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terça-feira, 15 de janeiro de 2013
As aventuras de OSS 117 em Portugal
Jean Bruce, pseudónimo de Jean Brochet, nascido em 1921, foi um popular escritor francês de romances de espionagem. Em 1949 criou uma personagem que haveria de se tornar célebre, um agente de nome Hubert Bonisseur de la Bath, mais conhecido por OSS 117.
Escreveu 75 romances com este protagonista e morreu a 27 de Março de 1963, em Paris, num acidente de automóvel.
Após a sua morte, a personagem não desapareceu. A sua mulher, Josette Bruce, agarrou no agente e escreveu mais 143 romances com OSS 117 como figura principal, entre 1966 e 1985.
Entre 1971 e 1972, Josette publica 3 livros com ligação a Portugal: "OSS 117 aime les Portugaises” (de 1971), “Balade en Angola” (de 1972) e “Maldonne à Lisbonne” (também de 1972).
Em 1987, os filhos de Jean Bruce, François Bruce e Martine Bruce retomam em mão o negócio familiar e acrescentam mais 24 títulos à personagem. 252 romances com base numa figura é coisa de que poucas se podem gabar.
"OSS 117 aime les Portugaises” (em português: "O amor dos portugueses")
O encontro entre agentes duplos não é uma tarefa fácil.
OSS 117 utiliza toda a sua experiência na sua chegada a Lisboa.
Aparentemente era uma missão muito tranquila, mas uma equipa de assassinos tenta eliminá-lo.
E uma jovem ingénua tenta drogá-lo antes de saltar para a sua cama.
As noites são frias em dezembro, mas das meninas não se pode dizer o mesmo.
"Maldonne à Lisbonne" (em inglês "Misdeal In Lisbon")
Com poucos dias de intervalo são assinados dois agentes "permanentes" da CIA em Lisboa.
O agente OSS 117 terá que envidar todos os esforços para parar com este massacre e encontrar as causas e autores destes crimes.
"Balade en Angola" ("Balada de Angola" em português)
Várias granadas, assim como um bornal de munição, estavam penduradas em seu cinto. Segurava um fuzil, de assalto Kalashnikov AK 47 de carregador curvo. Chamava-se Amérigo Kassinga. Seus homens apelidaram-no: O Tigre.
Fontes: Doublesection / Spyguysandgals / Lauro António apresenta / Livrenpoche (1) (2) (3) / Thrillermagazine
"Maldonne à Lisbonne" de Pierre Genéve
Um outro autor, Pierre Genéve (pseudónimo do escritor monegasco Marc Schweitzer), publicou em 1965, na editora Les Presses Noires, o seu livro "Maldonne à Lisbonne", homónimo ao publicado por Josette Bruce em 1972.
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quarta-feira, 20 de julho de 2011
Nando's: de Joanesburgo para o mundo

Nando's é uma cadeia de "fast food" sul-africana - mas que se apresenta como portuguesa.

A Nando's foi fundada em 1986, na cidade de Joanesburgo, por Fernando Duarte (a origem do Nando's), natural do Porto, que chegou à África do Sul com quatro anos, e Robbie Brazzin.
Os 2 promotores decidiram comprar e transformar um restaurante local de "take-way" que vendia o famoso frango assado temperado com o não menos famoso molho piripiri (a que o Nando's chama peri-peri), entre muitas outras coisas.

Como tudo começou ?
O primeiro restaurante Nando nasceu em Setembro de 1987, num pequeno subúrbio de Joanesburgo chamado Rosettenville. Esta localidade era, à época, o coração da comunidade portuguesa naquela cidade sul-africana, sendo que a maioria tinha acabado de chegar de Moçambique e tinha saudades dos pratos de comida portuguesa.
Ao longo dos anos, o prato mais vendido foi sempre o mesmo: nenhuma outra receita conseguiu bater o meio-frango com piri-piri. "Era um dos pratos favoritos dos portugueses em Moçambique. Foi a junção do frango com o picante, produto tipicamente africano, que criou o prato mais vendido do Nando´s", conta Fernando Duarte.

Aparentemente, o frango assado com o molho piripiri, as cervejas Sagres, as águas do Luso e os pastéis de nata aliados à decoração "kitsh" agradaram a todos os estratos da população.
Em pouco tempo o Nando's tinha seis unidades na África do Sul. E até o então presidente Nelson Mandela dizia preferir uma refeição Nando's a um banquete de Estado.
Nando's através do mundoA cadeia Nando´s tem mais de 700 estabelecimentos, próprios e franchisados, espalhados por 33 países. Um feito que faz da marca a segunda maior cadeia de restaurantes de frango do mundo, a seguir à Kentucky Fried Chicken.
Em Inglaterra, a cadeia conta com 170 lojas e é a partir deste país que a marca quer crescer para França, Espanha e Portugal. Nas nações árabes, como Paquistão, Oman e Qatar, o êxito é ainda mais visível. Chegam a ser servidas 30 mil refeições diárias e o número de vendas até nem diminui na época do Ramadão.

Símbolos portugueses
O Nando's tem como símbolos o galo de Barcelos e o escudo da bandeira portuguesa e os restaurantes apresentam-se decorados com esses símbolos e outros objectos do estereotipado "português rústico" (incluindo coloridas ementas com erros ortográficos).
"O facto de o galo se levantar e cantar faz-nos identificar com os valores da marca do Nando's", diz o empresário. Já o escudo é "um símbolo que promete dar a qualidade e o sabor que todos os clientes esperam e é também uma forma de ligar a marca a Portugal", assegura.
Fernando Duarte é dos poucos portugueses a integrar a administração de uma empresa que se quer apresentar como a quinta-essência da portugalidade.


Portugasm em Barcelos
A cadeia do galo de Barcelos promoveu na Austrália a campanha Portugasm, ou seja, o estado sublime alcançado por comer frango assado português com piri-piri.
O Instituto de Rejuvenescimento e Descontração Portugasm (PERI = Portugasm Enlightenment and Rejuvenation Institute), gerido por Grand Master Fernando, localiza-se (ficcionalmente) em Feitos no concelho de Barcelos.
Se for inoportuna a viagem entre a Austrália e o Instituto, o Portugasm pode ser alcançado por um jantar de frango Peri-Peri num restaurante Nando's.

Campanha sul-africana
Fontes: Mundo Português / Expresso / Guedelhudos / Nandos / RollerBarcelos / Portugasm
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Sumol Angola
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terça-feira, 12 de julho de 2011
quarta-feira, 2 de março de 2011
"Onda Sonora Red Hot + Lisbon" (1998)

"Onda Sonora Red Hot + Lisbon" foi o décimo primeiro disco da série de álbuns (de compilação) Red Hot criados pela Red Hot Organization (RHO), uma organização internacional cujo objectivo, neste 11º disco, foi aumentar a consciencialização sobre a SIDA no mundo que fala Português e em outros lugares devastados pela síndrome.
"Onda Sonora" inclui músicas de 40 artistas, representando 11 países. O resultado é uma fusão de elementos - uma colecção de canções executadas em sete línguas diferentes, a partir de uma variedade de culturas, com diversas origens e estilos - tudo o que tem sido influenciado pela cultura Português.
Fonte: wikipedia
Alinhamento
1. David Byrne + Caetano Veloso — Dreamworld: Marco de Canavezes
2. Ketama + Djavan + Banda Feminina Didá — Dukeles
3. Bonga + Marisa Monte + Carlinhos Brown — Mulemba Xangóla
4. General D + Funk N’ Lata — Sobi Esse Pano, Mano
5. Lura — Nha Vida
6. Moreno Veloso + Sadjo Djolo Koiate — Coral
7. k.d. lang — Fado Hilario
8. Madredeus — Os Dias São a Noite (Suso Saiz Remix)
9. Interlude — DJ Wally + Lura
10. Simentera + DJ Soul Slinger — A Mar (Storm Mix)
11. Naná Vasconcelos + Vinícius Cantuária — Luz de Candeeiro
12. António Chainho — Variações Em Mi Menor
13. Delfins + Tó Ricciardi — Canção de Engate (In Variações Memory Remix)
14. Smoke City — O Cara Lindo (Mr. Gorgeous)
15. Filipe Mukenga + Underground Sound of Lisbon — Hailwa Yange Oike Mbela
16. Netos do N’Gumbe — Tchon Di Na Lú
17. Arto Lindsay + Arnaldo Antunes + Daví Moraes — Sem Você
18. Paulo Bragança + Carlos Maria Trindade — A Névoa
19. Filipa Pais + António Chainho — Fado da Adiça
20. Ekvat — Babu Amgeló
21. Durutti Column — It’s Your Life, Babe
k.d. lang canta "Fado Hilário"

Uma das participações mais inesperadas foi a da cantora canadiana k.d. lang que ousou cantar o tema "Fado Hilário" com a colaboração, na guitarra portuguesa, de António Chaínho.
Video: Youtube
"Nha Vida" de Lura

O tema da luso-caboverdeana Lura (Maria de Lurdes Assunção), "Nha Vida", incluído em "Onda Sonora", numa nova versão, foi regravado, em 2002, pelo cantor brasileiro André Gabeh (que participou no 1º Big Brother Brasil) com o título "Hoje no Mar".
Video: Youtube
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Luiz Piçarra, um tenor de sucesso internacional
Em 1945 Luis Piçarra parte para o Brasil, onde inicia uma ascensão magnífica. Actua igualmente no famoso Cólon de Buenos Aires. É na Argentina que conhece Tiro Schippa, considerado o maior tenor do mundo, tornando-se o único aluno que o mestre ensinou.Ficou durante 2 anos no Brasil, tendo contracenado com Amália Rodrigues em "A Rosa Cantadeira". Partiu depois numa nova digressão pela América Latina, que culminou no México.
Em 1947 tem um grande sucesso no Egipto – o começo do grande apogeu da sua carreira artística. Luís Piçarra permaneceria mais de um ano como cantor privativo do rei Faruk, que, em 1948, lhe concedeu o título Bey, correspondente ao de conde nas cortes europeias. Actuou ainda em países como Chipre, Líbano, Síria, Grécia, Turquia e Itália.
(foto: com Amalia na TV Excelsior no Brasil)
Piçarra é o primeiro artista estrangeiro a pisar o famoso palco do Teatro Municipal La Gaîté Liryque, na altura o mais famoso teatro de opereta da capital Francesa, com a opereta "Un Portugais en Paris".

Em Paris actua com Edit Piaff, em 1950 no show ”This is Europe”, transmitido pela ECA ,em cadeia para emissores de todo o mundo. Em Novembro de 1950 , fixa-se em Paris, onde interpreta o principal papel na opereta “Colorado” no teatro municipal "Gaitè Lyrique".
Passou a actuar duas vezes por dia na Radiodiffusion Française e mais tarde na televisão.
Além de "Colorado" trabalhou em espectáculos como "La Vie en Rose" e "Andalousie".

Em meados da década «Lou Pizarra» era o cantor europeu com mais discos publicados: a sua voz estreou temas como "Avril au Portugal", "Granada" ou "Luna Lunera".
Nos anos 60 gravou 26 programas televisivos para a cadeia norte-americana NBC e outros 26 em França, com Edith Piaf e a Orquestra de Paul Durand.
Poucos saberão, mas Luís Piçarra foi o criador da famosa "Granada", que lhe foi oferecida pelo compositor Agustin Lara. O tenor cometeu o seu primeiro erro: não salvaguardou os direitos da canção e a máquina de Hollywood lançou-a na voz de Mario Lanza. Assim passou a ser conhecida como "a Granada do Lanza".
Fontes: Revista Nova Gente / Facebook
Mais informaçoes: Alberto Franco, "Luís Piçarra - A voz imensa"
Audio
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Cantor Egípcio roda anúncios da Pepsi em Lisboa (2007)
Amr Abdel Basset Abdel Azeez Diab, mais conhecido como Amr Diab, é um cantor e compositor egípcio de música jeel.
Amr Diab tem sido o protagonista de diversas campanhas da Pepsi, tendo viajado em 2007 para Portugal para rodar alguns anúncios, em Lisboa, nos quais interpretava o tema "Inta El Ghaly" do seu álbum "El Leila":


Videos: (1) (2)
Amr Diab tem sido o protagonista de diversas campanhas da Pepsi, tendo viajado em 2007 para Portugal para rodar alguns anúncios, em Lisboa, nos quais interpretava o tema "Inta El Ghaly" do seu álbum "El Leila":


Videos: (1) (2)
terça-feira, 21 de setembro de 2010
“The ‘Gees” de Herman Melville (1856)
O famoso escritor Herman Melville publicou, anonimamente, em início de carreira, em Março de 1856, na Revista Harper’s New Monthly Magazine o pequeno conto (sketch) "The ‘Gees".O insensível narrador começa por informar que a palavra ‘Gees é uma corruptela - usada pelos homens do mar - de 'Portuguese' (português). Trezentos anos antes, alguns portugueses condenados a prisão tinham sido utilizados para colonizar a Ilha do Fogo na Corte Nordeste de África, onde apenas habitavam negros.
Aparentemente este conto é uma crítica social a uma classe social, os mestiços da Ilha do Fogo, que pela sua ingenuidade eram recrutados como marinheiros a troco de pouco dinheiro, mas ao mesmo tempo - e de forma mais vincada - revela a desumanidade de alguns homens do mar.
Anti-RacismoEste conto foi utilizado como uma sátira contra o preconceito racial, muito presente no Século XIX, funcionando os “’Gees” quase como uma metáfora dos Norte-americanos de origem africana e indígena.
Os navegadores e marinheiros norte-americanos gozavam, de certa forma, com a inteligência e apetite dos ‘”Gees”, mas aproveitavam-se deles para reforçar as suas tripulações.
Fontes: Louisproyect / A Herman Melville Encyclopedia de Robert L. Gale / Gavin Jones
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quinta-feira, 22 de julho de 2010
"E a Pessoa de Fernando Ignorou África ?" de João Craveirinha (2005)
Normalmente os artistas plásticos inspiram-se em obras literárias. João Craveirinha, neste Livro para Teatro, inspirou -se numa pintura sua em tela, de 1.20m x 90cm, feita em 1990 / 91 e exposta pela primeira em 1992, na Galeria da SPA, Sociedade Portuguesa de Autores em Lisboa. O tema deste LIVRO (e Pintura), está relacionado com o facto do poeta luso, FERNANDO PESSOA, ter vivido na África do Sul, mais concretamente em Durban – Natal e nunca ter transparecido esse aspecto nas suas memórias de adolescente, em terras do antigo Império Zulo de Shaka a Cet-shuaio, passando por Dingane, antigos soberanos da orgulhosa e temida estirpe dos filhos do céu – Izulo – como a si próprios se intitulavam.
Outra personagem principal no Livro, é a consciência colectiva de África, simbolizada pelo espírito azul de uma Princesa suázi / ronga, rodeada de bailado esotérico. Imagens em cadeia vão passando pelo imaginário da Peça Teatral desde Bartolomeu Dias ao Estado Novo e à 2ª Grande Guerra Mundial, passando pelo 5º Império das Descobertas Portuguesas, à Globalização dos nossos dias, sem esquecer Nelson Mandela, Patriarca Africano da Fraternidade Universal.
Fonte: macua.blogs.com
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terça-feira, 15 de junho de 2010
Club de Regatas Vasco da Gama (1898)

O Club de Regatas Vasco da Gama é um clube desportivo da cidade do Rio de Janeiro, fundada em 21 de agosto de 1898.
Foi fundado em 21 de agosto de 1898 por um grupo de remadores. O nome do clube é uma homenagem ao navegador português Vasco da Gama, devido à comemoração do quarto centenário da viagem de descoberta do caminho marítimo para as Índias, em 1898.
Após o sucesso nas modalidades marítimas, o Vasco fundiu-se, no dia 26 de Novembro de 1915, com o Lusitânia F.C. e forma a sua primeira equipa de futebol.
Mais informações (1) (2)
Clubes homónimos
Ao longos destes anos, surgiram no Brasil e ao redor do mundo várias equipes com o mesmo nome e pequenas alterações, podemos citar algumas:
* no Brasil, temos no Estado de São Paulo, em Santos o Clube de Regatas Vasco da Gama (fundado em 12 de fevereiro de 1911), no Estado do Maranhão o Vasco da Gama Futebol Clube (fundado em 1919 e já extinto), o Vasco da Gama do Estado do Acre (fundado em 1952), o Vasco do Estado do Sergipe (fundado em 1931) e o Vasco da Gama do estado de São Paulo (fundado em 1958);
* na Índia, temos Vasco Sports Club (fundado em 1951),
* na África do Sul, o Club Recreativa Vasco da Gama (fundado em 1980)
* no Canadá o Vasco da Gama Soccer Club,
* nas Bermudas, o Vasco da Gama FC
* em Portugal, o Vasco da Gama de Vidigueira (fundado em 1945)
* na Nigéria, o NSL Vasco da Gama.

Jogadores portugueses
Fernando Peres: jogou no Vasco da Gama em 1974 (ver foto com caricas do futebol de mesa) e no Sport Recife em 1975.
Lito jogou no Vasco da Gama em 1979.
José Dominguez jogou no Vasco da Gama em 2005
Mas o jogador português mais acarinhado no Brasil terá sido, pelos registos históricos, Fernando Augusto.
Fernando Augusto (anos 50 e 60)
Fernando Augusto trocou Trás-os-Montes por Terras de Vera Cruz. Filho de emigrantes portugueses no país, passou pelos juvenis do Botafogo e jogou nas equipas principais de Bangu (durante 8 meses), Ferroviário (de 1956 a 1966)) e Vasco da Gama (de 1966 até 1968).
Em 1962 jogou pela Selecção Paranaense no Campeonato Brasileiro de Selecções. Em 1963 ganhou o título da Zona Sul pelo Ferroviário e depois o bicampeonato estadual em 1965 e 66 que foi uma conquista de raça e vontade de todos.
Em 1967 foi jogar no Vasco da Gama da 2ª divisão. Em 1968 passou a técnico do Clube e foi sob seu comando em 1970 que o Vasco da Gama ganhou um título que vinha perseguindo há algum tempo.
Quando pendurou as chuteiras, integrou a equipa técnica do Vasco e seguiu para os escalões de formação do Paraná Clube.
Fontes: Blogluso, Diário iol, Câmara de Curitiba
terça-feira, 27 de abril de 2010
"Portugal" de Georges Moustaki (1974)
O cantor francês Georges Moustaki, nascido no Egipto (filho de pais gregos), para além de ser um grande amante da cultura e da música de expressão portuguesa (principalmente da musica brasileira) durante muitos anos transportou para a sua música grandes causas, como a da libertação dos povos sujeitos às opressões de regimes ditatoriais e a "proclamação da boa hora permanente" (tal como canta numa das suas canções mais famosas). Não estranhou por isso que a Revolução de Abril, conhecida por Revolução dos Cravos, não lhe fosse indiferente, tendo lançado em 1974 um single dedicado à revolução de 25 de Abril de 1974, precisamente com o título de "Portugal (Fado Tropical)". (...)

(...) foi a partir de uma canção de Chico Buarque ("Fado Tropical", canção com declamação de poeta de Carlos do Carmo), que Moustaki transformou num enorme êxito a canção "Portugal", num registo bem ao seu estilo, de arranjos perfecionistas, embora em segundo plano a favor do intimismo que a sua voz nos oferece.
Moustaki permanece ainda, aos 76 anos em perfeita actividade, tendo visitado o nosso país em 2008, onde ofereceu dois concertos ao público português e no qual, mais uma vez, voltou a cantar em português alguns versos da canção "Portugal", tal como antes o fizera em disco. (...)
Fonte: Bairro do Vinil (adaptado)
Uma nova canção
Moustaki faz de "Fado Tropical" uma nova canção. Ele fala da sua própria musa, das suas irmãs de exílio e das suas cicatrizes: evocando claramente o 21 de abril de 1967, quando se deu um golpe de Estado na Grécia.
Fonte: Forum
Letra
Oh muse ma complice
Petite sœur d'exil
Tu as les cicatrices
D'un 21 avril
Mais ne sois pas sévère
Pour ceux qui t'ont déçue
De n'avoir rien pu faire
Ou de n'avoir jamais su
A ceux qui ne croient plus
Voir s'accomplir leur idéal
Dis leur qu'un œillet rouge
A fleuri au Portugal
On crucifie l'Espagne
On torture au Chili
La guerre du Viêt-Nam
Continue dans l'oubli
Aux quatre coins du monde
Des frères ennemis
S'expliquent par les bombes
Par la fureur et le bruit
A ceux qui ne croient plus
Voir s'accomplir leur idéal
Dis leur qu'un œillet rouge
À fleuri au Portugal
Pour tous les camarades
Pourchassés dans les villes
Enfermés dans les stades
Déportés dans les îles
Oh muse ma compagne
Ne vois-tu rien venir
Je vois comme une flamme
Qui éclaire l'avenir
A ceux qui ne croient plus
Voir s'accomplir leur idéal
Dis leur qu'un œillet rouge
À fleuri au Portugal
Débouche une bouteille
Prends ton accordéon
Que de bouche à oreille
S'envole ta chanson
Car enfin le soleil
Réchauffe les pétales
De mille fleurs vermeilles
En avril au Portugal
Et cette fleur nouvelle
Qui fleurit au Portugal
C'est peut-être la fin
D'un empire colonial
Et cette fleur nouvelle
Qui fleurit au Portugal
C'est peut-être la fin
D'un empire coloni
Video: Youtube
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sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Patricia goes "Bullywood"
É oficial! Foi lançado em Junho o primeiro filme Bollywood com uma actriz lusa :)Como já fora anunciado, a alfacinha Patrícia Bull foi recrutada para desempenhar um papel cujas premissas eram ter ascendência africana e falar Português. Como imagino que saber dar um pezinho de dança também fosse requisito, a nossa Patrícia Bull tinha tudo para ficar com o papel.
Confesso que estava à espera de um filme mais low-budget, mas desenganem-se os que julgavam o mesmo.
"Kaminey" - assim se chama a película - tem dois dos mais populares actores da nova geração dos filmes hindi nos principais papéis, o bonitinho Shahid Kapur (que conhecemos de "Jab We Met" ou de "Kismat Konnection") e a mega-fabulosa Priyanka Chopra.
O cenário está relacionado com o tráfico de droga e de diamantes africanos [daí que eles precisassem de actores angolanos que falassem inglês] e Shahid Kapur tem um duplo papel.
Patrícia Bull desempenha o papel da mulher de um traficante e, nas cenas em que aparece, faz pouco mais do que dançar.
No filme participam igualmente os actores angolanos Eric Santos e Carlos Paca.
Video: trailer (ver minuto 1'23)
Fontes: grand masala / palco do Andrew / africa today
Bollywood em Portugal ?
O jornal India Times divulgou em Janeiro de 2007 que a indústria de cinema indiano, a famosa Bollywood, poderia rodar filmes em Lisboa e em "outros locais exóticos" e assim levar mais turistas indianos a Portugal, contudo tal intenção não terá sido, até à presente data, concretizada.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
“Na rota dos navegadores portugueses” – um ensaio fotográfico (1988) de Michael Teague

Michal Teague (1932-1999), jornalista e fotógrafo de origem britânica, ganhou, enquanto estudante, um prémio da Universidade de Oxford, oferecido pela Royal Asian Society (RAS). O tema obrigatório era “Ascensão e queda das actividades coloniais portuguesas a Oriente do Suez".
No decurso de uma viagem a Angola apaixonou-se pela arquitectura colonial portuguesa. Deixou-se encantar pela atmosfera peculiar das igrejas, fortes, do casario popular e dos grandes palácios.
Em todos eles descobriu uma mesma impressão digital, que reflectia uma cultura miscigenada de enorme harmonia, um casamento quase perfeito entre o estilo europeu e o africano.
Alguns anos mais tarde, sendo já um consagrado e experiente fotojornalista, sediado nos Estados Unidos, cruzou o mundo no rasto dos navegadores portugueses, recriando a lendária viagem de Vasco da Gama até à Índia.
Em cada porto, em cada baía, em cada foz de rio em cada cidade, sentiu a mesma maravilha, no Brasil, em Africa, no Golfo Pérsico, na Índia, Japão, China ou em Timor, pressentia o mesmo espírito que o tinha encantado na primeira viagem a Angola.
Michael Teague percorreu mais de 270 mil quilómetros, em trinta países diferentes, coleccionando muitos milhares de fotografias, num voo de pássaro sobre o vasto património cultural construído em quatro continentes entre os séculos XV e XVII.
Escreveu para várias publicações internacionais, sendo autor de um livro que inclui fotografias das suas viagens, intitulado “In the Wake of the Portuguese Navigators”.
Fontes: Gpeari / Lourdes Simões de Carvalho

Descrição da obra
Conjunto de 201 imagens, que constituem um ensaio fotográfico de Michael Teague. Viagem de reconstituição das "Rotas dos navegadores portugueses", de Lisboa ao Japão. Registo fotográfico, através do qual o autor capta a presença e vestígios portugueses em África, Brasil e Oriente
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segunda-feira, 15 de junho de 2009
Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo (África)
A eleição das “7 Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo ®” ambiciona divulgar, através de uma selecção representativa, o legado material da Expansão Portuguesa no Mundo.
A lista constituída por 27 obras, cobre o legado patrimonial de origem portuguesa dispersa pelo mundo. Ilustra cabalmente a sua extensão e dignidade — em muitos casos a carecer ainda, como penhor da sua integridade e salvaguarda, da honrosa classificação de Património Mundial UNESCO — bem como a relevância do contributo civilizacional de Portugal.
África
• Angola - Convento do Carmo de Luanda
• Cabo Verde - Cidade Velha de Santiago
• Etiópia - Gorgora Nova
• Gana - Fortaleza de São Jorge da Mina
• Marrocos - Fortaleza de Mazagão
• Marrocos - Fortaleza de Safi
• Moçambique - Ilha de Moçambique
• Quénia - Fortaleza de Jesus de Mombaça
• Tanzânia - Forte de Kilwa (Quiloa)
Angola - Convento do Carmo de Luanda

Cabo Verde - Cidade Velha de Santiago

Etiópia - Gorgora Nova

Gana - Fortaleza de São Jorge da Mina

Marrocos - Fortaleza de Mazagão

Marrocos - Fortaleza de Safi

Moçambique - Ilha de Moçambique

Quénia - Fortaleza de Jesus de Mombaça

Tanzânia - Forte de Kilwa (Quiloa)

História:
A matriz presença dos portugueses nos outros continentes variou muito (...) Assim, em muitos locais apenas foram edificadas pequenas feitorias, algumas vezes protegidas por fortalezas, que crescendo deram origem a cidades de maior ou menor dimensão.
Em Angola e em Moçambique, “inventámos” países, dado a atomização de pequenas tribos e reinos sempre em guerra. Assim se explica que tanto se encontrem grandes núcleos urbanos “à portuguesa”, como a cidade de Moçambique, na ilha homónima, ou apenas igrejas isoladas, como no meio da Etiópia, em Gorgora-Nova ou Danqaz, em Dacca, no Bangladesh, ou como fortalezas longe de tudo, das quais avulta a de São Jorge da Mina, no actual Gana.
Fontes: Areias quentes / 7 maravilhas
A lista constituída por 27 obras, cobre o legado patrimonial de origem portuguesa dispersa pelo mundo. Ilustra cabalmente a sua extensão e dignidade — em muitos casos a carecer ainda, como penhor da sua integridade e salvaguarda, da honrosa classificação de Património Mundial UNESCO — bem como a relevância do contributo civilizacional de Portugal.
África
• Angola - Convento do Carmo de Luanda
• Cabo Verde - Cidade Velha de Santiago
• Etiópia - Gorgora Nova
• Gana - Fortaleza de São Jorge da Mina
• Marrocos - Fortaleza de Mazagão
• Marrocos - Fortaleza de Safi
• Moçambique - Ilha de Moçambique
• Quénia - Fortaleza de Jesus de Mombaça
• Tanzânia - Forte de Kilwa (Quiloa)
Angola - Convento do Carmo de Luanda
Cabo Verde - Cidade Velha de Santiago

Etiópia - Gorgora Nova

Gana - Fortaleza de São Jorge da Mina

Marrocos - Fortaleza de Mazagão

Marrocos - Fortaleza de Safi

Moçambique - Ilha de Moçambique

Quénia - Fortaleza de Jesus de Mombaça

Tanzânia - Forte de Kilwa (Quiloa)

História:
A matriz presença dos portugueses nos outros continentes variou muito (...) Assim, em muitos locais apenas foram edificadas pequenas feitorias, algumas vezes protegidas por fortalezas, que crescendo deram origem a cidades de maior ou menor dimensão.
Em Angola e em Moçambique, “inventámos” países, dado a atomização de pequenas tribos e reinos sempre em guerra. Assim se explica que tanto se encontrem grandes núcleos urbanos “à portuguesa”, como a cidade de Moçambique, na ilha homónima, ou apenas igrejas isoladas, como no meio da Etiópia, em Gorgora-Nova ou Danqaz, em Dacca, no Bangladesh, ou como fortalezas longe de tudo, das quais avulta a de São Jorge da Mina, no actual Gana.
Fontes: Areias quentes / 7 maravilhas
segunda-feira, 2 de março de 2009
"Portugal I Love You" de John Edmond
John Edmond é um cantor nascido na Rodésia (actual Zimbabwe) que obteve grande sucesso, sobretudo na década de 70, com as suas canções de cariz patriótico.No início da década de 80, o cantor publicou o single "Portugal I Love You", o qual chegou a ser lançado no Brasil.
Após contactar a sua esposa, ficámos a saber que a mesma era de origem portuguesa, o que inspirou o cantor a compôr a referida canção.
Depoimento de Teresa Edmond
"Portugal I Love You" was written by John Edmond for me "Teresa" now his wife.
John being a song writer singer and entertainer and myself being a dancer met on a show in the 70's fell in love and walla........... he wrote the song for me!, me being of Portuguese descent and a dancer inspired John to write the song.
"Coimbra" was a restaurant that we use to perform at. "Portugal I love you" was released in Brazil in the 1980's [and] became a very well played track on various Brazillian Radio stations. Amazing that you should find it after all these years!
The Cd on which this song "Portugal I Love" you is a track is still available and as popular as ever. It is on the CD "BY REQUEST" from John Edmond on our web site www.johnedmond.co.za.
quarta-feira, 25 de junho de 2008
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