em 1977, e Colin Cunningham, em 1996 (mas, nesta última série, o personagem principal era o Capitão Matthew Troop, interpretado por Robert Urich).

1977


1996



Rudyard Kipling

Rudyard Kipling, Prémio Nobel da Literatura em 1907, nasceu, em 1866, em Bombaim, India, mas estudou, desde os 6 anos, em Inglaterra. Aos 26 anos, casa com Caroline Balestier, filha de um advogado norte-americano e instala-se em Vermont (E.U.A.), onde vive durante quatro anos, aí escrevendo "Livro da Selva " e "Lobos do Mar".

 
Mais informações: DVDBeaver / Citizen Grave  (Quando Spencer Tracy foi Manuel)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Christopher Hampton do Faial para o mundo das letras


Christopher Hampton, dramaturgo, escritor, argumentista e realizador inglês, nasceu em 1946, na ilha do Faial, Açores, filho de um engenheiro britânico que trabalhava na empresa de cabos submarinos Cable & Wireless. Ainda em criança viveu no Egipto e Zanzibar.

Christopher Hampton já recebeu dezenas de prémios, tanto na América como na Inglaterra, onde vive. BAFTAs, Prémio Laurence Olivier, Tony, New York Drama Critics Awards, London Film Critics Awards e um Oscar são apenas alguns dos prémios de renome que constam na sua biografia.

Christopher Hampton ganhou, em 1988, o Oscar ® para Melhor Argumento Adaptado por “Ligações Perigosas”, escrito a partir do romance de Choderlos de Laclos, estando este ano novamente nomeado para o Oscar ® pelo argumento do filme “Expiação” (“Atonement”) com base no livro de Ian McEwan, que é um dos romances mais famosos da década, mas que não parecia ser daqueles que estão talhados para adaptação ao cinema.

Christopher Hampton visitou, aos 70 anos de idade, a sua ilha de nascimento. "Sinto-me em casa e pretendo voltar" foram as palavras de despedida deste homem de letras o mais galardoado Faialista no mundo.

O homem de letras mais galardoado no mundo, que nasceu na ilha do Faial, visitou pela primeira vez, desde criança, a ilha que o viu nascer para participar no festival internacional de artes, Azores Fringe em 2016.



Histórias de criança, as suas primeiras escritas, "anedotas" de projectos e casos nunca antes contados (como o do filme "Ligações Perigosas", que esteve quase para não ver a luz do dia) preencheram a primeira parte da noite. A audiência participou na segunda parte com as suas próprias histórias e conexões familiares com a família Hampton, no Faial. Desde um senhor que trabalhou com o pai do artista, a um outro que o presenteou com o relatório da companhia com a história do pai, no Faial.

Fontes/Mais informações: Jornal audiência (2016) / wikippedia /


terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Tom Hanks, actor de sucesso com raízes açorianas


Tom Hanks, nome artístico de Thomas Jeffrey Hanks (Concord, 9 de julho de 1956) é um dos mais famosos actores norte-americanos, tendo obtido o Oscar ® para melhor actor em dois anos consecutivos: 1993 (com "Filadélfia") e 1994 (com "Forrest Gump"), alcançando uma proeza que anteriormente apenas fora alcançada por Spencer Tracy (com "Lobos do Mar", em 1937,no papel de um português da Madeira, e "Boys Town" em 1938).

Ambos os avós maternos de Tom Hanks, apesar de terem nascido na Califórnia, eram descendentes de açorianos.


A mãe, Janete Marylyn (da família Fraga ou Ferreira), vivia num local onde não faltam memórias lusas, a cidade de Turlock, no Vale de S, Joaquim na Califórnia. Os pais divorciaram-se quando tinha cinco anos. E os filhos mais velhos, incluindo Tom, ficaram com o pai. Já era uma estrela de Hollywood quando reencontrou a mãe. Apenas o irmão mais novo ficou a viver com a mãe e já visitou os Açores e contactou com diversos familiares.

 "Cresci no Norte da Califórnia, onde existe uma larga comunidade de portugueses. Muitos deles trabalham nas indústria da pesca e da agricultura. Havia muitas pequenas cidades que tinham bairros de portugueses, onde se podia comprar chouriço, vinho e outros produtos de Portugal", contou o actor, numa entrevista à revista Máxima. Ele e a mãe, recorda, cresceram "sempre com esta ideia de que éramos portugueses". Quando lhes perguntavam de onde eram, diziam, com orgulho: "Somos portugueses!"


O jornalista Mário Augusto procurou sempre abordar as origens portuguesas de Tom Hanks.
Em entrevista a Mário Augusto, em 2011,  confirmou que a mãe era luso-americana de segunda geração. E que gostava de falar português, mas que a "culpada" era a mãe por nunca lhe ter ensinado português.

Fontes: wikipedia / imdb / "Nos bastidores de Hollywood" de Mário Augusto / Revista Máxima