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sexta-feira, 15 de julho de 2016

Entre Lisboa e Nagasaki no filme "7 gatsu 24 ka dôri no Kurisumasu" ("Christmas na Av. 24 de julho") (2006)


"Christmas na Av. 24 de julho", um título insólito, pelo menos em português. Distinto do significado que tem para o mundo ocidental, o Natal para o povo japonês é apenas uma época romântica. E é nesse ambiente de busca por um relacionamento que a protagonista devaneia.

Baseado na novela homónima de Shuichi Yoshida, este filme decorre em duas cidades distantes entre si, mas que o autor considera serem muito semelhantes - Lisboa e Nagasaki.


A protagonista, uma rapariga que, por influência de um livro de "manga" que vai lendo, imagina estar em Lisboa durante algumas situações, justifica os devaneios da sua imaginação com as muitas e diferentes características que Lisboa e Nagasaki têm em comum - os eléctricos, as colinas, as vielas e, em particular, um candeeiro de iluminação pública que existe, de facto, no centro do Largo das Portas do Sol e que tem um "gémeo" em Nagasaki.

Ao longo do filme, diversos raccords entre aspectos das duas cidades assinalam a transição da protagonista entre o seu mundo real, Nagasaki, e o seu mundo fantasiado, Lisboa.

Rua Augusta

Vestígios do mundo real lastram o cenário da imaginação.


Rua das Açucenas à Ajuda.

O realizador explora inúmeros planos de eléctricos em diversos locais da cidade, pois eles são o meio de transporte da protagonista também em Nagasaki.



Praça de Luís de Camões numa perspectiva pouco acessível.


Praça da Figueira

Explorando a enorme diversidade de cenários disponíveis



Calçada de São Francisco.


Uma singular perspectiva da Rua da Voz do Operário à Graça.


A Rua da Bica Duarte Belo aparece diversas vezes no decurso do filme e sempre em planos distintos.



Deserto, o Largo das Portas do Sol com uma única "turista".


A igreja de São Vicente de Fora. 


Encontrada a sua paixão, no final do filme a protagonista consegue transportá-la até ao seu mundo imaginado, cada vez mais real.


Talvez por intenção, ou talvez não, a verdadeira Avenida 24 de Julho nunca aparece. Surge aqui junto ao Mosteiro dos Jerónimos.
 

Texto e imagens: Lisboa no cinema (adaptado) 

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Histórias madeirenses de Marina Oliver: “A Fatal Slip” (2011) e "Mischief in Madeira" (2014)


Marina Oliver é uma escritora inglesa, nascida em 1934, cuja obra literária se iniciou em 1974, tendo assinado igualmente com diversos pseudónimos como Sally James, Donna Hunt, Bridget Thorn, Vesta Hathaway, Livvy West e Laura Hart.

Marina divide o seu tempo entre Shropshire, na Inglaterra, e a Ilha da Madeira onde se radicou, tendo lançado livros cuja acção se localiza na Ilha da Madeira como "A Fatal Slip" e "Mischief in Madeira".


Em “A Fatal Slip” (de 2011), o primeiro livro da série de livros de mistério de Dodie Fanshaw, Dodie, uma antiga estrela de Hollywood, encontra-se na Madeira a apoiar a rodagem de um documentário sobre a sua vida e a relação com os seus vários maridos.

Dodie não está satisfeita com a atitude do seu filho Jake, que lhe pede constantemente dinheiro. Em vez de regressar a Inglaterra, Jake permanece na Madeira, gerando atritos com os amigos de Dodie, com um dos actores, com a família madeirense que gere o hotel onde ele está hospedado, e com uma mulher mais velha e rica com quem tem um caso.

A situação torna-se intolerável quando Jake, embriagado, na véspera de Ano Novo, entra, sem ser convidado, numa festa a decorrer num iate, disposto a assistir ao fogo de artifício anual na cidade do Funchal. Quando ocorre um acidente fatal, Dodie tem que descobrir se foi um crime ou um acidente.


Em "Mischief in Madeira" (de 2014), Catherine está de visita aos pais que vivem na Ilha da Madeira. Catherine está interessada em saber se haverá viabilidade em lançar na ilha o seu negócio de confecção de roupas de festa para as crianças.

Catherine e o seu ex-marido, a estrela de golfe Justin O'Brien, encontram Keith Livermore numa festa organizada pelos pais de Dominic Thorn. Dominic também foi um golfista profissional, mas agora dirige um negócio de venda de equipamentos de golfe através da Internet.

Quando Dominic rejeita uma proposta de Keith Livermore, que quer lançar lojas em Espanha e em Portugal, este tona-se agressivo. E Dominic pede a ajuda de vários amigos na Ilha da Madeira, entre os quais Catherine e o seu pai, Major, que tivera um caso com a mãe de Keith.

Fontes: Página Oficial / wikipedia

terça-feira, 15 de abril de 2014

Novela "Paixões Proibidas" com base na obra de Camilo (2006)


“Paixões Probidas” é uma telenovela luso-brasileira, co-produzida pela RTP e pela Rede Bandeirantes, da autoria do brasileiro Aimar Labaki, tendo por base três obras do escritor português Camilo Castelo Branco: “Amor de Perdição”, “Mistérios de Lisboa” e “O livro negro do Padre Dinis”.


A novela decorre em quatro localidades diferentes: Lisboa, Coimbra, Rio de Janeiro e na pequena Vila de Resende, interior do Brasil. As gravações em exteriores foram realizadas nos dois países (em Portugal em localidades como Lisboa, Coimbra e Sintra) e as gravações em estúdio, no Rio de Janeiro.

Os co-produtores pretendiam realizar uma obra que se adequasse ao gosto dos públicos brasileiro e português, já que a exibição de “Paixões Proibidas” seria praticamente simultânea e contava no seu elenco com actores brasileiros e portugueses, contudo a telenovela não teve sucesso em ambos os países.

O elenco português incluiu actores como São José Correia, Virgílio Castelo (que foi igualmente um dos directores da novela), Leonor Seixas, Ana Bustorff, Carlos Vieira, Pedro Lamares, Nuno Pardal, Henrique Viana, Natália Luiza e Julie Sargeant.


Sinopse 

Três histórias de amor têm como cenário os conturbados anos iniciais do século XIX na cidade do Rio de Janeiro, na pequena Vila de Resende (interior do Brasil), em Coimbra e Lisboa.

Simão e Teresa (interpretados pelos jovens actores Brasileiros Miguel Thiré e Anna Sophia Folch), filhos de famílias divididas por ódios que atravessam os anos, apaixonam-se perdidamente e este amor vai desdobrar-se em diversas tragédias e aventuras.


O padre Dinis (Virgílio Castelo) é um homem misterioso que tem mais três identidades - um poeta fidalgo, um vingador encapuzado e um duque francês, que dedica a sua vida a ajudar os jovens amantes e os injustiçados, tentando assim purgar a sua culpa por erros do passado. O padre luta ainda contra o amor que sente por Antónia Valente, uma mulher que dedica a vida ao padre e à procura da sua filha, roubada ainda no berço.

Alberto de Miranda (o actor brasileiro Felipe Camargo) é um ex-corsário que fez riqueza com a pirataria, mas que agora sonha com uma nova vida, como um respeitado empresário. Em Portugal, se envolve com Elisa de Mandeville (São José Correia), a Duquesa de Ponthieu, e ao chegar ao Brasil, tenta se regenerar por amor a Eugênia Valente. No entanto, seus segredos serão ameaçados pela duquesa, que quer vingança por ter sido trocada.

Todos vivem “Paixões Proibidas” e não imaginam que os seus destinos estão prestes a se cruzar…


Curiosidades

Após a bem-sucedida reposição da novela “Mandacaru”, originalmente exibida na Rede Manchete, a Band (Rede Bandeirantes) investia numa telenovela de época contando com os mesmo artifícios de produção: nudez, violência e uma requintada produção de época. Todavia, a história não obteve o sucesso esperado.

O primeiro título pensado para a novela foi "Amor de Perdição", depois "Amores Proibidos", até chegar no definitivo "Paixões Proibidas".

A história decorre num período de tempo em que as pessoas circulavam com facilidade entre Portugal e Brasil - graças à Carreira das Índias que ligava Lisboa, Rio de Janeiro e Goa - e assume-se como um retrato do antigo Império.

A telenovela retrata a sociedade brasileira nos anos anteriores à vinda da família real portuguesa para o Brasil, em 1808. Em paralelo, mostrou a resistência portuguesa à invasão das tropas de Napoleão Bonaparte. Nunca, até então, uma telenovela havia retratado essa época tão importante para a história brasileira.

Fontes: wikipedia / PravdaRTP / Band ; Video: abertura/genérico

 
 
 
 
 

sábado, 15 de março de 2014

Jarbas Junior aborda temáticas portuguesas em “Navio Português” (2004) e “A Espada de Camões” (2012)


O escritor cearense Jarbas Junior publicou em 2004 a epopeia moderna “Navio Português”, que abrange um conjunto de poesias identificadas com os justos e nobres anseios da lusofonia.

"Navio Português" é bem a prova desse mérito, pela grandeza do tema e pela força literária com que se apresenta. Nele as ressonâncias de Camões e de Fernando Pessoa são mais do que simples influências: lembram contactos mediúnicos …, revelações telepáticas – como é sugerido no prefácio que, mais do que uma introdução, é verdadeiro canto de amor a Portugal.

Nem poderia ser diferente: “Navio Português” é, todo ele, uma celebração da terra lusitana, “o país que coube numa nau”, segundo o primoroso achado do poeta. Jarbas Junior traz a lume um rosário de cantos e acalantos em louvor à terra lusitana, onde celebra os seus heróis e poetas, evoca os imperecíveis feitos de Vasco da Gama, Camões, Cabral, e descortina em luminosa metáfora os cenários esplêndidos das paisagens ibéricas.


“A Espada de Camões”

“A Espada de Camões” narra, de uma forma ficcional, a vida e aventuras do maior poeta português. O livro de Jarbas Junior apresenta Camões "de modo incomum, como aventureiro de terras e mares, em ritmo alucinante, com enredo de estilo cinematográfico, envolvente, dinâmico, cativante".

O romance “A Espada de Camões” surge para revelar ao mundo as aventuras e proezas de um herói que foi poeta; oferecendo assim, aos leitores de todas as idades, um modelo de virtudes e conduta moral a ser seguido.


Não se trata de uma biografia e sim de um romance, onde ficção e realidade se misturam a bel prazer do autor, que até consegue salvar de um fim ingrato a bela Dinamene, desaparecida após um naufrágio na costa da África, quando se perderam também diversos manuscritos do grande poeta lusitano.

No livro, a bela chinesa continua viva, mas Camões não sabe. Ela, também, pensa que ele desapareceu no mar, até que chega às suas mãos um exemplar de “Os Lusíadas”, publicado dez anos após o naufrágio. Mas… Tem sempre um mas… Ela está casada com outro, o capitão do galeão espanhol que a salvou e mora em Madrid.

Do porte de um Dante, Virgílio, Cervantes – Camões se vê cercado por uma caterva de nobres invejosos, que impedem seu acesso à corte e tentam roubar seu precioso manuscrito…

Fontes: Casa do Ceará / Thesaurus / Nosrevista / Márcio Catunda / Edmilson Caminha / Google books


quarta-feira, 20 de novembro de 2013

As múltiplas versões de “Canção do Mar"


"Canção do Mar", com letra de Frederico de Brito e música de Ferrer Trindade, foi inicialmente cantada por Maria Odete Coutinho, no âmbito de um espectáculo dos Companheiros da Alegria.

A canção foi igualmente interpretada por Carlos Fernando, integrante dos conjuntos musicais da chamada linha de Cascais, que um dia a levou ao Talismã, o programa da manhã no Rádio Clube Português, apresentado por Armando Marques Ferreira, António Miguel, Mary e o sr. Messias.


Seria, no entanto, o Conjunto de Mário Simões a gravar em 1953, nos Estúdios da Emissora Nacional, em Lisboa, o primeiro de uma longa série de discos de 78 rotações por minuto que incluía no lado A o original de “Canção do Mar”, que tinha sido oferecida ao conjunto. 


Nessa época (1954), o realizador francês Henry Vernueil decide rodar em Lisboa parte do seu filme “Les Amants du Tage” (“Os Amantes do Tejo” na versão portuguesa ou "Tagus Lovers" para os anglófonos), protagonizado por Daniel Gelin e Trevor Howard e convidou Amália para um pequeno papel.


Amália canta dois fados no filme: a versão politicamente correcta de “Mãe Preta”, do brasileiro Caco Velho, com o título de “Barco Negro”, e “Canção do Mar”, mas com outra letra e o título de “Solidão”, pois o realizador francês “embirrou” com a letra de Frederico de Brito e encomendou outra letra ao poeta e catedrático David Mourão-Ferreira.



Mas “Solidão” não fez grande sucesso na altura, pois foi, logo em 1956, recuperada a letra original de Frederico de Brito, para “Canção do Mar”, a qual foi gravada no Brasil inicialmente por Agostinho dos Santos e, no ano seguinte, por Almir Ribeiro.


Ainda em 1956, “Canção do Mar” é adaptada à língua francesa, pelo letrista Jacques Plante, sob o título de “Trop de Joie”, sendo gravada, em ritmo fado-fox, por Yvette Giraud, que já fora a responsável pelo lançamento em frança de “Coimbra”, ou “Avril au Portugal” na sua versão em francês, o maior sucesso da música portuguesa.


Foram igualmente editadas em inglês, ainda na década de 50, duas versões distintas. “Song of the Sea”, com letra de Jimmy Lally, que foi interpretada por artistas como Winifred Atwell; com a participação da orquestra de Frank Chacksfield, e Caterina Valente. E “Goodbye my love”, com letra de Lew Monroe e Craig Stevens, cantada por Maria Pavlou.


Outras versões lançadas na década de 50 foram as adaptações em espanhol, “Cancion del Mar”, com letra de Gustavo Dasca, em finlandês, com o título “Liian onnellinen”, com letra de Itä, em ritmo Beguine, popularizado por Maynie Sirén Laulaa, e em alemão, com letra da autoria de Willy Hoffmann, com o nome de “Traum Elegie”.

E ainda a versão em italiano, "Canzone del Mare", com letra de Misselvia, gravada em ritmo baião pela Orchestra Angelini.



Em Portugal, Anamar incluiu uma versão da “Canção do Mar” no seu álbum “Almanave”, de 1987, mas foi sobretudo Dulce Pontes que relançou a composição de Ferrer Trindade incluindo-a no álbum “Lágrimas”, editado em 1993.


A adaptação de Dulce Pontes tornou-se a mais conhecida versão de “Canção do Mar”, sendo incluída nas bandas sonoras de filmes e séries norte-americanas, como "A Raiz do Medo" (título inglês - "Primal Fear"), no qual Richard Gere contracena com Edward Norton, "Atlantis: O Continente Perdido" (título inglês - "Atlantis: The Lost Empire"), da Disney, e no genérico da série “Southland”.

Curiosamente, “Canção do Mar” foi incluída na banda sonora de duas telenovelas brasileiras: a versão de Amália (“Solidão”), acompanhada pelo saxofonista americano Don Byas, na banda sonora de “Semideus” (1973), da TV Globo; e a versão de Dulce Pontes na abertura da telenovela “As Pupilas do Senhor Reitor” (1994-1995), da SBT.


A cantora brasileira Roberta Miranda regravou igualmente o tema em 1995, na sequência do sucesso de Dulce Pontes, tal como muitos outros artistas internacionais que cantaram as suas próprias versões, com letras distintas das adaptações dos anos 50, como a italiana Milva (com a versão em alemão, ”Das Já Zum Leben”, 1999), a francesa Héléne Segara (“Elle tu l'aimes”, 2000), o porto-riquenho Chayanne (“Oye, Mar”, 2000), a hispano-argentina Chenoa (“Oye, Mar”, 2002), ou as turcas Aysegül Aldinc (“Güle Güle”, 2002), Seden Gürel (“Ben Kadinim”, 2002), ambas com o subtítulo“Solidão” e a inglesa Sarah Brightman (“Harem”, 2003).





O cantor espanhol Júlio Iglésias gravou o tema em português no seu disco “Ao meu Brasil”, destinado ao mercado brasileiro, com uma letra adaptada: “Canção do Mar (Meu Brasil, Meu Portugal”).

E o cantor polaco Marek Torzewski editou em 2002 no seu álbum “Nic Nie Dane Jest Na Zawsze” uma versão intitulada "Wiem, Ze Nic ...".

Fontes: Portuguese Times (Eurico Mendes) / João Carlos Calixto (sobre Mário Simões) / Truca (sobre Maria Odete Coutinho) / Wikipedia

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Video de "Ein ganzer sommer" dos Virginia Jetzt rodado em Portugal (2004)



O grupo alemão Virginia Jetz editou em 2004 o single "Ein ganzer sommer" (em português "um verão inteiro). O video foi realizado por Benni Quabeck e acompanha a viagem algo simbólica de 4 jovens durante o período do verão, pelo que exigia terrenos acidentados e diferentes zonas de vegetação, floresta, rio e mar, o que foi possível encontrar em Portugal numa extensão de 50 quilómetros, evitando o versão chuvoso que fazia na Alemanha.
   







Diário de rodagem (fotos)

Video: Vimeo