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domingo, 15 de fevereiro de 2015

Videoclip de "Indecisão" de Netinho gravado na Ilha Terceira (1999)


O cantor Netinho obteve muito sucesso em meados da década de 90 com o seu disco “Netinho ao vivo” que incluía o seu grande êxito "Milla” que bateu todos os recordes de execução de radio em todo Brasil, e que foi igualmente o seu maior sucesso em Portugal.

Em 1998 lançou o espectáculo “Rádio Brasil”, que revolucionou o mercado dos espectáculos ao vivo no Brasil. O espectáculo apresentava 18 clipes projectados por 2 projectores de cinema sobreopostos numa tela do tamanho do fundo do palco.

Um dos temas incluídos em "Rádio Brasil" foi "Indecisão", que fez parte da banda sonora da novela da Globo "Andando nas Nuvens", e cujo video clip foi gravado em Portugal, na Ilha Terceira, nos Açores, no início de 1999, com o apoio da Universal Portugal.




Video: Youtube (com qualidade de audio deficiente); vide áudio

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

As múltiplas versões de “Canção do Mar"


"Canção do Mar", com letra de Frederico de Brito e música de Ferrer Trindade, foi inicialmente cantada por Maria Odete Coutinho, no âmbito de um espectáculo dos Companheiros da Alegria.

A canção foi igualmente interpretada por Carlos Fernando, integrante dos conjuntos musicais da chamada linha de Cascais, que um dia a levou ao Talismã, o programa da manhã no Rádio Clube Português, apresentado por Armando Marques Ferreira, António Miguel, Mary e o sr. Messias.


Seria, no entanto, o Conjunto de Mário Simões a gravar em 1953, nos Estúdios da Emissora Nacional, em Lisboa, o primeiro de uma longa série de discos de 78 rotações por minuto que incluía no lado A o original de “Canção do Mar”, que tinha sido oferecida ao conjunto. 


Nessa época (1954), o realizador francês Henry Vernueil decide rodar em Lisboa parte do seu filme “Les Amants du Tage” (“Os Amantes do Tejo” na versão portuguesa ou "Tagus Lovers" para os anglófonos), protagonizado por Daniel Gelin e Trevor Howard e convidou Amália para um pequeno papel.


Amália canta dois fados no filme: a versão politicamente correcta de “Mãe Preta”, do brasileiro Caco Velho, com o título de “Barco Negro”, e “Canção do Mar”, mas com outra letra e o título de “Solidão”, pois o realizador francês “embirrou” com a letra de Frederico de Brito e encomendou outra letra ao poeta e catedrático David Mourão-Ferreira.



Mas “Solidão” não fez grande sucesso na altura, pois foi, logo em 1956, recuperada a letra original de Frederico de Brito, para “Canção do Mar”, a qual foi gravada no Brasil inicialmente por Agostinho dos Santos e, no ano seguinte, por Almir Ribeiro.


Ainda em 1956, “Canção do Mar” é adaptada à língua francesa, pelo letrista Jacques Plante, sob o título de “Trop de Joie”, sendo gravada, em ritmo fado-fox, por Yvette Giraud, que já fora a responsável pelo lançamento em frança de “Coimbra”, ou “Avril au Portugal” na sua versão em francês, o maior sucesso da música portuguesa.


Foram igualmente editadas em inglês, ainda na década de 50, duas versões distintas. “Song of the Sea”, com letra de Jimmy Lally, que foi interpretada por artistas como Winifred Atwell; com a participação da orquestra de Frank Chacksfield, e Caterina Valente. E “Goodbye my love”, com letra de Lew Monroe e Craig Stevens, cantada por Maria Pavlou.


Outras versões lançadas na década de 50 foram as adaptações em espanhol, “Cancion del Mar”, com letra de Gustavo Dasca, em finlandês, com o título “Liian onnellinen”, com letra de Itä, em ritmo Beguine, popularizado por Maynie Sirén Laulaa, e em alemão, com letra da autoria de Willy Hoffmann, com o nome de “Traum Elegie”.

E ainda a versão em italiano, "Canzone del Mare", com letra de Misselvia, gravada em ritmo baião pela Orchestra Angelini.



Em Portugal, Anamar incluiu uma versão da “Canção do Mar” no seu álbum “Almanave”, de 1987, mas foi sobretudo Dulce Pontes que relançou a composição de Ferrer Trindade incluindo-a no álbum “Lágrimas”, editado em 1993.


A adaptação de Dulce Pontes tornou-se a mais conhecida versão de “Canção do Mar”, sendo incluída nas bandas sonoras de filmes e séries norte-americanas, como "A Raiz do Medo" (título inglês - "Primal Fear"), no qual Richard Gere contracena com Edward Norton, "Atlantis: O Continente Perdido" (título inglês - "Atlantis: The Lost Empire"), da Disney, e no genérico da série “Southland”.

Curiosamente, “Canção do Mar” foi incluída na banda sonora de duas telenovelas brasileiras: a versão de Amália (“Solidão”), acompanhada pelo saxofonista americano Don Byas, na banda sonora de “Semideus” (1973), da TV Globo; e a versão de Dulce Pontes na abertura da telenovela “As Pupilas do Senhor Reitor” (1994-1995), da SBT.


A cantora brasileira Roberta Miranda regravou igualmente o tema em 1995, na sequência do sucesso de Dulce Pontes, tal como muitos outros artistas internacionais que cantaram as suas próprias versões, com letras distintas das adaptações dos anos 50, como a italiana Milva (com a versão em alemão, ”Das Já Zum Leben”, 1999), a francesa Héléne Segara (“Elle tu l'aimes”, 2000), o porto-riquenho Chayanne (“Oye, Mar”, 2000), a hispano-argentina Chenoa (“Oye, Mar”, 2002), ou as turcas Aysegül Aldinc (“Güle Güle”, 2002), Seden Gürel (“Ben Kadinim”, 2002), ambas com o subtítulo“Solidão” e a inglesa Sarah Brightman (“Harem”, 2003).





O cantor espanhol Júlio Iglésias gravou o tema em português no seu disco “Ao meu Brasil”, destinado ao mercado brasileiro, com uma letra adaptada: “Canção do Mar (Meu Brasil, Meu Portugal”).

E o cantor polaco Marek Torzewski editou em 2002 no seu álbum “Nic Nie Dane Jest Na Zawsze” uma versão intitulada "Wiem, Ze Nic ...".

Fontes: Portuguese Times (Eurico Mendes) / João Carlos Calixto (sobre Mário Simões) / Truca (sobre Maria Odete Coutinho) / Wikipedia

sexta-feira, 15 de março de 2013

“A Casa da Rússia” de John le Carré (1989)


John Le Carré, pseudónimo do escritor britânico David Cornwell, publicou em 1989 “The Russia House”, um romance de espionagem que decorre no fim da Guerra Fria.

“A Casa da Rússia” conta-nos a história de Barley Blair num livro que nos leva de Moscovo a Leninegrado, a Londres e, finalmente, a Lisboa, onde se desenrola uma parte importante da história, pois é em Portugal que é interrogado pelos serviços secretos ingleses.

É famosa a referência ao Príncipe Real, e aos discursos de um velho místico que seria o professor Agostinho da Silva.

Le Carré

Sinopse

Katya Orlova, amiga e ex-amante de Dante, um famoso cientista soviético, tenta entregar um livro  do seu amigo a Bartholomew Blair, um editor inglês, para que este as publique no Ocidente.

A obra, que contém segredos militares que podem ser vitais para a defesa do Ocidente, é extraviada e fica na posse dos Serviços Secretos Britânicos. Estes, especialmente o sector conhecido como Casa da Rússia, pretendem que Blair se encontre com Katya para descobrir quem é o autor destas obras e se há veracidade nas informações.

Contudo, a aproximação de Katya com Blair, não só fisica mas também emocional, vai agitar com as instruções primeiramente dadas a Blair.

No fim, Katya e a sua família prosseguem a sua vida em tranquilidade, Goethe (Dante), que tinha estado hospitalizado, é considerado morto, por causa natural, e Blair instala-se em Lisboa, onde tinha casa e recomeça a sua vida.

Agostinho da Silva, filósofo português

Agostinho da Silva

Num dos vídeos de “Conversas Vadias”, Cáceres Monteiro, lê a Agostinho da Silva umas linhas de John Le Carré que, em “A Casa da Rússia”, tem uma famosa referência ao Jardim do Príncipe Real, e aos discursos de um velho místico que seria o professor Agostinho da Silva a ocasionais discípulos , “por vezes, durante o dia, [chegara a] ouvir os discursos de um velho místico, com rosto de santo, que gosta de receber os seus discípulos, discípulos de todas as idades…”.

Agostinho da Silva, escutando a leitura da citação, comenta: “Se fosse navio, não tinha jeito para ser rebocador, e em terra continua da mesma maneira”.

Acrescenta, combatendo a hipótese da sua santidade: “Depois, ele [John le Carré] fala no tal místico com cara de santo. Eu suponho que ele estava de lado, só viu metade da cara. Se tivesse visto a outra metade, talvez mudasse de opinião…”.


Adaptação ao cinema

O livro "A Casa da Rússia" foi adaptado para o cinema em 1990, cerca de um ano depois da sua publicação, com título homónimo, sob a direcção de Fred Schepisi e com a interpretação de Sean Connery e Michelle Pfeiffer.

As cenas finais foram filmadas em Lisboa.


Opinião  de Fred Schepisi

Amei Lisboa. Ainda mais depois de ter estado na Rússia durante meses, o que na altura era muito complicado, com racionamento de comida, roupa e outros bens. Achei Lisboa encantadora. Tivemos imenso apoio e ajuda para conseguir o melhor das cenas lá. E adorámos a comida e os vinhos. Ficámos muito seduzidos pela cultura.





Alcatifas Lusotufo :)

Fontes: Filipe d’Avillez, Revista “Os Meus Livros” (adaptado) / Infopedia  / Wikipedia (filme)  / C7nema.netC7nema.net / A viagem dos Argonautas (sobre Agostinho da Silva) / Captomente (cenas do filme)

domingo, 30 de setembro de 2012

"Crónica do Rei Pasmado" de Gonzalo Torrente Ballester (1989)


O escritor galego Gonzalo Torrente Ballester constrói, em pouco menos de 200 páginas, uma narrativa (*) bem humorada e repleta de críticas à pretensa moral e bons costumes da Igreja, com uma premissa imaginativa

(*) «sherzo em re(i) maior alegre, mas não demasiado» é como o autor lhe chama.

São numerosos os personagens e os factos históricos discretamente transfigurados ao longo da estória que os “institui pela palavra”. A começar pelo “rei pasmado”: Filipe IV (terceiro de Portugal), então com os seus 20 anos de idade e 4 ou 5 de reinado.
 


Certa noite, depois de uma visita “às meninas”, o jovem soberano não consegue tirar da cabeça o corpo da cortesã Marfisa.

Os severos costumes impostos pela inquisição impedem o Rei de manter um relacionamento intimo com a Rainha. Com o apoio de um padre jesuíta, um português chamado Almeida, o único dos presentes que justificou os devaneios do Rei, o Rei vai procurar rodear esta difícil situação.





Sinopse

A partir do pasmo extasiado do rei ao ver pela primeira vez uma mulher nua, e ao querer ver nua também a rainha, toda uma intriga se tece na corte, metendo nobres, inquisidores, uma afamada meretriz, um jesuíta português, a superiora do convento; toda uma tela de uma obra que bem justifica o qualificativo de pitoresca, num divertimento de primeira água.




Sucesso no Cinema (1991)

As aventuras do «rei pasmado» foram adaptadas ao cinema, num filme dirigido por Imanol Uribe, em que a figura do desenvolto jesuíta padre Almeida é interpretada pelo actor português Joaquim de Almeida.

O filme – uma co-produção hispano-franco-portuguesa - foi rodado em Espanha (Toledo, Ávila, Madrid, El Escorial, Salamanca) e em Guimarães (no coração histórico).

Videos: (1) (2) (3)




Padre Almeida (interpretado por Joaquim de Almeida)

"Nem todos os da procissão entraram, só os que tinham assento no Supremo, quer como membros titulares quer como teólogos convidados; ou seja, consultores, e entre estes figurava um jesuíta português, o padre Almeida, bastante novo ainda, mas de rosto queimado pelos sóis brasileiros.

O padre Almeida estava de passagem por Madrid: tinham-no destinado a capelão secreto de uma casa de Inglaterra, porque o outro capelão tinha sido justiçado, o que era o mesmo que admitir que não restava muito tempo de vida ao padre Almeida; mas não parecia acabrunhado nem entristecido, nem tão-pouco entusiasmado com o seu futuro martírio: comportava-se com naturalidade, muito mais do que os seus companheiros, apesar da reputação de teólogo sábio que o seu reitor proclamava na carta de apresentação para o Inquisidor-mor com que justificava a sua presença."




O padre Almeida chocava um pouco entre os restantes clérigos, porque usava por cima da sotaina um colarinho à francesa, e porque, ao desabotoá-la por causa do calor, se lhe tinham visto meias pretas e calção. Mas, como estrangeiro, não lho levavam a mal.

"O padre Almeida, sim. O padre Almeida é português, e sabe mais das coisas do mar do que Vossas Mercês".




D. Francisca de Távora

A rivalidade entre o rei e o o Conde de Villamediana (que terá inspirado a Gonzalo Torrente Ballester o seu da Peña Andrada) foi motivada pela inocente doña Francisca de Tavora, filha do português D. Martim Alonso de Castro, general das galeras de Portugal  e vice-rei da Índia, que o Rei também cortejava.




O Rei elogia a forma de dançar de D. Francisca, que o informa que aprendeu a dançar “em todas as ilhas perdidas desses mares onde os homens e as mulheres dançam, mas muito especialmente no Norte de Portugal“

D. Francisca de Távora (ou D. Paca, como é igualmente é identificada) foi interpretada no filme pela actriz espanhola Eulalia Ramón, que dança a chacona.





Camões e Ronsard

Deve ser essa doidivanas de Dona Paca de Távora.
O conde respondeu-lhe com uma ligeira inclinação de cabeça.
- É mui formosa, Majestade.
- A Rainha não nutre simpatia por ela.
- É natural, senhor. Uma refinada francesa e uma exuberante portuguesa não estão
destinadas a entender-se. É como se Vossa Majestade comparasse Camões com Ronsard.
- De Camões li muitos versos, mas a esse outro nunca o ouvi nomear.
- Certamente, senhor, Sua Majestade a Rainha sabê-lo-á de cor.

Fontes: Edição digital do livro / A minha estante / Passamos como o rio / El Pais / Tese Erica Myeko Ohara  


 

sábado, 15 de setembro de 2012

Joaquim Almeida ... entre Lisboa e Hollywood

(como Hernan Reyes em "Fast Five")

Nascido a 15 de Março de 1957, em Lisboa, frequentou o Conservatório Nacional de Lisboa mas deixou o País para desenvolver uma carreira feita sobretudo no estrangeiro, em particular nos Estados Unidos da América. Os seus primeiros tempos foram difíceis, tendo exercido diversas profissões, entre elas, empregado de mesa. 

Fluente em seis línguas, continuou a sua carreira actuando quer nos Estados Unidos da América, quer em diversos países como Portugal, Inglaterra, Espanha, França, Itália, Brasil, Argentina e Alemanha.

(com Isabelle Hupert em "Milan Noir", 1988)

Não faz questão de ser o actor principal. Gosta de fazer papéis secundários desde que sejam bons. Começou a ganhar um certo estatuto como mau da fita.
 
Como tudo começou

Casou pela primeira vez na Áustria em 1976 com a pianista clássica húngara Andrea Nemetz, que era amiga de António Vitorino de Almeida. Ela tinha uma bolsa de estudos para os Estados Unidos para ir fazer um doutoramento na Julliard School. E Joaquim de Almeida decidiu ir até aos Estados Unidos tentar fazer cinema. Tinha dezanove anos.

Começou por estudar inglês, em “full-time”, entrou para a escola de teatro e foi trabalhado como barman. Fez vários cursos e entrou para a escola de Lee Strasberg. Estudou com Nicholas Ray, que foi seu professor e o ajudou bastante. Graças a ele conseguiu três bolsas de estudo para a New York University. Na altura dizia-lhe para não se preocupar com o sotaque, para se preocupar apenas com a dicção.

O Strasberg dizia-lhe: “Gostamos de trabalhar com actores com sotaque estrangeiros, não te preocupes, vais conseguir”.

(com Isabel Otero em "Terre Sacrée", 1988)
Primeiros trabalhos

Fez teatro amador e conseguiu uma figuração em “The Soldier” (“O Soldado”, 1982), filme que se traduziu na sua estreia cinematográfica. Depois teve um pequeno papel em “The Honorary Consul” (“O Cônsul Honorário”, 1983), em que contracenou com Michael Caine, Richard Gere e Bob Hoskin ...

Estava a fazer uma peça de Natal, que é uma coisa muito comum nos Estados Unidos, e há uma senhora, amiga de uma sua amiga, directora de casting da Paramount que estava a assistir.


Gostou de o ver, e no final deixou-lhe um cartão e sugeriu que fosse a uma série de agências para fazer audições. Teve a sorte de ir a duas – uma para um anúncio aos chocolates Cadbury e outro para o filme “The Soldier”, de James Glickenhaus – e sair de lá com os dois trabalhos. Assinou logo um contrato de dois anos com a agência.

Na altura saiu um convite para entrar numa “soap opera”, onde ia receber cem mil dólares durante dois anos, o que era muito dinheiro para a época. Mas a sua agente convenceu-o a recusar e ainda bem, porque passado pouco tempo apareceu o filme dos irmãos Taviani “Good Morning Babylon”.


 “Good Morning Babylon” (1987)

Há filmes que foram importantes na sua carreira, como o “Good Morning, Babilon” dos irmãos Taviani, porque o lançou como actor principal na Europa. Depois do filme dos Taviani ter ido a Cannes [abriu o festival de Cannes de 1987], fez quatro filmes em França e dois em Itália. 

"Um filme dos Taviani com um actor português e cá passou quase despercebido, o que é típico de Portugal. Felizmente o filme teve muito sucesso em França e Itália."


“Good Morning, Babylon” (“Bom Dia, Babilónia”, 1987) era uma co-produção italo-americana que relata os primórdios do cinema, nomeadamente as rodagens de “Intolerance” (“Intolerância”, 1916), de D.W. Griffith. 


Sandino (1990)

Em 1990 participa no filme "Sandino", do realizador chileno Miguel Littin, onde interpreta papel de Augusto César Sandino, o líder nicaraguense que inspirou a FSLN, Frente Sandinista de Libertação Nacional, do Daniel Ortega, que derrubou o ditador Anastácio Somoza.

(Col. Felix Cortez em "Perigo Imediato")

Anos 90/Século XXI

Após alguns trabalhos em Espanha, França, Itália e Portugal, iniciou a sua melhor fase, participando em “El Rey Pasmado” (“O Rei Pasmado”,1992), baseado no romance de Gonzalo Torrente Ballester, e em títulos bem sucedidos de Hollywood, como “Clear And Present Danger” (“Perigo Imediato”, 1994), ao lado de Harrison Ford, “Only You” (“Só Tu”, 1994), onde contracenou com Marisa Tomei e Robert Downey Jr., e “Desperado” (1995), no papel de vilão, ao lado de Antonio Banderas.
 
(com António Banderas em "Desesperado")
(com Bonnie Hunt e Robert Downey Jr. em "Only You")
Continuou a marcar presença constante em produções internacionais, como o filme brasileiro “O Xangô de Baker Street” (1999/2001), onde foi Sherlock Holmes, e “Behind Enemy Lines” (“Atrás das Linhas do Inimigo”, 2001), onde contracenou com primeiras figuras de Hollywood, como Gene Hackman e Owen Wilson.



Em 2007 protagoniza com Christina Hendricks (da série "Mad Man") o filme "La Cucina", um drama romântico sobre a vida, o amor e a alegria de cozinhar.


Participa em 2008 nos filmes "Oscar - una pásion realista", de Lucas Fernandez, em que interpreta o pintor Oscar Dominguez, contemporâneo de Picasso, e "The Burning Plain", de Guillermo Arriaga (argumentista de "Amores Perros" e "Babel"), formando com Kim Basinger um casal (Gina e Nick) que tem de lidar com uma ligação amorosa clandestina.


Em 2008 interpreta o Presidente René Barrientos em “Che – Guerrilha”, de Steven Soderbergh, onde contracena com Benicio del Toro e Framka Potente (na imagem),  e em 2011 participa em “Velocidade Furiosa 5: Assalto no Rio” , onde faz de Hernan Reyes.

(estreia na TV norte-americana, com Don Johnson, em Miami Vice)

Televisão

Joaquim de Almeida trabalha igualmente em televisão, tendo-se iniciado com um papel em Miami Vice, onde fez de Roberto 'Nico' Arroyo no 9º episódio - "Bought and paid for" ("Comprado a pronto", em Portugal) -, da 2ª temporada. 

Posteriormente participou em séries como “24”, onde interpretou o vilão Ramon Salazar, em “Crusoe”, onde representou Santos Santana e teve uma pequena aparição em “CSI: Miami”.

(como Ramon Salazar em "24")

Mais recentemente participou nas séries “O Mentalista”, onde interpretou o líder de uma família mafiosa argentina, Gabriel Porchetto, no episódio "My Bloody Valentine" (12º episódio, da 4ª temporada) e “Missing” (série protagonizada por Ashley Judd) em que representou o papel de Antoine Lussier (chefe da espionagem francesa), no 2º episódio da série protagonizada por Ashley Judd.

(como o mafioso Argentino Porchetto em "O Mentalista")
  • 2012 - "Missing": onde faz de Antoine Lussier
  • 2012 - "O Mentalista": no papel de Gabriel Porchetto
  • 2009 - "Crusoe: onde faz de Santos Santana
  • 2007 -  "CSI Miami" como Joseph Trevi
  • 2005 - "Have no fear - the life of Pope John Paul II": no papel do arcebispo salvadorenho Oscar Romero
  • 2005 - "Wanted": como Manuel Valenza, Capitão da L. A. Base Swat-tipe
  • 2004 - "Os homens do Presidente"  no papel de Carlos Carrio
  • 2004 - "24" (3ºTemporada): como o vilão Ramon Salazar
  • 2003 - "Kingpin" (mini-série): onde faz de traficante colombiano de cocaína
  • 1997 - "Nostromo": como Col. Sotillo 
  • 1985 - "Miami Vice": no papel de Roberto 'Nico' Arroyo 




Prémios internacionais e nomeações  

Best Acting - 2008" para melhor actor no filme "Óscar. Una pasión surrealista (2008)" 

Nomeação para melhor actor no Grande Prémio do Cinema Brasileiro pelo filme "O Xangô de Baker Street (2001)"

Prémio da Cidade de Huelva - 2009

Nomeação para melhor elenco pela série "24" (2004). Com: Reiko Aylesworth, Carlos Bernard, Elisha Cuthbert, James Badge Dale, Dennis Haysbert, Mary Lynn Rajskub, Paul Schulze e Kiefer Sutherland.


Fontes/Mais informações: Semanário Expresso (Revista Única): Ana Soromenho e Vítor Rainho / Notícias Magazine / wikipedia / Sacvideo / Imdb / filmeweb.pl