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terça-feira, 15 de agosto de 2017

100 anos de filmes rodados na Madeira (1) - Décadas de 20, 30 e 50


"Un Giorno a Madera" (1924)

Em 1924 foi rodado na Ilha da Madeira o filme de ficção "Um dia na Madeira" ("Un Giorno a Madera") do realizador italiano Mário Gargiulo, com Livio Pavanelli e Tina Xeo nos principais papéis.

Este filme mudo era uma adaptação do livro "Un Giorno a Madeira, una pagina Dell’Igiene Dell’ Amore" lançado por Paolo Mantegazza em 1876. Traduzido ainda em vida do autor nas principais línguas europeias, este curioso livro consagrou a Madeira no imaginário italiano e europeu de fins de Oitocentos, como a isola dei fiori e dell’amore.


Sinopse

"Emma, personagem dotada de uma espiritualidade e de uma nobreza de carácter dignas das maiores heroínas românticas, procura na Madeira o último reduto de esperança para a cura da doença, ao passo que o seu apaixonado William se vê condenado a expiar na determinação da sua índole britânica a dor da perda da amada, pondo também ele à prova o seu carácter, principal protagonista afinal deste romance".


A produção estrangeira na Madeira intensificou-se a partir da década de 30, com filmes de ficção como: "Porque Mentes, Menina Kate?" (com realização de Georg Jacoby, 1935); "Die Finanzen des Großherzogs" ("As Finanças do Grão-duque" (Gustaf Gründgens, 1934) remake do filme homónimo de Murnau; "O prisioneiro de Corbal" (filme de Karl Grüne de 1935-36); "Les Mutinés de L’ Elseneur" (filme de Pierre Chenal de 1936 com base na obra de Jack London); e "Love Affair" ("Ele e Ela" de Leo McCarey, de 1939).


No campo do documentário é de destacar: "Madeira: A Garden in the Sea" (1931); "Cruising the Mediterranean" (André de la Varre, 1933); "Madeira: Jardim do Oceano" (Dawley, 1933); "From London to Madeira" (de Karl Gr, 1935); "Escala na Madeira" (René Ginet, 1935); e "Madeira: Isle of Romance" (1938).

"Warum lügt Fräulein Käthe?” (1935)


Entre 12 e 20 de novembro de 1934 esteve na Madeira uma equipa cinematográfica alemã da Majestic-Film GmbH, liderada pelo produtor Helmut Eweler e pelo realizador Geog Jacoby,  onde filmaram parte de um filme que estreou nas salas alemãs a 29 de janeiro de 1935, chamado “Porque Mentes, Menina Kate?” no original “Warum lügt Fräulein Käthe?”.

Na ilha da Madeira filmaram, a 15 de novembro, uma série de danças folclóricas madeirenses no “Reid’s Palace Hotel”, “executados pelo grupo de senhoras e cavalheiros, da nossa sociedade elegante”, como dizia o “Diário de Noticias do Funchal” de 16 de novembro de 1934, tendo nos outros dias filmado algumas ruas da cidade do Funchal e cenas do quotidiano madeirense.

"Marriage of Corbal" (1936)

A 10 de dezembro de 1935 chegara ao Funchal a Capitol Film Corporation, uma empresa inglesa, juntamente com mais de 20 pessoas, entre técnicos e actores para a rodagem do filme “The Marriage of Corbal” (ou "The Marriage of Corbal"), realizado por Karl Grune, com argumento de S. Fullman, com base na obra de Rafael Sabatini, ambientado no período da Revolução Francesa.

Parcialmente rodado no Vale da Ribeira Brava, as filmagens terminaram a 26 de dezembro, tendo também empregado cerca de 200 figurantes madeirenses. Com este filme também foi realizado um documentário “From London to Madeira”, onde se retratava as peripécias da viagem da equipa até à Madeira e os bastidores da filmagem na ilha.

"Love Affair" (1939)


"Love Affair", um dos mais importantes filmes românticos do final dos anos 30, foi parcialmente rodado na Madeira, onde vivia a avó do protagonista, o que terá sido motivado pela fama do porto do Funchal na altura dos grandes cruzeiros transatlânticos, com filmagens no Funchal e numa casa de Santa Luzia.



Sinopse

O pintor francês Michel Marnet (Charles Boyer) conhece a cantora americana Terry McKay (Irene Dunne) a bordo de um navio que cruza o Oceano Atlântico.

Michel e Ambos estão comprometidos, mas, no entanto, apaixonam-se. Durante uma paragem na Ilha da Madeira (Porto Santo), visitam a avó de Michel, Janou (Maria Ouspenskaya), que "aprova" Terry. O casal marca um encontro no Empire State Building para daí a 6 meses, mas nem tudo corre como desejado.



O título do filme na Áustria refere-se explicitamente a essa paragem no nosso arquipélago: "Ein Spitzentuch von Madeira".


Na década de 50 é de destacar: "Madeira Story", da responsabilidade de uma equipa inglesa, com o apoio de artistas e autoridades madeirenses, estreou-se em Londres; "Moby Dick" (filme de John Huston de 1956), "Sylviane de mes nuits" (Marcel Blistène, 1957), uma série de documentários de Jacques Cousteau e "Windjammer: The Voyage of the Christian Radich" (de Bill Colleran e Louis De Rochemont III, 1958).

"Moby Dick" (1956)


"Moby Dick" é um filme britânico realizado pelo norte-americano John Huston em 1956. O filme começou a ser filmado no País de Gales mas partes do filme foram rodadas no mar em frente ao Caniçal com acção real de caça à baleia, feita por baleeiros da Ilha da Madeira. O filme baseava-se na obra homónima de Herman Melville que curiosamente tinha mais ligação aos Açores do que à Madeira.

Nos créditos iniciais do filme é feito o agradecimento aos "Baleeiros da Madeira pela grande ajuda que deram" ("Whalermen of Madeira for the great help they gave").


Jacques Yves Cousteau

Entre 15 e 20 de agosto de 1956 esteve na Madeira uma missão cientifica francesa, a bordo do navio “Calypso” e chefiada pelo famoso explorador submarino Jacques-Yves Cousteau (1910-1997), tendo nesta estadia aproveitado para fazer cinco filmes, dois dos quais da pesca do peixe espada preta (Aphanopus carbo).

"Sylviane de mês nuits" (1957)

A 7 de novembro de 1956 começam as filmagens na Madeira do filme francês, produzido pela Isis Films, “Sylviane de mes nuits”, escrito e realizado por Marcel Blisténe e protagonizado por Giselle Pascal e Franck Villard, tendo as filmagens terminado a 18 de novembro.


“Windjammer: The Voyage of the Christian Radich” (1958)

Chega à Madeira a 27 de dezembro de 1956 o cineasta norte-americano Louis Rouchemont, com uma equipa de operadores cinematográficos para filmar diversos panoramas da Madeira para um documentário, em “Cinemiracle”, que esteva a realizar usando o navio-escola norueguês “Christian Radich”, a que se dará o titulo de “Windjammer: The Voyage of the Christian Radich”, estreado a 25 de abril de 1958.


Ciclo de cinema "100 Anos de filmes rodados na Madeira"


"100 Anos de filmes rodados na Madeira" é uma mostra de 8 das melhores obras cinematográficas de ficção filmadas no arquipélago de entre as mais de 50 películas realizadas desde 1912. Para além do valor óbvio dos filmes apresentados, alguns deles de grandes mestres do cinema mundial como Leo MacCarey, Raul Ruiz, Barbet Schroeder ou John Huston, esta mostra pretende anunciar a importância da Madeira como “location” para produção audiovisual.

Não só pela beleza das suas paisagens (ver por exemplo o plano fantástico da Serra d’Água em “O prisioneiro de Corbal” ou a perseguição automóvel nas estradas antigas do Seixal em “Os Batoteiros”) mas também pela facilidade de encontrar lugares tão diferentes numa ilha tão pequena, reduzindo assim os custos de produção.

Cena de "O prisioneiro de Corbal"
Fontes/Mais informações: Ana Paula Almeida (Aprender a Madeira e Tese) / Museu Vicentes / Ciclo de cinema / Folha de Sala (1) /  Ando a ler isto, Dejalu4ds e Fnac ("Un Giorno a Madeira")

Videos: "Warum lügt Fräulein Käthe?" / "Prisoner of Corbal" / "Love Affair" / "Moby Dick" (1)(2) / "Winjammer ..."

sábado, 15 de julho de 2017

Actores e técnicos portugueses na mini-série "O Conde de Monte-Cristo" (1979)


"O Conde de Monte-Cristo" é uma mini-série franco-italo-alemã em quatro episódios de 90 minutos, adaptada da obra de Alexandre Dumas, com Jacques Weber no papel de Edmond Dantes, sob direcção de Denys de La Patellière e difundida entre 29 de Dezembro de 1979 e 19 de Janeiro de 1980 no canal francês  FR3.

A RTP participou com mais de 60 técnicos, além de numerosos actores em papéis de destaque e cerca de 1600 figurantes.


O papel da RTP foi também determinante na produção: as filmagens, que decorreram entre março e junho de 1979, foram realizadas em Portugal, devido à beleza dos décors naturais que o nosso país possuía, assim como ao “cansaço do público francês em ver sempre os mesmos cenários, geralmente utilizados neste género de filmes”, segundo explicação do realizador, Denys de la Patellière.

"Encontrámos em Portugal décors soberbos que não são conhecidos dos franceses. Convinham perfeitamente ao estilo do filme, que deveria ter também interiores diferentes dos parisienses clássicos. Todos os interiores de grande classe são parecidos uns com os outros em Paris: móveis estilo Luís XV ou Luís XVI, todos iguais.

Actores portugueses:

Paulo Renato e Diogo Dória
O realizador mostrou-se interessado em utilizar actores desconhecidos em França, por ser agradável filmar rostos diferentes. As vozes dos artistas portugueses foram dobradas.

Carlos de Carvalho (no papel de Franz d'Epinay), Diogo Dória (Maximillien Morrel), Carlos César (Martuccio), Luís Santos (pai de Dantes) e Paulo Renato (Morel) foram alguns dos actores em maior destaque.

É igualmente de realçar a participação de muitos outros, tais como Suzana Borges (mulher no baile), Manuel Cavaco (guarda prisional), Luís Cerqueira (aio), Isabel de Castro (esposa de Gaspard), Alexandre de Sousa (Polícia), Baptista Fernandes (Juíz), Morais e Castro (empregado do Hotel), Leonor Pinhão (Eugénie Danglars), Curado Ribeiro (Marquês de Bagville), Artur Semedo (Marquês Cavalcant), Elsa Wallencamp e Sinde Filipe.

Os cantores Vitorino Salomé e Sérgio Godinho
Sérgio Godinho aparece no papel de bandido italiano juntamente com o Vitorino Salomé, chefe do bando.

Locais de rodagem:


Os locais escolhidos para as filmagens incluíram: Porto de Peniche, Convento de Mafra, Grutas de Mira de Aire, Loures, Óbidos, Algarve, Forte de São João Baptista (Berlengas), Quinta das Torres (Azeitão), Sanatório Grandella (Montachique), Quinta da Penha Verde (Sintra), Palácio de Seteais (Sintra), Castelo de Sesimbra, Palácio de Queluz, Palácio dos Marqueses de Fronteira (Lisboa),  Palácio Palmela, Casa do Duque de Palmela, Teatro de S. Carlos, Teatro Nacional D. Maria II, Hotel Avenida Palace, Palacetes particulares, ...

Peniche viu o seu porto transformar-se no porto da cidade francesa de Marselha no século XIX. O seu cais foi “inundado” com os típicos lampiões do fim do século passado.


Mafra “virou” Roma de 1838: um grandioso carnaval ao estilo da época desfilou pela rua fronteiriça ao convento de Mafra, totalmente transformada numa artéria de Roma.

E as fachadas dos prédios foram totalmente transformadas, reproduzindo fielmente a arquitectura daquele tempo.


Na impossibilidade de ser utilizado o grande estúdio da Tobis, a produção resolveu transformar uma garagem, para os lados de Caneças, num estúdio improvisado onde instalou o Castelo de If. Em menos de dois dias, montou-se todo um conjunto de estruturas que proporcionaram o ambiente necessário a uma prisão da época. E não faltaram os subterrâneos e os corredores para uma fuga.

Denys de La Patellière durante a rodagem em Portugal

Queixas

Independentemente do sucesso junto do público, e depois de uma forte propaganda feita pela circunstância de se tratar de uma realização com maioria de mão-de-obra nacional, a série trouxe algumas dores de cabeça aos nossos profissionais que nela participaram.

Contra todas as regras deontológicas, os genéricos omitiam quase por completo o trabalho dos portugueses, sendo apenas referidos – e em situação de subalternidade – três dos mais de sessenta especialistas em tarefas diversas.


Apenas apareciam no genérico os nomes de Manuel Costa e Silva, responsável português pela produção; António Escudeiro, director de fotografia, relegado para terceiro lugar, depois de técnicos de imagem que não estiveram sequer em Portugal, onde se rodaram mais de 90% das cenas; e o segundo assistente de realização, José Torres. Esquecidos ainda pela produção francesa foram muitos dos actores, também a rondar as várias dezenas.

Também os locais onde decorreram as filmagens não foram mencionados, com excepção do Palácio de Queluz. Teria havido, inclusive, acordos relativamente a algumas das localizações, como por exemplo as grutas de Mira de Aire, que condicionavam a cedência das mesmas a uma menção no genérico.


Abade Faria

O Abade Faria, que ajuda Edmond Dantés a escapar do castelo de If e lhe revela a localização do seu tesouro na ilha de Monte-Cristo, é inspirado num padre  e cientista luso-goês que se destacou como um dos primeiros estudiosos da hipnose, mas na obra de Alexandre Dumes é um padre italiano condenado por crimes com implicações políticas.

Fontes/Mais informações: Brinca Brincando (fonte principal) / Imdb / wikipedia / DVD mania  

Mais imagens 

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Série "Mata Hari" rodada em Portugal (2016)

Quinta da Regaleira (Sintra)
Rutger Hauer, Cristopher Lambert e Gerard Depardieu (num pequeno papel) são os nomes internacionais mais sonantes de uma mini-série sobre a vida da espia holandesa. Para o papel principal foi escolhida a actriz francesa Vahina Giocante, conhecida pelo seu desempenho em "99 Francs" e "Entre as Pernas de Lila".

A eles juntam-se os portugueses Nuno Lopes (no papel de Maximilian Ridoh, o único actor português creditado nos 12 episódios da série), Alcides Estrela (Cyrus), Carloto Cota (Rastignac), Rogério Samora (Mr. Patterson), Paulo Pires (Edmond), Margarida Marinho (Lucienne Astruc), Sara Mestre (a menina Jeanne-Louise), Soraia Chaves (Madame Pauline), Leonor Silveira (Tia MacLeod),entre muitos outros. No total, são 180 os actores nacionais no elenco de Mata Hari, a mini-série co-produzida entre a portuguesa Filmes do Tejo e a russa Star Media.

Alcides Estrela à direita

Margarida Marinho à esquerda
Dennis Berry, realizador norte-americano radicado em França e responsável por séries de televisão de sucesso como Os Imortais e Stargate SG-1, tem a seu cargo a direcção da trama centrada na vida da espia alemã. "Sempre quis apresentar uma história mais lírica sobre os últimos 15 anos de Mata Hari e causar fortes emoções. Além disso, quero também mostrar como foi aquele momento incrível e bizarro que o mundo conhece como belle époque", disse Berry à Associação Russa de Produtores de Cinema e Televisão (ARPCA).

Além de Lisboa e arredores, passará ainda pelo Porto, Talasnal (Lousã), Palace Hotel do Bussaco e pelo Parque Natural da Peneda-Gerês. "A rodagem em Portugal terá a duração de três meses e meio, terminando em meados de janeiro", confirmou ainda ao nosso jornal Maria João Mayer, directora-geral da Filmes do Tejo, acrescentando que "só as duas últimas semanas de gravações é que serão em São Petersburgo".


O produtor executivo da Star Media, Vlad Ryashin, explicou à ARPCA que "a escolha para as filmagens recaiu em Portugal porque a arquitectura europeia dos finais do século XIX e início do século XX [época em que se situa a acção] estão muito presentes no país": "Basta-nos acrescentar alguns elementos de decoração nos interiores e recriar alguns cenários exteriores."

Fontes: DN / Alma Lusa / Fantastictvsite

Outras Imagens: 28 café



sábado, 15 de outubro de 2016

Férias em Portugal, com argumento de Janete Clair, em “Férias Sem Volta” (1977 e 1993)


Caso Especial foi uma série de telefilmes produzidos e exibidos pela Rede Globo entre 10 de setembro de 1971 e 5 de dezembro de 1995, com dia, horário e periodicidade de exibição variados, tendo totalizado 172 episódios.

Em 2 de dezembro de 1977 foi exibido, com grande repercussão, um “Caso Especial” de autoria de Janete Clair. Dirigido por Antônio Abujamra, um dos principais encenadores do teatro brasileiro, o Caso Especial de Janete reunia no elenco Renata Sorrah, o actor português Tôni Côrrea e Thereza Amayo, que fazia o papel de amiga e prima da protagonista. Idealizada pela escritora quando passou férias em Portugal, a acção do telefilme decorria em Lisboa, Sintra, Cascais e Estoril.

Nos anos 90, a história foi refeita e reapresentada com Carolina Ferraz no papel que foi de Renata Sorrah.


Sinopse

Um rapaz do interior do Brasil (Carlos Gregório), às vésperas do casamento, põe o carro na frente dos bois e tenta "se aproveitar" da noiva: bela, jovem e virgem (Renata Sorrah). Traumatizada, a moça dispensa o apressadinho e decide visitar Portugal com a mãe. A jovem reencontra a razão de viver durante a viagem: apaixona-se por um "gajo" da terra (Toni Corrêa).



"Remake"

Para homenagear o décimo aniversário da morte de Janete Clair, nada melhor que uma história romântica, gravada nos cenários mais sugestivos de Lisboa; o caso especial "Férias sem volta'', que foi exibida pela Rede Globo em 1993, com argumento de Janete Clair  e adaptação de Leonor Bassères.

Entre a Torre de Belém, o Castelo de São Jorge, a Alfama, Sintra e Cascais, a triste Hortênsia se recupera do trauma provocado pela morte do noivo em um acidente e é galanteada pelo guia turístico Salvador.

Dirigidas por Roberto Talma, as cenas em Portugal foram gravadas em quatro dias e trouxeram a Portugal Carolina Ferraz e Eva Wilma, que interpretam Hortênsia e Laura, mãe da protagonista.

O papel de Salvador (o guia  português) ficou com o actor português Diogo Infante, então com 26 anos. "Férias sem volta", que tem também as participações de Carlos Zara, como pai de Hortênsia, Cássio Gabus Mendes (o noivo que morre) e o actor português Marco António Del Carlo.

 Fontes: Mauro Ferreira ("Nossa Senhora das Oito") / Wikipedia / Sandra Cohen

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Episódio da série alemã “Glückliche Reise” rodado em Portugal (1993)


“Glückliche Reise” (“Férias Felizes”) foi uma série do canal alemão Pro7 exibida, em 27 episódios, repartidos por 3 épocas, entre 1992 e 1993, que relatava as atribulações pessoais e profissionais da tripulação de um avião de turismo internacional e dos seus passageiros nas mais de duas dezenas de destinos turísticos escolhidos pelos produtores.

A série lidava com eventos emocionantes nos diferentes destinos, principalmente dramas, ciúme e relacionamentos românticos, bem como o tempo para explorar cada país.


O Capitão Viktor Nemetz (Juraj Kukura) e a sua tripulação aproveitam para conhecer os mais belos lugares do mundo, mas também ajudar os passageiros a resolver os seus problemas .

No 14º episódio da 3ª época, que foi transmitido no dia 23 de dezembro de 1993, a acção decorre em Portugal (1º sub-episódio "Capitão Viktor salva-vidas" rodado em Portimão; 2º sub-episódio "Lisboa ver e morrer"; 3º sub-episódio "Co-piloto Rolf casamenteiro" também rodado em Portimão, com a participação de Rogério Samora).


Babette (Katja Studt) está de partida para Portugal com os pais, Jens (Claus Wilcke) e Ruth (Christiane Krüger). Jens irá em trabalho e Ruth vai receber tratamentos de beleza, pelo que Babette se sente sozinha e negligenciada, e com ideias malucas.
 
Ao colocar os brincos de Sabine (Alexa Wiegandt) na bolsa da sua mãe, a dona de casa é acusada de roubo. Como Babette finalmente recebe notícias da prisão domiciliar de seu pai, ela foge deixando para trás uma carta na qual ele indica que tinha a intenção de se suicidar. A busca desesperada começa ...

Andreas a ler o "Diário de Notícias" junto à estátua de Pessoa
Em Lisboa encontram-se os amantes Silvia (Conny Cloger) e Andreas (Thomas Fritsch). Pouco tempo depois ela encontra-o com outra mulher.

Maria Seabra (Anaid Iplicjian) está à procura de um marido para sua filha Rosa Seabra (Jale Arikan). Mas nem ela nem Rolf (o co-piloto, interpretado por Volker Brandt) suspeitam que Rosa já tem um amante - e não fica satisfeito com o rival ...

Rosa Seabra e Otello (o actor português Rogério Samora)
Participam no episódio Isabel Navarro, no papel de uma portuguesa, Artur Martins Rodrigues (no papel de José) e Rogério Samora (no papel de Otello, um pescador).

A actriz espanhola Isabel Navarro faz de portuguesa
Fontes: pidax / fernsehserien / imdb / gettyimages  / tvforen



Sub-episódio rodado em Portimão:

Rodagem em Portimão 
Katja Bienert (no papel de fotomodelo) em Lisboa



Num episódio (sobre Maiorca) aparece a seguinte imagem com indicação de uma representação da SATA.