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sábado, 17 de novembro de 2007

James Bond em Portugal (1969)


O filme “Ao Serviço de Sua Majestadade” da série James Bond (007) foi parcialmente rodado em Portugal. “On His Majesty’s Secret Service” (OHMSS) foi o primeiro filme após o abandono de Sean Connery, sendo o agente inglês interpretado pelo australiano George Lazenby.

Apesar de não ter sido dos filmes mais bem sucedidos, aquando da sua estreia, o fim tem vindo a ser reavaliado, sendo considerado actualmente um dos melhores da série.

O filme não seguiu o esquema tradicional da série, nomeadamente porque o herói acaba por se casar com Tracy (protagonizada por Diane Rigg, mais conhecida pela sua interpretação de Miss Emma Peel na série “Os Vingadores).

A acção (do Livro) não decorre em Portugal, mas sim na Suíça, contudo diversas cenas foram rodadas em Portugal:



* Sequência inicial – aquando da tentativa de suicídio de Tracy:

Praia do Guincho

* Pega de touros:

Herdade do Vinho, Zambujal (ou Azambuja)

Duplo: Nuno Salvação Barreto (forcado)



* Cena final na estrada:

Parque Nacional da Arrábida National, Setúbal
Serra da Arrábida, Setúbal

* Outras cenas:

Palácio de Benfica
Casino do Estoril, Estoril, Cascais, Lisboa
Costa do Estoril, Lisboa
Joalharia Ferreira Marques, Rossio, Lisboa
Ponte 25 de Abril, Lisboa
Palácio Hotel, Rua do Parque, Estoril
(hotel onde fica hospedado James Bond)
Rua do Parque, Estoril, Lisboa
Sesimbra



O elenco ficou hospedado no Hotel Palácio Estoril, decorria o ano de 1968 (...) O exterior do Hotel, o Lobby e a piscina, vista dos quartos, são parte integrante de muitas das cenas do filme que foi estreado em 1969. A piscina tinha sido recentemente construída.

No filme é possível ver a entrada do Hotel - fachada exterior e lobby – que se mantém sem alterações significativas e a piscina, enquadrada no jardim, que foi recentemente remodelada, embora mantenha o mesmo desenho.


Participou no filme o então jovem funcionário do Hotel, José Diogo, com 18 anos de idade, que ainda hoje é um dos Chefes de Portaria do Palácio. É possível vê-lo em imagens de “Ao Serviço de Sua Majestade!” entregando a chave do quarto (...).

Quando George Lazenby surge no seu Aston Martin e estaciona à porta do Hotel Palácio é José Afonso que lhe abre a porta do carro. “Foi um filme normal”, relativiza, tendo já perdido a conta às entrevistas que deu sobre esta sua aparição no grande ecrã — mesmo sendo este um dos filmes menos famosos da saga do espião britânico. “Abri a porta, fechei a porta. Não recebi cachet, não me pagaram nada, mas eu também não fazia caso disso. O hotel pagava-me, eu estava ao serviço do hotel”.




Fontes/Mais informações: Hotel Palácio (adaptado) / Observador  / Boletim Municipal de Cascais / Agentlemansjotter 
Video: Reportagem do Canal Cascais  / On the tracks of 007 
Outras imagens: C4pt0m3nt3 / Forum Setúbal / Waymarking
 
José Diogo e José Afonso, dois dos figurantes do Hotel Palácio

sábado, 15 de dezembro de 2012

“Fim de Semana com a morte” de Julio Coll (Notícia da Emissora Nacional) (1966)


“Fim de Semana com a morte” ("Comando de asesinos" em Espanha ou "High season for spies" nos E.U.A.) assinala a estreia como produtor de António Vilar, o nosso actor mais internacional. É uma co-produção com a Espanha e a Alemanha, em que intervém técnicos e artistas dos três países, sob a direcção do realizador espanhol Julio Coll.

Baseia-se o filme numa obra do autor português Luís Albuquerque, por sinal conhecido pelo pseudónimo Dick Haskins. Além de António Vilar e dos portugueses Artur Semedo, Américo Coimbra e Carlos Teixeira, do elenco desta réplica luso-hispano-alemã aos filmes género James Bond fazem parte os alemães Peter Van Eyck e Kurt Jurgens, a italiana Leticia Roman e os espanhóis Ricardo Rubinstein, Mikaela e Ricardo Valle.  


“Fim de semana com a morte”, que foi quase inteiramente rodado em Portugal, é [era], segundo as intenções do actor-produtor António Vilar, o primeiro passo para um mercado comum cinematográfico com a Espanha, visando um mundo cinematográfico de mais de 300 milhões de espectadores. (…)

A película foi estrada com êxito na Alemanha, já o ano passado, em 42 salas simultaneamente, tendo sido exibida nas 30 principais alemãs e em quase 300 cinemas de província.

Foi igualmente vendido para os Estados Unidos, para exibição numa cadeia de salas de cinema naquele país, o que também acontece pela primeira vez com filmes nacionais.  

Fonte: Museu RTP (adaptado)

Nota: O filme não terá tido um sucesso tão estrondoso, pois António Vilar teve dificuldades no acesso a financiamento nos filmes seguintes 



Opinião do site MI6 community


"High Season for Spies" (1966) is an exception in the season, having been made in Portugal. It's perhaps the film most clearly inspired by the Swinging Sixties Bond movies.

But the sets expose the limited budgets available. Its take on what BBC Television Centre might look like if it were in a small street in Lisbon is an undoubted highlight.

Mais informações: Goethe institut 

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Lisboa como centro privilegiado de espionagem



A fama de Lisboa como centro privilegiado de espionagem durante a segunda guerra mundial alimentou muitas mentes de escritores.

Um deles foi Graham Greene. Durante este período, encontrava-se de serviço em Lisboa, responsável por detectar casos de espionagem ou de agentes duplos na intricada teia que existia nessa altura.

Depois da guerra, utilizou essa experiência para escrever um romance de grande sucesso. Simplesmente, para o tornar mais apelativo, alterou o cenário de Lisboa para Havana. “O Nosso Agente em Havana” (1958) passa-se na ilha de Fidel Castro, mas tem um inconfundível cheiro a Portugal.

O protagonista Wormold foi inspirado em Paul Fidrmuc (conhecido por "Ostro") e Juan Pujol Garcia, ou "Garbo" (como ficou famoso), ambos espiões a actuarem em Lisboa no período de 1943-44.

Greene começou a escrever o livro em 1946 (o que inicialmente seria um argumento para um filme), localizando a acção na Estónia em 1938. Mas já na década de 50, optou por situar o livro em Havana, em plena guerra fria.


Foi mais ou menos a mesma situação que se passou com Ian Fleming. Depois de uma ida ao Casino Estoril, em que o britânico se cruzou com dois espiões alemães, surgiu a ideia de uma personagem ligada ao mundo da espionagem. Juntou-se o Casino à receita e nascia “Casino Royale” a primeira aventura do mítico James Bond, nome de código 007, licença para matar.

O título refere-se a um casino situado em França, na cidade fictícia de Royale les eaux. Mas na adaptação ao cinema localizaram o casino na antiga república jugoslava da Macedónia.

Fontes: Filipe d’Avillez, Revista “Os Meus Livros” (adaptado) / Paul Buck ("Lisbon - a Cultural and Literary Companion") / wikipedia / Sophie Edgerton

Curiosidade

 Existe uma referência a "Avril au Portugal" (que foi publicado no período pós-guerra) no livro "Diamonds are Forever" de Ian Fleming.


 Fonte: CommanderBond.net

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Intriga em Lisboa com “077 Missão em Lisboa” (1965)



“Misión Lisboa” foi um dos muitos filmes realizados na década de 60 na sequência do sucesso dos filmes de James Bond 007.

Com realização de Federico Aicardi e Tulio Demicheli, o filme foi uma co-produção entre Espanha, Itália e França, contando com um elenco internacional: Brett Halsey, Marilu Tolo, Fernando Rey e Jeanne Valerie.



Sinopse

Um grupo de malfeitores internacional ameça destruir um pequeno país em 30 segundos, sendo contactado George Farrell (Brett Halsey), o agente 077 do título português, para tentar localizar, conjuntamente com a sua colega Terry Brown (Marilu Tolo), um cientista desaparecido.