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terça-feira, 12 de outubro de 2010

Alma "Fadista" de Lenny Kuhr (2001)


Lenny Kuhr, que em 1969 era uma muito jovem cantora com 19 anos de idade e apenas dois anos de carreira, ganhou nesse ano o Festival da Eurovisão, ex-equo com outros três concorrentes, interpretando a canção "De Troubadour".

Desde aí, Portugal tem estado de algum modo alheio a esta cantora, mas o mais curioso é que ela não se tem alheado de Portugal.

Anos 70

Nos inícios da década de 1970, Kuhr foi mais bem sucedida em França que no seu próprio país. Tendo como base Paris, associou-se ao grande cantor francês Georges Brassens, fazendo durante anos espectáculos conjuntos.

Em 1972, em França, esteve várias semanas no 1º lugar das tabelas de vendas com a versão gaulesa da canção de Roberto Carlos "Jesus Cristo".


Anos 80

E na Holanda, no inicio da década de 80, tornou-se praticamente um símbolo nacional, com direito a reconhecimento governamental, por causa de uma canção infantil que compôs e interpretou com um conjunto francês de crianças chamado Les Poppys.

Esta canção viria também, entre nós, a ser muito popular junto do publico mais pequeno, após ter sido gravada em português por….. Suzy Paula.

Posteriormente, a sua vida pessoal levou-a ao casamento, à conversão ao Judaísmo e a uma ida para Israel, onde viveu vários anos da década de 80.


Versões de Franz Schubert e colaboração com Freek Dicke

A sua carreira entretanto foi-se consolidando, tendo-se tornado num dos nomes mais prestigiados da Holanda, quer através de bem sucedidas interpretações das canções de Franz Schubert, que ficaram belíssimas na sua voz. Quer através de colaborações com o guitarrista Freek Dicke.

Num dos seus melhores trabalhos, feito em colaboração com aquele instrumentista, chamado "Heilig Vuur" (1991), Lenny Kuhr resolve deixar libertar a sua paixão por um género musical que muito admira, o "Fado".


Ligações ao Fado

Admiradora de Amália Rodrigues, compõe a canção "Ik Zal Altijd Om Je Blijven Geven (Dar-te-ei sempre"), onde a influência do fado se encontra muito presente.

Mas a sua admiração ao fado não se ficaria por aqui, a pouco e pouco ele irá fazer parte integrante do seu repertório! Primeiro grava "Grof Schaandal", uma versão em holandês do “Fadinho da Ti Maria Benta” de Amália. Mais tarde, assumindo a sua paixão por este género musical, grava um disco com o nome de "Fadista", em que presta uma bela homenagem à “canção nacional” portuguesa.


Nesse trabalho, além de canções originais, onde a melancolia e a saudade são temas de referência e onde as sonoridades fadistas estão sempre presentes, Lenny Kuhr interpreta, na sua lingua natal, dois fados de Amália, sendo um deles “Solidão” de Frederico de Brito, Ferrer Trindade e David Mourão Ferreira.

Lenny Kuhr encontra-se actualmente a celebrar os seus 40 anos de carreira, dando frequentes espectáculos pelos Países Baixos, nos quais já se tornou inevitável a apresentação de “Portugese Lente (Uma Casa Portuguesa)”, o outro fado do seu disco “Fadista”.

Fontes: In-Senso (adaptado) / wikipedia / Página oficial

Videos: "Fadista" / "Portugese Lente" / "Ik Zal Altijd Om Je Blijven Geven"

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Versão de "Grande, grande amor" em colectânea "Eurovisio Special 80"


A compilação "Eurovisio Special 80" incluía regravações, por cantores finlandeses, dos temas que participaram no Festival de Eurovisão de 1980.

A canção portuguesa candidata nesse ano, "Grande Grande Amor" de José Cid, foi regravada pelo cantor Markku Aro com o título de "Suurin Rakkautein".


Fonte/Mais informações: Discogs (Euroviso Special 80)

terça-feira, 25 de maio de 2010

Anneli Saaristo grava versão de "Silêncio e Tanta Gente" (1984)

Anneli Saaristo é uma cantora e actriz de nacionalidade finlandesa que participou no festival da Eurovisão de 1989 com o tema "La Dolce Vita".

A cantora publicara, em 1984, o álbum "Elän Hetkessä", no qual incluiu o tema "Jos Joskus", versão de "Silêncio e Tanta Gente" de Maria Guinot (adptação da autoria de Juice Leskinen) e "Sä liian paljon vaadit" que ficara em 3º lugar no festival da canção da TV Finlandesa.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Nuno Resende representa a Bélgica no Eurofestival de 2005


Nuno Resende nasceu no Porto, em 1973, tendo-se mudado para a Bélgica aos 12 anos, quando os pais foram trabalhar para o Conselho Europeu, iniciando aí os primeiros passos numa carreira artistica como cantor.

Depois de várias incursões no mundo da música, actuando em peças músicais de sucesso na Bélgica e na França, foi escolhido pelo público para representar a Bélgica no festival da Eurovisão de 2005 com o tema "Le Grand Soir".

O músico português participara igualmente no festival belga de 2000, então como um dos componentes do grupo La Teuf, contudo o tema não foi, então, seleccionado para representar a Bélgica.


Interpretou igualmente "Allez, Allez, Allez" um tema dedicado à selecção de futebol da Bélgica que participou no Campeonato Europeu de 2000 organizado pela Bélgica e pela Holanda.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Marco Matias integra colectivo "Six4One" em representação da Suíça no Eurofestival (2006)


Marco Matias, filho de emigrantes na Alemanha, integra o colectivo Six4One, que representou a Suíça no festival da Eurovisão de 2006. Os Six4One reúnem três vozes femininas e três masculinas, procurando transmitir a mensagem do “ideal de união mundial, fazendo cada indivíduo a sua parte para que o planeta se torne num melhor sítio para viver”.

Marco Matias iniciou as suas apresentações em palco com dez anos. Fez parte de um grupo "a cappella" (unicamente com vozes) chamado Voice Sings, enquanto estudava em Colónia. Posteriormente, torna-se vocalista dos Atlanticos, um conhecido grupo da comunidade portuguesa na Alemanha, alcançando o terceiro lugar no Festival da Juventude das Comunidades Portuguesas.

Em 2003 fica em segundo lugar num concurso televisivo de novos talentos ("Die Deutsche Stimme 2003").

Em 2005, Marco Matias participa no concurso alemão para a Eurovisão, num dueto com Nicole Süssmilch, alcançando a segunda posição com uma canção da autoria de Ralph Siegel que, em 2006, o convida para se juntar aos "Six4One".

Fontes: Paulo Dumas / Wikipedia



Ligação: Video

No festival de 2002 participou igualmente uma jovem cantora portuguesa, Isabel Soares, nascida em 24 de Março de 1983, em Avanca, que apesar de não ter sido escolhida para representar a Alemanha no Eurofestival, com o tema "Will my heart survive", obteve mais sucesso comercial do que o tema seleccionado nesse ano.

sábado, 24 de maio de 2008

Cantora portuguesa vence Eurofestival em representação da França (1977)

 

Marie Myriam, de seu nome Myriam Lopes, nasceu em 8 de Maio de 1957, em Braga, tendo passado uma parte da sua infância no Zaire (antigo Congo Belga).

Radicada em Paris desde 1964, e após uma permanência de quatro anos em Coimbra, gravou o seu primeiro disco, "Ma Colombe", quando tinha 19 anos.


Mas a sua maior oportunidade surgiria quando, um ano mais tarde, a TV francesa a chamou para a representar no Concurso Eurovisão da Canção, que se realizou em Londres (Wembley).

E não é que, entre 18 concorrentes, a votação do júri internacional a levou ao primeiro lugar?! A França, que até então já por quatro vezes ganhara o Eurofestival, juntava, assim, mais um triunfo, desta feita com "L'Oiseau et l’Enfant", de Joe Gracy e Jean Paul Cara.

Gravou igualmente uma versão em português: "A Ave e a Infância".

Fonte : TV Guia (1989) / Wikipedia

Video: "L'Oiseau et l’Enfant", Festival


Os pais de Marie Myriam tinham um restaurante em Paris ("O Ribatejo", 6 rue Planchat 75020 Paris). Mais tarde a filha assumiu, durante algum tempo, a direcção do restaurante, tendo alterado o seu nome para "L'auberge de Marie".


Na altura Marie Myriam escreveu o seguinte: 'É com muito orgulho que a pedido de meu pai retomei a direcção do seu restaurante “O Ribatejo”. Este restaurante existe na memória e no coração da comunidade portuguesa na Ilha de França, desde a sua abertura em Fevereiro de 1963. Ele foi durante anos, o primeiro refúgio de muitos emigrantes nos anos 60 e 70 que chegavam à gare de Austerlitz com, por vezes, uma única direcção e recomendação em Paris: “O Ribatejo”. Ele é também o mais antigo dos restaurantes portugueses em Paris. Por isso, quero perpetuar o espírito de convivência e o bem receber dos meus pais. Espero guardar igualmente o que sempre foi renome e qualidade do “Ribatejo”: A Boa Cozinha'.

"La fille du Ribatejo" é o título da autobiografia de "Marie Myriam" publicada em 2017.