Mostrar mensagens com a etiqueta Lisboa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Lisboa. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Pelas ruas de Lisboa (e rio Tejo) com David Bustamante no seu video "Como tu ninguna" (2011)


David Bustamante, um dos primeiros finalistas do programa "Operação Triunfo" da TVE, comemorou dez anos de carreira em 2011 com o lançamento do seu álbum "Mio".

O single de avanço foi "Como tu ninguna" cujo primeiro single foi integralmente rodado em Lisboa sob direcção de Gerardo Rissotti.

A rodagem decorreu de forma intensa durante dois dias, e mostra alguns dos locais mais emblemáticos de capital portuguesa, que se apresenta como um cenário perfeito para um video cheio de acção (inclusive saltos tipo parkour).
















Video:  Youtube

sábado, 15 de novembro de 2014

Jerry Lewis "...em Londres" (1968) e em Lisboa (1969)


Muitos já vieram filmar a Lisboa mas poucos o fizeram bem. Jerry Lewis tem dois filmes parcialmente rodados em Portugal: "Hook, Line And Sinker” (“Jerry, Pescador de Águas Turvas”) e “Don’t Raise the Bridge, Lower the River” (“Jerry em Londres”).

Parte da rodagem do filme “Hook, Line and sinker”,realizado por George Marshall, decorreu em Lisboa, Loures e Sesimbra.

O repórter do DN explicava, na edição de 12 de Junho de 1968, que a equipa da Jerry Lewis Productions tinha iniciado as filmagens de algumas cenas da película em Loures.

O actor tinha descido da suite dez minutos depois das sete da manhã. "Alto, talvez mais do que aparenta nos filmes, com um ar repousado e algo superior, Jerry foi 'assaltado', imediatamente, pelos grooms do [Hotel] Ritz, aos quais distribuiu, maquinalmente, sem dizer uma só palavra, uma série de autógrafos." A empatia entre o actor americano e o jornalista português não podia ser menor.

"Tentámos então conhecer o argumento de 'Hook, Line and Sinker' e das razões da escolha do nosso país para a filmagem de algumas sequências. Mas Jerry, pelos vistos, não é grande conversador", lamentava o autor do texto.


Da publicidade do filme e do filme

"A vida louca de Jerry ! Pesca em alto mar em Acapulco ! Cha-cha-cha em Montego Bay ! A vida em festa em Portugal"

“Desistiu da pesca e concentrou-se na dança ? Nada disso ! Ouvi falar num enorme cardume de atum no sul de Portugal. O Portugal pitoresco, à beira mar plantado. Um país lindo, com um povo trabalhador e maravilhoso, que trabalha principalmente com o peixe. Uma exportação enorme de peixe. E se julgam que aqui há gato esperem até ouvir o resto da história. É uma delícia.”


Sinopse

Peter Ingersoll (Jerry Lewis) é uma pessoa bem sucedida: tem uma casa, uma esposa, dois filhos, um cachorro e um óptimo trabalho. O seu melhor amigo e pessoa de confiança é o seu médico Scott Carter (Peter Lawford). Após Peter efectuar um exame médico, Scott comunica-lhe, inesperadamente, que a sua vida está com os dias contados.

Peter fica chocado e sem saber o que fazer, mas acaba por seguir o conselho da sua esposa Nancy (Anne Francis) que lhe sugere que aproveite esse tempo que lhe resta para viajar e principalmente pescar, que era o que há tempos Peter queria fazer. Em pouco tempo, Peter, sem se aperceber, fica com uma dívida de 100 mil dólares, pois utilizou o cartão de seguro de vida da empresa onde trabalhava.

Enquanto Peter está em Portugal, Scott entra em contato com ele para lhe informar que o resultado do exame estava errado e que adfinal ele não iria morrer tão cedo. A reação de Peter acaba, no entanto, por ser mais inesperada do que a que teve quando ele recebeu o falso resultado, pois não sabe como poderá pagar uma dívida de 100 mil dólares.


Opinião de Eurico de Barros (DN 2013)

Há uma péssima comédia de 1969 chamada "Jerry, Pescador de Águas Turvas", em que a personagem principal, interpretada por Jerry Lewis, pensa sofrer de uma doença terminal, e vem a Lisboa pensar na vida. Não só a cidade é filmada de forma absolutamente indiferente, como os lisboetas aparecem a falar espanhol, o que à altura fez com que a fita fosse sonoramente vaiada cá.



Curiosidade

Durante a rodagem, surgia no local o presidente da Câmara de Loures, a quem Stabile (secretário de Jerry Lewis) ofereceu "um isqueiro com o nome e uma caricatura de Jerry Lewis". E ali mesmo, "através de um cachet de 50 escudos e um maço de cigarros, uma carroça, puxada por um cavalo, entrou como figurante no filme". Outros tempos, outras fitas.

Fontes "Hook, Line and Sinker": Diário de Notícias (1968 e 2009) / wikipedia / youtube / captomente / filmow



"Jerry em Londres" 

Em “Jerry em Londres”, George Lester (Jerry Lewis) é um americano que vive em Londres (e não chega a vir a Portugal). A sua maior paixão é planear esquemas de enriquecimento rápido. Mas isso acaba por o prejudicar, uma vez que a esposa, Pamela (Jacqueline Pierce), ameaça pedir o divórcio. O vigarista Willy Homer (Terry Thomas), no entanto, pretende ajudar George a ganhar dinheiro de forma fácil vendendo planos para um grupo de árabes.

O esquema passa por Lisboa. Os planos estavam nos dentes e George sugere que Willy localize um dentista português desonesto. O Dr. Stink sugere o Dr. Joseph Pinto (John Bluthal), um dentista mulherengo, que acaba por os enganar.


Fontes "Hook, Line and Sinker": Diário de Notícias (1968 e 2009) / wikipedia / youtube / filmow

Fontes "Don't Raise ...": DVDTV / wikipedia 2 / Youtube

 
 
 

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Eddie Constantine em Lisboa (1960)


"Eddie em Lisboa” é um filme francês de acção e espionagem, realizado em 1960 por Pierre Monzarel, tendo como protagonista o famoso actor Eddie Constantine, que inspirou o título português.

A presença de Constantine nos seus filmes era tão marcante que vários títulos dos seus filmes utilizaram o seu nome: "Ça va être ta fête" tornou-se "Eddie em Lisboa" em Portugal, "Des frissons partout " foi intitulado "Eddie wieder colt-richtig" e "Eddie, o tromokratis ton Parision", respectivamente na Alemanha e Grécia, e "Lemmy pour les dames" foi traduzido para "Eddie ja naiset" na Finlândia.


Sinopse

Eddie Constantine interpreta o agente secreto John Larvis (ou John Lewis na versão em inglês) que se desloca a Lisboa numa missão especial para encontrar Marc Lemoine, um agente duplo desaparecido, que tem em sua posse informações importantes que lhe podem custar a sua vida.

Em Lisboa, Larvis é ameaçado por um gangue violento e envolve-se com uma jovem jornalista francesa, interpretada por Barbara Laage. O chefe dos Serviços Secretos acaba por que lhe contar que Lemoine nunca existiu. Mas tal informação não significa o fim da sua missão em Lisboa, pois é a partir daí que começam os seus verdadeiros problemas.


Rodagem em Portugal

Rodado em Lisboa, o filme tem cenas gravadas no Aeroporto de Lisboa, no Hotel Ritz e nas Avenidas Novas, sendo um dos figurantes o então jovem António Homem Cardoso, que se tornou um dos mais famosos fotógrafos portugueses das última decadas.


O sucesso de Eddie Constantine 

Filmes havia cuja publicidade girava sobretudo em torno do prestígio do protagonista principal. O seu nome, à frente da ficha artística de qualquer filme, faz esgotar as lotações, é garantia de uma acção movimentada, cheia de imprevisto, como detective corajoso, hábil em desenvencilhar-se das armadilhas dos bandidos que persegue (...)


Como Eddie Constantine mudou a vida do fotografo Homem Cardoso

António Homem Cardoso tinha 14 anos, quando ia a passar na Praça de Touros de Algés e reparou numas luzes. Como era de dia achou estranho e resolveu aproximar-se. Era um filme que estava a ser rodado. Os actores principais eram Eddie Constantine e Bárbara Laage.

A simpatia pelo jovem de tenra idade foi imediata e durante todo o tempo de gravações passou a sair sempre com eles. "Eles simpatizaram comigo, convidaram-me para figurante e mascote e pagaram-me 1363 escudos, uma fortuna na altura".

No final Eddie Constantine ofereceu-lhe a sua máquina fotográfica, acto que revolucionou a vida de António para sempre. A partir desse momento começou a tirar fotografias, o seu trabalho começou a agradar as pessoas e pensou que poderia fazer desse passatempo a sua profissão e continuar o seu ritmo de vida, livre.

Fontes: imdb / ideias de rua / adrimag / mediatico / kisskiss

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Cenas de Lisboa em “O último vôo” de William Dieterle (1931)


“The Last Flight”, realizado por William Dieterle, em 1931, foi um dos primeiros filmes de Hollywood a tratar Lisboa como um lugar com uma identidade própria, utilizando essencialmente o estereotipo das corridas de touros.

O filme é uma produção da First Nacional, com argumento de John Monk Saunders, que utilizou a sua experiência como aviador na primeira guerra mundial, para filmes como “Legião de Condenados” e “Asas” (primeiro filme a ganhar o Oscar para melhor filme).


"The Last Flight" é mais conhecido por ser o primeiro filme dirigido pelo realizador alemão William Dieterle nos Estados Unidos da América. Apesar de não ter sido um grande sucesso aquando da sua estreia foi redescoberto na década de 70 como uma obra prima esquecida.

Na cena da Praça de Touros são utilizadas imagens de arquivo gravadas no período do cinema mudo, à velocidade de 16 imagens por segundo, que era a velocidade habitualmente utilizada nessa época, tendo que ser ajustadas para 24 imagens por segundo, por se tratar de um filme sonoro, o que torna a cena mais rápida do que o normal.

Alguns extras falam português, inclusive o médico que opera Mack Brown, que diz uma frase toda em português. Também há a participação de alguns brasileiros.


Sinopse

Cary, Shep, Bill e Francis são pilotos norte-americanos durante a Primeira Guerra Mundial. O avião de Cary e Shep é abatido, sobrevivendo quase por milagre. Os dois apresentam-se feridos tanto física como psicologicamente, mas tem alta do hospital no dia do Armistício.

Destroçados pelos efeitos da Guerra, os quatro amigos dirigem-se a Paris em vez de regressar a casa.

Em Paris conhecem Nikki, uma jovem rica e excêntrica, e são seguidos por Frink, um jornalista “canalha”.

À procura de emoções fortes dirigem-se para Portugal, onde um dos jovens salta, por impulso, para a arena no decurso de uma tourada. Ferido mortalmente, responde, quando questionado porque se expôs a tal perigo, que lhe pareceu ser uma boa ideia na altura.




Comentário de João Manso (em Blog "Afilmico") 

“The Last Flight” de William Dieterle, filme de 1931 com cenas filmadas em Lisboa. Ainda em Paris, um dos actores dizia: "pergunto-me o que estará a acontecer em Portugal?" Se fosse hoje eu responder-lhe-ia não queiras saber, mas naquela altura eles vieram cá e foram assistir a uma tourada e a praça estava cheia - de moscas, de pessoas e de touros.

Depois, um dos pilotos resolve saltar para a arena e acaba por levar uma cornada do touro. O seu amigo, à porta da enfermaria, responde à pergunta dos jornalistas o que é que passou pela cabeça do seu amigo para ter saltado para a arena? dizendo pareceu-lhe uma boa ideia na altura.

Fontes/Mais informações: Wikipedia / Cinearte (Brasil) / Afilmico / imdb / answers.com / criterion / notes on filmmythicalmonkey / Shadowplay / Booze movies / TCM / Captomente (imagens do filme)






quarta-feira, 10 de julho de 2013

Wendy Nazaré canta "Lisboa" em novo video-clip (2012)


Descendente de ingleses, mas também de argelinos, belgas e portugueses, Wendy Nazaré homenageou as raízes lusitanas no segundo álbum, "A tire d'ailes", interpretando, em dueto com o cantor francês Pep's, o tema "Lisboa" cujo video clip foi gravado na capital portuguesa.

Artista desde os 11 anos, idade que tinha quando escreveu a primeira canção em inglês, Wendy Nazaré não conseguiu ainda se tornar uma estrela na Bélgica, onde mora actualmente, mas parece ser uma daquelas cantoras para quem a música, mais do que um negócio, é uma paixão.

Desde pequena passou férias em Portugal, junto de um senhor de quem gostava muito, mas que na altura não imaginava que era seu avô (pois o seu avô, português, tinha tido uma relação amorosa com a sua avô, belga. no Congo). Nasceu assim uma forte ligação a esse seu avô e a Portugal, que esteve na origem da canção "Lisboa", pois a cantora afirma que era capaz de escrever toneladas de canções sobre Portugal e sobre o seu avô.

Fontes: Blog "A música francófona" (adaptado) / Lusojornal











Video: Youtube

Letra

Ça n'fait même pas 20 ans que j'te connais et toi tu vois déjà dans mes veines
Le creux qu'à laissé les larmes et la distance de 2000km
C'est parce que t'as la même gorgé de soleil et de souvenirs qui dansent
Au rythme des fados, de leur robe noir et des cris immenses
Y'a comme un goût de par coeur que je parcours dans tes soirs, tes matins
Pourtant on n'est ni soeur ni amant d'avec ou sans lendemain
On a ces mêmes grands places, ces grands hommes qui nous ont marqués au fer
Depuis Salazar le marquis de Pombal jusqu'à nos terribles grand-pères

Cheira bem, já tem sol, Cheira a lua, cheira a Lisboa Cheira bem, já tem sol, Cheira a lua, cheira a Lisboa

Perdue entre la mer et les montagnes mentholées de Sintra
Toi tu te repères avec un nuage d'alegria
Ta seule ligne de conduite est de suivre le vent et peu importe
Des marées où tout passe, orage, tourment, pourvu qu'il t'emporte padapadapada
Tu t'es rebâties après un séisme pire que l'enfer
Plus belle, plus rayonnante
Tu nous éclabousses de lumière
Et ça me rassure de savoir que même quand nous ne serons plus là
Même juste dans l'air encore, on te sentira padapadapada