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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

“O Tigre dos Mares” de Howard Hawks (1932)

"O Tigre dos Mares" é baseado em “Tuna”, um conto não publicado, de Houston Branch, e na peça “They Knew What They Wanted” de Sidney Howard.

Realizado por Howard Hawks, no mesmo ano de “Scarface”, uma das suas obras primas, “Tiger Shark” (no original) retrata o universo dos pescadores portugueses de atum radicados em San Diego (California). Mike Mascarenhas (o famoso actor Edward G. Robinson) é, nas suas próprias palavras, o maior pescador do Oceano Pacífico.

Mike perdeu uma mão quando salvou o seu colega Pipes Boley de um tubarão. Mais tarde um membro da sua tripulação, Manuel Silva (William Ricciardi), cai ao mar e é morto por tubarões que seguiam o barco. É Mike que vai transmitir as más notícias a Quita (Zita Johann), filha de Manuel.


Solitário e sem grande sucesso junto do sexo feminino, Mike começa por ajudar Quita e acaba por se apaixonar pela jovem. E é esse o seu primeiro grande erro.

Mike pede-a em casamento e Quita, apesar de não o amar, aceita como agradecimento pela sua generosidade. Mas Quita vai-se apaixonar por Pipes Boley, que é padrinho do seu casamento.

Quando Quita acompanha os homens num barco de pesca, Mike descobre o envolvimento entre Quita e Pipes. “Roído” de ciúmes, Mike empurra Pipes para um mar cheio de tubarões, mas é Mike que acaba por morrer quando o seu pé fica preso e o seu corpo é arrastado para junto dos tubarões.

Fontes: TCM / wikipedia / Imdb

Mais informações: TCM


Recepção ao filme (na década de 30)

"O Tigre dos Mares" talvez tenha sido publicitado noutros países enfatizando o pavor causado pelo tubarão. À margem, talvez uma pequena referência ao "pitoresco" da acção se desenrolar numa aldeia de pescadores portugueses.

Entre nós, "nacionalizou-se" o filme, abençoando tais americanos que um dia de Portugal se lembraram. Tínhamos então "um famoso filme americano, com um esplêndido assunto português. (...)



"Pela primeira vez na história do cinema, os produtores de Hollywood abordam um trecho que interessa profundamente às plateias que dominam o nosso idioma. A acção desenrola-se numa aldeia de pescadores portugueses com aspectos interessantíssimos da vida e faina, enquanto no mar se nos apresenta um primoroso documentário da pesca do atum, frequentemente cortada pelo aparecimento dum tubarão, "O Tigre dos Mares", que semeia o pânico e a morte entre a companha.

Para as nossas plateias, há o redobrado interesse, que reputamos verdadeiramente notável e emocionante, de se desejar assistir à cerimónia do casamento dum casal compatriota, em que o padre faz uma alocução em português puríssimo e metódico".

Fonte: Mediático (adaptado)


"O Tubarão" (Brasil)

Edward G. Robinson, conforme o gosto de Hawks, deixa de ser um sujeito lento e passa a se mostrar rápido na fala e vigoroso nos actos. Ele é um português de nome Mike Mascarenhas que tem alguns portugueses na sua tripulação também, como o senhor Manuel Silva. (Inclusive, é possível ouvir e entender algumas falas em português, que não são traduzidas e nem colocadas nas legendas que vêm com o arquivo).

Fonte/Mais informações: Ailton Monteiro (Cinediário)

Video: TCM

Imagens do filme (legendadas):  C4pt0m3nt3

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Alma açoreana em "Passionada" de Dan Ireland (2003)


"Passionada" é uma comédia romântica, realizada por Dan Ireland, cujo título resulta das palavras "Passion" e "Apaixonada".

A história envolve 3 gerações de mulheres de origem açoreana na comunidade pesqueira de New Bedford, Massachusetts (nos Estados Unidos da América).

A personagem principal é Celia Amonte (interpretada pela actriz Sofia Milos, de ascendência grega e italiana), uma luso-norte-americana, que está há anos de luto pela morte acidental do marido pescador.

Apesar de ser bela e jovem, ela resignou-se a trabalhar numa tecelagem, a cuidar da sogra idosa, Angelica, e da sua filha adolescente, a rebelde Vicky (Emmy Rossum).

Celia canta fado num restaurante aos fins-de-semana, encontrando na música o consolo para o sofrimento pela morte do marido.

A filha tenta encontrar-lhe um novo amor. Um "encontro às escuras" com um jogador de poker falido, Charles Beck (Jason Isaacs), é o começo de um novo romance.


Os principais aspectos que condimentam a história de "Passionada" são o fado, a culinária e o modo de vida da comunidade açoriana em particular e da cultura portuguesa.

Durante o filme, Sofia Milos faz play-black da voz da fadista Mísia, que participa na banda sonora com temas do seu CD "Paixões Diagonais".

A melancolia do fado e os recantos da velha cidade baleeira da costa Leste dos Estados Unidos são também aspectos retratados em "Passionada".

Fontes/Mais informações: Rosa Carvalho (adaptado) / Página Oficial de Sofia Milos / Diário Insular



Extracto de artigo do Portuguese Times

Outro bom indicativo [do crescente sucesso do Fado nos E.U.A.] foi o filme "Passionada" (2002), comédia romântica sobre uma viúva portuguesa que canta o fado num restaurante de New Bedford.

Video: Youtube

Imagens legendadas: C4pt0m3nt3

terça-feira, 7 de setembro de 2010

"Poly em Portugal" de Cécile Aubry (1965)


Cécile Aubry [autora de Belle e Sebastião] começou por escrever livros infanto-juvenis com "As Aventuras de Poly" que contava as aventuras de Poly, um pónei inspirado no amor do seu filho pela sua pónei Barbara.

Os livros foram inicialmente escritos para a popular série de TV e posteriormente adaptados para romance.


"Poly au Portugal" (1965)

"Poly au Portugal" foi o nome da quarta época da série, composta por 7 episódios de 25 minutos, a preto e branco.

Com realização de Claude Boissol, a série começou a ser transmitida em 30 de Setembro de 1965 pelo canal francês ORTF.

A série foi filmada em Valado dos Frades (Quinta do Campo) e Nazaré, com vários figurantes Valadenses.

Clara d' Ovar interpretou o papel de Teresa. Zeni d' Ovar (irmão de Clara) é assistente de realização. E Acácio de Almeida (creditado como Acácio de Alumida), num dos seus primeiros trabalhos na televisão, foi o director de fotografia.

Sinopse

Ao chegar a Portugal, Poly, o lindo pónei de Pascal, fica tão assustado com a travessia que começa a pular e foge em direcção ao campo.

Pascal vai com seus amigos em busca do pónei, mas Poly é inteligente e a iniciativa do cavalinho permitirá a um homem solitário e infeliz reencontrar finalmente o seu filho desaparecido.


 

"Au secours Poly, au secours !"(1966)

A "Poly em Portugal" seguiu-se "Au secours Poly, au secours !" (que daria origem ao livro homónimo que foi lançado em Portugal como "Poly no Ribatejo"). Tinha como cenário a zona do Ribatejo e para além de populares da região como figurantes, contou com a participação de grandes nomes do cinema e teatro português como António Montez, Canto e Castro e Rogério Paulo, entre outros.

Esta série contou com 13 episódios de 13 minutos cada e foi exibida originalmente pela ORTF a partir de Dezembro de 1966, mas não foi transmitida em Portugal.  Clara D´Ovar volta a participar, agora como Rosa, e o seu irmão Zeni é novamente assistente de realização.


Sinopse

Poly é o pónei mais hábil e inteligente. Sempre que o pequeno Filipe o chama, entra na casa e vem em seu socorro.

Filipe está em sofrimento desde que os seus pais desapareceram num naufrágio. Ele permanece numa casa isolada aos cuidados de uma antiga enfermeira portuguesa, que o resguarda dos malfeitores lhe querem roubar o segredo do seu "âmbar cinzento". Para proteger Filipe, será necessário, para além de Poly, a participação de todas as crianças da aldeia e a intervenção de um misterioso Cavaleiro Negro.


Parecer sobre "Poly em Portugal" (Fundação Gulbenkian)

Novela de uma série em que a personagem mais curiosa é um pónei. Há depois um rapaz que é seu dono e os amigos do rapaz. Todos passam férias em Portugal.

Poly vem de transatlântico até Lisboa onde é metido num barco de pesca que o leva para a Nazaré. (...)

Há observações sobre a singeleza e certo primitivismo dos portugueses. E há um ideal social muito burguês na linha da Condessa de Ségur.


"Poly au Portugal"





"Au secours Poly Au Secours"




Fontes/Mais informações: wikipedia / Site de Cécile Aubry / / Delito de opinião / Santa Nostalgia (actualização do post em 2016)/ Youtube (1)(2) / Site de Belle e Sebastião (1)(2) /  Malomil

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

"Lisbon Story" de Paul L. Stein (1946)



Filme musical dirigido por Paul Stein, para a British National Filme, que conta com a participação de Patricia Burke e David Farrar e do famoso cantor de ópera austríaco Richard Tauber (que, no papel de André Joubert, interpreta “Pedro the Fisherman”, popularizado no teatro pelos Vincent Tildsley Mastersingers).

A acção do filme decorre durante a 2ª Guerra Mundial e aborda os esforços de uma cantora francesa (Patricia Burke) e de um espião inglês (David Farrar) que viajam para a Alemanha nazi para salvar um cientista francês.


“Lisbon story” revelou-se um enorme sucesso nos palcos, tendo estado em cena entre Junho de 1943 e Julho de 1944, quando o aumento do número de bombardeamentos pesados forçou o encerramento temporário de mais de metade dos teatros de Londres.

Durante este tempo, Patricia Burke fez 492 apresentações no papel de Gabrielle, uma cantora que escapa dos nazis em Paris, acabando por ser executada pelos nazis durante a cena final em Portugal.


As reações da imprensa não foram unânimes, enquanto o Manchester Evening News achou que o fim era disparatado, o Daily Mail descreveu-o como "The Gestapo set to Music!"

O público não tinha esses escrúpulos. Eles estavam em guerra e tratava-se de um musical que lhes trazia a realidade do nazismo para o teatro de Londres.  O espectáculo teria permanecido mais tempo em cartaz se a Luftwaffe tivesse permitido.


O tema "Pedro, o pescador" era interpretado no teatro pelos Vincent Tildsley Mastersingers vestidos de forma colorida como marinheiros portugueses. A canção relata como Pedro, o pescador que assobia, abandona a sua amada Nina para ir para o mar, mas que acaba por regressar mesmo a tempo de impedir que ela se case com Miguel, o rico produtor de vinho.




Fontes: wikipedia / All Movie / Enciclopédia do Teatro musical / IMDb

Video: "Pedro the Fisherman" (Richard Tauber)

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Spencer Tracy é pescador português no filme "Lobos do Mar" ("Captains Courageous") (1937)


Realizado por Victor Fleming (1937). Com Spencer Tracy, Lionel Barrymore, Freddie Bartholomew, Melvyn Douglas, John Carradine, Mickey Rooney.

Spencer Tracy é Manuel Fidello, um pescador português, que salva de morrer afogado um rapazito, filho de um milionário, que acaba por descobrir as delícias da vida simples.


Foi na pele do pescador português que Tracy conquistou a primeira das suas duas estatuetas. Produzido com o luxo das grandes fitas da MGM é a adaptação de uma história de Rudyard Kipling (prémio Nobel da Literatura) sobre um menino rico e mimado, salvo por um pescador português depois do desastre maritímo vivido a bordo de um paquete de luxo onde seguia em cruzeiro.

É junto a velhos lobos do mar que Freddie Bartholomew (na altura considerado como um dos meninos prodígios do cinema americano) acaba por perceber que a vida é dura e não se resume aos seus caprichos de criança mimada.

Fonte: TV Filmes, nº 9, Abril 1997

Manuel canta em "português" e fala com orgulho da "herança" de honradez que lhe foi transmitida pelo seu pai:


O filme foi adaptado, por duas vezes, para TV, sendo o papel de Manuel interpretado por Ricardo Montalban, em 1977, e Colin Cunningham, em 1996 (mas, nesta última série, o personagem principal era o Capitão Matthew Troop, interpretado por Robert Urich).

1977


1996



Rudyard Kipling

Rudyard Kipling, Prémio Nobel da Literatura em 1907, nasceu, em 1866, em Bombaim, India, mas estudou, desde os 6 anos, em Inglaterra. Aos 26 anos, casa com Caroline Balestier, filha de um advogado norte-americano e instala-se em Vermont (E.U.A.), onde vive durante quatro anos, aí escrevendo "Livro da Selva " e "Lobos do Mar".

 
Mais informações: DVDBeaver / Citizen Grave  (Quando Spencer Tracy foi Manuel)

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

"Portugal" de Ben Sharpsteen nomeado para o Oscar ® (1957)


O documentário "Portugal" produzido pelos Estúdios Walt Disney foi nomeado em 1958 para o Oscar de Melhor Curta Metragem de Acção Real.

Com argumento e narração de Dwight Hauser, o filme, integrado na popular série de documentários "People & Places" que a Disney produziu na década de 50, foi realizado pelo lendário Ben Sharpsteen (um dos realizadores do filme "Pinóquio" de 1940).


Com base nestes documentários foi publicado o livro "People & Places" de Jane Werner Watson com 12 páginas dedicadas ao nosso país.