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sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Danielle Steele, escritora norte-americana


Danielle Fernande Dominique Schuelein-Steel é uma escritora norte-americana, nascida em Nova Iorque, em 1947, cujos dramas românticos estão entre os mais vendidos do mundo.

Filha de John Schulein Steel, pertencente à família dos fundadores da cerveja Lowenbrau, Danielle Steel é descendente de açorianos por parte da sua mãe Norma da Câmara Stone Reis, nascida em Cambridge, filha de um diplomata português (Gil da Camara Stone dos Reis, nascido em Ponta Delgada).

Viveu grande parte da sua infância na França, retornando aos Estados Unidos para completar a sua formação em Moda. Editou seu primeiro romance em 1973, de título "Going Home". Com o seu quarto romance, The Promise, lançado em 1978, Danielle obtém o indestronável estatuto de autora de bestsellers tendo editado mais de 60 romances.

Fontes: wikipedia, Geneall

terça-feira, 15 de julho de 2008

Steve Perry, vocalista de rock luso-americano


Steve Ray Perry nasceu em 1949, em Hanford, California, filho único de Raimundo Pereira e Mary C. Quaresma Pereira, filhos de açorianos naturais da ilha do Pico. Cresceu falando português e dessa meninice recorda uma viagem aos Açores.

O pai, que americanizou o nome para Raymond Perry, também era cantor e partiu à procura do sucesso quando Steve contava sete anos e ainda hoje considera a separação dos pais uma "tragédia pessoal do rock".


Mary voltou a casar tinha o filho 12 anos e mudou-se para Lemoore, onde Steve formou a primeira banda dando-lhe nome inspirado no apelido português da família, Peartree, a árvore das peras em inglês. Aos 16 transferiu-se para Los Angeles correndo atrás do sonho de tornar-se cantor.


Uma fita demo dos Alien Project, banda local onde tocou, chegou, em 1977, às mãos de Herbie Herbet, que procurava vocalista para o Journey e Steve Perry tornou-se a voz da banda, gravou 14 álbuns e vendeu 45 milhões de discos até ao dia em que decidiu fazer carreira a solo.


Os Journey nunca mais fizeram nada sem Steve Perry e ele também não foi longe sem a banda. Ainda assim, o primeiro dos três álbuns a solo, "Street Talk", foi disco platina em 1984 e no ano seguinte brilhou no projecto "We Are the World".

Fonte: Eurico Mendes, Portuguese Times

Video: "We are the World"

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Nuno Bettencourt, o rocker dos Açores


Nuno Bettencourt nasceu na ilha Terceira, em 1966, sendo um dos dez rebentos do casal Ezequiel Mendes e Aureolina Cunha Gil Bettencourt.

Nuno gosta de lembrar que o bisavô Mendes Enes fundou a primeira banda da ilha Graciosa; a avó, Palmira Mendes Enes, fundou a primeira orquestra de jazz dos Açores na ilha Terceira e que o pai deu aulas de música na Base das Lajes e teve depois uma loja de música em Hudson, para onde a família imigrou em 1969.

Todos os manos Bettencourt se dedicam à música e a primeira banda de Nuno foi com os irmãos, ainda no liceu, mas conheceu Gary Cherone, que tinha uma banda chamada Dream, que se tornou Extreme quando Nuno aderiu e vendeu 300.000 cópias do primeiro disco (1988).
As primeiras actuações dos Extreme além fronteiras foram no Festival Maré de Agosto, Santa Maria, em 1986 e no ano seguinte. E uma das últimas aparições juntos antes de se separarem foi também nos Açores, em S. Miguel, para o casamento do Nuno, em 27 de Agosto de 1994, na igreja matriz de Vila Franca do Campo, com a cantora australiana Suze De Marchi, que conheceu durante uma digressão europeia com o canadiano Bryan Adams, que por sinal passou parte da adolescência em Lisboa, onde o pai era funcionário da embaixada canadiana.

No início de 2000, Nuno formou uma banda denominada Mourning Windows, mas que no final do ano se tornou Population 1 e em Janeiro de 2006 passou a ser DreamGod, de que fazem parte Donovan Bettencourt, sobrinho do Nuno e Kevin Figueiredo, baterista luso-canadiano que já vem dos tempos da Mourning Windows.

Em 1991, Nuno era considerado o novo Eddie Van Halen e foi proclamado o melhor guitarrista no Boston Music Awards, batendo Joe Perry (também lusodescendente), do Aerosmith, banda surgida em Boston, em 1969 e que era uma espécie de Rolling Stones da Nova Inglaterra.

Fontes: Eurico Mendes, Portuguese Times; ié-ié


Os Extreme regressaram em 2008, prevendo-se para Agosto o lançamento do seu novo álbum "Saudades de Rock".



Video: "More than words"

sexta-feira, 4 de julho de 2008

"Folklore" de Nelly Furtado (2003)


"Era Verão e estava nos Açores a passar férias na pequena aldeia onde os meus pais nasceram", recorda Nelly. "Estava a observar uma paisagem muito rural, num caminho íngreme que subia por uma colina acima. Foi então que vi um velhote a descer a colina, com um ancinho ao ombro. Vinha com umas galochas, calças de trabalho e uma t-shirt da Coca-Cola. Vi-o e pensei: ‘Isto é o meu álbum!'".


Foi assim que surgiu, o título do segundo álbum de originais da luso-descendente Nelly Furtado: "Folklore".

Férias nos Açores

"Folklore", o seu segundo disco de originais, encontra-se cimentado nas suas origens portuguesas, na vivência dos emigrantes no Canadá, e foi também inspirado por umas férias que Nelly Furtado passou nos Açores: "estava em casa da minha avó, que fica numa colina. A casa tem um terraço onde ela tinha a roupa secar e também muitas fotografias, que estavam em cima de uma mesa. Parecia que toda a casa estava cá fora, no terraço. De repente, começou a chuviscar. Do terraço vê-se o mar, lá em baixo... É uma paisagem lindíssima. E, subitamente, enquanto observava este cenário, passou alguém de carro, com o rádio num volume altíssimo, a ouvir techno!" esta seria mais uma situação passível de ser descrita como "Folklore". Neste disco, tudo se reveste de opostos: feliz/triste, folk/hip-hop, irracional/lógico...

A palavra "Folklore"

Nelly lembra que “Folklore” é uma palavra «mágica e mística», que se prende com a «crença na origem das coisas. Trata-se da história das pessoas, basicamente. Toda a gente, em todo o lado, tem o seu folclore. Pode ser leve, pode ser denso. E não tem de vir do passado. As coscuvilhices sobre as celebridades são folclore moderno», argumenta a cantora, que no teledisco do primeiro single para “Folklore”, ‘Powerless (Say What You Want)', surge entre mulheres trajadas de minhota e madeirense.

Video: "Powerless"

Fontes: Universal, Onde Estás


quarta-feira, 2 de julho de 2008

"Força" de Nelly Furtado escolhido como tema oficial do "Euro 2004"


"Força" de Nelly Furtado foi escolhido pela UEFA como tema oficial do "Euro 2004".

Composto por Nelly Furtado, Gerald Eaton e Brian West, o tema foi o terceiro single do álbum "Folklore" editado em Novembro de 2003, tendo sido interpretado, no dia 4 de Julho de 2004, no Estádio da Luz em Lisboa para finalizar o Campeonato.

O tema, cantado em inglês e português, foi inspirado pela paixão que os portugueses sentem pelo futebol.

"Com uma força, com uma força
Com uma força que ninguem pode parar
Com uma força, com uma força
Com uma fome que ninguem pode matar"



Nelly Furtado confessou que sempre que canta “Força”, a canção oficial do Euro 2004, sente orgulho por ser descendente de portugueses.

'Cada vez que canto "Força" fico logo com um toquezinho de orgulho e alegria. Para mim, esta canção não significa apenas futebol, mas algo mais', disse a cantora luso-canadiana à comunicação social.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Christopher Hampton do Faial para o mundo das letras


Christopher Hampton, dramaturgo, escritor, argumentista e realizador inglês, nasceu em 1946, na ilha do Faial, Açores, filho de um engenheiro britânico que trabalhava na empresa de cabos submarinos Cable & Wireless. Ainda em criança viveu no Egipto e Zanzibar.

Christopher Hampton já recebeu dezenas de prémios, tanto na América como na Inglaterra, onde vive. BAFTAs, Prémio Laurence Olivier, Tony, New York Drama Critics Awards, London Film Critics Awards e um Oscar são apenas alguns dos prémios de renome que constam na sua biografia.

Christopher Hampton ganhou, em 1988, o Oscar ® para Melhor Argumento Adaptado por “Ligações Perigosas”, escrito a partir do romance de Choderlos de Laclos, estando este ano novamente nomeado para o Oscar ® pelo argumento do filme “Expiação” (“Atonement”) com base no livro de Ian McEwan, que é um dos romances mais famosos da década, mas que não parecia ser daqueles que estão talhados para adaptação ao cinema.

Christopher Hampton visitou, aos 70 anos de idade, a sua ilha de nascimento. "Sinto-me em casa e pretendo voltar" foram as palavras de despedida deste homem de letras o mais galardoado Faialista no mundo.

O homem de letras mais galardoado no mundo, que nasceu na ilha do Faial, visitou pela primeira vez, desde criança, a ilha que o viu nascer para participar no festival internacional de artes, Azores Fringe em 2016.



Histórias de criança, as suas primeiras escritas, "anedotas" de projectos e casos nunca antes contados (como o do filme "Ligações Perigosas", que esteve quase para não ver a luz do dia) preencheram a primeira parte da noite. A audiência participou na segunda parte com as suas próprias histórias e conexões familiares com a família Hampton, no Faial. Desde um senhor que trabalhou com o pai do artista, a um outro que o presenteou com o relatório da companhia com a história do pai, no Faial.

Fontes/Mais informações: Jornal audiência (2016) / wikippedia /


terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Tom Hanks, actor de sucesso com raízes açorianas


Tom Hanks, nome artístico de Thomas Jeffrey Hanks (Concord, 9 de julho de 1956) é um dos mais famosos actores norte-americanos, tendo obtido o Oscar ® para melhor actor em dois anos consecutivos: 1993 (com "Filadélfia") e 1994 (com "Forrest Gump"), alcançando uma proeza que anteriormente apenas fora alcançada por Spencer Tracy (com "Lobos do Mar", em 1937,no papel de um português da Madeira, e "Boys Town" em 1938).

Ambos os avós maternos de Tom Hanks, apesar de terem nascido na Califórnia, eram descendentes de açorianos.


A mãe, Janete Marylyn (da família Fraga ou Ferreira), vivia num local onde não faltam memórias lusas, a cidade de Turlock, no Vale de S, Joaquim na Califórnia. Os pais divorciaram-se quando tinha cinco anos. E os filhos mais velhos, incluindo Tom, ficaram com o pai. Já era uma estrela de Hollywood quando reencontrou a mãe. Apenas o irmão mais novo ficou a viver com a mãe e já visitou os Açores e contactou com diversos familiares.

 "Cresci no Norte da Califórnia, onde existe uma larga comunidade de portugueses. Muitos deles trabalham nas indústria da pesca e da agricultura. Havia muitas pequenas cidades que tinham bairros de portugueses, onde se podia comprar chouriço, vinho e outros produtos de Portugal", contou o actor, numa entrevista à revista Máxima. Ele e a mãe, recorda, cresceram "sempre com esta ideia de que éramos portugueses". Quando lhes perguntavam de onde eram, diziam, com orgulho: "Somos portugueses!"


O jornalista Mário Augusto procurou sempre abordar as origens portuguesas de Tom Hanks.
Em entrevista a Mário Augusto, em 2011,  confirmou que a mãe era luso-americana de segunda geração. E que gostava de falar português, mas que a "culpada" era a mãe por nunca lhe ter ensinado português.

Fontes: wikipedia / imdb / "Nos bastidores de Hollywood" de Mário Augusto / Revista Máxima