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domingo, 15 de janeiro de 2012

Sucesso de Carminho e Pablo Alborán com o tema "Perdóname" (2011)

Assim que as suas vozes se encontraram, Carminho, de 27 anos, e Pablo Alborán, de 22, perceberam de imediato que o seu dueto tinha tudo para dar certo. Ainda assim, dificilmente a fadista e o cantor espanhol imaginariam que "Perdóname" entraria de imediato para a liderança do top de singles do iTunes em Espanha e chegaria ao mesmo lugar em Portugal em poucos dias.

O tema faz parte de "En Acústico", CD do artista malaguenho editado no país vizinho a 14 de novembro e de imediato transformado num êxito estrondoso.

Como surgiu a ideia de trabalharem juntos ?

Conheci o disco da Carminho através da nossa editora, a EMI, e fiquei apaixonado pela voz, música e interpretação. Depois, desde pequeno que sou um amante de fado e, como estava a tratar do meu disco, surgiu a bela oportunidade de trabalhar com a Carminho.

Com muito respeito, ensinei-lhe a canção, perguntei-lhe se gostava e fizemos uma adaptação em português. Foi muito fácil. Encontrámo-nos em Madrid e em meia hora fizemos a canção. Foi tudo muito espontâneo e natural.

(...) Era um risco, pois era a primeira vez que uma artista portuguesa entrava na rádio comercial em Espanha, e não se sabia se funcionava ou não. Mas era-me igual, pois eu queria trabalhar com Carminho. E quando estivemos em estúdio foi muito emocionante, tanto para nós como para quem nos rodeava, até houve quem chorasse.

Mas jamais pensei que seria assim e fico muito feliz e agradecido, pois conseguimos que a camada jovem espanhola sinta a música de outra maneira. Muitas pessoas perguntam-me o que é o fado e alegra-me que se emocionem com a Carminho.


Paixão pelo fado

Em pequeno, ouvi um concerto da Dulce Pontes e aquela paixão com que os fadistas cantam é a mesma com que se canta o flamenco. E isso deixou-me encantado. No fado sente-se o mesmo que no flamenco, uma pessoa emociona-se e sente a alma rasgar-se. A nostalgia e a melancolia atraem-me e no fado sente-se isso. (...)

Video

O vídeo foi gravado em Lisboa em Setembro de 2011, nomeadamente no Terreiro do Paço.






Video: Youtube

Fonte: Revista Caras (Andreia Cardinalli / João Lima)

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Álbum lusófono de Anna Maria Jopek (2011)

A cantora Anna Maria Jopek está actualmente a promover três discos novos dedicados a três diferentes inspirações: o folclore polaco em "Polanna", a fusão das tradições musicais da Polónia e Japão em "Haiku" e a música lusa (lusófona) em "Sobremesa".

Os três álbuns estão disponíveis numa única publicação intitulada "Lustra" onde a música é acompanhada por uma centena de fotos representativas dos últimos três anos. Segundo o site oficial da cantora, "Sobremesa" é uma espécie de "sobremesa", após a sofisticação do prato principal (os dois restantes álbuns).


O álbum apresenta diversas histórias de Lisboa, a cidade onde Anna Maria Jopek encontrou a sua segunda casa. É uma colecção de algumas das suas canções preferidas no seio do mundo do Português e da cultura lusófona.

"Sobremesa" foi gravado em Lisboa com uma banda multicultural criada para esta ocasião e conta com a presença e as músicas de cantores e compositores de língua portuguesa como Sara Tavares, Camané, Paulo de Carvalho, Ivan Lins, Tito Paris, Beto Betuk e Yami.

Há ainda três composições inéditas (nomeadamente o dueto com Tito Paris) criadas especialmente para este projeto luso-polaco. Anna Maria Jopek (que já foi protagonista de uma campanha publicitária do Millennium BCP na Polónia) interpreta em Português (com sotaque de portugal e do Brasil), na língua crioula e em Kimbundu.

Ela canta algumas canções em língua portuguesa, com aquele delicioso sotaque que as polacas têm quando falam a língua de Camões e que já arrebatou muitos corações lusitanos, brasileiros, angolanos...

A banda que acompanha a cantora na "Sobremesa Toure" é composta por Yani, Nelson Canoa (do programa da SIC "Ídolos"), Marito Marques, Joao Balão, Marek Napiórkowski e Henryk Miśkiewicz.

Alinhamento

1. Rua dos Remédios (do álbum "Catavento" de Beto Betuk)
2. Tylko tak Moglo Byc (com Tito Paris)
3. Mãe Negra (com Paulo de Carvalho)
4. Lizbona Moja Milosc (com Sara Tavares)
5. Kananga do amor
6. Noce Nad Rzeka
7. Ye yo (com Yami)
8. Cabo da Roca
9. Naanahanae
10. Smuga Smutku (com Ivan Lins)
11. Sodade
12. Spojrz, Przeminelo
13. Lizbona, Rio I Hawana

Letras (Cabo da Roca)

Czy tu się kończy świat?
Czy drugą stronę ma?
To wie jedynie wiatr.
Jesteś na Cabo da Roca

Possível tradução (com base no tradutor do google)

Será que existe o fim do mundo ?
Será que existe o outro lado?
Apenas sabe que há vento.
Quanto estás no Cabo da Roca

Fontes: eurovisionontop / grandprixeurovision.blogspot / danjazzpoucodetudo / Tugas na Polónia

Videos pessoais: "Mãe Negra" (com Paulo de C.) / Lizbona Moja Milosc (com Sara Tavares) / Cabo da Roca

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

"Dialogues" Carlos Paredes - Charlie Haden (1990)

Encontro de culturas ou uma mostra do que resulta de um encontro entre o mestre da guitarra portuguesa e do baixo norte-americano num resultado misto de fado e jazz.

Carlos Paredes exerce o seu míster na guitarra portuguesa, Charlie Haden no baixo. Os dois foram gravados nos dias 28 e 29 de Janeiro de 1990 no Studio Acousti, em Paris. A produção é de Jean-Philippe Allard e a capa de Jean-Marie Lambert.

Num pequeno texto inserto no disco, Charlie Haden compara Carlos Paredes a Ornette Coleman no que à atitude perante a música diz respeito.

De Haden, apenas o hino "Song for Che". O resto, em temas como "Dança dos camponeses", "Marionetas", "Balada de Coimbra", “Divertimento" ou o incontornável "Verdes anos", saiu da pena e do transe de Paredes.

Haden remete-se a um papel discreto. A improvisação, segundo Paredes, não segue os parâmetros do jazz. É caminho escuro, mas também cravejado de estrelas e cometas. Diante da guitarra ergue-se um espelho. Onde se reflecte o mundo, mas só à sua imagem.

"Song For Che"

"Song For Che" foi dedicado por Charlie Haden, em 1971, no Festival de Jazz de Cascais aos movimentos de libertação da Guiné e Cabo Verde, Angola e Moçambique.

Fontes: Guedelhudos / Nabulabula

Video: Carlos Paredes e Charlie Haden

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Ghida de Palma entre Paris e Londres ...


Guida de Palma é uma cantora setubalense que tem vivido boa parte da sua vida em França e em Inglaterra e trabalhado ora, como engenheira de som, ora como cantora, ora como produtora, ao lado de músicos como Magma, Kyoto Jazz Massive, Da Lata e nos seus actuais projectos, a banda Jazzinho (sedeada em Londres) e Piri Piri Funk Machine (com base de actuação em Lisboa).

Em Paris, onde residiu muitos anos, foi formada pelo professor de canto Anton Valery. Depois frequentou o CIM (escola de jazz de Paris) sob a direcção de Christiane Legrand (a irmã de Michel Legrand).


Em 1991 participou no disco da British Electric Foundation (projecto paralelo dos Heaven 17), "Music Of Quality And Distinction Volume II", com o tema "Feel Makin' Love". Para os elementos dos Heaven 17 era considerada uma artista a ter em conta para 1992.

Editou em 1992, pela Polygram internacional, o máxi "Dançar Cantar", com produção de Martin Ware (dos Heaven 17), mas não teve grande sucesso.

Colaborou igualmente com os Dodge City Productions, no tema As Long "As We're Around" e com os A Certain Pleasure no tema "Be There".


Em Londres, diplomou-se em engenharia de som e produção musical da SAE (Ton Meister / School of Audio Engineering de Londres) e ensinou canto no Morley College of Music e no Richmond College of Music.

Paralelamente ao ensino, também cantou profissionalmente, tendo participado em muitas gravações e espectáculos de artistas internacionais (George Clinton, Pet Shop Boys, France Gall, etc.).


Jazzinho (depoimento do brasileiro Aleksander Aguilar)

O som do grupo é apurado e de arranjos sofisticados, feito por quem sabe e produzido por quem conhece. As influências são Nina Simone, Azymuth, Chaka Khan, Gilberto Gil e também Ed Motta, a cargo da produção do mais recente trabalho da multinacional banda residente em Londres. Produzir Jazzinho foi como tirar umas férias da minha própria arte.., declarou o músico tão perfeccionista como produtor quanto como compositor.

"Atlas" (de 2006), segundo álbum da banda, tem um título que serve como uma luva para o jazz com percussões afro-brasileiras, vocais soul com melodias bosseadas e integradas por bandolin, piano, sax, violino, flauta, trombone e trompete. É mesmo um "jazzinho", intenso e dançável, comandado pela voz da portuguesa com sotaque brasileiro, Guida de Palma.

As letras que versam em inglês, português e até um pouco de francês também refletem a vertente internacional do grupo, mas não deixam de ser cheias de brasilidade. Tratamento instrumental refinado para ouvidos que querem ser embalados por um som que ao mesmo tempo faz o corpo dançar e os pensamentos viajarem ... bem longe do tráfego. Bata a porta do carro e dance no congestionamento.

Videos: A certain pleasure / "Simétrie" (em dueto com Ed Motta) / "Sim ou Não" (Jazzinho)

Fontes: Crónicas da Terra / Voz Ilimitada / Jazzinho / Discogs / Guidadepalma.com

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Prince dedica canção "Walk in Sand" a Portugal e a Ana Moura (2010)


O encanto pela fadista portuguesa, de 31 anos, começou em Paris, em Maio de 2009, após a actuação da cantora no palco do La Cigale, onde Prince se dirigiu propositadamente para a ver. Um jantar depois do espectáculo foi quanto bastou para ambos ficarem grandes amigos, levando mesmo a um convite do norte-americano para gravar um tema em conjunto.

A actuação de ambos no último dia do Super Bock Super Rock era um dos momentos mais esperados do evento. "Walk in Sand" era o dueto prometido, mas fonte da Música do Coração, promotora do festival, explicou ao CM que, à última hora e numa combinação 'entre eles', trocaram as voltas ao público e Prince surpreendeu a plateia ao tocar fado.

"Vou Dar de Beber à Dor" e "A Sós com a Noite" foram os temas escolhidos para o momento inédito: à voz de Ana Moura, Prince juntou o seu talento com a guitarra eléctrica, ao jeito da guitarra portuguesa.

"Walk in Sand"

Trata-se de uma balada de inspiração portuguesa, o mar, a alma lusitana e o fado, cujo refrão reza assim: "nothing better than to walk in sand, hand in han with you" ("nada melhor do que passear na areia, mão na mão contigo", em tradução livre).

Fontes: Correio da Manhã / Blitz

Anúncio da Superbock

After a long journey, the final mile
Wish that we walk together all the while
After a mild labor, we both smile
All of the [Incomprehensible] that we lost, both of us in denial

'Cause nothing's better than to walk in sand
Hand in hand with you
Nothing's better than to walk in sand
Hand in hand with you

Another sun is rising
To bed with no delay
The both of us go despising
Not enough time to play

Memories come and then they go
Somewhere far away
Why can't we just get lost together
And spend each and every day doing it?

Nothing's better than to walk in sand
Hand in hand with you
Nothing's better than to walk in sand
Hand in hand with you

Walk in sand

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Programa "Atlântico" de Eugénia Melo e Castro e Nelson Motta (1998)

Misturar fado e MPB dá certo. O resultado, muitas vezes, é puro pop. Isso é o que a cantora portuguesa Eugénia Melo e Castro vai mostrar no programa "Atlântico".

Eugénia resolveu experimentar com cantores brasileiros e portugueses o que já faz há 20 anos. "Sempre compus e cantei com artistas do Brasil. A ideia do projecto surgiu quando percebi que poderia, num programa de televisão, promover a mesma integração que sempre busquei em minha carreira solo", disse Eugenia.

Leila Pinheiro e Rui Veloso, que já fizeram shows juntos em Lisboa, vão cantar "Eu Sei que Vou te Amar", de Tom Jobim e Vinícius de Moraes. Chico César e Né Ladeiras apresentam uma musica em um dialecto galego.

Ed Motta divide o palco com o grupo português Black Out (…). Com canções em inglês, dão um tom pop ao programa. Pop também é a apresentação de Fernanda Abreu com o grupo Cool Hipnoise. Para Nelson Motta, a grande revelação será a portuguesa Dulce Pontes. Ao lado de Simone, ela canta "Sinal Fechado", de Paulinho da Viola", e "Brasil", de Cazuza. Tudo sem sotaque.

"A maioria dos artistas portugueses que estão no programa tem proximidade com a música brasileira. Acredito que este é o momento propício para o encontro musical entre o Brasil e Portugal", diz Motta.

Para ele, o projecto está sendo possível porque "os brasileiros estão descobrindo que nem tudo que se canta em Portugal é fado".

Fonte: Anna Lee, Folha de São Paulo (adaptado)

Afinidades musicais através do Mundo

O Projecto Atlântico lembra que a batida africana move a MPB. Que o lamento do fado embala os indianos de Goa.

Que o romantismo chinês foi semeado nas colónias enquanto os portugueses introduziam o bolinho de bacalhau em Macau.

Que há um roqueiro goês apaixonado por Caetano Veloso. Que Bombaim é corruptela de Boa Bahia e há indianos praticando afoxé.

Eugénia lembra que o português é nosso e não se limita só a Brasil e Portugal. E que esses ritmos Lusitanos, africanos, asiáticos são também a nossa língua e a nossa maior riqueza.

Fonte: Norma Couri / Estado de São Paulo

Duplas e triplas

A cantora montou algumas duplas. Outras se escolheram, elas mesmas: Maria Bethania e Misia, por exemplo. "Elas já tem um trabalho juntas", conta Eugénia.

"A Marisa Monte sugeriu que sua parceira fosse Cesária Évora e a sugestão foi aceite", continua. Cesaria, de Cabo Verde, e a única representante das antigas colónias africanas. "Eu sugeri que Gilberto Gil fizesse sua participação em trio com Maria João e Mário Lajinha", prossegue. Afinidades estilísticas orientaram a formação dos duos (Gil, Maria João e Lajinha são o único trio).

Os outros participantes: Fernanda Abreu e o grupo 'pop' Cool Hipnoise; o pianista Wagner Tiso e o flautista Rao Kiao; os cantores Ney Matogrosso e Paulo Bragança; Chico César e Né Ladeiras; Leila Pinheiro e Rui Veloso; Milton Nascimento e Sergio Godinho; Caetano Veloso e Pedro Abrunhosa; Simone e Dulce Pontes; Herbert Vianna (dos Paralamas) e Rui Reininho (do grupo GNR). Finalmente, Chico Buarque e Eugénia Mello e Castro.

"Ninguém queria fazer dupla com o Chico", Eugénia fala, muito séria, embora não a sério. "Então, para que ele não ficasse de fora, aceitei cantar ao seu lado."

Fonte: Mauro Dias, Estado de São Paulo (adaptado)

Audio/Sintonia Fina (excertos): (1), (2)

Mais informações: (1)

Videos: Youtube

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Julio Iglesias e Amália Rodrigues

Tive ocasião de actuar três ou quatro vezes com Amália Rodrigues e foi um autêntico privilégio. Tenho o fado dentro de mim e incluo-o no meu repertório, talvez pelas minhas raízes galegas.

(…) Do ponto de vista artístico pareceu-me sempre uma das mulheres com maior estilo no mundo da música universal. Não só da música portuguesa.

Fonte: Maite Gonzalez e J. Frisuelos in Revista “Visão” (2003)

Videos: Admiração por Amália / Duetos com Amália (I); Duetos (II)

Num dos videos, Julio Iglesias refere o seguinte: "Sabes, Amália as pessoas não sabem que, quando comecei a cantar, cantava fados, porque é muito semelhante à nossa música folclórica"

Nota: A primeira vez que Julio Iglesias cantou o tema "Coimbra" foi, em 1980, em dueto com Amália no Festival de Newport.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Ana Moura participa no "Rolling Stones Project" (2007)


A fadista Ana Moura é uma das participantes da segunda edição do "The Rolling Stones Project", que reúne diversos artistas para interpretarem versões pessoais de canções da histórica banda.

O convite partiu de Tim Ries, saxofonista da banda de apoio aos Rolling Stones e mentor do projecto.

"No expectations" e "Brown sugar" foram os temas interpretados por Ana Moura, com tradução e arranjos de Jorge Fernando, antigo guitarrista de Amália Rodrigues.

Além deste músico, acompanharam a artista Custódio Castelo (guitarra portuguesa), Tim Ries, Charlie Watts (baterista dos Rolling Stones) e Chuck Leavell (pianista da banda de apoio dos Rolling Stones).

A escolha de Tim Ries

Nas notas do disco, Tim Ries confessa-se amante de fado e grande fã de Amália Rodrigues e revela que andou na Tower Records, em Tóquio, à procura de discos de fados.

Como não conhecia as novas fadistas, comprou três CDs ao calha e no terceiro descobriu Ana Moura.

"Logo à primeira frase, soube que ela era a escolhida, a única!".


Concerto dos Rolling Stones

O concerto dos Rolling Stones, no Estádio Alvalade XXI, em Junho de 2007, ficou marcado, entre outros momentos, pela actuação de Ana Moura.

A fadista entrou em palco para interpretar em português parte do tema "No Expectations", canção que tinha gravado em 2006, no âmbito do "The Stones Project".

Fontes: Musica.iol / Guedelhudos (ié-ié) / TSF

Videos: Ensaios, Concerto

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Amália em dueto com Roberto Murolo

Roberto Murolo (1912-2003) foi um verdadeiro Embaixador da Canção Napolitana em todo o mundo e um mito para toda a Itália.

A própria Amália Rodrigues sentiu-se motivada para uma primeira experiencia, nos anos setenta, ao gravar, com um acompanhamento de guitarras portuguesas, uma recolha de doze trechos, da musica popular italiana, do Norte ao Sul, não esquecendo também, o estilo "particular" das "Canzoni Napoletane".

Foi, na altura, um sucesso, primeiro em Itália e depois um pouco por todo o mundo, em especial nos países em que a comunidade italiana era significativa. Esse album, "A una terra che amo", é indicado pelos estudiosos como um dos mais importantes documentos da Musica Popular Italiana. Um feito nunca repetido por nenhum artista estrangeiro.

Amália Rodrigues cantou inúmeras vezes com Roberto Murolo. A derradeira vez coincidiria com a ultima gravação em disco da cantora portuguesa, precisamente no álbum "Anema e Cuore" de Roberto Murolo, gravado em 1993, mas publicado em 1995, que inclui dois duetos com Amália.

Fonte: Valeria Mendez (adaptado)

Video: "Anima e Cuore"

Uma Noite em casa de Amália com David Mourão-Ferreira

Lembrei a Amália que tinha saudades de ouvi-la a cantar o reportório do seu premiado album em italiano, "A una terra che amo". Confessou-nos que precisava de ter uns "ensaios valentes" pois já se esquecera de parte das letras das canções.

Aceitou, no entanto, a minha sugestão de incluir na digressão o tema "Vitti`na crozza", uma popular canção siciliana, ao que a amiga Silvana anuiu, lembrando que aquele disco tinha sido objecto de estudo em Universidades italianas dado tratar-se duma recolha da musica tradicional italiana interpretada nos dialectos de origem.

A crítica italiana não hesitou em considerar aquele album um dos três melhores de "recolha da musica tradicional" ao lado de dois nomes de peso da Musica Italiana: Gabriella Ferri e Roberto Murolo. Com a particularidade de Amália ser estrangeira e estar incluida nos três melhores álbuns de Musica Italiana. Um feito notável, afirmava David Mourão-Ferreira.

Belchior Viegas adiantou-nos que inclusivé o disco grangeou dois prémios nos anos setenta e o galardão de "Disco de Ouro" pelas vendas em território italiano.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Cumplicidades Patu Fu-Clã


As colaborações entre os Clã e os Pato Fu começaram em 2005, quando Manuela Azevedo emprestou a sua voz ao tema "Boa Noite Brasil", da banda brasileira. Desde então, John Ulhoa (dos Pato Fu) escreveu a letra de "Carrossel dos Esquisitos" (tema incluído em Rosa Carne dos Clã) e Fernanda Takai (Pato Fu) cantou em "Amuo", de Cintura , mais recente álbum dos Clã.

Fonte: Blitz

Video: "Boa Noite Brasil"

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Cumplicidades Arnaldo Antunes-Clã


Arnaldo Antunes, autor de diversas letras dos Clã ("H2omem", "Eu ninguém", "Seja Como For" e "Vamos esta noite") editou em 2006 o álbum "Qualquer", que contou com a colaboração de Hélder Gonçalves e de Manuela Azevedo na co-autoria dos temas "Qualquer" e "Num Dia".

O artista brasileiro colaborou igualmente com o grupo português em actuações ao vivo, nomeadamente em "H2omem" e "Consumado".

Opinião dos Clã:

"O Arnaldo é um poeta, é um escritor e um músico que nós admiramos já há muito tempo. Foi, justamente por admirá-lo muito que, na altura em que estávamos a construir o material para o álbum, pensávamos que era bestial se tivéssemos uma letra dele. Como chegou entretanto, à EMI, o Paulo Junqueira, vindo do Brasil, achámos que podia ser a pessoa indicada para nos dizer se era possível ou não sonhar uma coisa destas."

"Artisticamente encontrámos alguns traços comuns com o Arnaldo que é um tipo que trabalha muitíssimo bem, muito responsável, sempre interessado, muito simples, muito humilde... Também descobrimos que é um poeta muito amado em São Paulo. Nos dois concertos que demos, sempre que apresentávamos a música e dizíamos que tinha letra de Arnaldo Antunes, a ovação era magistral."

Fontes: clan-blog, cla.no.sapo

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

"Brisa no Coração" de Ennio Morricone e Dulce Pontes (1995)


Ennio Morricone é um dos mais importantes compositores italianos de sempre. O seu nome é sinónimo de cinema, visto que foi a criação de bandas-sonoras eternas, para filmes como “Cinema Paradiso” (1988), “A Missão” (1986), “Aconteceu no Oeste” (1969), que o celebrizou mundialmente.

O primeiro encontro entre Dulce Pontes e Ennio Morricone ocorreu em 1995 quando Dulce interpretou o tema "A Brisa do Coração", da autoria de Francesco de Melis e Emma Scoles, pertencente à banda sonora do filme "Afirma Pereira", adaptado da obra de Antonio Tabucchi e protagonizado por Marcello Mastroianni, com música de Ennio Morricone.


Extracto de entrevista a Goreti Teixeira ("Mundo de Músicas")

O Ennio Morricone estava à procura de uma voz para interpretar o tema principal do filme "Afirma Pereira", com o Marcello Mastroiani. Uma amiga dele veio a Portugal de férias, comprou o disco "Lágrimas" e ofereceu-lhe. Foi assim que o conheci.

Mas o mais engraçado é que nessa altura estava em Amesterdão, a fazer promoção, e andava há séculos à procura do disco "Era Uma vez Na América". Fui a uma loja e finalmente encontrei o disco e quando cheguei ao hotel tinha um fax dele a convidar-me para interpretar "A Brisa do Coração". Foi uma coincidência incrível.
 
Videoclip:


Concerto na Polónia:

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

"Focus" de Ennio Morricone e Dulce Pontes (2004)


Aquando da participação de Dulce Pontes e Ennio Morricone na banda sonora de “Afirma Pereira”, Morricone terá dito que gostaria de um dia fazer um álbum com Dulce Pontes, mas apenas quando ela fizesse 30 anos, para assim ter mais maturidade.

Dulce começou por ser convidada a cantar nos concertos do maestro, tendo-se concretizado em Abril de 2004 o desejo de realizar um disco em conjunto, quando Dulce vai a Roma para dar a voz a algumas das mais famosas melodias do maestro italiano (temas celebérrimos como “Cinema Paradiso” (1988), “A Missão” (1986), “Aconteceu no Oeste” (1969), e outros, menos conhecidos, como “A Balada de Sacco e Vanzetti” (195)) e a cinco novas composições escritas propositadamente para si, com destaque para “Amália por Amor”, uma sentida homenagem a Amália Rodrigues.

Nasce assim "Focus", um CD assinado pela dupla, Ennio Morricone e Dulce Pontes, editado em Italia pela Universal em Outubro de 2004.

Fontes: wikipedia / attambur / viadeiportoghesi


Morricone, com a calma e a distanciação própria dos seus 75 anos (40 de carreira), não poupa, porém, nos elogios impressos na capa do disco, na forma como se refere às cinco novas composições que escreveu para o disco ("Amália por amor", "Antiga palavra", "Luz prodigiosa", "Voo" e "I Girasoli"): "Escrevi-as a pensar na voz de Dulce. Queria dar um ritmo intencional a estas novas peças - chamemos-lhe um ritmo ibérico - porque queria que a Dulce pudesse expressar o seu alcance vocal, mas também manter as conotações do fado português (...) ela tem qualidades 'camaleónicas' tão completas, tão incrivelmente variadas, que tenho de dizer que ela toca em todos os aspectos da canção, todas as formas de cantar". Vai mesmo mais longe, ao afirmar que este é um dos discos "mais importantes" que alguma vez fez "com um cantor", definindo-o como "extraordinário".

Fonte: Fernando Magalhães, Jornal Público

"Amália por Amor" (imagens de arquivo RAI)