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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Thunderbirds Are Go" de Gerry e Sylvia Anderson (1966)

Thunderbirds foi uma série para televisão, de animação com marionetas (conhecida como Supermarionation), produzida entre 1965 e 1966 por Gerry e Sylvia Anderson.

O casal de produtores foi igualmente responsável pela produção de outras séries com marionetas como Joe 90, Capitão Escarlate, Stingray e Fireball XL-5.

Thunderbirds relata as missões de uma organização secreta de resgate internacional, formada pela família Tracy e alguns colaboradores.

Gerry e Sylvia Anderson possuíam uma casa de férias no Algarve (arrendada), tendo parte do planeamento e desenvolvimento inicial da série de TV sido efectuado em Albufeira, .


Em 1966 apostaram na adaptação da série para cinema. Cliff Richard e Bruce Welch (guitarrista dos The Shadows), que também possuíam casas no Algarve, onde eram quase vizinhos de Silvia e Gerry Anderson, foram convidados a participar no filme "Thunderbirds are go" como marionetas da Supermarionation.

Foi o primeiro filme com um sistema pioneiro conhecido por "Add-a-Vision", que possibilitava a incorporação, num filme de animação, de cenas rodadas num cenario real.


"Thunderbirds Are Go" foi rodado entre Março e Junho de 1966 e estreado em Dezembro. Diversas paisagens foram filmadas em Portugal, incluindo sequencias de lançamento de foguetes, tiros e um espaço de representação em miniatura da superfície marciana.

No entanto, (muitas) (d)as cenas foram consideradas insatisfatórias, tendo sido substituídas por um cenário pintado da autoria do produtor associado Reg Hill.

Foram igualmente registadas cenas de helicóptero a uma altitude de aproximadamente 5.000 metros nos Açores. Mas também essa cena foi substituida por uma versão rodada no AP Films Studios em Slough.

Fontes: answers.com / wikipedia / anosincriveisonline / Fullwiki / Tvsinopse / Fanderson

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Colaboração de Joana Linda com cantora Marissa Nadler (2008)

Joana Linda tem 29 anos e é lisboeta. Começou na fotografia e acabou por evoluir para a realização de video clips.

Após ter estabelecido amizade com a cantora norte-americana Marissa Nadler através do Myspace, tomou conhecimento que a cantora precisava da colaboração de pessoas para fazerem um videoclip ("assim numa espécie de concurso, à borla").

Joana expôs-lhe as suas ideias, ela gostou e acabou por fazer um video sem compromissos.

"River of Dirt" (Carloto, Tiago e outros amigos no Alentejo)



"Mexican Summer" (com Carloto Cota e Ana Moreira)




Videos: “River of Dirt” , “Mexican Summer” (com a participação de Ana Moreira e Carloto Cotta), “Bird in your grave

Fontes/Mais informações: Rua de Baixo / Pop Dirt / Tiago Manaia / ipsilon

Mensagem de Marissa Nadler no Myspace (adaptado)

"Joana Linda, uma talentosa cineasta, artista e fotógrafa, dirigiu o vídeo de "Bird on Your Grave" (...). O video foi gravado em Portugal, onde Joana reside, e é igualmente uma das protagonistas da curta metragem.

Esteticamente, acho que ela realmente captou o sentimento da música, e criou algumas imagens realmente memoráveis para acompanhar. Podem ver outros trabalhos da sua autoria no seu seu site oficial .

Não tenho palavras para lhe agradecer pela sua colaboração. Acho que é um trabalho muito bonito e fico muito grata por ter a oportunidade de partilhar a sua arte".

quinta-feira, 4 de março de 2010

Hellboy luta contra o mal em Tavira

Quem pensa que o Algarve só é lembrado por estrangeiros em tempo de férias está enganado. O autor norte-americano Mike Mignola decidiu transportar a mais recente aventura de banda desenhada ‘Hellboy’ para a cidade algarvia.

"In the Chapel of Moloch" é o nome da nova obra de Mignola, que, para além de assinar o argumento, também desenha, algo que não acontece desde 2005.

Na primeira página do livro está explícita a localização do herói: “Tavira. Southern Portugal (Sul de Portugal). 1992”.

A acção inicial passa-se numa capela em Tavira, onde Hellboy é chamado para tratar de um pintor que aparenta estar possuído por um demónio. "Quando cheguei cá estava um farrapo. Não come, mal fala e quando fala quase não faz sentido", explica o companheiro do pintor a Hellboy.

Sinopse

A capela de Moloch - Um pintor contemporâneo aluga uma propriedade em Tavira, no sul de Portugal, para preparar sua nova exposição. Para montar o ateliê, o artista opta por uma capela anexa ao terreno - e, logo depois, desaparece. É Hellboy quem recebe a missão de encontrá-lo.

Opinião de F. Cleto e Pina

(…)se podemos considerar de certa forma normal que heróis europeus nos visitem, será mais surpreendente saber que Hellboy, o demónio saído dos infernos que combate nazis, fantasmas e monstros, esteve em território nacional em 1992, como conta “In The Chapel of Moloch" (2008), que tem início nas ruas estreitas de Tavira e utilizou como inspiração a capela de S. Sebastião.


Fontes: Observatório do Algarve / F. Cleto e Pina / Limited edition

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Video de "Au commencement" de Etienne Daho (1996)

O cantor francês Étienne Daho publicou em 1996 o álbum "Eden", sendo o primeiro single "Au commencement" cujo clip foi filmado em Portugal sob direcção de Philippe Gautier.





Video

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Video de "Dirty Sticky Floors" de Dave Gahan gravado na Praia da Rocha (2003)

As cenas exteriores do video do primeiro single a solo de Dave Gahan (vocalista dos Depeche Mode), "Dirty Sticky Floors", foram filmadas no Algarve, na Praia Da Rocha.





Video

Os Depeche Mode rodaram parte do video de "Enjoy the Silence" no Algarve

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

"Penina", a canção portuguesa dos Beatles (1969)


"Penina" é uma canção que Paul McCartney escreveu no Algarve, em Portugal, no final de 1968, quando esteve de férias no Ano Novo com Linda McCartney no sul do país.

Carlos Mendes ou Jotta Herre

Ao contrário do que se julga e do que está publicado em muitos livros e editado em alguns discos, a canção foi escrita para o grupo português Jotta Herre e não para Carlos Mendes, vocalista dos Sheiks, considerados os "Beatles portugueses".

Os Jotta Herre editaram a canção num EP Philips 431923PE, com mais três canções originais da banda. Carlos Mendes também editou a canção, sendo esta a que aparece no célebre álbum "The Songs Lennon And McCartney Gave Away - By The Original Artists" (EMI NUT18, 1979).

Infelizmente, nenhuma das edições portuguesas de "Penina" inclui a data da respectiva edição, não se sabendo com certeza absoluta quem editou primeiro, se os Jotta Herre, se Carlos Mendes. São ambas de 1969, mas este é ainda um ponto em investigação. Uma coisa é certa, porém: Paul McCartney escreveu a canção para os Jotta Herre e não para Carlos Mendes.


Depoimento de Paul McCartney

O próprio Paul McCartney conta parcialmente a história de "Penina" no fanzine do antigo clube de fãs de McCartney, "Club Sandwich":

"Fui a Portugal de férias e uma noite, quando regressava ao hotel, já alegrote, resolvi tomar mais uns copos ao bar. Estava um grupo a tocar e eu acabei por ir parar à bateria. O hotel chamava-se Penina e improvisei ali uma canção sobre esse nome. Alguém me perguntou se podia ficar com ela e eu dei-lha. Nunca pensei em gravá-la eu próprio".


"The Songs Lennon And McCartney Gave Away"

Na contracapa do álbum "The Songs Lennon And McCartney Gave Away", escreve Tony Barrow, então assessor de imprensa dos Beatles, sobre "Penina" e Carlos Mendes: "a mais obscura canção do álbum é uma gravação de 1969 de Carlos Mendes, "Penina", que, acredito, tenha sido dada a Carlos por Paul quando esteve de férias em Portugal".

Isto não é porém exacto como o próprio Paul McCartney escreveu no "Club Sandwich".


Jotta Herre

A canção foi dada aos Jotta Herre e não a Carlos Mendes. Os Jotta Herre eram um grupo da cidade do Porto, no norte de Portugal, que tocava no Hotel Penina, no Algarve, perto de Portimão. Por mais incrível que pareça o Hotel, de luxo, e um dos mais famosos de Portugal, ainda hoje não tem nas suas paredes uma qualquer placa a assinalar o gesto de Paul McCartney. Seria bom para o seu turismo.

Os Jotta Herre ("jotta" de Jaime, que se desligou do grupo, e "herre" de Rui) eram formados por Aníbal Cunha, hoje empresário exportador no sector cerâmico, Rui Pereira, falecido em 1972, Carlos Pinto, hoje presidente da Sony Music em Portugal, e Giuseppe Flaminio, hoje representante da Universal Music na cidade do Porto.


Depoimento de um Jotta Herre

Conta Giuseppe: "naquela noite, juntámo-nos todos à volta de Paul e de Linda, bebemos um copo e então ele propôs: vamos tocar. Passava da uma hora da manhã e o Paul deu um show inesquecível. Tocou sucessivamente piano, baixo, guitarra e bateria. Tocou bateria como eu nunca tinha visto um músico tocar".

"Cada vez entrava mais gente na sala. Paul voltou à bateria e pediu "one minute". Começou a cantarolar e desafiou a malta para tentar acompanhar a sequência harmónica que estava a sair. Eram 4 horas da madrugada e, logo ali, compôs e cantou a música e a letra da canção que nos ofereceu. No fim, pôs-lhe um título, o nome do hotel". (...)

Gravação dos The Beatles

Embora Paul McCartney tenha afirmado que não gravaria "Penina" ela aparece gravada pelos Beatles no CD pirata "Unheard Melodies, The Songs The Beatles Gave Away", juntamente com as versões dos Jotta Herre e de Carlos Mendes.

Fontes/Mais informações: LPA: "Beatles em Portugal", Beatles Brasil, Guedelhudos (adaptado, incluindo subtítulos)


A gravação original de "Penina" pelos Jotta Herre foi incluída, em 1969, numa compilação da Philips brasileira intitulada "Hit Hit Hurrah!".

Recentemente foi publicada no Brasil a compilação "Beatles '69", coordenada pelo jornalista Marcelo Fróes, no qual está incluída uma nova versão de "Penina" interpretada pelo brasileiro Aggeu Marques.

Audio

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Letra de "Yesterday" dos The Beatles foi escrita em Portugal

A letra de "Yesterday", uma das mais emblemáticas canções de Paul McCartney e dos Beatles, foi escrita em Portugal, dentro de um carro, no trajecto de cinco horas, por estradas más, na altura, entre Lisboa e Faro.

Foi o próprio McCartney que o confessou no livro "Yesterday And Today", editado em 1995 nos 30 anos da canção.

Composto a dormir

Com mais de 2.500 versões diferentes, um recorde do "Guinness", e mais de sete milhões de passagens na rádio norte-americana, outro recorde sem precedentes, "Yesterday", que tem apenas dois minutos de duração, foi composto (melodia) a dormir.

Num dia de 1963, no início da carreira dos Beatles, Paul McCartney, 21 anos, acordou de manhã com a melodia na cabeça e sentou-se imediatamente ao piano a tocá-la, dando-lhe o título provisório, mas pouco romântico, de "Scrambled Eggs (Oh My Baby How I Love Your Legs)".

"Quando trauteava a canção com que tinha sonhado, a mãe de Jane entrou na sala e perguntou se alguém queria ovos mexidos ("scrambled eggs").

"A melodia saiu-me tão bem que julguei que estava a copiar alguém, a fazer algum plágio inadvertido. Andei meses a ver se alguém conhecia a canção", conta Paul McCartney. (...)

Em férias em Portugal

O título da canção foi definitivamente fixado em Portugal, a 27 de Maio de 1965, quando Paul McCartney veio duas semanas de férias, com Jane Asher, para casa de Bruce Welch, dos Shadows, em Albufeira (Algarve).

Nesse dia, Paul McCartney voou de Londres para Lisboa (Faro, no Algarve, não tinha ainda aeroporto) e no carro alugado com motorista, a caminho de Albufeira, escreveu a letra de "Yesterday" ao passar pelo rio Mira.

"Sempre detestei perder tempo e a viagem era muito longa", justifica assim Paul McCartney a inspiração para a letra.

Estrelas pop inglesas

Nos anos 60, Albufeira era ainda uma pacata aldeia piscatória onde estrelas pop como Cliff Richard, Frank Ifield e Bruce Welch (The Shadows), entre outros, tinham casas. Acima de tudo podiam deleitar-se sem ser reconhecidos. Foram aliás os britânicos - e sobretudo os músicos pop - que deram a conhecer Albufeira ao Mundo.

Em casa de Bruce Welch

Ao chegar a Albufeira, a casa de Bruce Welch, guitarra-ritmo dos Shadows, onde permaneceria de férias, McCartney pediu de urgência uma guitarra.

"Já estava a fazer as malas para me ir embora de Portugal quando Paul me perguntou se eu não tinha uma guitarra", conta Bruce Welch.

Bruce emprestou-lhe uma Martin 0018, de 1959, e McCartney dedilhou, com a guitarra virada ao contrário por ser canhoto, e cantou pela primeira vez "Yesterday", com a letra escrita no carro e que se conhece hoje. (...)

Fontes: LPA: "Beatles em Portugal", Beatles Brasil, Guedelhudos (adaptado, incluindo subtítulos)

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Capa de "Country Life" dos Roxy Music fotografada em Portugal (1974)


Bryan Ferry, líder dos Roxy Music, veio passar férias a Portugal, com o estilista Anthony Price e o fotografo Eric Boman - numa pausa das gravações do álbum "Country Life" - para que pudesse ter a tranquilidade necessária para escrever as letras do disco.

No Algarve conheceram num bar duas jovens de nacionalidade alemã (Constanze Karoli e Eveline Grunwald). Bryan Ferry sugeriu a Eric Boman que as fotografasse junto de um jardim local. As jovens posaram em roupa interior, julgando que se tratava de uma brincadeira de verão, não desconfiando de que estavam a fotografar uma das mais famosas capas do rock de sempre.

Muitas lojas proibiram o disco [nomeadamente no mercado norte-americano], tendo sido publicada uma edição alternativa que apenas incluia a vegetação.



Fontes: wikipedia / superseventies / best album covers / wasted talent

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

"O Regresso do Carocha" em "Ein Käfer gibt Vollgas" (1972)


A série de filmes do Super Carocha (Superbug em inglês) era uma "mistura" entre os filmes de 007 (o protagonista chama-se Jimmy Bondi) e do carocha Herbie (aqui o carocha chama-se Du-Du).

Após o sucesso do filme inicial, foi realizada uma sequela localizada em Portugal. Posteriormente foi lançado um terceiro filme (de uma série de 5 filmes) que recuperava parte das gravações do segundo filme (localizado em Portugal).


Com o título de "O Regresso do Carocha" ("Ein Kafer Gibt Vollgas"), o filme foi realizado por Rudolf Zehetgruber, contando com a participação como actor do realizador português Arthur Duarte, que foi igualmente responsável pela produção durante as filmagens em Portugal (nomeadamente no Algarve), e dos actores Joachim Fuchstberger (Plato), Robert Mark (Jimmy Bondi), Heidi Hansen (Tamara) e Katharina Orginski.

Acácio de Almeida foi um dos responsáveis pela direcção de fotografia.

Sinopse:

Plato (Joachim Fuchsberger) encontra-se em Portugal com o Marquês de la Scott (Karl-Otto Alberty) para tentar localizar as chapas de impressão de dinheiro falso, contando com a inesperada colaboração de Jimmy Bondi (Rudolf Zehetgruber) e do seu super carro Dudu.

Fontes: IMDb / cinefacts / kreis archiv

Trailer: movie pilot  



 








segunda-feira, 20 de abril de 2009

"Grândola, Vila Morena" na voz de Nara Leão

A cantora brasileira Nara Leão gravou em 1974 os temas "Grândola, Vila Morena" e "Maio Maduro de Maio", ambos da autoria de Zeca Afonso, os quais foram incluídos no EP "A Senha do Novo Portugal" da editora Philips.

Os temas foram recuperados na colectânea "Raridades 2" editada em 2002 e que, como o próprio nome indica, visava a redescoberta de temas desconhecidos da cantora brasileira.

Audio: 1, 2

"Grândola, Vila Morena" e a censura brasileira

A canção "Grândola, Vila Morena", de Zeca Afonso, foi gravada por Nara Leão em 1974, passando inicialmente despercebida à censura brasileira.

Num documento do III Exército Brasileiro é demonstrada a indignação das autoridades quando confrontadas com o facto de que "esta música vem sendo tocada com insistência, diariamente na Rádio Continental de Porto Alegre, no horário das 12.00 às 13.00 horas”.

Em resposta, o Director da Censura, Romero Lago, afirma que a canção estava autorizada desde 20 de Maio de 1974 para poder ser gravada pelo cantor luso-brasileiro Roberto Leal.

Curiosamente, "Grândola ...", uma das senhas da Revolução dos Cravos não foi alvo de censura por parte das ditaduras do Brasil, Espanha e Portugal.


"Narólogos"

Preciso da ajuda de um 'narólogo' para esclarecer um mistério. Comprei aqui em Lisboa um compacto simples da Nara cantando o 'hino' da revolução portuguesa de 75: 'Grândola, Vila Morena', do Zeca Afonso. Nunca tinha ouvido falar desta gravação...

Procurei nas discografias do CliqueMusic e Itaú Cultural e nada. Browseei a internet e nada.

Quem me pode me ajudar com alguma informação? Alguém que tenha a biografia do Sérgio Cabral pode 'checar' se há alguma referência? Terá o disco saído no Brasil? Acho que não...

Fonte: Alan Romero (net)

sexta-feira, 17 de abril de 2009

"Alentejo" dos The Shadows (1967)

Os Shadows começaram por ser uma banda de apoio ao cantor pop inglês Cliff Richard, sendo um quarteto instrumental organizado em torno dos guitarristas Hank Marvin e Bruce Welch que começou a gravar autonomamente em 1960 e obteve um grande sucesso com o tema "Apache".

Originalmente designados como Drifters, mudaram o nome para Shadows aquando da sua primeira tourné com Cliff Richard, para evitar confusões com o popular grupo americano de R&B de idêntico nome.

O som dos Shadows era polido, limpo e metálico, mas (para alguns melómanos) pouco emocional. Além de "Apache", tiveram outros êxitos tais como "Man of Mystery" de 1960 e "Kon-Tiki" de 1961, tendo continuado a gravar até aos anos 90.

Shadows e Portugal

Os Shadows vinham com frequência a Portugal, em viagens de férias, e foi através de Bruce Welch que Paul MaCartney começou igualmente a fazer férias no Algarve. Um dos instrumentais dos Shadows chamava-se "Alentejo", a longa planície que era necessário atravessar, desde Lisboa, para chegar às praias do Sul, e que foi também palco da criação da letra da canção Yesterday por Paul MaCartney.

A composição "Alentejo" é de 1967 e tem uma vaguíssima sonoridade portuguesa. Foi incluída no disco "From Hank,Bruce, Brian and John", publicado pela editora Columbia.

Também publicado pela Columbia foi o EP com o título "Alentejo", de 1968 e que incluía, além do referido instrumental, os temas "Let Me Take You There", "Naughty Nippon Nights" e "San Francisco".

Fontes: Vilar de Mouros / Guedelhudos (ié ié)

Links: Video (particular), midi, tablatura

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

"Tango to Evora" de Loreena McKennitt (1991)

Loreena McKennitt é uma cantora de música celta, nascida em 1957 no Canadá.

"The Visit", o seu quarto álbum, foi o primeiro a merecer edição em Portugal, tal se devendo principalmente às referências à cidade de Évora e à vila de Azeitão, patentes nas fotografias da capa e do saco interior do disco e ainda num tema musical dedicado à cidade alentejana ("Tango to Evora").

"The Visit" é uma obra povoada de inspirações e de questões que sobrevivem da cultura celta, concretizadas com um gosto e uma expressividade notáveis. Como diz a intérprete na capa do disco, os Celtas professavam na sua época o respeito por todas as formas de vida que nós estamos em vias de reaprender. "The Visit" é um excelente contributo para esta reaprendizagem.

Fontes: Wikipedia, TV Guia (Pedro Pyrrait)

Video: "Tango to Evora"



As fotografias que aparecem no álbum foram tiradas numa Quinta do século XVI, actualmente a funcionar como turismo rural("Quinta das Torres" em Azeitão), onde Loreena Mckennit e Elisabeth Feryn (fotógrafa) permaneceram durante uma semana. Na estalagem havia várias laranjeiras. O espírito do local fez-lhe lembrar a tapeçaria do Unicórnio exposta em Nova Iorque no "Cloisters". As tapeçarias e a estalagem possuíam uma significativa iconografia pré-Cristã descrevendo o mistério da vida e o cíclico fim das estações.

("The tapestries and the lodge are both rich with earthy, pre-Christian iconography – depicting the mysterious life and death cycle of the seasons")

Fonte: "The Visit"

Quinta das Torres

À sombra dos castanheiros que ladeiam a alameda de acesso à casa principal corre uma ligeira aragem. Por entre o silêncio só se ouve o resmalhar das folhas das árvores e uns pássaros que chilreiam. Um cocker spaniel castanho e branco ladra mantendo-se afastado. O resto é tão tranquilo quanto a canção "Courtyard Lullaby", de inspiração celta, que a irlandesa Loreena McKennit dedicou à Estalagem Quinta das Torres, situada em Azeitão, a apenas 26 quilómetros de Lisboa, em plena Península de Setúbal, à entrada do Parque Natural da Serra da Arrábida.

Fonte: Rotas e Destinos

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

"Alentejo blue" de Monica Ali (2007)



Monica Ali é uma escritora britânica nascida em 1967 no Bangladesh.

"Brick Lane", o seu primeiro livro, foi nomeado em 2003 para o conceiturado prémio "Man Booker Prize". "Alentejo Blue" é o seu segundo livro

Sinopse

"Alentejo Blue" conta-nos a história de uma pitoresca vila alentejana [fictícia] chamada Mamarrosa, através daqueles que lá vivem, viveram ou que por lá passaram.

Para uns, Mamarrosa é um lugar de onde se quer fugir, para outros, um local de refúgio. No café do Vasco confluem habitantes e forasteiros, com as suas histórias de vida recheadas dos mais banais – e ao mesmo tempo marcantes – aspectos humanos.

Um romance que mantém uma universalidade sustentada na profundidade narrativa das suas personagens. Uma história extraordinariamente humana que nos mostra o estilo bem característico da escrita de Monica Ali.

Fonte: Portal da Literatura

Opinião

O que a Mónica pretendia era dar-nos uma ideia de uma certa vivência alentejana, de um certo estado de espírito de abandono, fuga, irrealidade, miséria e fim do mundo. Não consegue. O que perpassa ali, além dos estereótipos e de uns insultos estapafúrdios aos portugueses em geral e aos alentejanos em particular, é uma sucessão de inglesices que não encaixam e se podiam muito bem passar na Cornualha ou no Bangla. Que, com a Mónica, também, Desh!

Fonte: net

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

No Sul de Portugal em "Enjoy the Silence" dos Depeche Mode (1990)

Anton Corbijn, célebre fotografo e realizador de video-clips (U2, Joy Divison, Depeche Mode) teve a ideia de retratar Dave Gahan, vocalista dos Depeche Mode, como um rei que percorria cenários desertos e silenciosos enquanto carregava uma cadeira e comia uma banana.

Mas como explicar essa ideia a alguém que julgava ter composto a melhor canção da sua vida. A ideia era simples – podemos ser felizes sem dinheiro e em qualquer local. Os Depeche Mode aceitaram a ideia, tendo o video sido rodado (sem banana) em Balmoral (Escócia), Portugal e Alpes Suíços.


O vídeo é uma alternância de imagens da banda, a preto e branco, com cenas que mostram o vocalista David Gahan disfarçado de rei (com coroa e manto de arminho) e com uma cadeira desdobrável debaixo do braço.

O personagem passeia por diversas paisagens, em busca do silêncio, incluindo as planícies do Alentejo e praias do Algarve, até encontrar a paz num cenário montanhoso, coberto de neve.


Comentário do grupo sobre o videoclip "Consideramos este vídeo como o melhor que Anton fez connosco, foi gravado em uma semana o que é pouco comum para um vídeo (...)Para nós parecia muito difícil sobreviver à gravação mas o resultado é impressionante". Como resultado de tanto empenho o clip foi o vencedor de um Video Music Awards em 1990.




Fontes: wikipedia / autobahn

Video: Youtube

domingo, 10 de fevereiro de 2008

“Belle Époque”, o Oscar espanhol que nasceu em Portugal (1993)


“A Bela Época” (“Belle Epoque”) é um filme espanhol realizado por Fernando Trueba, que obteve 9 prémios Goya, em 1993, e o Oscar ® para melhor filme estrangeiro em 1994.

“Belle Époque” foi filmado (quase) integralmente na Arruda dos Vinhos, a 40 Km ao norte de Lisboa, e nele participaram numerosos técnicos, figurantes, cabelereiras e responsáveis de produção portugueses.

O realizador Fernando Trueba teve a amabilidade de agradecer aos colaboradores e amigos lusos, justamente no momento em que recebeu a tão cobiçada estatueta.

Sinopse:

“Fevereiro de 1931, algures em Espanha. Fernando (Jorge Sanz) é um desertor da guerra civil de Espanha que depois de andar a monte, durante um mês, encontra Dom Manolo (Fernando Fernán Gómez) que lhe dá abrigo e amizade.

Com a visita das quatro filhas de Dom Manolo (interpretadas por Penelope Cruz, Maribel Verdu. Ariadna Gil e Miriam Díaz Aroca), este pede a Fernando para partir, mas quando este as conhece, muda de ideias ...  Deixando-se ficar, vai saltando dos braços de uma para os de outra ...”


Co-produção com a Animatografo

Co-produção da Lola Filmes (Espanha), French Production (França) e Animatografo (Portugal). 20 por cento do custo efectivo ficou por conta da produtora de António da Cunha Telles, participação traduzida em meios e em técnicos.


Rodagem em Portugal

Rodado em Arruda dos Vinhos, Azambuja, Sobral de Monte Agraço e Estremoz durante Julho e Agosto de 1992 [entre 5 de Julho e 26 de Agosto de 1992].

As cenas na casa e na aldeia foram rodadas na Quinta do Bulhaco - entre Arruda dos Vinhos e Alverca -, a igreja em Sobral de Monte Agraço, a estação em Rios (chega-se a ver a placa da Estação de "Arcos" em Estremoz) e o rio em Azambuja.


A opção por Portugal era mais económica do que filmar em Espanha e tinha a vantagem de ter sofrido menos mudanças desde aquela época até hoje.

O elenco era maioritariamente espanhol, contando com a participação de alguns actores e figurantes portugueses (como o actor Luis Zagalo e o futuro realizador João Salaviza, como Jesusin) e uma extensa equipa de técnicos nacionais.


Quinta do Bulhaco

A Quinta do Bulhaco, um palácio semi-abandonado em Arruda dos Vinhos, foi ocupada durante um mês e meio pelo realizador e sua equipa. As áreas de caracterização e cabeleireiro foram instaladas no interior do Palácio. Ana Ferreira, uma portuguesa, penteava pessoalmente as quatro irmãs do filme.

Também se rodaram cenas importantes no jardim, nas traseiras do palácio, como aquela em Juanito corre atrás de Rocio. O baile de máscaras foi rodado no pátio exterior, tenho vindo treze autocarros com mais de duzentos figurantes de Lisboa e outros locais próximos.

As poucas cenas que não foram filmadas na Quinta do Bulhaco foram as do comboio e as feitas à beira do rio.

Os actores ficaram hospedados na Estalagem de S.Sebastião, perto do Bulhaco.

 

Depoimento de Fernando Trueba (aquando das filmagens) 

“… encontrei aqui o ambiente que necessitava para a história, que é um ambiente bucólico e uma Espanha dos anos trinta, mas que não é a a Espanha típica da estepe castelhana, é uma Espanha que eu criei mais sensual, mais impressionista. Não sei porquê, mas sempre acabo por vir a Portugal, onde já estive para fazer “Os anos das Luzes” Aqui encontro talvez uma Espanha que é mais da imaginação e menos real.” (…)


“Para mim este casarão é um lugar onde qualquer coisa é possível e onde os sentimentos e os comportamentos não são sempre ligados pela aborrecida lógica, mas sim pela imaginação e outras coisas”

“Filmo também em Portugal, naturalmente, pelos bons técnicos e especialistas, no que, para este filme, tive imensa sorte”.

Fontes: cambio 16 (Helena Aleixo e Ramiro Cristobal) / wikipedia / imdb / Público /Avaxhome