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terça-feira, 15 de junho de 2010

Club de Regatas Vasco da Gama (1898)


O Club de Regatas Vasco da Gama é um clube desportivo da cidade do Rio de Janeiro, fundada em 21 de agosto de 1898.

Foi fundado em 21 de agosto de 1898 por um grupo de remadores. O nome do clube é uma homenagem ao navegador português Vasco da Gama, devido à comemoração do quarto centenário da viagem de descoberta do caminho marítimo para as Índias, em 1898.

Após o sucesso nas modalidades marítimas, o Vasco fundiu-se, no dia 26 de Novembro de 1915, com o Lusitânia F.C. e forma a sua primeira equipa de futebol.

Mais informações (1) (2)

Clubes homónimos

Ao longos destes anos, surgiram no Brasil e ao redor do mundo várias equipes com o mesmo nome e pequenas alterações, podemos citar algumas:

* no Brasil, temos no Estado de São Paulo, em Santos o Clube de Regatas Vasco da Gama (fundado em 12 de fevereiro de 1911), no Estado do Maranhão o Vasco da Gama Futebol Clube (fundado em 1919 e já extinto), o Vasco da Gama do Estado do Acre (fundado em 1952), o Vasco do Estado do Sergipe (fundado em 1931) e o Vasco da Gama do estado de São Paulo (fundado em 1958);

* na Índia, temos Vasco Sports Club (fundado em 1951),

* na África do Sul, o Club Recreativa Vasco da Gama (fundado em 1980)

* no Canadá o Vasco da Gama Soccer Club,

* nas Bermudas, o Vasco da Gama FC

* em Portugal, o Vasco da Gama de Vidigueira (fundado em 1945)

* na Nigéria, o NSL Vasco da Gama.


Jogadores portugueses

Fernando Peres: jogou no Vasco da Gama em 1974 (ver foto com caricas do futebol de mesa) e no Sport Recife em 1975.
Lito jogou no Vasco da Gama em 1979.
José Dominguez jogou no Vasco da Gama em 2005

Mas o jogador português mais acarinhado no Brasil terá sido, pelos registos históricos, Fernando Augusto.

Fernando Augusto (anos 50 e 60)

Fernando Augusto trocou Trás-os-Montes por Terras de Vera Cruz. Filho de emigrantes portugueses no país, passou pelos juvenis do Botafogo e jogou nas equipas principais de Bangu (durante 8 meses), Ferroviário (de 1956 a 1966)) e Vasco da Gama (de 1966 até 1968).

Em 1962 jogou pela Selecção Paranaense no Campeonato Brasileiro de Selecções. Em 1963 ganhou o título da Zona Sul pelo Ferroviário e depois o bicampeonato estadual em 1965 e 66 que foi uma conquista de raça e vontade de todos.

Em 1967 foi jogar no Vasco da Gama da 2ª divisão. Em 1968 passou a técnico do Clube e foi sob seu comando em 1970 que o Vasco da Gama ganhou um título que vinha perseguindo há algum tempo.

Quando pendurou as chuteiras, integrou a equipa técnica do Vasco e seguiu para os escalões de formação do Paraná Clube.

Fontes: Blogluso, Diário iol, Câmara de Curitiba

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Rock no feminino com as "The Portugal Japan" (2003-2007)

"The Portugal Japan" foi um grupo japonês de Rock, formado em 2003, que apenas lançou um álbum ("The Portugal Japan 1st Album), terminando a sua breve carreira musical em 2007.

Constituído por Fukiko "the end", Cherry "the end" e Sayuri "the end", o grupo era conhecido como o "Super the End Trio".

A escolha do nome "Portugal Japan" terá sido inspirada pela sua admiração pelo grupo Parkinsons (composto por 3 portugueses e 1 inglês), que chegaram a realizar uma pequena digressão pelo Japão.

"Elas gostaram muito da banda e quando souberam que os músicos eram de Portugal decidiram dar esse nome à banda e claro a nossa ancestral amizade com o Japão ajudou".

Fontes: anime portugal / MySpace

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Luís Figo em série de animação japonesa "Super Campeões"


Fago é um personagem da sérine de "anime" (animação japonesa) "Captain Tsubasa".

Baseado no grande astro português Luis Figo, Fago também aparece pela primeira vez no mangá (BD japonesa) "Captain Tsubasa: Road to 2002".


Captain Tsubasa

"Kyaputen Tsubasa" é uma série popular de anime e mangá originalmente criada por Yoichi Takahashi em 1981. Foi exportada e bem recebida na América do Sul, Europa e Oriente Médio. A série é conhecida como "Super Campeões" e ainda como "Campeões: Oliver e Benji".

O foco da história está nas aventuras da selecção japonesa de futebol e do seu capitão, Oliver Tsubasa.

Fonte: wikipedia

Video: Youtube

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Cristiano Ronaldo e o mundo da publicidade

Cristiano Ronaldo é a mais cara contratação da história do futebol mundial até o momento.

Para tal record contribuiu o facto de ser um "fenómeno" dentro e fora dos relvados (...)

Do ponto de vista de Marketing, Cristiano Ronaldo apresenta-se como um jogador de futebol diferente. Procura pautar-se pelo espectáculo no jogo e pela irreverência e rebeldia na vida privada. É diferente ... e tem atitude!

(...) o mercado asiático, ávido consumidor de Ronaldo, tem estado em destaque em algumas das recentes aparições do jogador. É conhecido e reconhecido o dinamismo dos povos orientais, daí que não surpreenda a presença do internacional português na publicidade de uma bebida isotónica indonésia ou de fotocopiadoras japonesas.

O jogador português protagonizou igualmente anúncios publicitários para marcas como Suzuki (anúncio alemão) , Coca Cola (China), Castrol e Nike (no Reino Unido).

Fonte: Marketing Faculty (adaptado)

Castrol


O Touro


Bola de Fogo

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Costela portuguesa de Freida Pinto

Freida Pinto, a estrela do filme "Quem quer ser Billionário ?", é a nova ‘coqueluche’ de Hollywood. O que poucos sabem é que a actriz é descendente de portugueses de Goa que terão emigrado para a vizinha Karnataka entre os séculos XVI e XVIII.

O pai, Frederick Pinto, é um administrador da sucursal do Banco de Baroda, em Mumbai, e a mãe, Sylvia Pinto, é reitora da St. John’s Universal High School, na mesma cidade.

A família de Freida, que engloba ainda uma irmã mais velha, Sharon, é católica mangaloreana – uma das mais antigas comunidades cristãs na Índia, fortemente identitária e que recebeu grande influência dos portugueses de Goa.

Nascida na ex-Bombaim em Outubro de 1984, a jovem actriz e modelo estreou-se no cinema com ‘Quem quer ser Bilionário?’, filme dirigido por Danny Boyle e que conta com 10 nomeações aos Óscares.

Freida depressa conquistou o coração dos cinéfilos e da crítica, tendo sido muito elogiada pelo seu bom gosto e pela elegância no vestir na estreia do filme em Nova Iorque.

Não obstante, a nível da sua vida pessoal, a fulgurante ascensão de Freida teve já um preço: a ruptura com o namorado de há quatro anos, Rohan Antão. Ambos estudaram juntos na Universidade de São Xavier, em Mumbai, onde se conheceram.

Fonte: Correio da manhã

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Patricia goes "Bullywood"

É oficial! Foi lançado em Junho o primeiro filme Bollywood com uma actriz lusa :)

Como já fora anunciado, a alfacinha Patrícia Bull foi recrutada para desempenhar um papel cujas premissas eram ter ascendência africana e falar Português. Como imagino que saber dar um pezinho de dança também fosse requisito, a nossa Patrícia Bull tinha tudo para ficar com o papel.

Confesso que estava à espera de um filme mais low-budget, mas desenganem-se os que julgavam o mesmo.

"Kaminey" - assim se chama a película - tem dois dos mais populares actores da nova geração dos filmes hindi nos principais papéis, o bonitinho Shahid Kapur (que conhecemos de "Jab We Met" ou de "Kismat Konnection") e a mega-fabulosa Priyanka Chopra.

O cenário está relacionado com o tráfico de droga e de diamantes africanos [daí que eles precisassem de actores angolanos que falassem inglês] e Shahid Kapur tem um duplo papel.

Patrícia Bull desempenha o papel da mulher de um traficante e, nas cenas em que aparece, faz pouco mais do que dançar.

No filme participam igualmente os actores angolanos Eric Santos e Carlos Paca.

Video: trailer (ver minuto 1'23)

Fontes: grand masala / palco do Andrew / africa today

Bollywood em Portugal ?

O jornal India Times divulgou em Janeiro de 2007 que a indústria de cinema indiano, a famosa Bollywood, poderia rodar filmes em Lisboa e em "outros locais exóticos" e assim levar mais turistas indianos a Portugal, contudo tal intenção não terá sido, até à presente data, concretizada.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

"Judeus portugueses na Jamaica" de Mordechai Arbell

"Havia judeus na Jamaica muito antes que os ingleses ocupassem a ilha em 1655. As ilhas eram então conhecidas como 'Portugals'"

Este é o primeiro registo escrito sobre a população judaica da Jamaica e do seu papel na vida económica e cultural do país.

Mordechai Arbell, antigo embaixador de Israel, começa por abordar a história dos primeiros colonos que chegaram no século XVI e como as suas interligações familiares lhes permitiram desempenhar um papel fundamental no comércio internacional.

Google.books

quarta-feira, 17 de junho de 2009

“Na rota dos navegadores portugueses” – um ensaio fotográfico (1988) de Michael Teague


Michal Teague (1932-1999), jornalista e fotógrafo de origem britânica, ganhou, enquanto estudante, um prémio da Universidade de Oxford, oferecido pela Royal Asian Society (RAS). O tema obrigatório era “Ascensão e queda das actividades coloniais portuguesas a Oriente do Suez".

No decurso de uma viagem a Angola apaixonou-se pela arquitectura colonial portuguesa. Deixou-se encantar pela atmosfera peculiar das igrejas, fortes, do casario popular e dos grandes palácios.

Em todos eles descobriu uma mesma impressão digital, que reflectia uma cultura miscigenada de enorme harmonia, um casamento quase perfeito entre o estilo europeu e o africano.

Alguns anos mais tarde, sendo já um consagrado e experiente fotojornalista, sediado nos Estados Unidos, cruzou o mundo no rasto dos navegadores portugueses, recriando a lendária viagem de Vasco da Gama até à Índia.

Em cada porto, em cada baía, em cada foz de rio em cada cidade, sentiu a mesma maravilha, no Brasil, em Africa, no Golfo Pérsico, na Índia, Japão, China ou em Timor, pressentia o mesmo espírito que o tinha encantado na primeira viagem a Angola.

Michael Teague percorreu mais de 270 mil quilómetros, em trinta países diferentes, coleccionando muitos milhares de fotografias, num voo de pássaro sobre o vasto património cultural construído em quatro continentes entre os séculos XV e XVII.

Escreveu para várias publicações internacionais, sendo autor de um livro que inclui fotografias das suas viagens, intitulado “In the Wake of the Portuguese Navigators”.

Fontes: Gpeari / Lourdes Simões de Carvalho



Descrição da obra

Conjunto de 201 imagens, que constituem um ensaio fotográfico de Michael Teague. Viagem de reconstituição das "Rotas dos navegadores portugueses", de Lisboa ao Japão. Registo fotográfico, através do qual o autor capta a presença e vestígios portugueses em África, Brasil e Oriente

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo (Ásia)

A eleição das “7 Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo ®” ambiciona divulgar, através de uma selecção representativa, o legado material da Expansão Portuguesa no Mundo.

A lista constituída por 27 obras, cobre o legado patrimonial de origem portuguesa dispersa pelo mundo. Ilustra cabalmente a sua extensão e dignidade — em muitos casos a carecer ainda, como penhor da sua integridade e salvaguarda, da honrosa classificação de Património Mundial UNESCO — bem como a relevância do contributo civilizacional de Portugal.

Ásia

• Bahrain - Fortaleza de Qal’at al-Bahrain
• Macau - Igreja de S. Paulo
• Índia - Cidade de Baçaim
• Índia - Fortaleza de Damão Grande
• Índia - Fortaleza de Diu
• Índia - Igreja do Bom Jesus de Goa
• Índia - Sé Catedral de Goa
• Irão - Fortaleza de Ormuz
• Malásia - Centro Histórico de Malaca
• Oman - Fortificação de Mascate

Bahrain - Fortaleza de Qal’at al-Bahrain



Índia - Cidade de Baçaim



Índia - Sé Catedral de Goa



Índia - Igreja do Bom Jesus de Goa



Índia - Fortaleza de Diu



Índia - Fortaleza de Damão



Irão - Fortaleza de Ormuz



Macau - Igreja de S. Paulo



Malásia - Centro Histórico de Malaca



Oman - Fortificação de Mascate




História:

A Expansão Ultramarina dos portugueses, do século XV, com a descoberta das Ilhas Atlânticas próximas, até ao início do século XX, com o desbravamento dos sertões da África Austral, constituiu uma das grandes aventuras da Humanidade, e teve como principal resultado o conhecimento de terras e gentes que os europeus desconheciam até então e, em sentido inverso o conhecimento da nossa existência por asiáticos, africanos e americanos, pondo finalmente todos os povos do Globo em contacto uns com os outros.

Em muitos locais apenas foram edificadas pequenas feitorias, algumas vezes protegidas por fortalezas, que crescendo deram origem a cidades de maior ou menor dimensão. Na maioria dos casos estes estabelecimentos resultaram de acordos com os reis locais, sendo frequente o pagamento de uma renda, como aconteceu com a faustosa cidade de Cochim ou a cidade de Macau.

Outras vezes requeria-se apenas a autorização, a troco de apoio militar, mas houve casos, como Goa e Malaca, em que se recorreu à força das armas, para nos instalarmos.

Assim se explica que tanto se encontrem grandes núcleos urbanos “à portuguesa”, como como apenas igrejas isoladas, como no meio da Etiópia, em Gorgora-Nova ou Danqaz, em Dacca, no Bangladesh, ou como fortalezas longe de tudo, das quais avulta a de São Jorge da Mina, no actual Gana.

Igualmente são demasiadamente importantes as fortalezas e as cidades de Diu, Damão e Baçaim, na moderna Índia e Malaca.

Fontes: Areias quentes / 7 maravilhas

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Os portugueses no Japão (Século XVI)



Em 1542-1543, os portugueses chegaram ao Japão, que até então era um país exótico e praticamente desconhecido dos povos europeus.

Foram os portugueses, por exemplo, que introduziram no território japonês as armas de fogo, que foram então utilizadas por alguns daimios (senhores feudais japoneses) e pelo próprio Xogum (título equivalente ao Chefe Maior do Estado, outorgado pelo imperador) para colocar a dinastia dos Tokugawa no poder.

Além disso, Portugal conseguiu, através de manobras políticas, manter o monopólio do comércio exterior do Japão, levando e trazendo mercadorias da China, Filipinas, Índia e outros territórios da região.

Como grande potência naval que era, todo o comércio marítimo com o japão era feito apenas por barcos portugueses.


Religião

Como se pode imaginar, a religião teve um papel importantíssimo nessa história. Missionários portugueses foram aos poucos ganhando confiança do Xogum e dos daimios, e iniciaram o trabalho de catequização dos japoneses, incluindo alguns Daimios importantes.

Porém, nem tudo era festa para os portugueses. A religião católica é radicalmente diferente do budismo e do shentoísmo praticados na terra do sol nascente, assim como os costumes dos nanbam-jin (bárbaros do sul, como eram chamados os portugueses e, posteriormente, qualquer europeu, já que chegavam ao Japão pelo sul do país), que agrediam as tradições e os costumes japoneses.

Em algumas regiões isso era tolerado, em outras, não. Alguns missionários portugueses foram mortos e tornaram-se mártires da igreja em terras orientais. Num dos momentos de boa-vontade para com a nova religião (e incentivado pelos enormes lucros obtidos com os acordos com os portugueses), o Xogum acabou por ceder Nagasaki aos interesses dos missionários portugueses, que ali estabeleceram uma base comercial e religiosa.

Nagasaki é, até hoje, a única cidade do Japão com características urbanísticas portuguesas (como grande parte das cidades brasileiras).


Viagem de cinco jovens japoneses

Vários episódios interessantes são relatados pela história, entre eles a viagem de cinco jovens japoneses, quase todos filhos de famílias abastadas, convertidos ao cristianismo, que foram convidados a viajar a Roma para conhecer Sua Santidade, o Papa.

A viagem durou 10 anos, contando ida e volta, e os que sobreviveram às péssimas condições dos navios da época, ao retornarem ao japão, assustados com a barbárie da civilização oriental, tornaram-se samurais.

Além de Portugal, Inglaterra, Espanha e Holanda também chegaram às terras dos japoneses.

Os espanhóis também traziam religiosos a bordo, o que gerou alguns conflitos sérios. Inglaterra e Holanda estavam interessados apenas nos lucros do comércio então dominado pelos portugueses.

Alterações nos usos e costumes

Além das armas de fogo, os portugueses acabaram por introduzir costumes e mesmo a nossa língua na cultura japonesa. Várias palavras do idioma japonês são de origem portuguesa, como pan (pão).

Durante os quase 100 anos que os religiosos europeus permaneceram em terras nipônicas, foram expulsos por diversas vezes pelo Xogum, mas depois readmitidos.

Cerca de cem anos depois o Xogum expulsa todos os estrangeiros do país (sob pena de morte para os que desobedecem) e fecha o Japão para o resto do mundo. O país permaneceu fechado até 1853, quando o comandante Perry, da marinha americana, chega com uma esquadra e exige a abertura do país para o resto do mundo.


Referências literárias

Essa história é narrada de forma romanceada no best-seller Xógum, de James Clavell, que fez enorme sucesso na década de oitenta. Apesar de narrar as aventuras de um piloto holandês, Clavell retrata as rivalidades entre holandeses e portugueses.

Outro livro interessante sobre o assunto é o "Choque luso no Japão dos Séculos XVI e XVII", de autoria de José Yamashiro, que traz detalhes históricos interessantes.

Fontes: O cabide / Parques de Sintra

sexta-feira, 5 de junho de 2009

“Arte Portuguesa no Japão”

O livro “Arte Portuguesa no Japão” apresenta dezasseis artistas portuguesas com obra em espaços públicos no Japão (parques, metropolitano, museus, galerias de arte, etc).

Amaral da Cunha

• Japanese Mathere, escultura em granito, Parque de Esculturas de Iwate, 1987

António Duarte

• Infante D. Henrique, Escultura em calcário Nishinomote, 1969. Oferta do Governo de Portugal.

Augusto Cid

• Nau Portuguesa, Escultura em bronze, Hirado, 2001

Bartolomeu Cid dos Santos

• 1543-1993/Portugal-Japão, Painel em mármore de Pero-Pinheiro gravado a água forte, Estação de Metropolitano Nihonbashi em Tóquio, 1993. Oferta do Metropolitano de Lisboa.

Bela Silva

• Conjunto de 13 painéis de azulejo, Luís Fróis, Omura Sumitada, Parque de Yokoseura em Saikai, Nagasaki, 2003
Graça Pereira Coutinho
• Painting, Acrílico e técnica mista sobre tela, Rinku Contemporary Art Space, Osaka, 1991.

Guilherme Parente

• Sem Título, Serigrafia, Tokyo, s/data.

Helena Almeida

• Ouve-me, Fotografia a preto e branco, Museu Hara deArte Contemporânea, 1980.
• Inhabited Paintings, Serigrafia, Gravura, Museu Nacional de Arte Ocidental, Tóquio, 1979.

José Farromba

• Parasita, Argila, Mashiko Museum of Ceramic Art, Machiko, 1992.

José de Guimarães


• Escultura, Tachikawa, 1994
• Painel, estação ferroviária de Quioto, 1997
• Conjunto de quatro painéis murais, Câmara Municipal de Akita, 1999
• Conjunto de 2 esculturas, Tachikawa, 2000
• Conjunto de cinco esculturas, bairro de Daikanyama, Tóquio, 2000
• Conjunto de dez esculturas, Kawanishi, Niigata, 2000
• Conjunto de 40 esculturas, centro cívico, Kushiro, 2000
• 11 esculturas, estádio de futebol, Kashima, 2000
• Escultura, Nishinoomiya, 2001

Jorge Vieira

• Encontro entre o Ocidente e Oriente, Escultura em ferro, Parque Xavier em Sakai, 1970. Oferta do Governo de Portugal.

Julião Sarmento

• Portefolio for Joseph Beuys nº27 Untitled, Litografia e colagem 7/90, Museu Hara deArte Contemporânea, Tóquio, 1986.
• Boys Town, Acrílico sobretela, Museu Hara deArte Contemporânea, Tóquio, 1989.
• Old man´s memory, multimédia sobre tela, Museu Hara deArte Contemporânea, Tóquio, 1991.

Kristina Mar

• Light and Shade, porcelana e gesso, Museu Miho, Shumei Culture Foundation, 1997.
• Reflection, Porcelana, gesso e serigrafia, INAX Gallery, Tóquio, 2002.

Luis Neuparth

• Montanha, Escultura em granito, Ishigami-no-oka Museum of Art, Iwate, 1986.
Martins Correia
• Figuras do Silêncio, Escultura em bronze, Museu de Dejima, Nagasaki, 1969.
Orlando Pompeu
• S/Título, Desenho a tinta-da-china e guache, Universidade de Estudos Estrangeiros de Kyoto, 2006.

Pedro Ramos

• Kimono 450 Anos, Escultura Escultura em granito, Nagasaki, 1993
• Touro e Javali, duas esculturas em granito preto da África do Sul, Takamatsu Stone Culture Park, 1994
• Kimono do Sol Nascente, Escultura em Granito, Parque de Esculturas de Iwate, 1986.
• Renascer, Escultura em granito, Ishigami-no-oka Museum of Art, Iwate, 1993.
• Wild Flower, Escultura em granito e madeira, Stone Museum of Takamatsu, 1995.
• Boi, Escultura em granito, Stone Museum of Takamatsu, 1994.
• Mountain, Escultura em granito e madeira, Stone Museum of Takamatsu, 1995
• Full Moon, Escultura em Mármore, Stone Museum of Takamatsu, 1995.
• Floating Mountain, Escultura em granito, Stone Museum of Takamatsu, 1995.
• The Sunset of Parthenon, Escultura em granito, Stone Museum of Takamatsu, 1995.
• Mt. Fuji, Escultura em granito, Stone Museum of Takamatsu, 1995.
• Kimono, Escultura em granito, Stone Museum of Takamatsu, 1995.
• Big Valley, Escultura em granito, Stone Museum of Takamatsu, 1995.
• Mountain Pipe, Escultura em granito, Stone Museum of Takamatsu, 1995.

Ricardo Lalanda

• Arco de Vento, Escultura em granito, Parque de Esculturas de Iwate, 1988.
Rogério Ribeiro
• Nascimento, vida e morte, Conjunto de 3 painéis de azulejo, Edificio Kuge, Usuki, 1999.

Vitor Ribeiro

• Japan nº1, Escultura em granito, Parque de esculturas de Iwate, 1991.

Fonte: Embaixada de Portugal

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Tyki Mikk (Japão)


Tyki Mikk é um descendente de Noé que vive uma vida dupla. No seu lado bom tem nacionalidade portuguesa e vive com uns humanos que adoram jogar ao poker, enquanto que no seu lado “negro” tem um apetite desmesurado por sangue.

A família Noé (ou Clã Noé)

Personagens da série de anime e manga "D. Gray-man" da autoria do japonês Katsura Hoshino. São os 13 descendentes directos de Noé. Uma família de superhumanos que colaboram com o Earl.



Fonte: wikipedia

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Lyumnades Kasa (Japão)

Lyumnades Kasa é um dos sete Generais Marinas de Poseidon na série (de manga e anime) “Cavaleiros do Zodíaco”, criada por Masami Kurumada.

Nascido em Portugal, Kasa é o Pilar do Oceano Antárctico. Seu nome vem do português, Casa. "No japonês, "casa" é "uchi" que também significa "interior". O que é interessante já que Kasa tem a habilidade de ler o interior do espírito das pessoas". O seu nome pode também ter sido inspirado na palavra Caça, uma vez que é conhecido como caçador de corações.

Ele é uma das presenças mais ameaçadoras entre os Generais Marinas, não pela sua habilidade de luta, mas porque não mede consequências para conseguir o que quer. Tem o poder de ler a mente de uma pessoa e descobrir quem é o seu ser mais amado, imitando-o na aparência física e psicológica.

Marinas de Poseidon

Marina é a designação dada aos guerreiros que defendiam o deus dos mares Poseidon, da série "Cavaleiros do Zodíaco".

Os Marinas podem ser divididos em três classes: os Soldados, os Comandantes (Thetis, por exemplo) e os Generais.



Perfil de Kasa

Deus que protege: Poseidon
Golpes secretos: Salamandra Devoradora (Salamander Shock)
Idade 21 anos (morto em combate por Ikki)
Data de Nascimento: 19 de Agosto de 1965 (Leão)
Local de nascimento: Portugal



Fonte: wikipedia

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Fado através do mundo

A propósito de algum sururu em fóruns de discussão sobre fado acerca do destaque que é dado a artistas não portugueses que cantam no filme «Fados», de Carlos Saura - artistas como Lila Downs, Chico Buarque ou Lura -, enchi-me de coragem para meter a minha colherada em defesa do fado e da sua interpretação ou re-interpretação por parte de cantores e cantoras estrangeiros, com o «argumento», se tal fosse preciso, de que o fado é uma forma musical como outra qualquer e de que não é necessário nascer em Alfama ou beber uns copos no Bairro Alto - ou, no caso de Coimbra, ir carpir mágoas amorosas para a Quinta das Lágrimas -, para que o fado possa ser interpretado, ou reinterpretado, por quem o quiser. Ah, e a questão da alma, da saudade, etc, etc...

Coisas menores, acho eu: já ouvi verdadeiro rock feito no Porto, excelente hip-hop feito na Amadora, já ouvi a Petra - dos Nobody's Bizness - a cantar blues como muito pouca gente e uns almadenses de nome Melech Mechaya a fazer klezmer como se fossem judeus de gema.

Vai daí, decidi deixar aqui vários nomes - mais do que aqueles que estava à espera quando iniciei a pesquisa - de cantores e cantoras estrangeiras, e também de intérpretes de guitarra portuguesa, que fazem do fado a sua música ou uma das suas músicas de eleição. Goste-se ou não - e isso já depende de cada um dos seus ouvintes -, é importante dar com eles: quase todos têm sites ou estão no myspace. Procurem-nos, por favor.

Japão

No Japão - onde a diva Amália Rodrigues deixou sementes, fruto das suas históricas actuaçõe por lá - há, pelo menos, duas cantoras de fado: Hideko Tsukida e Marie Mine. Ambas são neste momento acompanhadas, na guitarra portuguesa, por Masahiro Iizumi, que começou por tocar tango em guitarra clássica mas, desde há alguns anos, desenvolveu um estilo próprio na guitarra portuguesa.

Brasil

No Brasil, para além do fado fazer parte da «ementa» de muitos locais de reunião de portugueses, cantores importantes como Caetano Veloso, Fáfá de Belém, Ney Matogrosso ou o já referido Chico Buarque (o maravilhoso «Fado Tropical») interpretaram fados. E Vinicius de Moraes compôs para Amália.

Guitarras portuguesas

Há guitarras portuguesas espalhadas um pouco por todo o mundo, nas mãos de vários músicos - Jimmy Page, dos recém-ressuscitados Led Zeppelin, que ao consta nunca a conseguiu tocar por ser «muito difícil», mas também alguns mais corajosos como músicos do grupo argentino La Chicana ou do grupo belga Timna, que acompanhou a cantora Ghalia Benali num Intercéltico do Porto, há alguns anos atrás.

França

Em França há alguns luso-franceses a aventurar-se no fado: a já conhecida e respeitada cantora Bévinda, o jovem intérprete de guitarra portuguesa Philippe de Sousa e até um acordeonista que adapta fados para o seu instrumento: Toucas. Mas mais surpreendente é o caso de uma cantora franco-argelina, Alima, cantora do grupo Monkomarok, que a solo diz cantar um «fado franco-algérien», evocando influências de Steve Reich e... dos Madredeus.

E.U.A.

Luso-americana, e agora radicada em Lisboa, a cantora e actriz californiana Michelle Pereira é um caso paradigmático de muita gente que se deixou apaixonar pelo fado. Actriz de algum sucesso nos Estados Unidos (pode ser vista, por exemplo, no filme «Os Dez Mandamentos - O Musical», ao lado de Val Kilmer, e chegou a entrar na série «Friends), há alguns anos veio estudar o fado para Portugal e por cá ficou.

Espanha

Na Catalunha, o grupo EnFado - o nome diz tudo -, de Lérida/Lleida, existe desde 2002 e é um quarteto composto por Càrol Blàvia (voz), Raquel Garcia (violino e guitarra clássica), Carles Garrofé (guitarra clássica) e Gus Garcia (baixo acústico), cujas influências são Dulce Pontes, Mísia, Kátia Guerreiro, Mariza, Amália Rodrigues e... Maria del Mar Bonet.

Itália

Em Itália, desde há muitos anos que o intérprete de guitarra portuguesa Marco Poeta é conhecido. Recentemente, e já com um álbum editado, criou o projecto O'Fado (na foto), no qual conta com os famosos cantores Eugenio Finardi e Francesco Di Giacomo e com a jovem cantora Elisa Ridolfi, Michele Ascolese (guitarra acústica) e Paolo Galassi (baixo acústico). Também de Itália é outro intérprete de guitarra portuguesa, Loris Donatelli.

Canadá

De Toronto, no Canadá, há notícias de um grupo, 15, liderado por Catarina Cardeal (voz) e Mike Siracusa (guitarra), que dá concertos de fado/blues. Dos 15 fazem também parte John Yelland (contrabaixo), Lou Bartolomucci (guitarra acústica e eléctrica) e Claudio Vena (viola d'arco e acordeão).

Finalmente - e obrigado Luís Rei pela dica -, também do Canadá vem um dos nomes mais surpreendentes: a cantora indo-canadiana Kiran Ahluwalia, que no seu último álbum, «Wanderlust», mistura poesia urdu com fado e blues saharianos. Na gravação do álbum, Kiran contou com a participação de José Manuel Neto (em guitarra portuguesa) e Ricardo Cruz (baixo acústico).

Se calhar, isto é apenas a ponta de um iceberg que está a crescer. E ainda bem! A ouvir sem preconceitos...

Nota: E aqui mais alguns acrescentos, fruto de pesquisas posteriores e, principalmente, da valiosa contribuição de leitores do blog "Raízes e Antenas": a fadista catalã Névoa, a francesa Jenyfer, o luso-francês Lúcio Bamond, a brasileira Joanna (com um dos seus álbuns inteiramente dedicado ao fado), a mexicana Marcela Ortiz Aznar, a polaca Marzena Nieczuja-Urbanska, a holandesa Nynke Laverman e a croata Jelena Radan.

Fonte: António Pires

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Hideko Tsukida, a fadista que veio do Japão

Nascida em Tóquio, em 1951, Hideko descobriu um disco de Amália Rodrigues em 1982 e ficou encantada com o fado. Em 1988, após dois espectáculos em Osaka, a fadista japonesa veio para Portugal, a fim de frequentar um curso de língua portuguesa para estrangeiros, na Faculdade de Letras de Lisboa. E a paixão pelo fado aumentou.

Conheceu então Amália na capital portuguesa. Participou em programas de televisão e noutros encontros musicais. Conta já com diversos álbuns, nomeadamente “Saudade” (1990) e "Obrigada Amália" (2000).

Teve a oportunidade de cantar acompanhada de Carlos Paredes, em Tóquio, e por Carlos Gonçalves e Lello Nogueira, em Lisboa. Em 1993, a grande paixão da artista japonesa pelo fado levou-a a constituir o Tsukida Hideko Club de Fado, que tem mais de 400 associados.

Fonte: Público / DN

Mais informações: Página Oficial, Videos

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Palavras portuguesas no Japão

Várias palavras portuguesas passaram para o japonês, a maior parte das quais no curto período entre 1543 e 1624, entre a chegada dos primeiros portugueses ao Japão e a proibição pelo regime Tokugawa da sua entrada no Japão.

Geografia

Zerusaren - Jerusalém
Afurika - África
Ajiya - Ásia
Ejiputo - Egipto
Girisha - Grécia
Igirisu - Inglaterra
Isupania (Isupaniya) - Espanha
Itariya - Itália
Jagatara - Jacarta
Oranda - Holanda
Porutogaru - Portugal
Shamu - Sião
Yoroppa - Europa

Religião

Adan - Adão
Amen - Amen
Bateren, patere, hatere - Padre
Bauchizumo - Baptismo
Ēsu - Jesus
Iruman - Irmão
Karisu - Cálice
Kirisuto - Cristo
Medai - Medalha
Misa - Missa
Pappa - Papa
Santa - Santa
Santamaria - Santa Maria
Yudaya - Judeu
Santome (agora Tozan) - São Tomé (recebido de)


“Alimentação”

Bisukouto - Biscoito
Kahii, Kohii - Café
Karumera - Caramelo
Kashuu - Caju
Kasutera (Kasutēra) - Bolo-de-Castela (pão-de-ló)
Kokoa - Cacau
Konpeito - Confeito
Marumero (Marumeru) - Marmelo
Pan - Pão
Sarada - Salada
Tenpura - Tempora ou tempero
Koppu - Copo

Vestuário

Birodo - Veludo
Botan - Botão
Jiban - Gibão
Kappa - Capa
Meriyasu - Meias
Shuchin - Cetim


Diversos

Rimbo - Limbo
Rasha - Raxa
Baiyon - Baião
Beranda - Varanda
Biidama - Vidro-dama
Buranko - Balanço
Kapitan - Capitão
Isopo - Esopo
Joro - Jorro
Kanāru - Canal
Han-hora - Cânfora
Kantera - Candeia, candela
Karuta - Carta
Órgão - Orugan
Sēzaru - César
Shabon - Sabão
Terebinteina - Terebintina

Fonte: aikedai

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Os portugueses em “A Lenda de Suriyothai“ (Tailândia) (2001)

Teve de acontecer um tsunami na Ásia para que os portugueses regressassem ao Sri Lanka e à Indonésia. Em Galle, apenas ficou de pé o que resta do forte português, e tiveram de ser os habitantes com apelidos como Silva, Sousa e Pereira a relembrar-nos que o nome da cidade vem do facto de os barcos portugueses terem ali chegado ao nascer do Sol, quando os galos cantavam.

Dificilmente se encontrará uma cena mais empolgante para o cinema épico, porém o gigantesco espólio da expansão portuguesa ainda não foi descoberto pelos grandes estúdios. Parece-me que esta devia ser uma prioridade cultural, até porque fomos os primeiros europeus e, durante mais de meio século, os únicos europeus em quase todos os lugares distantes.

Assim, foi uma surpresa gratificante o visionamento do épico A Lenda de Suriyothai, o maior êxito de sempre do cinema tailandês. Francis Ford Coppola deu uma ajudinha na montagem, agilizando a narrativa, mas o realizador, Chatri Cholerm Yukol, fez um trabalho digno e investigou devidamente a história. Para quem se dê ao trabalho de escutar os seus comentários, constatará que a “Peregrinação” de Fernão Mendes Pinto é uma das suas principais fontes, sobretudo nas cenas das batalhas. E mais agradável ainda é ver como a imagem que os tailandeses têm dos portugueses é tão positiva.

Eram mercenários, mercadores, médicos jesuítas, que até trouxeram a varíola, mas estão em todo o lado. Fazem parte das pinturas, das paisagens, dos mapas. Embora poucos, são mais do que os chineses, e aparecem sempre junto aos canhões e espingardas, que estão por todo o lado, nestas guerras entre a Tailândia e a Birmânia. Veja-se com particular interesse os pequenos canhões adaptados ao dorso dos elefantes, os antepassados dos tanques modernos. Não há ali qualquer laivo de interferência ou colonização portuguesa, nem sequer religiosa, apenas nos fica uma enorme saudade por uma época em que o Mundo era jovem e apenas os nossos antepassados eram testemunhas de outros povos. E esta grandeza, só nossa, ninguém nos pode tirar, por muito dela que nos tenhamos esquecido.

De resto, a história reporta-se à heróica rainha Suriyothai, que deu a vida para salvar o marido. (…)

Fonte: Luísa Alves / Docente da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas Universidade Nova de Lisboa (Revista Premiere nº 64, Fevereiro de 2005)

Mais informações

Em 1548, quem reinava no Sião era o rei Maha Chakapat. Seis meses apenas tinham decorrido sobre a sua regência, quando os birmaneses invadiram o seu território. O rei Chakapat, como era sua obrigação, conduziu o exército real ao encontro dos invasores, montado no seu elefante de guerra. Às mulheres não era permitido combater. No entanto, a rainha Suriyothai, imbuída pelo amor ao seu marido, disfarçou-se de homem e igualmente partiu no seu próprio elefante. Durante a batalha, o elefante do rei Chakapat tombou devido às imensas feridas, e o monarca esteve em sério risco de ser morto. No entanto, a corajosa Suriyothai interpôs-se entre o marido e as tropas birmanesas, sendo morta e desta forma, salvando a vida do seu marido. (…)

Uma nota que nos enobrece nesta película (ou talvez não) será a análise incidental à presença portuguesa no Sião, com vários mercenários nossos conterrâneos a combater do lado dos tailandeses e a serem pagos a peso de ouro. O detalhe histórico é extremamente cuidado, e isso nota-se nas suas armaduras e restante armamento, embora nunca seja explorado no sentido de os vermos a falar a nossa língua-mãe, e até ter uma personagem interventiva.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Os portugueses em "Shogun" de James Clavell (1975)


Nascido em Sidney, Austrália, em 1924, James Clavell notabilizou-se pelos seus romances que envolvem a história do oriente, em especial o Japão.

Em "Shogun" temos um retrato do Japão feudal e o processo da construção do estado-nação com as diferenças comportamentais no século XVII entre japoneses e europeus.

Entre os europeus destacam-se diversos navegadores e jesuítas portugueses e espanhóis, nomeadamente o piloto Vasco Rodrigues, Frei Alvito e Frei Domingo.


O frei Alvito terá sido inspirado no jesuíta João Rodrigues, o intérprete, e, eventualmente, em Dom Luís Cerqueira, conhecido como o Bispo do Alvito.

"Shogun" foi adaptado, com grande sucesso, para uma série de TV em 1980, sendo o personagem Vasco Rodrigues interpretado pelo actor inglês John Rhys-Davies, o qual foi nomeado para o Emmy de melhor actor secundário.

Rhys-Davies voltou a interpretar o mesmo personagem numa curta-metragem portuguesa intitulada "The Gold Cross" (2000).

Fontes: Eduardo Cruz / C4pt0m3nt3 / IMdb 

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

"Rodrigues, O Intérprete" de Michael Cooper (1994)


Michael Cooper, jesuíta inglês, escreveu a biografia deste português de quem diz 'Poucos homens tiveram vida mais aventurosa.'

É o argumento perfeito para um filme onde o intrépito Rodrigues seria, certamente, a personagem de sonho a disputar pelos actores da nossa praça.

Sinopse

João Rodrigues, padre jesuíta que viveu entre os séculos XVI e XVII, chegou ao Japão com apenas 16 anos e depressa adquiriu um profundo conhecimento da língua japonesa, que o iria tornar conhecido como O Intérprete. Deste modo, ganhou os favores de Hideyoshi, o shogun reinente no japão nos finais do século XVI, e conseguir interceder em favor da causa portuguesa.

A figura histórica

João Rodrigues, missionário jesuíta, viveu no Japão entre 1577 e 1610 e serviu Oda Nobunaga e Toyotomi Hideyoshi como intérprete, ganhando assim o epíteto de «Tçuzu», como aliás é conhecido entre os historiadores e conhecedores da sua obra.

Para além de intérprete, foi um dos autores e coordenador do Vocábulo da Lingoa de Japam, primeiro dicionário de japonês-português editado em 1603, da Arte da Língua de Japam (1608), Arte Breve da Língua de Japam (1620), A História da Igreja de Japam (1634). É sem dúvida uma figura referencial nos primórdios das relações luso-nipónicas nos séculos XVI e XVII.

Prémio Literário "Rodrigues, o Intérprete"

O Prémio Literário «Rodrigues, o Intérprete» foi instituído em 1990, com base num fundo doado pelo antigo intérprete da Embaixada de Portugal em Tóquio, Jorge Midorikawa. Através desse galardão premeiam-se anualmente obras editadas no Japão, em japonês, sobre temas relacionados com Portugal ou autores portugueses e traduções de obras portuguesas.

Fonte: webboom, Os meus livros

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Jorge Amado e os ancestrais japoneses (1980)



O prazer de ouvir Luís Forjaz Trigueiros (escritor português) contar histórias, casos, só comparável ao de ler seus contos portugueses. (...)

No tombadilho do navio [durante excursão pelas ilhas gregas] discutiam os dois casais [Forjaz Trigueiros, David Mourão-Ferreira e respectivas esposas], não preciso dizer que acaloradamente, de outra maneira não discutem os portugueses, discutiam poesia, assunto explosivo, sob a vista de um grupo de japoneses postados atentos na amurada.

No auge do debate, um dos japoneses aproxima-se dos polemistas e a eles se dirige:

- Estão falando português, não é verdade ? De onde são ?
- De Portugal, ora pois, somos portugueses – contesta David Mourão.


O rosto nipónico se abre em sorriso brasileiro:

- São portugueses... – anuncia ao grupo na expectativa: - .. são nossos ancestrais.

Nossos ancestrais. Pensando nas epopeias lusas no oriente, coitos monumentais, ignotas descendências, Luís Forjaz deseja saber se ‘por acaso eles têm sangue português nas veias asiáticas, um navegador de passagem na rota das descobertas, quem sabe ?’

- Sangue português ? Nós ? Não. Somos brasileiros nascidos em São Paulo, os portugueses são antepassados dos brasileiros – ensina: - São nossos bisavós.

De todos os brasileiros, com certeza. Filha de pai e mãe italianos, Zélia sente-se em casa na cidade de Lisboa, é estrangeira em Florença, onde nasceu seu pai, no Vêneto, terra de sua mãe.

Fonte: Jorge Amado, “Navegação de Cabotagem - Apontamentos para um livro de Memórias que jamais escreverei"