Helena Noguerra é uma cantora belga, de ascendência portuguesa, tendo nascido em 18 de Maio de 1969, em Bruxelas.
Helena é irmã de Lio (cantora luso-belga nascida em Mangualde), sendo casada com o cantor Phillippe Katerine.
O seu primeiro single foi "Lunettes Noires", lançado em 1988, utilizando como nome artístico LNA. Multifacetada, é igualmente actriz, apresentadora de TV, modelo e, mais recentemente, escritora.
Helena Noguerra tornou-se uma cantora de gostos sofisticados, influenciada pela pop dos anos '60 e pela música popular brasileira, tendo colaborado em diversos projectos musicais: Ollano de Marc Colin (Nouvelle Vague), Imbécile de Olivier Libaux e "Dillinger Girl and Baby Face Nelson".
Helena foi igualmente convidada para o aclamado álbum "Cinema" de Rodrigo Leão onde interpretou dois temas com letra da sua autoria ("Jeux d'amour" e "La fête").
Em 2001, lançou o álbum "Azul" que inclui diversos temas em português e, em 2004, gravou com Phillippe Katerine o single "Euro 04" em homenagem ao campeonato da Europa organizado por Portugal.
Lio, de seu nome Wanda de Vasconcelos, é uma cantora luso-belga que nasceu em Mangualde, no 17 de Junho de 1962, tendo a sua família emigrado para a Bélgica em 1968.
Em 1979, Wanda obteve um grande êxito com a música "Le banana split" que, com 2 milhões de singles vendidos, se tornou um dos sucessos mais badalados na cena francófona de música nos anos '80. Naquela época, Wanda tinha 17 anos. Depois obteve outros sucessos como "Amoureux solitaires", em 1980, e "Mona Lisa", em 1982.
A partir de 1983, envereda por uma carreira de actriz (sendo de destacar filmes como "Les Années 80" e "Golden Eighties", ambos de Chantal Akerman, "Elsa Elsa", "Personne ne m'aime" ou "Les Invisibles"), que acumula com a actividade musical, tendo sido igualmente desenhadora de moda, entre 1988 e 1990
Aos 30 anos, decidiu abandonar a sua imagem "babydoll". O seu êxito nunca voltou a ser o que era nos anos '80, contudo continua a ser uma actriz e cantora reconhecida no espaço francófono, sendo presença assídua em diversos programas de TV, tendo sido, em 2007, membro do júri do concurso “Nouvelle Star” (versão francesa do programa “Ídolos”).
A sua irmã mais nova, Helena Noguerra, igualmente cantora, colaborou em “Cinema” álbum de Rodrigo Leão.
Os Madredeus são o grupo musical português de maior projecção mundial. A sua música combina influências da música tradicional portuguesa com a música erudita e com a música popular contemporânea, com destaque para a música popular brasileira (sobretudo a bossa nova).
Formados em 1986, o grupo era, até ao início da década de ’90, relativamente desconhecido no estrangeiro. Isto mudou quando os Madredeus deram uma série de concertos na Bélgica onde decorria a Europália, uma exposição que no ano de 1991 foi dedicada à cultura portuguesa.
Documentário francês
Outro facto que contribuiu para que os Madredeus se tornassem conhecidos no estrangeiro foi a utilização, na Grécia, à revelia do grupo, da canção "O Pastor" num filme publicitário, da marca de Whisky “Grant’s”. Impulsionado por esse anúncio, “Existir”, o segundo álbum do grupo, alcançou o segundo lugar do top grego.
A partir de 1993, a editora “EMI” decidiu lançar os Madredeus no circuito discográfico internacional, através da sua etiqueta “Hemisphere”.
Edição brasileira
Em 1994 a banda lança “O Espírito da Paz”, um álbum que consolida o grupo no estrangeiro através de uma longa digressão internacional, a qual incluiu o Brasil e alguns países do Extremo Oriente .
Durante as sessões de gravação de “O Espírito da Paz”, que decorreram em Inglaterra, os Madredeus gravaram outro disco, que seria editado em 1995. Wim Wenders, impressionado com a música do grupo, os tinha convidado para musicarem um filme sobre Lisboa, chamado Lisbon Story (no Brasil, "O Céu de Lisboa"; em Portugal, "Viagem a Portugal"), do qual o grupo foi protagonista. A banda sonora deu ao grupo ainda maior projecção internacional
Digressão pela Colômbia
Em 2001, o álbum "Movimento" obteve igualmente um grande sucesso, atingindo o quarto lugar do top grego.
As canções do grupo foram incluídas em diversas produções televisivas no Brasil, desde a novela "As Pupilas do Senhor Reitor", em 1995, com a canção "A Vaca de Fogo”, à mini-série da Rede Globo de Televisão "Os Maias", em 2001, com as canções "Matinal", "Haja o que Houver", "As Ilhas dos Açores" e a canção que se tornou o tema de abertura da referida produção televisiva, a emblemática "O Pastor".
Em 2002, são lançado alguns álbuns experimentais que causaram acaloradas discussões entre os fãs e críticos: "Electrónico", uma compilação de versões electrónicas das canções do grupo efectuadas por alguns dos mais conhecidos músicos europeus da área da electrónica, e “Euforia”, um álbum duplo com canções gravadas ao vivo pelo grupo com a "Vlaams Symfonisch Radio-orkest", Orquestra Sinfônica da Rádio Flamenga, da Bélgica.
Em vinte anos de carreira, os Madredeus lançaram 14 álbuns e estiveram em digressão em 41 países.
O México é, sem sombra de dúvida, o país não-lusófono onde o Madredeus alcançou seu maior sucesso. Foi em Zocalo, uma praça central e de importância histórica na Cidade do México, que o grupo português fez seu concerto com maior público até hoje -cerca de cinquenta mil pessoas, estimadamente.
Naquele país, o lançamento dos álbuns do Madredeus sempre contou com a divulgação da imprensa, e suas digressões em terras mexicanas contaram com casas de espectáculo com lotação esgotada e um público cativo, apesar da relativa barreira linguística existente.
"Lisbon story" (edição brasileira)
Os seus temas foram regravados por alguns artistas estrangeiros, como recentemente as cantoras Sol (anterior vocalista dos espanhóis “Presuntos Implicados”) e Mylene Pires (brasileira que lançou um álbum com diversas reinterpretações de temas do grupo).
O grupo colaborou igualmente com diversas artistas internacionais, como o tenor espanhol José Carreras e o cantautor italiano Ângelo Braduardi.
Fontes: Wikipedia / Madredeus(Brasil)
"Maio Maduro Maio" (Bélgica)
"Coisas Pequenas" (Japão)
"Oxála" (remix dos franceses Telepopmusik)
"Pomar das Laranjeiras" (com a Flemish Radio Orchestra)
Portugal marca presença na obra de Tintin. O nosso mais ilustre representante nos livros de Tintin é, indiscutivelmente, o lisboeta Oliveira da Figueira, vendedor nato e “fala barato” que Hergé integrou em três álbuns (em “Os Charutos do Faraó”, “Tintin no País do Ouro Negro” e “Carvão no Porão”).
Oliveira da Figueira, que se estreia nos álbuns de Tintin em “Os Charutos do Faraó” e que chega a salvar Tintin em apuros na aventura “Carvão no Porão” (oferecendo a Tintin e a Haddock os disfarces que lhes permitirão sair da cidade e ir ao encontro do Emir Bem Kalish Ezab), é um comerciante conhecido por vender tudo e mais alguma coisa, designadamente, objectos inúteis ou não necessários para os seus compradores.
Os seus dotes de persuasão são tais que nem as “vítimas/clientes” notam, Tintin, incluído! Basta olhar para uma prancha extraída de um álbum editado em língua espanhola: “Felizmente não me deixei ir na conversa dele. A tipos como este, acaba-se, sempre por comprar uma data de coisas inúteis”. Na verdade, sempre apetrechado com tecnologia para vendas, Oliveira de Figueira até no deserto venderia areia!!
Hospitaleiro, Oliveira da Figueira logo que reconhece Tintin afirma que é preciso celebrar o acontecimento e serve “um copo de vinho de Portugal, do sol do meu país”, nas suas próprias palavras.
Oliveira da Figueira é ainda um óptimo contador de histórias, aspecto que se revelará decisivo para Tintin conseguir entrar na casa do professor Smith (que não é outro senão o Dr. Müller, vilão de “A Ilha Negra”) enquanto Oliveira da Figueira delicia os presentes com a narrativa de uma tragédia inventada in loco sobre o seu pseudo irmão que gostava de caracóis.
Portugal surge ainda na rota de Tintin através de um professor de Física da Universidade de Coimbra de seu nome Pedro João dos Santos (mencionado em “A Estrela Misteriosa” como membro da expedição científica composta por eminentes sábios europeus para a exploração de um aerólito nos mares árcticos).
Outra referência portuguesa em Tintin é o jornal “Diário de Lisboa” (entretanto extinto), cujo representante (em “Tintin no Congo”) procura, ainda que sem êxito, disputar o jovem repórter à tutela do “Vingtième Siècle”.